terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O que aconteceu com este blog?
Bem, no momento estou postando apenas no meu Google+. Não sei se voltarei a postar aqui. Então, visite:
terça-feira, 18 de outubro de 2011
O impacto da computação em nuvem no mercado de trabalho
Outro dia li um comentário de um chefe de desenvolvimento de sistemas dizendo que profissionais de suporte e programadores estavam "com os dias contados por causa da computação em nuvem". Fiquei tentando entender o porque de incluir programadores nisso aí... Bem, sei que muita gente reza pra chegar esse dia, mas acho que não faz nem o menor sentido afirmar que seria desta vez que o emprego dos programadores estaria ameaçado.
O software como serviço, que também precisa de programadores para ser feito, não é diferente do tradicional software em pacote fechado. Ele atende a um público alvo mais geral, entretanto nunca satisfaz plenamente, e é por esse motivo que sempre alguma empresa quer um software sob medida, e contrata diretamente o programador para fazê-lo. Isso não muda, e, ao passar a ser vendido como um serviço ao invés de um produto de prateleira, acho que essa nova modalidade acaba sendo até um incentivo a mais para muitos optarem pelo software por encomenda, pois muito provavelmente se passará a cobrar mensalidade ao invés de deixar por conta do usuário a decisão de atualizar ou não para uma nova versão, o que diminui a distância, em termos de custo, entre os dois tipos de software.
Para os programadores em si só muda o fato de que é cada vez mais fácil trabalhar em qualquer lugar. Tendo acesso ao servidor via Internet, não tem mais tanta diferença estar dentro da própria empresa consumidora, em uma "fábrica de software", ou mesmo em casa.
Mas com a outra parte do comentário eu sou obrigado a concordar: o que será dos profissionais de suporte a redes e também dos administradores de bancos de dados? Estes serão cada vez menos requisitados. Claro que os provedores de hospedagem na nuvem precisarão, e muito, deles, mas, se considerarmos que cada provedor, usando uma mesma infraestrutura, atende a centenas de empresas ao mesmo tempo, obviamente o número necessário de profissionais com estas especialidades tende a diminuir, afinal esta é justamente uma das grandes vantagens da nuvem: diminuir os custos de manutenção de redes locais, incluindo aí os bancos de dados.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
A "Web" está morrendo?
Embora eu já esteja um tanto viciado em aplicações instaláveis para smartphones, eu discordo da visão da Wired -que só li hoje- de que a tendência seja ao "fechamento" das coisas em contraposição à arquitetura aberta.
Ora, a vitória da clonagem de PCs sobre o IBM PS/2 e sua tentativa fracassada de retomar o controle sobre o mercado de PC, que permaneceu uma arquitetura aberta por todos esses 30 anos, não é uma prova de que o aberto vence? E a vitória da Internet, com conteúdo aberto a todos, sobre as "ilhas isoladas" das BBSs e dos portais do tipo AOL também não são? Pra mim é bastante claro que o que impediu o Linux de vencer o Windows foi tão somente o fato de o Linux ter vindo bem depois do Windows já fazer muito sucesso. Veio tarde demais. Mas agora, no novo mundo dos smartphones, tudo indica que é o padrão aberto, o Android, que vingará sobre os concorrentes fechados.
Desde que a Apple, que sempre foi a megaempresa mais "fechada" do mundo da tecnologia, começou com essa coisa de app para iPhone, eu sempre vi isso como uma situação temporária que é necessária no momento atual devido à "lentidão a mais" dos dispositivos móveis em relação a plataformas como o PC, o que os torna incapazes de rodar, por exemplo, sites em HTML5 em sua plenitude. A Google no caso não tinha outra escolha senão participar deste mercado, mas na medida em que os smartphones ganharem mais poderes as vantagens das aplicações rodarem na nuvem irão ressurgir. Hoje eu ainda não consigo rodar, sem ter que reinstalar, uma mesma coisa que rodo em um dado smartphone ou tablet, em outro smartphone ou tablet, não consigo nem mesmo compartilhar as configurações das aplicações entre diferentes smartphones. Me parece bastante óbvio que isso é algo que falta no mundo das apps móveis, e que quando aparecer ninguém conseguirá viver sem isso, e então teremos de volta as aplicações todas rodando na própria nuvem, não há porque não ser assim. Na verdade a computação em nuvem mal teve tempo de decolar de verdade, e portanto as aplicações rodarem offline nos dispositivos móveis é apenas resquício dos métodos antigos de software em pacote instalável, que na verdade ainda não tiveram tempo suficiente para "ficarem para trás".
E que venha o Chrome para Android!
Ora, a vitória da clonagem de PCs sobre o IBM PS/2 e sua tentativa fracassada de retomar o controle sobre o mercado de PC, que permaneceu uma arquitetura aberta por todos esses 30 anos, não é uma prova de que o aberto vence? E a vitória da Internet, com conteúdo aberto a todos, sobre as "ilhas isoladas" das BBSs e dos portais do tipo AOL também não são? Pra mim é bastante claro que o que impediu o Linux de vencer o Windows foi tão somente o fato de o Linux ter vindo bem depois do Windows já fazer muito sucesso. Veio tarde demais. Mas agora, no novo mundo dos smartphones, tudo indica que é o padrão aberto, o Android, que vingará sobre os concorrentes fechados.
Desde que a Apple, que sempre foi a megaempresa mais "fechada" do mundo da tecnologia, começou com essa coisa de app para iPhone, eu sempre vi isso como uma situação temporária que é necessária no momento atual devido à "lentidão a mais" dos dispositivos móveis em relação a plataformas como o PC, o que os torna incapazes de rodar, por exemplo, sites em HTML5 em sua plenitude. A Google no caso não tinha outra escolha senão participar deste mercado, mas na medida em que os smartphones ganharem mais poderes as vantagens das aplicações rodarem na nuvem irão ressurgir. Hoje eu ainda não consigo rodar, sem ter que reinstalar, uma mesma coisa que rodo em um dado smartphone ou tablet, em outro smartphone ou tablet, não consigo nem mesmo compartilhar as configurações das aplicações entre diferentes smartphones. Me parece bastante óbvio que isso é algo que falta no mundo das apps móveis, e que quando aparecer ninguém conseguirá viver sem isso, e então teremos de volta as aplicações todas rodando na própria nuvem, não há porque não ser assim. Na verdade a computação em nuvem mal teve tempo de decolar de verdade, e portanto as aplicações rodarem offline nos dispositivos móveis é apenas resquício dos métodos antigos de software em pacote instalável, que na verdade ainda não tiveram tempo suficiente para "ficarem para trás".
E que venha o Chrome para Android!
Texto da Wired: http://www.wired.com/magazine/2010/08/ff_webrip/
sábado, 13 de agosto de 2011
A lei de Moore está de volta
Percebo cada vez mais pessoas (várias mesmo) assustadas com a evolução das coisas, desesperadas com ver seus aparelhos celulares ficarem ultrapassados em tão pouco tempo. Engraçado que isso pra mim não é novidade. Já vi esse filme antes. Bem vindo ao mundo real da tecnologia. Ela na verdade sempre foi assim, mas você se acostumou mal. Se acostumou mal porque é da geração Internet (independente de idade, pois muita gente não tão nova só passou a usar computador com a vinda da Internet). Conheceu a tecnologia numa fase de downsizing, aonde o poder dos PCs antes necessário para poder rodar a última versão do Windows e do Office foi ofuscado pela lerdeza da Internet, que entre Google Docs, joguinhos em Flash e mapas se abrindo devagar na tela mesmo assim se tornou mais importante que o desktop. Foi por isso que o Windows Vista não deu certo. Foi por isso que o netbook fez sucesso. Foi por isso que o tablet se tornou viável. Foi por isso que abriu-se espaço no mercado para uma nova gigante chamada Google. E então as pessoas não tão acostumadas com o avanço tecnológico saborearam momentos de alívio. Durante alguns anos foi fácil se manter neutro. Essa nova geração podia se dar ao luxo de não se importar muito com upgrades em seus PCs, e até em vários casos trocar por computadores menos potentes que o anterior. Mas pra quem viveu a época em que se trocava de PC a cada novo Windows ou Office, não era difícil prever que, depois que esse downsizing atingisse seu limite mínimo, com a própria Internet ficando cada vez mais veloz, os dispositivos "magros" também iriam acabar voltando a acompanhar a evolução. O que aconteceu no mundo da tecnologia foi algo como um avião que estola após perder sustentação, e depois recupera seu voo ao ganhar mais velocidade. Agora as coisas voltam a subir. Com um outro formato, "a fresh new look", mas tal como a tecnologia na verdade sempre foi: evolução constante, goste ou não. O melhor é aprender a gostar...
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