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quinta-feira, 23 de novembro de 2006

A resistência ainda é muito grande

Como se pode ver pelos comentários neste post do digg, as pessoas ainda resistem muito à ideia de aplicações na Web substituírem aplicações desktop. Alguns falam até palavrões se mostrando nervosos em relação ao assunto, que aparentemente preferiam ver censurado. Eu acho isso divertido, pois me sinto "a frente", um visionário, principalmente porque previ essa transição inevitável já em 2002 antes de todo o "hype" (que pela minha definição são modismos sim, mas do tipo que podem um dia virar a realidade vigente) em relação a Web 2.0 ou mesmo AJAX. Já vi essa história antes, na transição do DOS para o Windows, e por esse motivo sei que, por mais que haja resistência por parte principalmente da maioria das pessoas que entendem de computador, a mudança ocorrerá independente disso, pois é a tendência lógica da evolução, e tecnologia é basicamente feita de evolução constante. A resistência, principalmente por parte dos mais aficcionados por informática -geeks por assim dizer-, também é uma questão de lógica. Afinal eles cultivaram por muito tempo as paixões por diferentes sistemas operacionais desktop, todos ameaçados pela nova tendência. Linux, OS/X, Windows. Todos perderão e já estão perdendo a importância. Mas eu também discordo do artigo da Read/Write Web. Eu duvido que a Google lançará um "sistema operacional" tal qual conhecemos. A Google quer lançar é o que roda dentro dos browsers, não importando sob qual sistema operacional ou mesmo sob qual browser essas aplicações na Web estão rodando. A Microsoft nunca se preocupou em produzir seus próprios PCs. A plataforma de hardware não tem grande importância já há muito tempo. Para a Microsoft tanto faz a marca do PC, o que importa é ser dono do software que roda nele, principalmente o sistema operacional. Com a Web 2.0 isso vai muito mais além. O hardware agora pode ser um PC, um handheld, um celular, ou mesmo um video-game. Mas a novidade é que agora há mais uma camada de "coisas menos importantes". Para a Google tanto faz o sistema operacional responsável por fazer a interface entre o browser e o hardware, e tanto faz o browser responsável por fazer a interface entre o browser e a aplicação Web. O que importa é ser dono das aplicações Web mais utilizadas. Por isso eu apostaria que a Google não vai lançar sistema operacional e nem mesmo um browser. Só que com o tempo esses dois itens perderão a importância ao ponto de provavelmente já virem embutidos nos dispositivos, em memórias flash, EPROM ou algo parecido, e não mais na forma de algo instalável na memória auxiliar, e nem mesmo customizável em demasia. Apenas seguirá o padrão que for mais adotado, como acontece com o PC, e o que importará será rodar as aplicações Web mais recentes. Diante disso, adeus guerra dos sistemas operacionais, adeus fanatismo por Windows, Linux ou OS/X. E é aí que eu pergunto: o que a Google vai querer com sistemas operacionais ou mesmo entrando na "guerra dos browsers"? Deixa isso para os "dinossauros" já consolidados nessas áreas. Dominar a nova era é o que importa. E isso significa apenas ter o melhor conteúdo e aplicações nessa Web cada vez mais onipresente. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Microsoft apoiando Linux? Tem alguma coisa errada...

Sei que esse artigo vai ter ar de "teoria de conspiração", e é mesmo. Conspirações existem afinal, não existem?

Em meio as costumeiras notícias-merchandising-gratuito, que sempre aparecem as vesperas do lançamento de um novo sistema operacional da Microsoft -e que eu já abordei em outro texto- dizendo coisas como "Vista terá incrível proteção contra pirataria" ou "Vista terá limite de instalações", que a Microsoft costumeiramente alardeia e depois desmente só para que blogs e jornais façam propaganda de graça sem nem perceberem (apenas minha opinião, ok?), uma chamou atenção especial: a de que a Microsoft oficialmente vai fazer parceria e apoiar uma determinada distribuição do Linux, com direito ao sensacionalismo "Eles diziam que isso jamais aconteceria", típico do Steve Ballmer.  

Isso pra mim é na verdade apenas sinal dos tempos. A gigante sabe que o sistema operacional desktop e o software em pacote em geral, galinha dos ovos de ouro da empresa, vai ser cada vez menos importante, como eu já explanei em diversos textos, e então tenta reacender essa chama cada vez mais branda com anúncios como este.  

"Oh, a Microsoft apoiando o Linux"

E o resultado é as pessoas voltando a discutir sobre os sistemas operacionais feitos para rodar softwares em pacote, algo que, até 2012 -prazo previsto para a "plena concretização" da parceria-, estará aos cacos. Mas é claro que até lá a Microsoft ainda tem muito dinheiro pra ganhar, assim como a indústria fonográfica ainda aproveita enquanto pode, independente da sua imagem cada vez mais suja, para ganhar em cima de um modelo fadado a ruir.

A parceria se dá com a ex-rival Novell. Ora, uma companhia cujos produtos se destinam principalmente a redes locais, algo que tende a perder força para a rede global.

Ela recebeu também, segundo o press release, "aplausos da Intel" e, pasmem, da AMD, empresas obviamente interessadas em que o PC continue sendo "um mainframe em cada mesa", ao invés da simplificação que a Web 2.0 deverá proporcionar aos micros pessoais.  
 
Definitivamente, os inimigos mudaram. A guerra agora é computação desktop contra computação online. O inimigo agora se chama Google.