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domingo, 23 de outubro de 2005

Momento MAIS do dia: esse domingo foi um dia um tanto especial que eu não podia deixar de citar. Cantei em dois coros no mesmo encontro de coros. Muita gente conhecida. Muitas amizades reforçadas (espero). Me senti como nunca fazendo parte de um meio que, depois de uma certa namorada, eu passei realmente a querer fazer parte. Foram duas boas apresentações que considerei muito bem sucedidas. Eu senti como nunca que a minha participação teve peso no sucesso das apresentações. Ou será que eu to meio "estrela"? É bom balancear as coisas. Mas enfim... Missões sendo cumpridas... Vida sendo vivida... Avante, sempre! Desculpe o clichê.

domingo, 16 de outubro de 2005

Futurologia

texto escrito em 21 de março de 2002

Gostaria primeiramente de lembrar que é muito comum até mesmo o melhor dos analistas errar nas previsões. A idéia de fazer essas previsões surgiu quando li um exemplar da revista Byte de setembro de 1990, aonde vários nomes famosos, incluindo Bill Gates, faziam previsões para até 2000. O número de erros que eles cometeram foi enorme. Pra você ter uma idéia, nenhum deles previa sequer a possibilidade de uma Internet como a conhecemos desde 1995. Poucos sequer acreditavam que o CD-ROM seria o principal meio de distribuição de software, embora os primeiros drives de CD já estivessem começando a aparecer. Um dos entrevistados disse que "no final dos anos 90 teremos micros com 16MB de RAM", como se isso fosse algo revolucionário. A maioria acreditava também que os computadores iriam se auto-programar e que os dias dos profissionais de programação estavam contados. Ledo engano. Era também uma época em que o ambiente gráfico ainda era visto como coisa de jogador de videogame ou artistas, mesmo com a chegada do então recém-lançado Windows 3.0. Portanto, vocês do futuro, vocês que estão em 2012, não riam se eu tiver cometido muitos erros :-) Tenho certeza que a leitura deste texto será tão divertida em 2012 quanto foi divertido pra mim ter lido esta Byte de 1990.

As previsões...

- Internet móvel terá altíssima velocidade e será acessível a todos. O laptop estará 24 horas conectado na Internet.

- Na verdade o único computador será móvel, sem fios, e não será nem laptop, será uma prancheta sensível ao toque e com reconhecimento de escrita e fala. O teclado não sumirá, já que o reconhecimento de escrita e fala ainda será precário e a digitação ainda é mais conveniente, no entanto o teclado irá aparecer na própria tela quando se precisar digitar algo.

- O papel será definitivamente substituído pelo computador, já que haverão "telas flexíveis" que permitirão ler um livro ou jornal digital na cama e no banheiro. Fotografias em papel convencional e tiradas com câmeras convencionais também serão coisa do passado. Haverão também quadros digitais pendurados nas paredes, cujas imagens poderão ser trocadas como são atualmente os wallpapers do Windows ou poderão transmitir uma imagem ao vivo de paisagens ao redor do mundo, através de câmeras via Internet.

- Dados, software e configurações personalizadas estarão todas na Internet, e não mais no HD, de modo que você poderá acessa-los de qualquer lugar que estiver, em qualquer computador. Portanto a distribuição de software, transporte de dados e backup será 100% via Internet e nem CD-ROM usaremos mais. O HD virtual na Internet será mais uma letra de drive no seu sistema.

- A rede Internet se torna portanto mais importante que o software, assim como o software ultrapassou a importância do hardware nos anos 90. Para compreender melhor, basta lembrar que nos anos 80 as pessoas se preocupavam com "tal linha de micro", com o "equipamento X", e o software era mera conseqüência. Nos anos 90 o hardware se padronizou e a discussão se voltou para qual software é melhor, e fazer um upgrade no hardware se tornou então a conseqüência de uma exigência de mais processamento por parte do software. Agora que o software começa a se padronizar em torno de Windows, Office, Internet Explorer, etc, fazer um "upgrade no software" se tornará uma exigência feita pelos próprios avanços da rede. E m outras palavras, se antes mandava IBM e hoje manda Microsoft, amanhã talvez mande AOL.

- O que até então era considerado "sistema operacional de disco (DOS)" se tornará "Sistema operacional de Internet (IOS)", pelos motivos apresentados acima.

- Os trocadores de arquivos tipo Napster serão desnecessários, já que com o IOS você poderá compartilhar pastas com o mundo inteiro e fazer searchs nas pastas compartilhadas de todos os internautas ao redor do mundo.

- Haverá um mundo virtual em 3D que integrará todos os jogos. Hoje temos vários jogos multiplayers isolados. No futuro o simulador de avião se integrará ao de carro, de modo que o jogador que estiver dentro de um carro verá um avião passar sobre sua cabeça, pilotado por um jogador que estiver em um simulador de vôo. Com o tempo essa tecnologia integrará também shoppings virtuais e provavelmente todos os sites virarão prédios e lojas em 3D, visualizados com um óculos de realidade virtual, periférico que se tornará tão indispensável quanto o mouse.

- A banalização das músicas em MP3 trará players portáteis menores que caixas de fósforos e a preço de radinho de pilha que conterão toda a sua coleção de músicas prediletas com qualidade de CD (que representa o limite do ouvido humano, portanto não tem o que evoluir). Diante disso, não haverá mais como ganhar dinheiro vendendo músicas da maneira como conhecemos hoje. Os arquivos de música e também os de filmes serão considerados tão pequenos quanto são hoje os do tipo MID, de modo que não haverá meios para se conter a pirataria dos mesmos, obrigando as industrias fonografica e cinematográfica a inventarem outros meios para ganhar dinheiro. Talvez o consumidor final passe a pagar apenas por shows ao vivo mas a indústria aperte o cerco na cobrança de royalties de execuções públicas por parte de quem ganha dinheiro com a música como bares e boates, algo semelhante ao que acontece na prática com o software atualmente.

Minha história no mundo da informática

Atualização 04/06/2009: Mais links para emuladores online.
Atenção! Este texto foi escrito no final dos anos 90, portanto ainda não tem tudo o que aconteceu depois que eu entrei no mundo da Internet.




Emulador de ZX Spectrum, uma das maiores paixões da minha infância

O primeiro jogo que joguei no fliperama foi Pong (link para simulador quase idêntico), que por coincidência foi o primeiro jogo de fliperama da história. Ainda me lembro bem. Havia um fliperama no Conjunto PongNacional, na época único shopping de Brasília, aonde haviam apenas jogos em preto e branco, e joguei o Pong com a minha mãe, já que era um jogo para duas pessoas. Nesse fliperama havia também um joguinho de carro, e eu inventei uma espécie de videogame em papel inspirado nele, já que nem sonhava em ter Um 'videogame' improvisado, que usava papel transparente. Eu ia deslizando o papel sobre outro papel, que tinha o carrinho do jogador desenhado, e o objetivo era evitar encostar nos carros inimigos.videogame em casa naquela época. Alguns anos depois surgiu um outro fliperama no mesmo shopping, mas com máquinas coloridas que eram renovadas de vez em quando, o que fez com que a outra loja logo desse lugar a uma praça de alimentação. Nessa época jogava Mil Milhas (Pole Position), Exerion, Colúmbia (Xevious), Moon Cresta, Fantastic (Galaga), Zaxxon e outros junto com meu pai, que gostava do QIX , um jogo do tipo puzzle.

Nesse meio tempo meu pai me deu um encarte da revista Playboy -eu nem Foi através desta revista que tudo começousabia que revista era essa na época- que falava sobre videogames (Atualização: Após algumas pesquisas, descobri que a revista era a de número 93, de abril de 1983. A capa pode ser vista aqui. Note que a capa menciona a "revista gratis", e o artigo sobre Atari era extremamente parecido com este, de outra revista no mesmo mês. Provavelmente se tratava de uma "matéria paga" pela Dynacom). Aquela reportagem mostrando telinhas do Atari eu jamais esqueci. Pra mim aquele encarte da Playboy foi que começou toda a minha paixão por computadores e afins. Mostrei pra minha mãe dizendo querer um Atari de Telejogopresente. O encarte dizia o preço e quando ela viu disse um não bem redondo. :-) Mas eu estava apaixonado... Não pelas fotos das mulheres da PlayBoy, mas sim pelas telinhas do Atari... Um vizinho e amigo meu, Ivan, que sempre competia comigo nos "brinquedos" que ganhávamos, ganhou um Telejogo, um dos primeiros videogames e que tinha apenas 3 jogos simples em preto e branco. Algum Game&Watch do Donkey Kong 2tempo depois eu consegui ganhar um "Game&Watch" (link para simulador quase idêntico), joguinho portátil que tinha duas telinhas de cristal líquido e apenas um jogo e relógio com alarme. Os Game&Watches faziam muito sucesso na escola, onde nós trocávamos os jogos, permitindo que os colegas jogassem o nosso somente se eles também emprestassem os jogos deles. Tinha até briga. Organizei também campeonatos de Game&Watch aonde o prêmio eram pequenas miniaturas de carros que nós colecionávamos. O Atari 2600 eu joguei pela primeira vez na casa do meu primo que tinha um e eu morria de inveja. River Raid era sem dúvidas o jogo que eu mais gostava. Meu pai chegou a alugar Atari algumas vezes pois havia aluguel do videogame na época, além dos cartuchos. Quando eu finalmente ganhei meu próprio Atari, meu O famoso Atari 2600amigo Ivan, que não podia ficar atrás, ganhou um Odissey da Philips, que indiscutivelmente era pior que o Atari 2600. Enquanto isso crescia meu desejo de ter um computador. Arrumei não lembro como um exemplar da revista Micro Sistemas, a "primeira revista brasileira de micro-computadores" como dizia o slogan, aonde haviam listagens de pequenos programinhas feitos em BASIC. Mesmo sem ter Revista Micro Sistemascomputador ainda eu ficava horas vendo aqueles códigos e brincando de escrever algo no papel. Também brincava de desenhar "sprites" no papel, desenhos quadriculados parecidos com ícones, em uma época em que a resolução gráfica dos micros era tão baixa que tudo formava escadinhas na tela. Um outro amigo meu, o Ricardinho, brincava comigo e tinha até "pirataria" de sprites, ou seja, um copiava o desenho do outro e dizíamos que era "pirataria". :-)

Após muita insistência eu ganhei um CP-200, micro que não tinha cores, não CP-200, meu primeiro microtinha som, tinha apenas 16Kb de memória RAM, usava fitas cassete para guardar os programas e usava a TV como monitor de vídeo. Ivan, é claro, não podia ficar atrás, porém ele mais uma vez Começou Comprando Errado. Adquiriu um MC-1000 da CCE. Embora o MC-1000 tivesse cores e imagens em resolução um pouco melhor, ele não era compatível com nada e portanto Clip do Dire Straitstinha poucos programas. Já o CP-200 era compatível com o extremamente bem sucedido ZX81 inglês. Confesso, estávamos pau-a-pau desta vez. :-) Escreví muitos programas em BASIC, como por exemplo uma agenda telefônica e alguns joguinhos bem simples. Digitei também muitos programas em Assembly de livros. Desenhei um boneco todo quadrado que abria e fechava a boca, imitando aquele famoso clip do Dire Straits, cujo sucesso explodia e que usava computação gráfica incrível para a época. Apareceu um outro amigo, Arthur, que também tinha um CP-200, e ficávamos trocando revistas como Só Programas, Micro e Vídeo e Micro Sistemas. Com ele eu também jogava BombJack, um dos jogos de fliperama que eu mais gostavafliperama, nessa época os jogos eram Bomb Jack, Slap Fight e mais tarde Black Tiger. Vale comentar aqui sobre o Bomb Jack, que era o jogo que eu mais gostava na ocasião. Eu era o recordista no BombJack da loja que nós costumávamos jogar, até que um dia apareceu um cara diferente que simplesmente jogou o tempo que quis, ou seja, se ele quisesse teria ficado eternamente jogando e fazendo pontos no jogo. Até hoje tenho uma imagem de super-homem daquele cara! Ainda jogo BombJack no emulador e nunca consegui repetir o feito daquele "ET Revistas de eletrônica da épocadisfarçado de gente". Sonhávamos em montar nossa própria loja de fliperama. Com o Arthur brinquei também de montar pequenos transmissores de FM com aquelas plaquinhas que vinham em revistas de eletrônica.

TK90X, o micro que mais mexeu comigoDepois do CP-200 ganhei um TK90X, micro compatível com o ZX Spectrum inglês e que tinha 8 cores e 48Kb, que foi uma das minhas maiores paixões na informática até hoje. Com ele fiz até um pequeno "gerenciador de banco de dados" que dava pra criar campos e depois acrescentar dados nos registros. Eu comprava várias revistas inglesas de Spectrum e CP400, micro com o qual eu tinha aulas na escola e tinha um em casa tambémtambém muitos jogos. Ganhei também uma light pen que funcionava muito precariamente e um TPX Mouse, um mouse para TK90X que alimentou muito minha paixão por interfaces gráficas. Surgiu a certeza: meu destino era mesmo ser informata. Comecei a fazer algumas TK3000 da linha Apple 2loucuras como ter 3 micros em cima da mesma mesa, um TK90X, um CP400 e um Commodore VIC-20. Tive também vários Apples: um Unitron, um Dismac, um Exato e um TK 3000. Na escola começou a ter aula de informática e eu, é claro, era o melhor aluno na matéria e era discriminado como "nerd", numa época em que só de mexer com computador já era Commodore VIC-20, micro que não era vendido no Brasilmotivo de discriminações. Na TV tocava a música "Choveu no meu chip" no Chacrinha, e eu obviamente me amarrava.

O tempo foi passando e os micros de 8 bits começaram a ficar ultrapassados e o negócio era ter um compatível com IBM-PC, que eu havia visto pela primeira vez na casa de um amigo do amigo que tinha uma raridade que era um PC "originalzão" com monitor EGA, a mais nova tecnologia de vídeo existente na época.

Como não vi possibilidade de ganhar um PC de presente -pois era muito caro-, Microsoft Flight Simulator 4.0acreditem se quiser, quase desisti da informática. Foi quando meu pai resolveu comprar um 386 pra ele, já que a profissão de arquiteto começava a exigir o uso de computador. O salto do que eu tinha antes para o que eu passei a rodar no 386 foi tão grande que eu tive "orgasmos múltiplos" quando vi o Flight Simulator do PC com gráficos VGA, até então inimagináveis para mim. Cheguei a conhecer o Windows "2 ponto alguma coisa" que tinha uma interface parecida com a que tem o Edit do DOS mas não fazia muito sucesso e eu não dei muita bola. O executável do Windows 3.0Windows 2 chamava "WINUTIL.EXE" e eu e meu pai brincávamos dizendo que era porque ele era "o inútil" mesmo :-) Com o tempo veio a explosão do Windows 3.0 (meados de 90) e finalmente pude experimentar verdadeiramente uma coisa pela qual alimentava muita paixão que eram as interfaces gráficas. Antes do Windows 3.0 eu sonhava muito ao ver as fotos da interface do Macintosh, mas via isso como um sonho quase impossível de realizar. Logo depois veio o sonho de programar "for Windows". A idéia de desenvolver meus próprios programas com interface gráfica era Visual Basic 1.0tentadora. Quando vi em uma revista americana o anúncio da primeira versão do Visual Basic da Microsoft, cassei o mesmo pela cidade incessantemente até que encontrei uma cópia -na época raríssima- dos dois disquetes de 5 1/4 da versão 1.0 do VB. Caiu como uma luva, já que o BASIC era a linguagem que eu já havia cultivado desde a infância. Com o tempo vieram os empregos e serviços para trabalhar com VB.

Alguns anos depois tive meu primeiro modem, de 2400bps, com o qual eu acessava várias BBSs. Lá pra 95 ouvi falar pela primeira vez de Internet através de um anúncio da Embratel no jornal que minha irmã me mostrou. Achei estranho e nem dei muito crédito, afinal eu já tinha visto experiências como o VideoTexto irem por água abaixo. Mas afinal, a Internet pegou a todos nós informatas de surpresa. Essa rede mundial era simplesmente impensável para nós e nem sequer a hipótese de uma rede mundial era levantada em nenhuma literatura. Através da Internet abri esta que é uma das primeiras home pages pessoais brasileiras e que já teve várias "caras" diferentes mas sempre o mesmo endereço (atualização: o site original ficava na Geocities desde 1996, mas o site apagou a minha conta. Atualização 2: A WebHostMe saiu do ar então puz no Blogger). Participei ativamente também dos primeiros canais brasileiros de bate-papo pelo IRC, e com o tempo vieram muitos "IRContros" que renderam algumas namoradas e também alguns empregos, agora para trabalhar com a então chamada "information super-highway"...
Primeiro 'IRContro' de Brasília, e provavelmente o primeiro do Brasil com essas dimensões
Primeiro "IRContro" de Brasília, e provavelmente o primeiro do Brasil com essas dimensões

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Momento MAIS do dia: depois do ensaio no coro da Aneel acabei de treinar um pouco as músicas novas do Laugi. Descobri que pela primeira vez vou me apresentar nos dois coros numa mesma noite num encontro de coros que haverá em breve. Legal!

Vou adicionar uma imagem aqui que pretendo usar para o link das minhas fotos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Momento MAIS de hoje: Ouvi alguns PodCasts através de http://podcasts.yahoo.com. Tem uns muito legais. E já tem vários em português. É a democratização do rádio. Eu to pensando em fazer um podcast pro site de notícias do qual eu participo, o http://www.meiobit.com.

domingo, 9 de outubro de 2005

Momento MAIS do dia: as vezes ficar ouvindo o mesmo tipo de música de sempre enche o saco. Hoje fiquei ouvindo uma rádio anos 50 no Winamp. Muito bom.

Isso é o "momento MAIS do dia". Uma tentativa de resgatar o espírito de "diário" do blog de maneira bem simples, facilitada, sem entrar muito em detalhes.

sábado, 1 de outubro de 2005

hmmm... Hoje eu tô num desânimo muito grande... Mas isso não vai ficar assim.