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sábado, 27 de maio de 2006

Bla bla bla sobre jogos e TK90X

Coisa que eu to gostando agora é de jogo de estratégia em tempo real. Tenho jogado Age of Empires 2 e é muito bom. A diferença básica entre um jogo de estratégia tradicional, como por exemplo o xadrez, e um jogo de estratégia em tempo real, é que um jogador não tem que esperar a vez do outro. Provavelmente o computador simplesmente foi a peça fundamental que possibilitou este tipo de jogo, já que a máquina pode limitar os movimentos feitos ao mesmo tempo sem que tudo vire uma bagunça. Eu pesquisei um pouco a história desse tipo de jogo e fiquei feliz de saber que o precursor de todos eles, o jogo Stonkers, rodava no meu amado ZX Spectrum, ou TK90X como era conhecido no Brasil nos anos 80.

Outra pesquisa que eu fiz foi sobre os primeiros jogos de tiro em primeira pessoa. Mais uma vez o TK90X aparece, com o jogo Driller sendo o primeiro a ter o cenário em 3D opaco e preenchido com cores (no caso do TK, padrões), ao invés de apenas as linhas vetoriais como no BattleZone do Atari. No entanto o que realmente revolucionou esse tipo de jogo foram os bitmaps chapados do Wolf3D, que na verdade vieram primeiro no Ultima Underworld, e os personagens também em 3D do Quake em substituição a simples bitmaps 2D como era no primeiro Doom.

Vitória da censura

Boas notícias nos EUA:

- A empresa que registrou a marca "Web 2.0" ameaçou processar uma organização sem fins lucrativos por usar o nome em sua "Web 2.0 conference", no entanto uma enxurrada de mensagens contrárias a atitude parece ter feito a dona da patente voltar atrás.

- A Apple computer foi derrotada em sua tentativa de forçar os jornalistas online a revelarem as identidades de fontes confidenciais, garantindo assim aos jornalistas online os mesmos direitos dos jornalistas "offline".

- Além disso está para ser aprovada uma lei que impedirá as empresas de telecomunicações de obterem ou concederem ao bel prazer privilégios na velocidade da distribuição de conteúdo multimídia, como por exemplo vídeos, pela Internet. A briga contra essa vontade perversa dos provedores de banda larga foi encampada pelo inventor da Web, o inglês Sir Tim Berners-Lee, que considera imprescindível que todos tenham os mesmos direitos de transmitir conteúdo na Internet.

Na contra-mão disso tudo está o governo chin... ops... brasileiro, que usa até de ameaças um tanto autoritárias para censurar as comunidades do Orkut, da Google. Segundo as notícias o governo ameaçou expulsar os escritórios da Google no Brasil. Eles usam a desculpa da pedofilia e nazismo (eu pessoalmente sou contra censurar a opinião nazista escrita e falada, e aplaudo o fato de nos EUA a opinião nazista ser permitida), mas segundo as notícias, inclusive sites que falam mal do governo serão censurados, como mostra o texto da Reuters:

"Some of the community pages singled out by the task force seek the assassination of Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva or the blowing up of Congress, promote child pornography or terrorism, Brazilian authorities said."

Sabemos que essas "comunidades que querem explodir o congresso" e coisas do tipo, de um modo geral, tem um tom jocoso e não pretendem de fato realizar tal atitude, embora obviamente concentrem pessoas contrárias aos rumos da política no país. E se o governo se dá a liberdade de censurá-las hoje, e isso passa despercebido pela maioria das pessoas, acaba mais cedo ou mais tarde "dando ainda mais folga" para seus critérios. Eu por exemplo participo de uma que é "odeio PT, pois sou de esquerda". Quanto tempo até que o governo brasileiro se dê a liberdade de também censurá-la, por "estar pregando o ódio" ou desculpas do gênero?

A notícia da Reuters cita também:

"A fifth site is suspected of being created by the First Command of the Capital, or PCC, a criminal gang behind a recent wave of violence in Sao Paulo state that killed about 150 people."

Pra mim mais uma demonstração de oportunismo eleitoreiro. Engraçado é que no início eles só falavam em "pedofilia e nazismo" e agora estão estendendo isso a outras demagogias. Querer transferir a culpa do crime para o Orkut e ganhar votos censurando um site é bem mais fácil que resolver de verdade os problemas.

Se tentassem censurar algo da grande mídia, das redes de TV majoritárias por exemplo, certamente não iriam conseguir graças ao poder que tem essas redes, que segundo opinião da maioria dos analistas, inclusive a minha, praticamente decidem quem vai ganhar eleições ou mesmo sofrer um impeachment. O problema é que neste caso a grande mídia provavelmente está é aplaudindo, já que a Internet representa apenas uma ameaça a sua supremacia, segundo apontam tendências nos EUA.

Não espero apoio de ninguém pois sei que infelizmente a maioria dos brasileiros, pela sua tradição a-política, não vão nem se importar, e até apóiam tal atitude, mas fica aqui o meu protesto minoritário e torcida para que os internautas deste país abram os olhos.

Sei que essa que vou citar agora é clichê, mas não mais clichê do que a vontade dos governos de cercear o direito a liberdade de expressão:

"... Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada."

Microsoft inova

E conheci o novo Office 2007 beta 2, que pode ser baixado do site da Microsoft. A Microsoft até que anda dando umas inovadas, coisa que até pouco tempo atrás ela simplesmente nunca tinha feito. Ninguém pode desmerecer a ousadia de modificar tão radicalmente a tradicional interface gráfica com o usuário, que pouco mudou desde o Lisa da Apple nos anos 80. O novo Office acaba com o tradicional menu, substituindo-o pelo tal do "ribbon", que é uma barra de ferramentas dinâmica, que contém não só as opções e ferramentas como também muitas das configurações destas, organizadas de maneira intuitiva e que mudam conforme o que se estiver utilizando. Além disso, basta passar o mouse sobre uma opção para se ter um "preview" da alteração que é realizada se o usuário clicar nela. Se não clicar, o documento automaticamente volta ao estado anterior. Há também os "mini-toolbars", transparentes, que aparecem quando um texto é selecionado, de forma não intrusiva, só se tornando opacos quando se passa o mouse sobre eles. O que me chamou a atenção foi o tanto de utilidades do Word que eu nunca tinha notado que existiam, simplesmente porque ficavam escondidas nos menus e sub-menus do software, ou botões com ícones que pouco dizem. As ribbons são estímulos para que o usuário teste e descubra novos recursos sem ter que fazer um curso ou ler o manual do início ao fim para saber que eles existem. Está tudo ali, exposto na tela com ícones atraentes "pedindo para serem clicados", realmente transformando a experiência do usuário. É usar para crer.

domingo, 21 de maio de 2006

Nova galeria de fotos

Já que eu estourei o limite da conta da Photo.net, estou mudando aos poucos para o Flickr, que tem uma interface muito mais sofisticada, utilizando tecnologia AJAX. Está me parecendo bastante interessante o Flickr. É possível ver fotos inéditas que eu tirei (para quem não viu meus CDs de fotos) no endereço abaixo:

http://www.flickr.com/photos/79501612@N00/

Fotografia = Pintura

O que é essencial para se tirar boas fotos? Acho que a maneira mais simples de explicar é: visualizar a fotografia da mesma maneira que se visualiza uma pintura. O iniciante tem mania de ver a fotografia como uma espécie de "registro", e a pintura como transmissor de emoção. Basta portanto ao iniciante passar a ver a fotografia da mesma maneira que vê uma pintura, como transmissora de emoção. Por pensar que a foto é um registro, o iniciante tem tendência a ser técnico demais. Ninguem pintaria uma casa bem pequena e no meio do quadro, deixando o restante vazio, mal aproveitado. Deve-se fazer exatamente o mesmo com a fotografia. Perder a mania de querer "registrar tecnicamente" a imagem da casa colocando-a pequena no meio do quadro, e passar a aproveitar melhor esse quadro, fazer a imagem da casa cobrir toda a foto, e talvez deixando aparecer apenas um detalhe da casa, como se faria em uma pintura. Em uma pintura se o céu ocupa uma parte grande do quadro basta fazer um céu mais dramático, com nuvens, luzes, cores, enfim, o pintor pode inventar a vontade. Na fotografia não. Ou você espera o céu ficar mais belo ou você simplesmente corta aquilo que não é interessante. É preciso acabar com a mania de centralizar também o horizonte. Gire a câmera para baixo e deixe apenas um filete de céu ou mesmo nenhum céu. Não vai ficar ruim! Não vai parecer que está tudo caindo! No resultado final nem sequer se dá conta de que se está apontando para baixo. Experimente e verá!

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Um site que eu sempre gostei muito por suas notícias diferenciadas das da grande mídia, o P2PNet.Net, está sendo processado pela, pasmem, Sharman Networks, dona do KaZaA. É incrível que um site que se dedica a defender os softwares de P2P esteja sendo processado por uma empresa de software P2P. A alegação é de que o P2PNet teria cometido difamação contra os donos da empresa do KaZaA. Segundo o The Register o site apenas publicou notícia da Associated Press e comentários de usuários anônimos do site, e mesmo tendo apagado os textos a pedido da Sharman, a empresa de software prosegue no processo.

Em carta ao advogado da Sharman Networks, a P2PNet teria dito "(...) Eu realmente acredito que este (caso) é 100% (...) uma questão de liberdade de expressão, algo em que eu acredito com devoção. Sim. Sou um evangelista e sim, estou em uma missão. Portanto pretendo manter o p2pnet online a qualquer custo".

Meu apoio ao p2pnet.

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Momento mágico da minha viagem

Luzern... um silêncio, uma solidão... do jeito que eu gosto... de repente, um grande susto! Era meio dia e eu estava no lugar certo e na hora certa! Sem dúvidas o momento mais inesquecível da minha viagem... E sem dúvidas a Suíça foi o país que mais me encantou.

Um filmezinho. Não tem 1/10 da emoção, mas veja!

Meu curriculum está de volta

Finalmente atualizei e publiquei novamente meu curriculum, que pode ser acessado ao lado. Quem diria que voltaríamos a ter um provedor de páginas gratuitas e sem propagandas? O mundo dá voltas. Google Pages é isso aí.

MP3 para todos

Está se aproximando a concretização de uma das minhas previsões, a de que até 2012 haveriam players de MP3 menores que caixas de fósforos a preço de radinho de pilha, com todas as suas músicas prediletas dentro, feita na época em que o melhor player do mercado era o NOMAD Jukebox 1, que era parecido com um toca-CD portátil, redondo e grande, tinha 6GB e custava 400 dólares. O player da Evergreen custa 9 dólares, contra 10$ de um radinho de pilha dos mais baratos nos EUA, no entanto este player além de não ter display não vem com cartão de memória, que deve ser comprado a parte (SD) e pode chegar a até 1GB. Quando custar este mesmo preço e vier com o cartão poderei dizer que a previsão foi concretizada, e provavelmente até as pessoas de baixa renda passem a usar apenas MP3 nas ruas. Com um cartão menor, de 256MB, que pode ser encontrado por 10 dólares, já é mais barato que a maioria dos walkmans de fita cassete, que custam de 20 a 40 dólares, e pode guardar umas 70 músicas, o equivalente a mais de 4 fitas cassete. E diga-se de passagem walkman de cassete também não tem display e nem sequer avança direto para a música seguinte, obrigando o usuário a correr a fita até encontrar, lembra?

sábado, 13 de maio de 2006

heheh... gostei tanto da resposta que dei a alguem que comentou aqui no meu blog,

que resolvi postar na capa do mesmo:


Anônimo disse...
Bem, você já deve ter mudado de profissão ... pois só a 1a. previsão que li no teu Blog eu já vi que você não entendeu muito bem o mercado de tecnologia em Consumo ....

Não sou eu quem está dizendo ... mas os lucros de milhões de Dólares da Apple com o iTunes ...

JM

9:23 AM


Marco disse...
JM: você está enganado. Eu leio muita coisa a respeito, e o fato é que a Apple não tem lucro real com o iTunes. Ela na verdade usa o iTunes como chamariz para o player iPod, não a toa o único player capaz de tocar as músicas do iTunes, e esse sim dá um lucro estupendo para a Apple, que sempre foi historicamente uma empresa de hardware. O iTunes, embora tenha números relativamente grandiosos, ainda é ínfimo quando comparado as vendas de CDs, e mesmo assim ainda por cima é a única loja de venda de músicas em arquivo que obteve um certo sucesso, pois o segundo lugar, a Napster, já entrou em concordata e tudo. E pesquisas recentes mostram que o consumo de músicas no iTunes tem se estagnado (a escadada desde que foi lançado é vertiginosa, mas geralmente eles não mostram os números ano a ano, que indicam uma estagnação. É questão de procurar pesquisas menos parciais). No longo prazo, eu ainda aposto que a música em arquivo será cada vez mais "volátil", fácil de copiar, e portanto ninguem vai querer saber de esquemas de DRM e nem verá sentido em se pagar por esses arquivos. Mas posso sim estar errado, afinal minha profissão não é advinho, mas sim desenvolvedor de sistemas que gosta de emitir umas opiniões. Não conheço nenhum colunista de informática que não tenha cometido erros grosseiros.

10:18 AM

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Cade o celular que eu quero?

E os celulares finalmente estão chegando no ponto que eu queria. Eu tenho atualmente um Nokia bem antigo, não sei o número do modelo, mas é daqueles até meio grandes que só serve pra falar. Eu disse a meus amigos que só trocaria no dia que lançassem um com pelo menos 3 megapixels na câmera e gigas de memória. E finalmente surgem anúncios de até bem mais que isso. O novo da Samsung tem nada mais nada menos que 8GB de micro-HD dentro dele e uma câmera de 10 megapixels! Já o Nokia N93 terá 3.2 megapixels com zoom ótico de 3x (conseguiram mesmo, Igor) e slot SD para até 2GB. Claro que o preço é salgadíssimo e ainda terei que esperar muito tempo, mas pelo menos já sei que um dia poderei trocar meu celular, já que menos que isso realmente não compensa no meu ver.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Computadores: Ainda falta falar...

Estava ouvindo esta gravação, que seria talvez a primeira demonstração de um computador falando e cantando, feita pela Bell Labs em 1963, e o interessante é notar como pouco ou nada mudou em matéria de sintetização de voz desde aquela época. Basta abrir o painel de controle do Windows e ir em "Fala" para se constatar isso. Eu já testei também um software chamado "Vocaloid", da Yamaha, que custa bem caro e serve para "fazer o computador cantar". A qualidade não é muito superior a que se ouve na antiga gravação, que alias serviu de inspiração para a cena do filme 2001 em que o computador HAL canta enquanto é desligado. Cantores humanos podem ficar tranquilos pois seus empregos estão garantidos por muito tempo ainda. O mesmo não se pode dizer em relação a música sintetizada, já que hoje há N softwares tal capazes de tocar uma orquestra inteira sem que o ouvinte se dê conta de que cada nota de cada instrumento está sendo tocada por um computador, embora isso esteja longe de substituir músicos de verdade numa performance ao vivo. A conclusão que se chega é de que o computador pode simular muito bem instrumentos irracionais, mas não a voz de um ser racional. É como o reconhecimento de escrita, fala e objetos no mundo 3D, que sempre foi precário e sempre será, enquanto não se dotar os computadores de inteligência, pois só ela é capaz de distinguir todas as variáveis possíveis, como por exemplo a diferença entre uma maçã de plástico e uma maçã de verdade, ou para uma fotografia de uma maçã. Muitas das coisas que compreendemos são "imaginadas" por nós, e por mais avançado que seja o software, ainda não existe essa capacidade inventiva em nenhum deles. A melhor das câmeras e mesmo os nossos olhos não conseguem distinguir diferentes distâncias entre objetos se estes estiverem realmente longe do observador, mas o cérebro humano "imagina" a distância baseando-se em um número quase impensável de variáveis. Claro que mesmo essa nossa capacidade tem um limite, que pode ser experimentado quando se observa o espaço. Na época em que o homem ainda imaginava a Terra plana, muitos acreditavam que o céu também era plano, que não havia diferença entre a distância das estrelas, sol e lua, e que talvez se pudesse alcançá-los subindo em uma montanha bem alta. Mesmo hoje o fato é que a maioria das pessoas não consegue conceber o tamanho do Universo, e conheço gente que não acredita que a luz das estrelas que estamos vendo é de milhões de anos atrás, e que a estrela que vemos pode nem mais existir. Enfim, somos ínfimos perante a imensidão do universo, mas os computadores ainda são ínfimos perante a nossa grandeza.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Baixas da indústria fonográfica tradicional

No Canadá, um grupo de vários artistas que inclui gente como Avril Lavigne está se unindo contra as práticas da indústria fonográfica e seus milhares de processos contra os consumidores que segundo eles tentam defender um modelo de negócio que "está se tornando rapidamente obsoleto e insustentável". Além disso o grupo vai contra também o DRM, mecanismo de proteção contra cópia de músicas baixadas legalmente, dizendo que "as leis deveriam proteger os consumidores e artistas, e não tecnologias restritivas".

Enquanto isso a Napster tenta sobreviver lançando, desta vez, músicas suportadas por propagandas que podem ser tocadas 5 vezes de graça, e depois devem ser pagas. A loja de downloads legais nunca deu certo, mesmo sendo o segundo lugar depois do iTunes da Apple, que detém sozinha 80% deste mercado.

E já que só restou o iTunes, as gravadoras foram forçadas a aceitar os preços impostos pela loja de downloads musicais da Apple, após tentativas frustradas de fazer a mesma adotar preços variáveis, mais caros para músicas mais novas. Mesmo com as desavenças, Universal, Warner, EMI e Sony renovaram o contrato com a empresa de computadores.

Isso tudo indica o desfecho inevitável que eu previ em 2002: música será gratuita.