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quinta-feira, 9 de março de 2006

Hm... O Origami da Microsoft... Um tablet PC um pouco maior que um palm mas com HD de 30 ou mais GB e que roda Windows XP... A Sony tinha lançado algo parecido ha uns tempos atras e aparentemente não fez muito sucesso. A grande pergunta que estão fazendo é qual seria o mercado consumidor deste PC portátil da Microsoft. Se o preço for mesmo por volta de 600 dólares como a Microsoft diz achar que poderá ser, eu sou um consumidor em potencial. Eu sempre achei que os palms eram fracos demais, e os laptops e até tablet PCs grandes demais. Pra mim um computador de mão tem que ter GBs de memória. Não consigo me ver utilizando um dispositivo que mesmo não cabendo no bolso roda apenas uma merrequinha aqui e ali, e não toca milhares de MP3. Mas por incrível que pareça a maioria das pessoas parece não ver as coisas da mesma forma que eu vejo. Eu sinceramente desconfio que é porque elas ainda não sentiram um micro ultra-portátil porém poderoso nas mãos. Não que eu tenha tido essa oportunidade, mas talvez a minha experiência com informática me permita premeditar isso. É algo parecido com o que aconteceu comigo em relação ao player de MP3 e a câmera digital. No início, o tipo de player de MP3 que mais vendia e atraía consumidores era o de CD de MP3, e já naquela época eu brigava com as pessoas dizendo que era pouco demais, e eu certamente fui um dos primeiros possuidores de um player do tipo Jukebox no Brasil, o NOMAD Jukebox de 6GB, que até hoje tenho encostado no armário. Hoje todos sabem as vantagens de gigabytes de memória em um iPod. O caso da câmera digital é ainda mais evidente. No início os consumidores eram levados pela falsa praticidade dos disquetes das câmeras Mavica da Sony. Disquete, assim como CD, era algo palpável e difundido, facilmente compreendido pelo leigo, no entanto 1,3 MB de memória só davam para poucas imagens em ridículas resoluções gráficas. Eu já naquela época criticava as Mavicas e certamente fui um dos primeiros possuidores de uma câmera digital de 1,3mp e cartão SD do país, a Olympus D360-L. Hoje ninguém tem dúvidas quanto a necessidade de se adquirir um cartão de 1 ou mais gigas de memória para esquecê-lo dentro da câmera e fotografar a vontade. As pessoas vão aos poucos percebendo que a necessidade de "segurar" o meio físico é apenas psicológica, um costume herdado dos tempos em que não haviam as transmissões de dados pelos fios das redes digitais. É daí que eu visualizo aonde dispositivos como o Origami se encaixam. A mentalidade ainda está na era das agêndas eletrônicas e calculadoras, ou dos computadores com teclados e telas grandes, mas no dia em que descobrirem o que é um PC como este, poucos vão conseguir deixar de ter um.

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