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quarta-feira, 14 de junho de 2006

Viva a neutralidade da Internet!

Pode ter certeza de que eu sempre apoiarei tudo que visa garantir a igualdade na Internet. Provedores de conteúdo como Microsoft e Google, junto com personalidades como o inventor da Web, Sir Tim Berners Lee, fazem campanha para que o governo americano aprove leis que garantam que os provedores de banda larga não possam dividir a Internet em duas: uma para conteúdos de banda mais larga como vídeos e telefonia online, e outra para os demais conteúdos, cobrando preços diferentes e dedicando diferentes bandas para cada tipo de conteúdo. Sim, muito provavelmente essa banda dedicada a vídeos seria extremamente veloz e teria vídeos e sons de alta qualidade sem os problemas de interrupção que existem hoje, mas o que se teme é que isso possa ser um desejo perverso das atuais empresas de telecomunicações para continuarem monopolizando conteúdos de banda mais larga. No meu entendimento, se uma "Internet não neutralizada" se tornasse realidade, os custos para se publicar vídeos em um site como o YouTube ou para prover serviços de telefonia online como o Skype, por exemplo -ambos inovações vindas de pequenas startups-, talvez se tornassem caros demais para serem gratuitos para o usuário, ou obrigariam os pequenos sites a utilizar uma qualidade baixa demais se comparada com os sites maiores, transformando a Internet em algo parecido com a TV a cabo, aonde só grandes redes de TV tem dinheiro suficiente para possuir um canal que é monopolizado e pago por assinantes. Será que queremos uma Internet unilateral cujo conteúdo é decidido por grandes empresas e não por seus usuários? Eu não.

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