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quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Linguagem LAPRO pode ser baixada novamente

Os dois links para baixar a minha linguagem de programação para iniciantes já não funcionavam mais. Coloquei o instalador na GooglePages agora, hospedeiro provavelmente muito mais estável.

Saiba sobre a linguage LAPRO, que é mais poderosa que LOGO e mais fácil que BASIC, e em português, clicando aqui.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Faça sua própria Internet

Eu sei que o título é exagerado, mas imagine se o Google, que se propõe a indexar toda a Internet, e que geralmente é o "ponto de partida" de uma boa navegada na rede, de repente passasse a exibir apenas resultados de buscas para os sites que você mais gosta, ou então se todos os sites que você não quer ver simplesmente deixassem de existir. É essa sensação que me deu ao brincar um pouco com o novo "Google Custom Search Engine", que permite customizar o Google da maneira que você quiser, e, melhor ainda, disponibilizar este search só seu com o mundo, como se a Internet fosse sua. Você pode por exemplo criar um search que só encontre sites que falem bem de você, da sua empresa, da sua banda, enfim, pode criar searchs por temas, exibindo apenas páginas sobre o assunto desejado, independente do que se digite na caixa de busca, ou ainda, o uso mais óbvio, disponibilizar de maneira mais fácil do que nunca um search só para as páginas do seu próprio site, algo que todo site "profissional" sempre teve mas que era de difícil acesso para meros blogueiros da vida ou mesmo empresas com sites não hospedados em servidores próprios. Quer mais? Então adicione a isso a possibilidade de compartilhar a administração deste search com outras pessoas. No Google customizado você pode definir também alguns detalhes da interface com o usuário, como por exemplo filtros que possibilitam ao usuário do seu search refinar os resultados. Se o seu search for sobre câmeras digitais, você pode por exemplo definir um botão de filtro para "Análises de câmeras" e outro para "Preços", e, quando o usuário clicar no botão "Preços" são retornados apenas resultados de lojas para a compra dos produtos, e, no botão "Análises", apenas sites descrevendo as características das câmeras. Há muitas outras possibilidades interessantes que fazem desta uma verdadeiramente poderosa e inovadora ferramenta. Mas o melhor mesmo deste produto é sem dúvidas a facilidade de uso. Após configurar tudo através de uma interface Web 2.0 facílima de usar, basta colar no HTML da sua página os pequenos códigos fornecidos para exibição da caixa de texto de procura e até mesmo dos próprios resultados, que podem aparecer tanto dentro quanto fora do seu site.  

E eis que agora o meu blog tem search, e não procura só no meu blog, mas em todos os sites que falam de mim... narcisismo delirante :-)

Finalmente aquele editor de imagem que você queria, gratuito

Estão falando muito por aí sobre a nova versão de um tal de Paint.NET , que segundo o site dele foi feito quase que inteiramente na linguagem C#, e digo que esse fato melhorou a imagem que eu tenho da framework .NET da Microsoft. Fazia tempo que eu não via uma aplicação desktop que valesse a pena comentar. Trata-se simplesmente do "Paint dos meus sonhos", ao menos no ambiente desktop (agora eu sonho em ver um destes na Web, quem sabe incorporado a um Flickr da vida...). Para rápidas edições eu usava até então o IrfanView, que está mais para "visualizador" e tem apenas parcos recursos para edições, mesmo aquelas rápidas que precisamos sempre. Nessa hora entra a necessidade de um PhotoShop. O problema é que só de abrir um programa pesado destes já dá preguiça, e a interface do Photoshop é extremamente complicada para quem não usa ele o tempo todo e por isso acaba esquecendo os tortuosos caminhos que o usuário precisa seguir para fazer coisas simples como adicionar algum texto e depois girar a imagem. Os "layers" que vão sendo criados são extremamente úteis, mas o uso deles é muito pouco intuitivo no Photoshop. O Paint.NET resolve tudo isso. Ele consegue ter layers e outros tantos recursos avançados e ainda ser tão fácil de usar quanto um mero visualizador de imagem. Sinceramente, para o que eu preciso, torna o Photoshop dispensável e muito bem substituído. Eu esperava por um programa como esses desde a época em que o MacPaint do Macintosh Classic era a melhor coisa que existia para editar imagens. E o Paint.NET ainda por cima é leve e gratuito!

terça-feira, 17 de outubro de 2006

É chegado o momento

O "sistema operacional de Internet" está aí. E tem vários concorrentes. É Google Personalized , Netvibes , PageFlakes , Windows Live . Alguns poderiam perguntar o porque de este formato e não uma iniciativa como o EyeOS ou mesmo alguns projetos de sofwares stand-alone para rodar aplicações Web que estão sendo desenvolvidos por aí. O Google Personalized não seria apenas uma página Web personalizável, sem pretensões de virar uma plataforma? Na verdade quem vai decidir isso é o consumidor. Da mesma forma que de 1985 a 1990 os usuários (maioria deles) optaram pelo DOS ao invés do Macintosh (fora que o Windows rodou debaixo dele por mais vários anos na década de 90), o mundo da grande rede pode não estar preparado ainda para algo "além do browser". O browser já está aí, já é usado por todo mundo, já é a própria plataforma. E depois que o "sistema operacional de Internet" não precisa copiar o formato do sistema operacional desktop, e talvez nem deva mesmo. O conceito de widgets, que foi popularizado e transformado em padrão pelo OS/X da Apple, só agora  será adotado pelo Windows no Vista e já existe desde o início nas "páginas personalizadas", que agora começam a serem também "agregadoras de grandes aplicações", como os sistemas operacionais desktop. Veja o exemplo do Google Calendar , que tem um excelente widget para a página personalizada, além de ser uma aplicação completa, que pode ser aberta através do Google Personalized. Provavelmente em breve a Google deverá lançar também widgets para facilitar o acesso ao Google Docs e Spreadsheets , peças fundamentais do "Office" da Google.

Agora perceba o tanto que a palavra "Google" está pipocando nas nossas telas o tempo todo. Pois é... é chegado o momento também da verdade. Mais cedo ou mais tarde isso iria mesmo acontecer. A gigante da Internet é parecida com a gigante do desktop no que diz respeito a "ter a faca e o queijo na mão". A Google tem o poder para fazer um portal personalizável, as melhores widgets para este, e ainda as "aplicações web completas" como eu defini. O que restará para as startups como Netvibes e PageFlakes? Só o Windows Live tem reais condições de competir, embora eu hoje em dia não aposte mais muito na Microsoft por ela AINDA estar presa aos antigos métodos que sempre lhe renderam muito. Alias é outra grande verdade: a Microsoft não está podendo mais se dar ao luxo de apenas "acompanhar" o que os outros estão fazendo. Essa sempre foi a política dela. Enquanto os concorrentes eram pequenos a Microsoft esperava alguém inovar para depois lançar a versão dela, integrada com aquilo que todo mundo já usava, que também era dela, é claro. Mas agora o concorrente é Google. Eu não acredito que a Microsoft conseguirá impor uma "mistura" de desktop com Web, com widgets fazendo interface entre os dois, e, no mundo 100% Web, já se pode dizer que a Microsoft não domina.

Voltando ao assunto das pequenas startups, chega a ser "triste" que elas provavelmente não terão grandes chances perante uma Google. Minha esperança era que o Netvibes por exemplo fosse comprado por alguma dessas gigantes, mas parece que elas não vão precisar disso. O que resta para o Netvibes agora é tentar se juntar a eles. Uma ideia é fazer widgets de alta qualidade para o Netvibes que façam interface com as aplicações da Google. A Google possibilita isso através de suas "APIs". Mas essas widgets teriam que ser no mínimo tão boas quanto as ofertas da própria Google, o que talvez não seja tão fácil, mesmo se tratando de "meras widgets".

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Vou falar um pouco da minha visão política. Posso?

Parabéns aos que responderem "deve".

Quem vê algumas das minhas visões políticas muitas vezes diz que eu sou anti-americanista. A verdade é que eu sou um relativista. Pra mim tudo tem dois pesos e duas medidas e eu vejo inúmeras qualidades na cultura norte-americana que infelizmente não temos no Brasil. Uma delas é zelo deles para com a liberdade de expressão. Posso estar enganado mas, até aonde li por aí, nos EUA não há leis que proibam opiniões racistas e "apologia a crime" como há aqui no Brasil. No Brasil proibiram a fantasia de uma escola de samba que mostrava a suástica, proibiram a faixada de uma loja que também exibia o símbolo nazista, estão mandando a Google fechar comunidades e fornecer dados de usuários do Orkut que, pelo julgamento do governo brasileiro, fazem "apologia a crimes". Ora, fazer "apologia a crime" não é o mesmo que cometer os tais crimes ao qual se fez apologia. Ter opinião racista não é o mesmo que de fato prejudicar alguem por ter determinada cor de pele. Se alguem tiver esse tipo de atitude sim deve ser punido, mas porque essa censura a opiniões? Engraçado que a grande maioria das pessoas que você pergunta respondem que "a TV não manipula", "a igreja não manipula", "é a própria pessoa que escolhe aquilo que vai fazer", no entanto esses são geralmente os primeiros a defender certos tipos de censuras sob alegação de que "vai influenciar mal o meu filho". Ora, ou as pessoas são sim influenciadas pelas coisas a sua volta ou não são. E na minha opinião são. Principalmente quando as pessoas não são educadas para terem uma visão crítica das coisas. E a melhor forma de manter as pessoas na fraqueza mental é escondendo as coisas delas. Se as pessoas só enxergam um lado da moeda, como poderão discernir quando o outro lado lhes for revelado? Não será muito mais fácil se manipular essa pessoa diante da sua visão parcial, da sua ignorancia em relação ao todo das coisas? E outra: quem garante que aquela "opinião única", parcial, que uma pessoa recebe de uma educação conservadora, é a melhor? Na minha opinião as pessoas desde cedo tem mais é que ver todos os 4, 5, 6 lados de uma moeda, para amadurecerem sua visão crítica e chegarem as suas próprias opiniões a respeito de tudo. Só assim estarão sempre fortes e preparadas para qualquer espertalhão que lhes queira eventualmente passar a perna, como certos políticos por exemplo. Eu fico impressionado com a lucidez dos americanos em foruns pela Internet, com, como eu disse, o zelo deles pela liberdade de expressar qualquer coisa, inclusive opiniões racistas, e com a lucidez de suas opiniões políticas as vezes mesmo em foruns que não tem nada a ver com política. Outro dia no Slashdot por exemplo estavam todos criticando duramente o governo Bush com ótimos e sensatos argumentos, coisa que aqui no Brasil costuma acontecer o inverso, ou seja, por incrível que pareça é extremamente fácil ver brasileiro que "paga pau" para o general do mundo, uma vergonha quando se vê que nem mesmo os próprios americanos agem assim, se maneira tão subserviente (pelo menos enorme parte deles). Ok, meu julgamento se baseia no meu ponto de vista pessoal a respeito das coisas. Eis o motivo pelo qual não se deve censurar as opiniões dos outros, eis o motivo pelo qual se deve dar plena liberdade de expressão escrita e falada. Quem é você pra determinar de maneira definitiva e isenta o que é "apologia ao crime", "racismo", etc? Se um cientista diz "as pessoas de pele negra tem menos inteligencia" isso é racismo? E se for verdade? Vai agir como na inquisição? Proibir a pesquisa? Censurar o cientista por concluir isso? Eu por exemplo sou contra as cotas por as considerar o mais puro racismo. Usar a cor da pele de uma pessoa como critério para definir uma vaga em qualquer coisa que seja é para mim a mais pura apologia ao racismo. Essa é a minha opinião. O seu conceito pode ser outro. Ora, então quem é racista? Eu ou quem apoia as cotas? Para quem as apoia, eu sou racista. Para mim o racista é que as apoia. Percebe como a única verdade é que opinião é que nem c*? Claro que leis devem existir. Se a lei diz que "é proibido assassinar uma pessoa", então um racista que mate pessoas de pele negra deve ser punido não por ser racista, mas sim por cometer assassinatos. Mas existe uma diferença enorme entre isso e uma pessoa que simplesmente fala "sou a favor do extermínio de pessoas de pele negra". Essa pessoa pode vir a matar e pode também resolver seguir a lei e não matar, simplesmente por querer seguir a lei, independentemente de ela ir contra as suas crenças. A gente não faz isso em várias coisas na vida? O princípio da lei é justamente que você deve segui-la concordando ou não. Mas numa democracia algo essencial é que as pessoas tenham ao menos esse direito de discordar.

É chegado o momento do PC sem HD?

Li sobre o lançamento de alguns laptops sem HD. Como eu disse em texto anterior, eu acredito que a Web 2.0 vai proporcionar um "emagrecimento do PC", já que os dados e aplicativos não estarão gravados no HD, mas sim na Web. A memória Flash sempre está "atrás" do HD na relação quantidade de memória/preço e por isso difícilmente substituiria o disco no PC "elefante" tal qual o conhecemos hoje. Alias é assim que eu começo a ver e que acho que as outras pessoas também começarão a ver o PC "stand-alone" daqui por diante: como um elefante gordo, algo parecido com a campanha pelas privatizações que foram feitas no governo FHC. No entanto, diminuindo-se a necessidade de tanto espaço no HD, a memória Flash tem de fato uma grande oportunidade de acabar com essa última "parte mecânica" (a excessão do cooler) que sobrou dentro dos computadores pessoais. Eu no entanto estou longe de acreditar que a "necessidade uma quantidade de memória não volátil cada vez maior" irá cessar. Não, não será o fim da "lei de Moore". O PC não irá virar um "terminal burro". O que as pessoas precisam entender é que se trata isso sim de uma convergência. Com o AJAX, por exemplo, 50% ou mais da lógica do software roda é no cliente, através de Javascript, ficando o servidor encarrecado apenas do código requerido para atualizar o banco de dados. A distribuição e armazenamento é que estarão centralizados nos provedores, e desta forma a necessidade de espaço nos HDs dará um retrocesso (claro que depois a evolução exigirá mais memória Flash também), mas obviamente não deixará de ser necessária. Com isso outros formatos de PC como o Ultra Mobile e até o laptop de 100 dólares ganham um bom fôlego para fazerem sucesso, se proverem essencialmente plena capacidade para acessar os sites da Web 2.0, e assim com o tempo tomando também o lugar do PC desktop, o "elefante".  

quarta-feira, 11 de outubro de 2006


Estou postando isto para testar o novo Google Docs & Spreadsheets , que permite também postar no Blogger a partir do editor de textos.

Pois é... o Office online é realidade. A Google finalmente está mostrando sua força além do search. Todas as aplicações seguem um mesmo padrão de interface e são integradas de uma forma ou de outra.

Testando fontes fontes

E o ambiente de desenvolvimento também vai para a Web


Está pipocando por aí aquilo que alguns chamam de "Access Online", em uma alusão ao software de banco de dados Access da Microsoft, da família Office, que além de tabelas de dados permite também criar aplicações através de seus construtores de formulários e relatórios. Trata-se certamente do inicio da transição dos ambientes de desenvolvimento (IDE) do desktop para a Web. A diferença é que, com um ambiente de desenvolvimento e de banco de dados online e hospedado por um servidor na Web, não é necessária toda uma infraestrutura de rede local e nem mesmo o espaço físico dos computadores (conhecido antigamente como CPD) para manter uma equipe de desenvolvimento mobilizada em torno de um projeto. O site Coghead por exemplo, além de permitir a criação de formulários por drag and drop de maneira parecida com o Visual Basic, também fornece o controle de versões e acesso, ou seja, a infraestrutura para colaboração entre os desenvolvedores de um projeto já está pronta, e não importa aonde estes desenvolvedores e os usuários do sistema estão localizados fisicamente, basta ter acesso a Internet. Da pra imaginar a implicações disso no futuro, quando estes ambientes na Web estiverem mais maduros. Com o mundo cada vez mais online proporcionado pela Web 2.0, será inevitável pensar em coisas como trabalhar em casa, ou ter desenvolvedores de um mesmo projeto trabalhando em diferentes filiais de uma empresa. Como já falei antes, alguns serão relutantes no início com a ideia de que os dados sejam hospedados por terceiros, mas a tendência é sempre essas coisas irem sendo relevadas com o tempo. A verdade é que hoje se o seu computador está conectado na Internet já está sujeito a possibilidade de invasões que permitiriam acesso a todos os dados do seu computador, e, se for parar para pensar, o PC descentralizado de hoje, com toda a sua memória e poder que dá a quem o usa, se torna na maioria dos casos uma verdadeira replicação redundante dos dados contidos no servidor. Quem trabalha com programação sabe por exemplo que ambientes como o Visual Studio sempre mantém uma cópia dos códigos fonte em cada máquina utilizada para desenvolvimento. A verdade é que isso multiplica os riscos de exposição dos dados e lógicas de negócio, já que eles estão em vários lugares e não em um só, e geralmente cada computador destes está conectado na Internet. Logo, a desculpa da "segurança dos dados" não me convence e certamente com o tempo as empresas deverão se abrir para isso como sempre aconteceu em cada grande transição nos rumos da informática. Enfim, se alguém ainda pensa que algum tipo de software não vai para dentro da Web, é melhor pensar duas vezes...

terça-feira, 10 de outubro de 2006

O sistema operacional está morto

Tava lendo um interessante texto em um site de "Applemaníacos" que repete algo que eu já venho professando há alguns anos: o sistema operacional está deixando de ser importante, frente a Internet, quando esta é vista como uma plataforma. A questão proposta pelo autor é se você trocaria o sistema operacional que você mais ama, incluindo todos os softwares já instalados, mas sem acesso a Internet, pelo sistema operacional que você mais odeia, porém com acesso pleno a Internet, se só tivesse essas opções. Muita gente que comentou o texto parece não ter entendido direito o que ele propõe. Talvez seja preciso ter vivido bastante a época em que não existia Internet comercial para poder entender corretamente. Antes de 1995, 99,9% dos computadores pessoais não tinham acesso a Internet, e portanto só se rodava aplicações locais. A informática foi assim durante mais de uma década. Foi exatamente isso que fez a Microsoft chegar aonde chegou. Voltando mais ainda no tempo, é preciso lembrar que um dia a IBM reinou e era acusada de monopólio assim como hoje o é a Microsoft. Nessa época não existia nem mesmo o computador pessoal, somente os mainframes com terminais burros conectados, restritos a grandes empresas. Quando veio a era dos computadores pessoais, a IBM se mostrou relutante para aceitar modificar alguma coisa no seu já sólido mercado de mainframes, e foi aí que o esperto Bill Gates se aproveitou desta "deixa" para se tornar o gigante do software em pacote, com seu sistema operacional para PCs. Mas a informática nunca para e um dia surgiu uma tal de Internet que o próprio Bill Gates admitiu depois ter "demorado para descobrir", e que agora mostra que veio para superar a supremacia dos grandes e pesados sistemas operacionais em pacotes. É disso que o texto fala. Quando alguem comenta no referido texto que "é como ter sua mulher grávida e escolher entre uma BMW sem rodas e um Fiat 147 funcionando plenamente", está, sem querer, apenas confirmando o que escreveu o autor. Quer dizer que a Internet é tão essencial para o computador quanto as rodas são para o carro? Há pouco mais de 10 anos atrás, anos dourados da Microsoft, isso nem de longe era verdadeiro, nenhum PC caseiro tinha Internet. O autor está corretíssimo ao alertar para isso. É preciso dar uma guinada de pelo menos 90 graus. A Apple por exemplo tem que dar a sua, se não quiser ficar apenas nos livros da história. Claro que o sistema operacional sempre será necessário até para dar o boot no computador, no entanto, cada vez faz menos diferença QUAL sistema operacional é este, mas sim se a máquina proporciona pleno acesso a Internet. É sem dúvidas uma transferência de plataforma. Do mainframe foi para a ROM dos micros, e da ROM dos micros foi para o sistema operacional em disco dos PCs, que agora está dando lugar para a Web. Esta é para os que viveram a informática dos anos 80: Alguém hoje se importa com o que contém a memória ROM de um computador? Ela ainda existe, ainda é essencial para fazer o computador funcionar, mas é simplesmente irrelevante, e inclusive relativamente mais enxuta: os primeiros IBM PCs tinham BASIC em ROM, por exemplo.  

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Um gadget da Google



Bom, taí o meu teste do Google Gadgets para home pages. Mostra as minhas fotos no Flickr aleatoriamente.

E a Web 2.0 vai para o seu celular... e também para o seu blog pessoal

E eis que eu viciei em J2ME para celular. Um celular que rode J2ME -e nem precisa ser Symbian- é um verdadeiro computador aonde você pode acessar diferentes drives e pastas, rodar aplicações, tocar arquivos multimídia, navegar na Internet e se comunicar com o seu computador desktop. Eu costumo comparar os jogos de celular com os jogos que haviam nos anos 80. A média de tamanho dos jogos em J2ME é de uns 140 kbytes, de modo que é uma espécie de volta à época em que os programadores "faziam milagres com parcos recursos". Uma das maravilhas do mundo do J2ME é o Opera Mini, versão mobile do famoso -embora não tão utilizado- navegador para desktop. Com ele é possível acessar praticamente qualquer site, inclusive por exemplo o Orkut, embora necessite de um link especial para poder acessar este, graças ao login do Google. Uma exceção previsível são os sites Web 2.0, pois, por motivos técnicos, não dá para esperar que os atuais browsers para celular tenham capacidade para rodar tecnologias AJAX além de a tela ser muito pequena para possibilitar o mesmo grau de interatividade de uma página rodando em um browser desktop. No entanto os muitos sites da Web 2.0 já estão lançando versões simplificadas para rodar em celulares com J2ME ou com WAP. A Google por exemplo disponibiliza um aplicativo J2ME para acessar o Google Maps com fotos de satélite e tudo. Já a Nokia lançou recentemente o WidSets.com, que é um verdadeiro "Netvibes para celular". Trata-se também de um aplicativo J2ME que é configurado no PC desktop e possibilita a exibição de Widgets (pequenas aplicações) na telinha do celular, com animações, joguinhos e tudo. A Google também possibilita utilizar a sua " home page personalizada" (google.com/ig) no celular via WAP, através das configurações feitas em google.com/id/cp , no entanto a maior parte dos Widgets da Google não funcionam no celular, em especial aqueles que tem animações, como por exemplo a Widget que exibe um relógio analógico.

E por falar em home pages personalizadas, o Netvibes passou recentemente por reformas que trouxeram perceptíveis melhorias de performance e algumas funcionalidades interessantes. Para não ficar atrás a PageFlakes também anunciou mudanças para breve, e parece que serão profundas. Já a Google fez um grande anúncio: seus mais de 1000 Widgets, antes só disponíveis para o Google Desktop e para a página personalizável da Google, estão sendo disponibilizados para uso em qualquer home page na Internet, através de uma pequena linha de código que deve ser adicionada no HTML. Isso significa adicionar facilmente, em sites pessoais e blogs, funcionalidades até então possíveis apenas com o uso de provedores de espaço pagos e muita codificação em Javascript e linguagens do lado servidor. Isso poderá finalmente ameaçar os competentíssimos e até então invictos concorrentes pequenos como Netvibes e PageFlakes -que talvez nem tenham condições de arcar com o consumo de banda que esse tipo de serviço deverá gerar-, além da arqui-rival Microsoft, prisioneira do pesado .NET e de uma pretensa integração das Widgets Live com o Windows Vista.

A Google sai na frente, integrando suas Widgets com a Web, que sem dúvidas é muito mais importante que o sistema operacional Windows Vista...  Acorda Microsoft!

Observação: ainda não testei a utilização das Widgets Google em home pages. Em breve deverei testar essa funcionalidade aqui mesmo no meu blog para "ver se é verdade"...