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quinta-feira, 27 de abril de 2006

Parabéns a Google

Trechos de uma notícia no site da revista Info:

"Representantes do Google Inc. desapontaram autoridades brasileiras em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, ao dizer que não poderão quebrar o sigilo de usuários do Orkut.

O diretor jurídico do Google Inc., David Drummond, disse que empresa tem dificuldades para quebrar o sigilo de seus usuários porque a legislação do Estados Unidos protege os internautas. O Orkut é hospedado e administrado nos Estados Unidos.

......

Em depoimento à Agência Câmara, o procurador público Sérgio Gardenghi Suiama acusou o Google de ser “a única empresa que não coopera com a Justiça brasileira nos casos de crime na internet"

MEUS PARABÉNS A GOOGLE!

Na minha opinião o que o governo brasileiro e a mídia brasiliera -que sempre faz reportagens descendo o kct no Orkut e em outros serviços da Internet- realmente querem, é censurar a Internet, que é um espaço democrático e que está roubando a cena de ambos.

O medo da mídia brasileira, na minha opinião, é que nos EUA já é comum baixar seriados pela rede, e blogs hoje são fontes de notícia muito mais imparciais que as TVs. Alguns vão dizer que blog não é confiável, mas será que o sensacionalismo televisivo é confiável?

E o governo, meu caro, além de na minha opinião ser joguete, também não deve gostar muito de comunidades que falam mal de políticos como o Sr. traíra Lula.

Então fazem propaganda contra os serviços da Internet. Tentam por medo nas pessoas, nos pais dos maiores usuários da rede que são os adolescentes.

DEIXEM A INTERNET EM PAZ! VIVA AS COMUNIDADES DO ORKUT! VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO!

VOCÊS VÃO TER QUE ENGOLIR A INTERNET! OU SERÁ QUE AQUI É A CHINA? E VIVA A LEGISLAÇÃO NORTE AMERICANA!

Quanto aos "crimes", tudo bem que a prática da pedofilia deve ser investigada e tal, e pelo que a Google disse isso poderá ser feito embora não sem antes garantir os direitos dos usuários, agora, essa coisa de censurar opiniões, por mais que se julgue que sejam "racistas" e tal, no meu ver é coisa de regime ditatorial. E o pior é que tá cheio de "moita", muleques que entram na onda de "justiceiros" e ficam tentando "denunciar" comunidades que disseram pra eles que devem ser censuradas. Estão sendo usados. Usados por um governo que não gosta da plena liberdade de expressão verbal e escrita do povo. Amanhã o governo se dá a liberdade de censurar mais e mais graças a essa gente.

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Sinal dos tempos da Web 2.0

Conversa que ouvi dentro de um ônibus entre duas meninas:

- Eu tenho Orkut mas não tenho MSN. MSN tem que instalar coisa né?

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Morfik será gratuito

Tinha uma coisa que eu estava na dúvida: quanto será que iriam cobrar pelo Morfik? Pra aumentar mais ainda a minha empolgação descobri através dos textos deles que a versão atualmente disponível para download será gratuita quando sair a final. Haverá uma versão para empresas mas a promessa é de que a versão gratuita tenha funcionalidades suficientes para fazer aplicações completas. Bom, a julgar pelo beta de fato a versão gratuita já é fantástica.

Veja o que diz o texto deles:

"Morfi k’s primary goal is to ensure developers have universal access to the WebOS Apps
Builder2 and are able to easily engage with it. In its standard form the WebOS Apps Builder
is intended to be available at effectively no cost to developers in a manner similar to that of accessing Google Search, using Skype or developing applications with MySQL. The WebOS Apps Builder is not a ‘free but reduced function use’ product. This standard form, with relevant migration tools, can provide replacement applications for those which have been developed with Microsoft Access."

Outra coisa que merece atenção no Morfik é que as aplicações feitas nele podem ser distribuídas da mesma maneira que uma aplicação desktop, com a diferença de elas rodarem no browser do usuário. O Morfik trabalha gerando um .EXE que integra inclusive o servidor Web. Basta rodar o EXE e o browser é automaticamente aberto rodando a aplicação. E o melhor: este EXE pode ser compilado para diferentes sistemas operacionais: Windows, Linux ou OS/X. Quer rodar a aplicação localmente? Basta abrir o EXE. Quer servir em uma Intranet? Basta rodar o EXE no servidor e conectar as outras máquinas da rede via HTTP. Quer disponibilizar a mesma aplicação para o mundo? Basta rodar o EXE e mandar as pessoas conectarem no seu IP.

Estou pensando em lançar uma versão da minha linguagem de programação para iniciantes, a LAPRO, para Web. Aparentemente o Morfik possui uma boa capacidade para traçar gráficos como linhas usando o PaintBox. Falta apenas uma boa documentação sobre este componente, que simplesmente não é mencionado no help nem no "hand book".

Mais sobre Morfik

Brinquei mais um bocado com Morfik e, programando de maneira intuitiva, sem malabarismos, igual se faz em linguagens visuais para o desktop, fiz componentes se moverem pela tela arrastando com o mouse ou apertando as teclas de setas, e listas de dados com inclusão, exclusão, etc. O Morfik realmente faz o que propõe em sua documentação. Ele torna desnecessário conhecer o "baixo nível da Web". Com outras ferramentas é necessário saber HTML, Javascript e entender o funcionamento da Web para poder fazer alguma coisa, o que é parecido com a época em que não haviam linguagens visuais e era necessário programar para Windows usando APIs e linguagens de baixo nível. Com o Morfik você simplesmente não vê Javascript nem HTML.

Tenho visto algo sobre o Atlas da Microsoft também e afirmo que pelo menos por enquanto não chega nem perto. A Microsoft parece não ter sacado ainda que ela terá que reformular por completo alguns de seus conceitos de desenvolvimento de aplicações Web. O Atlas ainda te obriga a digitar Javascript e HTML, e te obriga a entender o funcionamento das requisições HTTP. Essa é uma grande oportunidade para os concorrentes da empresa, já que as chances de a Microsoft ficar presa aos seus já tão bem estabelecidos velhos costumes continua sendo muito grande.

Sei que os desenvolvedores podem ficar meio céticos em relação a uma empresa desconhecida, mas vale a pena testar o beta, que me empolgou tanto quanto o Visual Basic 1.0 nos primórdios da programação para Windows... Se o Morfik não será A linguagem de programação do futuro próximo certamente mostra COMO ela será, venha de Microsoft, Borland ou até mesmo Google.

terça-feira, 18 de abril de 2006

IDE AJAX

Testei o Morfik, que é talvez o primeiro ambiente de desenvolvimento exclusivo para aplicações AJAX realmente completo. Com ele as aplicações Web podem ser feitas usando linguagens de alto nível e eventos igual se faz no Visual Basic. Alguém pode argumentar que o ASP.NET da Microsoft faz o mesmo, mas o ASP.NET não é verdadeiramente AJAX como o Morfik. As páginas feitas no Morfik não dão nenhum refresh, e os elementos dos formulários podem ser facilmente ligados aos campos do banco de dados embutido (Firebird, mas a integração pela IDE é transparente). O programador não precisa se preocupar com nenhum Javascript ou bibliotecas de funções. O código feito em linguagem de alto nível é compilado para JavaScript e portanto roda em qualquer browser. O Morfik foi feito para realmente facilitar e gera um executável que inclusive é servidor Web. Você cria as tabelas do banco de dados, faz queries visualmente, desenha a interface com o usuário visualmente, liga componentes a campos do banco, desenha facilmente complexos relatórios em PDF, e depois basta rodar o EXE no servidor e mandar os clientes conectarem no IP da máquina. Simples assim. O ambiente é tão poderoso que rapidamente eles fizeram excelentes demonstrações do produto, tal como uma reprodução fiel do GMail e um jogo online de Xadrez. É um produto como este que mostra que iniciamos de fato a era da Web-aplication, e isso não tem volta.

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Organize sua vida de forma diferente

O Web desktop Netvibes lançou em produção sua nova versão com múltiplas páginas acessíveis através de tabs e muitas outras pequenas melhorias, que juntas fazem deste um grande release.

A página de preview continua no ar e tem um recurso ainda não oficialmente lançado: o HTML API, acessível através de "Adicionar conteúdo". Ele possibilita a adição de widgets (componentes adicionais) criados pela comunidade, e já há vários widgets disponiveis em http://twisterss.free.fr/netvibes/.

Agora chegou a vez de todo mundo começar a usar este site. Se você, leitor, ainda não conhece, experimente! Tem muita gente que ainda não percebeu a praticidade do RSS para ler notícias sobre qualquer coisa que existe, e gente que ainda não experimentou fazer anotações em um site como o Netvibes, que podem ser acessadas em qualquer lugar aonde tiver um computador conectado na Internet.

Quero encorajar todo mundo a USAR E ABUSAR do Netvibes, o melhor "web desktop" que existe, sem dúvida nenhuma, e que certamente é uma porta para o vasto horizonte da Web 2.0, que vai mudar a forma como vivemos, posso assim dizer sem medo de estar exagerando.

EXPERIMENTE!

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Uma ótima notícia para mim, que não gosto de brincar quando o assunto é trânsito: a GM pretende lançar no mercado, já em 2008, um carro que dirige totalmente sozinho. Com sensores capazes de detectar obstáculos e identificar placas de trânsito, o carro controla tudo, velocidade, direção, freio, e pode correr a velocidades de até 100km/h utilizando o sistema, mesmo no trânsito mais engarrafado. O que eu espero é que no futuro este sistema se torne simplesmente obrigatório, e não hajam mais motoristas humanos com seus erros e instabilidades emocionais e de consciencia, afinal o trânsito mata mais do que todas as guerras do mundo.

Outra relacionada a carros: a Honda vai adicionar o Google Earth ao sistema de navegação de seus carros.

E o Mac rodará Windows

A Apple está lançando um gerenciador de boot que permite escolher entre OS/X e Windows XP ao iniciar a máquina. Isso é muito diferente de rodar o Windows emulado, como já era possível nos Macs não Intel. É mais uma vez a Apple mostrando que pra ela vender o hardware é mais importante do que os softwares em si. Como os hackers já conseguiram fazer o OS/X86 também rodar nos PCs comuns, o risco é duplo: o pessoal do Mac pode começar a preferir rodar Windows nas máquinas da Apple, ou mesmo usar os dois sistemas em PCs, sabidamente mais baratos que o Macintosh. Em ambos os casos o sistema operacional Mac em si, OS/X, começa a ficar com um certo ar de abandono...

Reflexões sobre o computador de 100 dólares

O Negroponte do projeto do computador de 100 dólares já disse que vai custar 135 dólares em 2007, 100 dólares em 2008 e 50 dólares em 2010. Disse também que o software dos computadores hoje em dia é gordo.

50 dólares em 2010 para esse computador já ultrapassado? É dinheiro demais para 2010!!!

O software hoje em dia engorda muito menos que há uns 15 anos atrás. O efeito de se ter que trocar de máquina era muito maior naquela época. Quem mais freou essa evolução na minha opinião foi a Internet, que sob certos aspectos representou uma volta ao passado, por ser muito lenta. Como a Internet se tornou mais importante que o hardware e que o software do computador, vemos no passar dos tempos várias voltas ao passado. O mesmo Tetris que jogávamos no Windows 3.1 voltamos a jogar no java applet, e, agora, no Ajax. As aplicações Web com seus inúmeros refreshs fizeram voltarmos ao tempo das primeiras aplicações do Windows, que em 1991 nem era multi-tarefa de verdade. Mas na época a limitação estava nas máquinas em si, e por isso se exigia desesperadamente novos upgrades. Hoje é a conexão que emperra e o hardware pôde ganhar folego só superado pela tranquilidade que tinha nos anos 80, aonde o software era escravo das limitações impostas pelas diversas linhas diferentes de computadores que mantinham suas especificações inalteradas por vários anos.

Diante disso o momento de HOJE seria um momento bastante viável para o computador de 100 dólares, pois a Internet AINDA está presa a essas limitações da Web, mesmo com as conexões ficando cada vez mais rápidas. No entanto se Negroponte demorar demais esse tal laptop será um grande fiasco, pois as aplicações Web vem aí, desesperadas por mais largura de banda e, com o tempo, mais poder de processamento. Um computador só para acessar a Web hoje pode ser bastante magro, mas isso não irá durar muito tempo.

Outra coisa que pode acontecer é esse computador ser desviado das mãos dos pobres para os geeks como eu. Assim como um player de MP3 é um computador que só serve para tocar músicas, eu adoraria ter um laptop desses só para ler livros ou quem sabe textos da Internet, já que ele talvez venha com tecnologia de papel eletrônico. Já os pobres tem outras prioridades bem menos nobres como nós sabemos, e portanto estariam sujeitos a venderem seus laptops de 100 dólares para o primeiro geek que aparecesse.

Se bem que Negroponte já afirmou em uma entrevista que a tecnologia de papel eletrônico não será utilizada nas primeiras versões.

Enfim, esse cara ta enrolando demais e não tem como não se desconfiar da autenticidade desse projeto que, mesmo que saia do papel, talvez será tarde demais.

TV digital brasileira e laptop de 100 dólares. Dois projetos em que eu não acredito. Ou não vai sair, ou vai sair precário demais, acrescentando muito pouco. Tomara que eu esteja enganado.

terça-feira, 4 de abril de 2006

É plenamente possível viver sem nenhum software de segurança

Sim, e minha máquina é uma prova disso. Sou certamente um heavy user que fica conectado várias horas por dia. Não rodo o firewall do Windows. Não rodo anti-virus residente. Nunca gostei desses programas pois geralmente são intrusivos, ficam ocupando memória e enxendo o saco. Faz meses que não faço um scan com anti-virus. Afinal, pra que? Nunca diz que tem alguma coisa. Spyware sempre tem uns 3, mas por não se tratar de algo proibido por lei, até mesmo softwares de empresas confiáveis tem spyware, então não tem como evitar. No mais acho que está provado que eu sei discernir o que pode e o que não pode rodar. E pode saber que eu rodo muita coisa de sites que dizem não serem confiáveis, mas o fato é que um EXE vindo do bittorrent por exemplo, ou qualquer software de p2p, basta ele ter muitos "sources" para ser praticamente garantida a não existência de virus. Muitos vão contestar mas a minha máquina é uma prova disso. Tem outros "bons sensos" como não baixar um EXE muito pequeno quando você sabe que o software é grande demais para caber em poucos kbytes. Só o que se precisa é ter bom senso e saber coisas básicas como o fato de que simplesmente não se deve rodar arquivos executáveis (e isso inclui extensões como lnk, ppt, doc, etc) a partir de emails não confiáveis, e isso inclui emails vindos de amigos seus que você sabe que são leigos em informática. A insistência dos leigos em abrir "mensagens de natal" é que tras virus para o computador. Aqui estou eu, há anos rodando Windows sem nenhum virus, e sem nenhum anti-virus também.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Uma dica muito boa: Quer ver o que o pessoal do Netvibes anda aprontando para a próxima versão deste fantástico Webdesktop? Vá em http://preview.netvibes.com. E a última é a adição de "tabs", multiplos desktops para organizar melhor os widgets e notícias, com drag-drops e uma forma de operar de dar inveja à ultima versão do Windows Live da Microsoft. E no "Adicionar conteúdo" tem uma nova opção aparentemente para adicionar widgets de terceiros...
O IE 7 não inova muita coisa. Ele está mais para uma atualização destinada apenas a "não ficar para tras do Firefox". Eu tenho certeza de que a Microsoft poderia lançar algo muito mais revolucionário depois de ter ficado tanto tempo parada no IE6, algo como uma verdadeira plataforma para aplicações Web, talvez um novo protocolo na Internet ao invés de Web. No entanto ao que tudo indica a empresa decidiu seguir o mesmo caminho que adotou em relação ao ambiente de interface gráfica nos anos 80. Naquela época a maioria dos PCs ainda rodavam DOS, mas enquanto isso Apple iniciava sua carreira de "coisa para elite" com o Macintosh. A Microsoft percebeu rapidamente que a interface gráfica era o futuro, tanto que a empresa tinha dois sistemas operacionais de ambiente gráfico, o OS/2, que inicialmente era feito junto com a IBM mas depois se tornou um produto Microsoft independente (a IBM também manteve uma versão a parte), e o Windows. O detalhe é que o Windows na época não era exatamente um sistema operacional, mas sim uma interface gráfica para o DOS, enquanto que o OS/2 era sim stand-alone e podia ser realmente comparado com o Macintosh. Nenhum dos OS/2 decolou, nem o da IBM nem o da Microsoft, mas o "ambiente gráfico" Windows sim, e rapidamente passou a frente do Macintosh como ambiente gráfico mais utilizado, a partir do inicio dos anos 90. A conclusão que a maioria dos analistas chega é de que o mundo demorou muito mais do que se esperava para adotar o ambiente gráfico. O mundo não estava preparado para o poder e custo do Macintosh. Portanto o Windows pode ter sido sempre uma "cópia atrasada" do sistema da Apple, mas sempre esteve muito mais adequado a realidade, mais "no lugar e hora certos".

Repetindo a história, a Microsoft parece não querer arriscar um grande passo em relação a Web 2.0. Ao invés disso ela se concentra em seguir os passos que vão sendo dados pela comunidade das aplicações Web. Assim como o ambiente gráfico de sucesso surgiu a partir do ambiente caractere do DOS, a plataforma de aplicações Web de sucesso tem mais chances de surgir a partir da Web convencional, que já é utilizada e compreendida por 100% dos usuários. De qualquer forma faz falta nessa nova história uma "Apple", uma empresa que lance algo realmente novo porém "antes da hora".

E me ocorre que a própria Apple poderia ser essa empresa...

A Apple sabe que o sucesso do iPod não é para sempre, e, no meu ver, mostra que já não vê mais o Macintosh como "o grande produto". Não consigo deixar de ver esse negócio de adotar Intel como sendo uma espécie de "aposentadoria" da plataforma. Posso estar completamente enganado, já que o "fim do Macintosh" já foi anunciado inúmeras vezes e nunca aconteceu, mas é essa a sensação.

Qual seria o produto inovador que poderia manter a Apple firme em sua posição de elite? Que tal um iNet? Sabemos que a Apple é uma empresa muito mais de hardware do que de software. Seus softwares são ótimos, mas a galinha dos ovos de ouro da empresa é sempre o hardware. No caso do iPod isso não é diferente pois se percebe que as músicas do iTunes (software) servem apenas para fazer vender mais players portáteis.

O iNet seria um computador totalmente voltado para a Internet, com um sistema operacional online feito para rodar exclusivamente Web aplications. Algo a frente do seu tempo, tal qual o Macintosh, coisa de elite, mas que poderia fazer os pessimistas errarem mais uma vez em relação a Apple...
Segue texto que postei como comentário de uma notícia do site Meiobit, contestando a ida do homem a Lua.

Nossa... post de 2004...

Você vê como são as coisas... até hoje tanta gente que não acredita que o homem foi a Lua, e isso porque temos aviões a jato como os de hoje desde 1952, com o lançamento do 707. Note que o avião comercial levou apenas 50 anos para chegar ao ponto em que está hoje, mas depois disso, 50 anos mais tarde, muito pouco evoluiu (a aviação tem 100 anos no total). Na verdade houve uma evolução, pasmem, vinda da França, e depois, como a França não "apita" nada, um retrocesso. O Concorde é um avião de passageiros tão mais rápido que os boeings que certamente pode ser considerado uma evolução, mas ele acabou. Porque não evoluíram mais em cima do Concorde? A verdade, meus caros, embora muitos vão discordar de mim, é que estamos andando a passos de tartaruga em relação a velocidade em que poderíamos estar em matéria de evolução tecnológica. Pra mim está bem claro que a tecnologia evoluiu várias vezes mais rápido durante a guerra fria contra a URSS. Nos anos, pasmem, 60, o homem foi a Lua 6 vezes como alguem aí falou, e, depois disso, o que se tem em matéria de grandes explorações espaciais? É por isso que é de certa forma "fácil" de acreditarem que nunca foi a Lua, pois depois de ter ido, nós estamos desde então numa estagnação simplesmente impressionante, e fica estranho imaginar que o homem tenha ido a Lua nos anos 60 (!!!). Eu respondo a pergunta do colega aí (porque o homem não se interessa mais em ir a Lua) da seguinte forma: o que realmente fez nós chegarmos na maioria destas tecnologias citadas foi justamente as grandes viagens espaciais. A maioria destas descobertas foram possíveis graças a tecnologia desenvolvida pela NASA em sua época de ouro, movida pela guerra fria. O interesse dos governos pelas grandes viagens é que diminuiu, na mesma medida em que a URSS foi entrando em decadência, e isso se reflete no interesse do povo também. Sei que agora serei ainda mais polêmico para muitos, mas o fato é que o governo americano sempre controlou até certo ponto os meios de formação de opinião. Sempre houveram "recomendações" do governo americano quanto ao que é apresentado por Hollywood por exemplo. Os filmes da época de ouro da NASA (coincidentemente ou não também época de ouro da guerra fria), como o "2001", se voltavam claramente para fazer-nos sonhar em sermos astronautas. A moda hoje é outra, os filmes de ficção estão mais para mostrar desastres espaciais ou exploração terrestre que qualquer outra coisa, e certamente não é a toa. Veja por exemplo Independency day e "A guerra dos mundos". Tratam-se de filmes que estimulam uma visão de que temos que nos voltar para a preservação do nosso planeta em si, e que viagens interplanetárias não são coisas nossas, mas sim de ETs maus e sedentos por apenas explorar o nosso planeta. Embora a URSS já estivesse em declínio nesta época, isso é bem diferente de filmes como ET, o extraterrestre, e contatos imediatos, nos anos 80 e 70, que exibiam de uma forma muito mais romantizada. As crianças até os anos 80 sonhavam em serem astronautas, hoje nem mesmo a ida de um brasileiro ao espaço parece fazer tanto efeito, pelo menos certamente não tanto quanto faria na época do "cometa Halley", pode ter certeza.