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quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Você ainda vai ler livros em um destes

Uma das maiores revoluções da história da informática está começando, eu acredito piamente. A Sony está lançando o seu "Reader" com tecnologia de papel eletrônico que não cansa a vista pois usa "tinta de verdade" para exibir os textos. A empresa já tinha lançado um leitor parecido no passado mas este novo reader, acredito eu, está chegando em uma hora mais certa e com recursos mais adequados para dar o ponta-pé inicial na revolução. O Reader não gasta bateria depois que uma página já foi exibida, pois a "tinta eletrônica" fica "impressa" na superfície do papel eletrônico até que se "vire uma nova página", e apenas uma carga dura 7.500 viradas de página, e os livros podem vir nos formatos PDF, TXT, RTF e Word. Segundo a notícia que li, o Reader suportará também RSS (ué... e o HTML???).

Enfim, pode escrever e cobrar: Em alguns anos deixaremos de matar tantas árvores desperdiçando tanto papel.

[adicionado]
Por falar em livros eletrônicos, sabe os problemas que a indústria fonográfica vê nas músicas? Multiplica eles por 10 para as editoras. Se música já é um arquivo pequeno que nunca aumenta de tamanho e por isso é inevitável ser cada vez mais copiado, imagina texto que desde os primórdios da computação já era considerado algo "fácilmente armazenável"...

terça-feira, 26 de setembro de 2006

E a França sai na frente

A Europa já está acostumada desde os anos 80 com terminais magros de acesso a dados por telefone, cujos serviços na época se pareciam mais com uma BBS, ou com o VideoTexto brasileiro. O "The Box" lançado na França é um típico "PC magro" como eu falei no texto anterior (antes de ler sobre o The Box). Rodando Linux e Firefox com apenas 512MB de memória Flash, o The Box é recebido de graça pelo assinante de um serviço de banda larga de 8Mbps da empresa, custando 40 euros por mês, e vem com portas USB e ethernet, podendo ser também usado como um router. A promessa é de ser um terminal Internet fácil de usar e com software automaticamente atualizado pela rede, a prova de usuários novatos ou de dores de cabeça desnecessárias pra quem só quer o que interessa, que é navegar. Pelas fotos se vê que o dispositivo é bem compacto e de design inovador. Pela pouca memória se pressupõe que a ideia é de fato usá-lo apenas para acessar Internet. Se o dispositivo fizer sucesso é mais de meio caminho andado para a concretização do "emagrecimento do PC", que eu pessoalmente acho uma excelente ideia capaz de fazer tremer a Microsoft, pois mostrará que sistema operacional é cada vez mais secundário, e, no caso, um Linux sem firula cabe muito bem. 

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

A Web 2.0 vai emagrecer o PC?

Alguns -inclusive eu- comparam as aplicações na Web 2.0 como uma "volta ao mainframe". Até certo ponto é sim, embora a maior parte do código rode no cliente. E qual seria o problema disso? Eu diria que a Web 2.0 apenas tornou possível a "volta do mainframe", que não era um modelo tão ruim, mas era impossibilitado no mundo dos computadores pessoais pelo fato de não existir até 1995 uma rede global usada por todos como a Internet. Agora que as aplicações e dados estarão na rede, e não mais nos HDs dos micros, será inevitável que se questione o porque de ter um cliente tão "gordo". Estão falando por aí que a Apple está unindo forças com a Google. Acho que seria um casamento perfeito. Duas empresas inovadoras, que não tem medo de lançar coisas que nenhuma outra grande empresa lançou ainda, só que uma é dedicada a hardwares inovadores, e a outra dedicada a aplicações via Web. O resultado bem que poderia ser um novo tipo de PC, feito exclusivamente para rodar aplicações na Web. Ele poderia ser menor e mais barato que os micros normais, e o sistema operacional seria nada mais nada menos que um browser. Ora, não é aonde passamos a maior parte do nosso tempo atualmente? Cada vez mais o que se vê aberto em um PCzão cheio de memória é um mero browser. Pra que um sistema operacional enorme como o Windows Vista atrás se só o que se usa é o navegador?

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Viagem do Laugi e fotos de Cabo Frio

Voltei ontem da primeira viagem do nosso, modéstia a parte, maravilhoso Coro Laugi. Foi uma viagem maravilhosa por Cabo Frio com direito a fazer muito sucesso com a nossa música. O que mais preciso dizer? Um dos maiores presentes foi ver as crianças da escola aonde nos apresentamos em um dos dias do encontro indo nos assistir novamente no dia seguinte, na apresentação que houve no teatro. Foi tudo realmente uma experiência fascinante. 

E é claro que eu aproveitei para exercitar um pouquinho (apesar do curto tempo) a minha terceira área (não necessariamente nesta ordem), que é a fotografia. Clica nas fotos ao lado e vai em "Cabo Frio". 
    

Web 2.0 será também uma revolução social

Vou falar da minha área, desenvolvimento de sistemas, que provavelmente será de fato a área que dará o pontapé inicial nesta nova forma de trabalhar. Hoje todo mundo já está falando em "Office online", algo que previ em 2002 mais ou menos junto com o cara que inventou o termo "Web 2.0" (cujo texto eu NÃO havia lido em 2002), mas, que tal um "Visual Studio" online? Com o tempo a rede local tende a sumir nas empresas, dando lugar a rede mundial, acessada sem fios. Cada programador de sistemas poderá acessar, através de seu próprio provedor Internet, as aplicações que está desenvolvendo para a empresa. Só que essas aplicações não estarão hospedadas em servidores locais, mas sim em provedores de conteúdo na Internet, que disponibilização, também online, as ferramentas de desenvolvimento utilizadas. Para ter uma ideia disso em pequena escala, imagine o "Google Pages", que é uma ferramenta online para design de páginas Web, acrescido da capacidade de edição de scripts, versionamento, colaboração, etc., sendo utilizado por um grupo de webdesigners e programadores para o desenvolvimento de aplicações de gestão. As linguagens de desenvolvimento de aplicações online também estarão online. Isso estimulará também algo que sempre esteve cutucando as empresas de tecnologia, mas que sempre foi recebido com relutância por estas: o trabalho remoto, feito fora das dependencias da empresa. Ora, se tudo está online, pra que alocar espaço e equipamentos nas salas das empresas? Pra que enfrentar engarrafamentos nas horas de rush? Porque não trabalhar de casa ou mesmo de qualquer lugar que se esteja? Vejo como inevitável que estas perguntas fiquem "martelando" cada vez mais na cabeça dos diretores até que um dia eles não mais resistam e resolvam contratar cada vez mais gente para trabalhar remotamente, até mesmo morando em outras cidades. Esta é uma grande revolução não só tecnológica, mas também social, que a Web 2.0 trará para o mundo conectado.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Office na Web? Web como plataforma? Tá louco?

Já falei em outro texto sobre as vantagens de se usar aplicações via Internet. Agora vou pormenorizar um pouco mais sobre algumas objeções que leio por aí relacionadas a isso.

1- É uma volta aos anos do mainframe, com tudo centrado no servidor

Mais ou menos isso. Os dados realmente estarão centralizados no servidor, embora boa parte da aplicação rode no cliente.

Mas eu pergunto: qual o problema desse modelo? Os usuários por acaso são "donos" das aplicações que rodam em seus PCs? Obviamente que não. Eles não programaram estes softwares, apenas instalaram as ferramentas feitas por outros. O modelo de "tudo rodando e sendo gravado no PC" não foi uma "libertação dos usuários", mas sim uma necessidade. O que ocorre é que na época do mainframe não havia computador nas casas das pessoas. Com a vinda dessa mania (e necessidade) do PC, pelo fato de não existir uma Internet comercial, foi necessário que esses micro computadores isolados rodassem tudo, e isso simplesmente se reproduziu nas empresas pelo simples fato de que desta maneira se compatibilizou o modo de usar computadores em casa com o modo de usar computadores no trabalho, embora nas empresas os dados continuem centralizados em servidores do mesmo jeito. Isso nunca mudou.

Agora a vinda da Web 2.0 está apenas possibilitando que esse modelo se reproduza em casa, e as vantagens são as mesmas que se tem no modelo cliente/servidor no trabalho: os dados são acessíveis em qualquer computador que se vá, só que desta vez não confinado ao ambiente de trabalho.

2- E se o provedor de aplicação sair do ar?

Sim, isso é um problema. No entanto as pessoas simplesmente preferirão encarar este problema, pois verão vantagens nele. Lembre-se que, como corretamente diz a sabedoria popular, a tecnologia sempre serviu para resolver problemas que antes não existiam. A Web 2.0 nos possibilitará acessar os dados em casa, no trabalho, no celular, no quiosque, etc, sem a necessidade de ficar carregando ou sincronizando memórias portáteis. Ora, isso significa que o "uptime" (tempo em que os dados estão acessíveis) será ampliado para os momentos em que você estiver na rua, na casa de amigos, viajando, etc. A realidade é que na prática, no modelo desktop, você tem "downtime" toda vez que sai de perto do computador aonde seus dados estão gravados, pois ninguém fica realmente sincronizando dados em memory keys o tempo todo, o que é penoso e sempre trás o risco de se possuir uma versão desatualizada nos diferentes lugares aonde os arquivos são editados. No desktop há sempre também o risco de faltar luz, do sistema operacional "dar pau", de uma trilha se tornar defeituosa no HD. E provavelmente a tendência é as conexões ficarem cada vez mais estáveis.

3- E a segurança dos dados, estando eles em um servidor remoto?

Ora, hoje os nossos computadores estão todos ligados na Internet o tempo todo, inclusive nas empresas, e todos sabemos que existem virus, backdoors, worms, e tantas outras maneiras de um hacker ter acesso aos seus dados. Mesmo não sendo um hacker hoje em dia conseguir acesso a todos os arquivos de vários computadores é tão fácil que ele ocorre até "sem querer". Eu por exemplo acesso Internet através de uma daquelas conexões prediais, compartilhada através de uma rede local no meu prédio residencial. Basta usar o Windows Explorer para acessar o drive C: inteiro dos vários moradores que acionam o compartilhamento do mesmo e provavelmente nem se dão conta disso. É impressionante, mas acontece aos montes. E para quem não tem Internet predial existe um programinha chamado Hamachi -que não é uma ferramenta hacker- que simula uma rede local na Internet. Da mesma forma sempre tem alguém compartilhando drives inteiros que se tornam expostos para o deleite de qualquer curioso desocupado de plantão. Daí pode-se concluir que talvez haverá até mais segurança com os dados centralizados em um provedor compromissado com seus clientes ao invés de estarem distribuídos em máquinas de usuários leigos. Além disso cada vez mais gente faz compras pela Internet e usa Gmail como email principal, inclusive para transportar documentos para outros computadores. Então penso que para a maioria das aplicações corriqueiras já corremos o risco e isso não fará tanta diferença. Para os dados realmente mais sensíveis pode ser necessário um tratamento diferente, mas duvido que isso impedirá as pessoas de preferirem hospedar seus dados em servidores remotos para a maioria dos casos, dadas as vantagens que eu já expliquei em outros textos de minha autoria.

4- A Web é uma péssima plataforma, sujeita a erros de Javascript, acionamento acidental do botão "back", e etc

Diziam o mesmo do Windows, quando ele foi lançado para o grande público em sua versão 3.0, com o Macintosh na época servindo apenas para uma "elite" (até hoje) que usava desktop publishing e programas gráficos. As aplicações "for Windows" eram várias vezes mais lentas que equivalentes no DOS, tinha muito bug (como tem até hoje), e o ambiente de janelas era "aberto demais" em relação ao ambiente caractere, o que permitia ao usuário por exemplo mover pastas inteiras clicando e arrastando o mouse, algo que no DOS era mais "difícil" e menos sujeito a acidentes, já que o usuário teria que digitar uma enorme linha de comando. Quem continuou batendo nessa tecla ficou para trás na história da informática. Evolução tecnológica sempre implica em necessidade de mais equipamento para resolver a lentidão, novos costumes do usuário para resolver o problema dos acidentes, e tolerância aos bugs que inevitavelmente surgem, apesar da estabilidade já alcançada pela "versão anterior".

5- As aplicações Web são fracas c
aradas a equivalentes desktop

Seria mais correto afirmar que as aplicações Web ainda não estão maduras, assim como o Windows de 1985, bem antes da versão 3.0, ainda não estava nem de longe maduro para ser utilizado como substituto do DOS, e nem a interface gráfica quando foi realmente inventada nos anos 70 (não pela Apple, mas pela Xerox). Estamos falando de futuro, e não de presente. Por outro lado, aplicações desktop não tem as mesmas facilidades para compartilhamento de documentos. Já há processadores de texto e planilhas online por exemplo que permitem a edição simultânea de um mesmo documento por vários usuários de maneira extremamente simples.

6- Codificação AJAX é difícil de escrever, o que resulta em software mais bugado.

Vale a mesma resposta que para a questão anterior. Concordo plenamente que as tecnologias para desenvolvimento de aplicações Web ainda não estão suficientemente maduras. Mas era assim também nos primórdios da computação desktop. Era necessário usar muito mais "força bruta", codificar em linguagens como Assembly e C, para se obter boas aplicações. Idem na plataforma Windows, que só veio a ter uma linguagem de alto nível capaz de fazer aplicações comerciais com bancos de dados na versão 3.0 do Visual Basic, e mesmo assim de maneira mais rudimentar do que é possível hoje. No mundo AJAX já temos exemplos como o Morfik, que "compila" linguagens de alto nível para Javascript, tornando o desenvolvimento de aplicações Web extremamente semelhante ao de aplicações desktop.

7- Você será obrigado a pagar pelas aplicações, já que não haverão meios para se pirateá-las.

Tirando a falta de mérito da questão, já que pirataria não deveria ser considerada uma "vantagem", não deixa de ser verdadeira essa "preocupação" de quem pirateia. Com as aplicações hospedadas no servidor da empresa que as produz, que garantia haverá de que o pirata poderá obtê-las gratuitamente? De fato não há garantias, no entanto é bem verdade que a maioria das aplicações Web disponíveis atualmente são gratuitas, e muitas delas, como o Gmail, tendendo a continuarem assim para sempre. No entanto aparentemente este é o caminho que o software desktop não-gratuito também parece estar começando a seguir. Um exemplo é o tal do Windows Genuine Advantage, que está impedindo as atualizações online do Windows e fazendo com que a pirataria, mesmo de software desktop, já não compense mais como antes. Então esse impedimento via Internet para a pirataria é um caminho sem volta, só que o software gratuito também parece ser um caminho sem volta já há muito tempo, e o mundo online até facilita este modelo gratuito, pois possibilita que o ganho dos produtores de software venham de outras fontes como por exemplo os banners de propagandas.

Enfim, para mim, que tenho décadas de experiência com informática, essas objeções não são novidades. Elas sempre surgem de maneira semelhante quando algo novo aparece no mercado. Mas tenho notado que nos EUA as opiniões já estão mudando, embora eu tenha tirado essas questões de comentários que li sobre o assunto "Web Office" publicado na ZDNet por volta de abril deste ano. Engraçado a diferença que poucos meses já fizeram na cabeça da maioria das pessoas por lá. Dois artigos na Slashdot, um mais antigo e outro mais recente, mostram uma maioria de pessoas com opiniões totalmente opostas em suas respectivas épocas. Antes a maioria tecendo objeções sobre as aplicações Web, e agora a maioria falando a favor.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

E a música está se tornando gratuita

Essa eu posso estufar o peito pra dizer que fui um dos poucos a prever com todas as letras, e há vários anos atrás. Passamos por uma época em que muitos diziam que as músicas continuariam em CDs, por outra em que diziam que o download pago é que iria vingar, mas, por incrível que pareça, nunca vi ninguém dizer que as músicas seriam oferecidas gratuitamente, só eu. O que as pessoas sempre insistem é que "basta baixar os preços" (dos CDs ou dos downloads). E eu sempre respondi que MP3 não tem nada a ver com preço, mas sim com evolução tecnológica, com facilidade cada vez maior para se obter música. Dessa vez é a EMI -segundo ela, dona do maior catálogo do mundo- que anunciou um serviço para download gratuito de músicas. No entanto muita água ainda vai rolar. Isso é apenas o início, já que as músicas da EMI virão com proteções DRM que exibirão propagandas para o usuário e não permitirão o uso das músicas em outros dispositivos. Por esse motivo, no meu ver o serviço está fadado a não durar muito tempo. Repetindo a minha "lógica científica", o MP3 é um dos poucos tipos de arquivo na história da informática que nunca cresce em espaço ocupado na memória, ficando portanto cada vez mais "volátil" conforme as memórias aumentam e as conexões ficam mais rápidas, o que fatalmente fará com que as pessoas vejam cada vez menos sentido em se enfrentar qualquer mínimo atrito na cópia de músicas, tal como sair de casa, procurar música em estantes, pagar por cada faixa, aguentar DRMs, etc.                                                                           

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Tim Berners Lee premeditou a Web 2.0?

Com a vinda da Web 2.0, o inventor da Web, Tim Berners Lee, tenta de todas as formas dizer ao mundo que o termo "Web 2.0" não passa de "jargão", de um novo nome para a mesma coisa que já era a Web 1.0. Não tenho nada contra o nosso "pai", mas ele força a amizade ao dizer que a Web sempre foi sobre "interatividade entre as pessoas" ou mesmo "Web como plataforma". Não era. Acabei de ler textos dele da época em que ele inventou o HTML 2.0, em 1992. Antes do HTML 2.0, a Web não possibilitava nem mesmo a criação de "forms", ou seja, formulários para entrada de dados pelo usuário. O que os textos de Tim sobre a Web falam como sendo "um sonho virando realidade" (palavras dele) é apenas sobre uma coisa chamada "hipertexto".

A Internet nos seus primórdios era apenas um meio para se recuperar documentos em terminais distantes da central de banco de dados, geralmente um mainframe. Protocolos como o Gopher e FTP eram usados para fazer isto, mas, ao invés de links, o usuário seguia uma estrutura em árvore, tal qual as pastas e subpastas usadas no Windows para encontrar os documentos. Para manter "compatibilidade" com o método já tradicional, Tim fez o protocolo HTTP utilizando a mesma estrutura, que pode ser percebida não só nos endereços, mas também navegando-se diretamente por um diretório da Web ao invés de entrar em páginas HTML. Mas a grande vantagem apresentada por Tim foi a introdução das páginas HTML, Hipertext Markup Language, que permitiam navegar de uma forma muito mais intuitiva, com muito mais informações sobre as opções a serem escolhidas, já que os links encontram-se em meio a textos que levam a outros textos, e não em simples opções de menu, geralmente pouco descritivas. Tim exibe a Web como sendo um meio de se integrar todos os outros protocolos, contando a vantagem de se poder fazer links não só para outros documentos HTML, mas também para documentos situados em endereços utilizando os outros protocolos.

No entanto é preciso se levar em consideração por exemplo que Tim não previu linguagens de script nem em lado cliente e nem no servidor, podendo elas serem consideradas "hacks" feitos posteriormente em cima do HTML, que na verdade era um padrão voltado apenas para se recuperar informações, e não para a cada vez maior interatividade que se tem hoje, e muito menos para ser utilizada como "plataforma", tal qual propõe a Web 2.0.

Mas sinceramente penso que com a vinda da Web 2.0 Tim deveria estar ainda mais orgulhoso de sua criação, mesmo tendo sido "desvirtuada", pois ela deu tão certo que hoje não se consegue mais se desvencilhar dela, tanto que ela ainda está por trás dessa nova era. O que se podia esperar, caso o padrão HTML não fosse tão difundido, é que outra plataforma totalmente diferente da Web, com outro protocolo, fosse criado para se desenvolver aplicações para a Web, já que a Web não foi feita para isso. Portanto, caro Tim, a coisa poderia ser muito pior.

Por outro lado é bom saber que o pai da Web aprova essa evolução, já que gosta de se sentir autor dela.