Pesquisar este blog

sábado, 22 de julho de 2006

WAP ressurge das cinzas

Uma tecnologia que muitos pensavam já estar morta tem sido cada vez mais usada segundo as pesquisas. O WAP foi lançado há alguns anos atrás como uma espécie de HTML do celular, bem simplificado para ser adequado as limitações da tela e conexão dos celulares. Eu usava anteriormente um Nokia bem antigo e só pretendia trocar se ele desse problemas ou se lançassem um celular com 3 megapixels e alguns gigas de memória para MP3, a preço acessível. Como a bateria parou de funcionar corretamente, eis que chegou a hora e portanto fui comprar o modelo mais barato que encontrasse, que foi um LG pré-pago de 150 reais. Pra minha surpresa este celular da faixa mais barata já acessa WAP, coisa que na época que comprei o outro estava limitada a celulares de 2000 reais ou mais, se não me engano. Claro que é interessante para as operadoras este acesso, que é cobrado por quantidade de dados transferidos. Então é facilmente explicável o motivo pelo qual o WAP, que parecia morto já no lançamento, ressurgiu das cinzas: simplesmente se tornou acessível. Neste mundo mais uma vez se vê o poder da visão de mercado da Microsoft. Os serviços dela para acessar Hotmail e MSN Messenger em http://mobile.msn.com são muito legais. Em poucos minutos eu estava vendo quem estava online e mandando mensagens em tempo real, via WAP. Há também um excelente site, o Winksite.com, que tem várias utilidades, entre elas o que eu procurava: um leitor de RSS para WAP, o que compatibiliza o celular com quase todos os bons sites de notícias. Enfim, a Internet móvel já é acessível a uma grande parte da população, mesmo quem não esperava ter esse tipo de acesso.

O sétimo mandamento

A Microsoft apresentou uma lista de 12 princípios para o desenvolvimento do Windows que devem ser seguidos pela empresa a partir do Vista. Mas o princípio que eu achei mais interessante é o número 7, que diz que as iniciativas "Live" da empresa, ligadas a webservices, serão produtos separados do Windows desktop. Eu aplaudo esse princípio, se ele for realmente seguido, pois acho importante não atrelar o "Live" ao "Vista", o que deve ser uma tentação para a empresa, já que acabaria sendo uma forma de a Microsoft -talvez- continuar monopolizando o mercado na era da Web 2.0, e atrasaria a evolução da informática rumo a era da "Web como plataforma", já que os serviços via Web seriam apenas complementos dos softwares desktop. Infelizmente a Microsoft não cumpriu com esse princípio até o momento, pois sua ferramenta de desenvolvimento AJAX por exemplo, o Atlas, está atrelada a framework .NET, que é por sua vez atrelada ao Windows. Como eu já disse anteriormente, o .NET não tem a simplicidade característica da era da Web 2.0, e portanto a Microsoft provavelmente vai acabar sendo obrigada a lançar ferramentas separadas, exclusivas para desenvolvimento AJAX, se não quiser ficar para trás. Outra demonstração da vontade que a empresa tem de atrelar o Live ao Windows desktop é a nova Sidebar do Vista, que a princípio parece ter a intenção de compartilhar Widgets com o Windows Live. Da mesma forma, o "Office Live" ao que tudo indica não é verdadeiramente um Office online, mas sim um complemento para o Office Desktop. Enfim, tenho minhas duvidas sobre se esse princípio número 7 será realmente seguido. Por outro lado se a Microsoft não segui-lo poderá correr o risco de ser passada para trás pelas empresas que o fizerem.

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Retrato do capitalismo selvagem

Um dos lugares mais desumanos que eu conheço na minha cidade, Brasília, é sem dúvidas o Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Foi lá um dos meus primeiros empregos, como programador em uma empresa de materiais de construção. Dia desses fui lá pra ver um carro e me lembrei do quão horrível e desestimulante é aquele lugar. Com muito pouco verde, só o que se vê é cimento e carros pra todo lado. É impressionante o desrespeito para com o pedestre no SIA, justamente em um lugar que tem uma enorme concentração de trabalhadores de baixa renda, sem dinheiro para comprar um carro. Como o SIA é dividido em "trechos" com longas pistas retas entre eles, para chegar em alguns lugares é preciso caminhar quilômetros, pois é uma escassez total de passagens para se ir de um trecho a outro, e quase todos os ônibus passam na “marginal” do SIA, se é que existem ônibus que passam em seu interior, pois não me lembro de ter visto nenhum. Pra completar, as poucas e estreitas passagens que existem entre algumas das empresas em sua maioria não tem calçadas, é terra e barro puro, e ao longo dos "trechos" é preciso atenção constante para não ser atropelado, já que a todo momento há carros cruzando os estacionamentos que existem entre as pistas em ambas as direções, além dos meio fios em grande parte se confundirem com vagas e entradas e saídas de veículos.

Me lembro que na época a única coisa que me fazia sentir alguma dignidade em trabalhar ali era uma pichação com a figura do Charlie Chaplin com os dizeres "Não sois máquina, homem é o que sois", que infelizmente não existe mais nas tábuas ao lado do ponto de ônibus...

sábado, 1 de julho de 2006

Microsoft seguindo o exemplo da indústria fonográfica?

Um dos grandes assuntos do momento é o tal do WGA, Windows Genuine Advantage, que se comunica com a Microsoft via Internet e exibe mensagens dizendo que o Windows do usuário é pirata e tal, sendo de fato um spyware que lembra também os famosos CDs de música da Sony que instalam programas espiões no computador para evitar a cópia das faixas.

Como eu sempre falei, no meu ver a indústria fonográfica não liga para a má imagem que acaba passando com o terrorismo que ela faz através dos milhares de processos na justiça movidos contra pessoas comuns que baixam músicas na Internet usando programas como o KaZaA, pois sabe que o fim das coisas como atualmente são é inevitável. O fim da venda de álbuns musicais com 15 faixas acontecerá de qualquer forma, então o que resta para as gravadoras, já acostumadas com este modo de lucrar, é ganhar o quanto der, enquanto der.

Talvez essas medidas da Microsoft sejam mais um sinal das mudanças que estão ocorrendo com a vinda da Web 2.0, que prevê um fim inevitável para o software em pacote, que sempre foi o meio de sobrevivência e crescimento da Microsoft. A empresa pode ter de fato resolvido "chutar o balde" e aproveitar o atual quase-monopólio dos sistemas operacionais para fazer mais ou menos o mesmo que a indústria fonográfica, e ganhar o quanto der, enquanto der. Claro que o usuário mais experiente sempre dá um jeitinho, seja no software ou na música, mas essas táticas tem como alvo o consumidor mais leigo, que acaba pagando não só o preço dos produtos, mas também com a "chateação" proporcionada por esses esquemas de segurança.

Quanto ao Linux, a Microsoft sabe que a ameaça dele é tão grande quanto é para a indústria fonográfica a ameaça dos artistas independentes, que lançam suas músicas em MP3 na Internet: até que o grande público se apegue a eles, deixando as Britney Spears de lado, já terá dado tempo de as novas tendências terem virado as regras do avesso. Portanto, simplesmente, não faz diferença...