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domingo, 26 de março de 2006

O MAME do futuro

Uma coisa que eu adoro, como possíveis olhares mais atentos já teriam notado, é viajar no tempo, tanto para o futuro como para o passado. Então há momentos em que vidro com os emuladores da época de ouro do fliperama no MAME, e outros em que me empolgo com as últimas novidades do Netvibes. Algumas vezes faço os dois ao mesmo tempo, literalmente. Estava agora pouco viajando em como seria um MAME do futuro, e me veio a cabeça a seguinte idéia: poderá ser uma loja de fliperama virtual multiplayer. Os jogadores seriam bonecos que entrariam na típica loja dos anos 80 e veriam a sua volta as máquinas em suas cabines originais, com todos aqueles desenhos e sons, e na tela de cada uma o "modo attract" rolando, emulado. É só passear pela loja, inserir uma moeda virtual na máquina desejada e jogar. Enquanto isso outros jogadores reais conectados ao sistema estariam jogando outras máquinas ou observando os outros jogarem. Enfim, uma simulação não só dos jogos em si, mas também da forma como nos comportávamos na época. E essa é mais uma idéia para os jogos do futuro, que como estive pensando outro dia, e muitos analistas por aí também notam, estão há muitos anos meio que com uma grande falta de inovação. De fato podemos dizer que de Quake 1 para cá o videogame não deu nenhum grande salto. O jogo em 3D com texturas, em Wolf3D, foi um grande salto. Poder subir e descer nas plataformas e objetos no Doom 1 também foi. Jogar em rede ou online no Quake 1 certamente foi inovador. Mas depois disso acho que não há nada para ser citado. Outro dia li na Slashdot sobre a idéia de juntar num mesmo ambiente virtual online vários tipos de jogos, de modo que o jogador com sua raquete em um jogo de tenis veria um avião passar, controlado por um jogador de simulador de vôo, que por sua vez olha para baixo e vê a pista de um jogo de corrida aonde os carros estão sendo pilotados por jogadores também reais. Modéstia a parte eu previ isso há 4 anos atrás. Enfim, a indústria precisa correr, pois a demanda por inovação cresce, e o fato é que hoje cada vez menos gente se empolga com os novos jogos, pois eles não parecem muito novos, ou mesmo em muitos casos não são tão bons quanto os anteriores. Simular comportamentos, mesclar novo e antigo, elevar o multiplayer a extremos, juntar tudo em um mundo virtual que pode depois começar a agregar até aplicações como o Google Earth, lojas virtuais, aplicações sérias até. Afinal os jogos sempre ditaram o futuro do "mundo sério". O CD-ROM veio primeiro para os jogos. Os gráficos acelerados idem. As placas de som idem. etc, etc, etc. São idéias para acabar com essa estagnação.

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