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sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

A importância do Orkut

A entrada do Orkut em estado de "manutenção" desde a sexta-feira quinta-feira trouxe a tona dois tipos de sentimentos em relação ao Orkut. De um lado o desespero por parte de muita gente que, sim, tem no fuxico da vida alheia e spam as razões de sua existência, mas de outro o preconceito de alguns em relação a serviços deste tipo.

É na minha opinião lamentável ver que pertencem a este segundo grupo dois colegas "tecnólogos", o Cardoso e o cara do Undergoogle, blogueiros "de peso" no meio atualmente, e que eu pessoalmente sempre gostei muito de ler, ambos.

Falar mal do Orkut minimizando sua importância é ignorar que sites de relacionamento são os sites mais importantes da Internet atualmente, e não só no Brasil: o MySpace é o site mais visitado dos EUA. Os sites de relacionamento são peças chaves na Web 2.0, que tem tudo a ver com comunidade e disseminação de conteúdo por parte dos próprios usuários da Internet.

O Orkut não serve só para "re-encontrar antigos amigos", "arrumar namoradas" e "fuxicar a vida dos outros", não. Qualquer informata sabe a importância de foruns e listas de discussão, e o que são as comunidades do Orkut se não exatamente isso elevado ao cubo?

Sim, há inúmeras comunidades de besteirol, mas há muita comunidade para discussão a sério também. A diferença é que o Orkut é muito mais popular, e por esse motivo as "comunidades sérias" acabam atraindo pessoas que de outra forma jamais entrariam em listas de discussões sobre esses assuntos, já que estas são geralmente mais fechadas e invisíveis.

As comunidades do Orkut por sua vez são virais. O usuário vê todas as comunidades que seus amigos participam, e acaba sendo também atraído para elas. E isso é muito importante. Essa maioria "desocupada e sem cultura" precisa é justamente começar a enxergar outros horizontes, e muitas boas comunidades do Orkut podem ser um excelente começo para isso.

Pesquisas recentes indicam que o Orkut foi fundamental nas eleições deste ano, com comunidades discutindo todos os pontos de vista possíveis e imagináveis, o que certamente é capaz de produzir eleitores muito mais conscientes do que se as pessoas se basearem apenas nas "propagandas de mão única" da TV.

Enfim, os "pensamentos banais" existem sim, mas eu vejo no Orkut uma poderosa ferramenta para exercer democracia e liberdade de expressão, gerar discussão, e é isso que poderá modificar essa realidade. Talvez por isso parte do governo tem tentado censurar o site, algo com o qual no meu ver não podemos ser coniventes.

sábado, 23 de dezembro de 2006

Reflexões sobre o download de MP3

O MeioBit publicou um artigo citando a comparação feita pela cantora Daniela Mercury entre o download de MP3 e o roubo de carros e assaltos a supermercados. Decidi blogar o comentário que deixei lá, que mostra meus questionamentos a respeito:

Tem duas coisas que, certas ou erradas, são verdadeiras:

1- Mesmo se não se vendesse CD nenhum, música jamais deixaria de existir por isso, PRINCIPALMENTE a de qualidade, aquela diferente do modismo que é empurrado pensando-se apenas no lucro.

2- Daniela não deixaria de ser rica, mesmo que não vendesse 1 CD sequer. Ela tem agenda lotada de shows a ingressos salgados e vive fazendo propagandas para a TV, aonde certamente ganha uma baba em cada uma delas.

Colocados esses dois pontos, questiono: será que esse repúdio ao MP3 não é só questão de estar "perdendo algo que se tinha e não se tem mais"? Daniela deve ter vários "discos de ouro" e tal, e por isso não consegue mais viver sem o saborzinho de vender suas gravações a rodo. Mas será que os novos artistas, que nunca venderam CDs, vão sentir falta disso? Será que o MP3 não vai ser um grande aliado deles para divulgar seu trabalho, o que posteriormente poderá resultar em shows ao vivo e merchandising do mesmo jeito?

E depois que temos que pensar também pelo lado de que talvez seja até mais correto o artista ganhar mais quando fizer shows ao vivo, ou seja, para mostrar trabalho de verdade, e não simplesmente fazendo uma gravação que depois é re-vendida pelo resto da vida.

Porque não fazer como a indústria de software? Porque não apertar o cerco em relação a quem ganha dinheiro com a música dos outros, como por exemplo as boates? Que eu saiba pela lei as boates já tem obrigação de pagar royalties pelas músicas que tocam, embora nem sempre o façam. Nada mais justo, já que essas empresas estão lucrando com as músicas que tocam para seus clientes.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Coisas que deverão acontecer em 2007

A leitura de um artigo do site Read/Write Web sobre as previsões deles para a Web em 2007 me estimulou a fazer o mesmo. Aí vão minhas opiniões:

- O Windows Vista não vai ter uma adoção muito grande pois sistemas operacionais estão ficando para segundo plano.
- Não haverá um GoogleOS, pois o OS da Google é a própria Web, e a Google não é boba de tentar competir com a Microsoft em sistemas operacionais quando estes, repito, vão ter cada vez menos importância.
- Aproveitando o desleixo proposital da Microsoft em relação ao Internet Explorer, alguém deverá finalmente lançar um browser voltado para a Web 2.0, com um Javascript mais robusto, capacidade de impressão decente, funções voltadas para comunicação assíncrona com o servidor e desenho de janelas e outros objetos. 
- A Microsoft não terá mais como evitar, e lançará finalmente seu pacote do tipo office, com planilha e editor de textos, para Web.
- O laptop de 100 dólares voltado para crianças terceiro-mundistas será um fracasso, se não imediato, a curto ou médio prazo, mas servirá de ideia para o desenvolvimento de e-books e PCs magros comerciais que, estes sim, venderão cada vez mais, para públicos mais afortunados.
- O livro eletrônico deverá começar sua revolução em 2007. O novo celular da Motorola com tecnologia de papel eletrônico (Motofone) deverá fazer um sucesso que talvez atinja inclusive o mercado para o qual ele não é voltado -das classes mais abastadas- e isso deverá empolgar o mercado em relação ao papel eletrônico. 
- O desenvolvimento de aplicações Web 2.0 para gestão de empresas talvez tenha seu início em 2007, e ferramentas para desenvolvimento exclusivamente voltadas para a Web 2.0 como o ambiente de desenvolvimento Morfik talvez comecem a ganhar peso no mercado.  
- 2007 deverá marcar também o ano em que o acesso a Internet via celular será tão importante quanto fazer telefonemas, e peça chave no sucesso das campanhas das operadoras.
- O player de MP3 vai começar a ser deixado para trás pelos celulares que tocam MP3, com a Apple perdendo sua supremacia, mesmo que ela lance um celular dela.
- As vendas do iTunes também deverão estagnar em 2007, talvez inclusive entrando em declínio, evidenciando mais ainda o inevitável futuro de músicas para download a custo zero.

domingo, 17 de dezembro de 2006

Abaixo os vendedores

Vendedor só serve pra encher o saco. É como o spam do computador. Quando é que as pessoas vão aprender a boicotá-los? Se eu quero alguma coisa vou lá e pego ou peço para um atendente que não vai ficar tentando me empurrar coisas.

Hoje fui a lojas de departamentos como C&A e Riachuelo comprar roupas. Sempre vou nelas não pelo preço ou qualquer outra coisa, mas pelo self-service. Eu simplesmente não suporto vendedores. Infelizmente essas tais lojas não são mais como antigamente. Perdi a conta de quantas vezes vieram atrás de mim me oferecer cartões das lojas. Ou seja, está cada vez menos diferente das lojas com vendedores. Parece que vou ter que procurar outros lugares.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Minhas fotos, em novo endereço

Mudei novamente o hospedeiro das minhas fotos... desta vez para o Picasa da Google, que tem uma interface mais limpa e amigável, mais velocidade e possibilidade de comentar as fotos. Aguardo seus comentários lá!

http://picasaweb.google.com.br/mugnatto

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Transforme seu celular em um computador móvel completo

Muita, muita gente mesmo, tem um celular capaz de ser um computador móvel completo, mas não sabe disso, e acaba utilizando-o apenas para falar. Vou publicar neste post as descobertas que eu fiz e que fizeram o meu celular merecer o título de "meu segundo computador".

O meu celular não é um Smartphone, não roda Symbian. Ele apenas roda aplicativos Java e aceita cartão de memória. Nada de grandioso portanto.

A primeira dica é comprar um cartão de memória de pelo menos 1GB. É quase certo que o seu celular aceita cartões até 2GB, mesmo que no manual diga que só aceita menos. O que ocorre é que cartões micro-SD de 1GB não existiam até bem pouco tempo atrás. Acima de 2GB a coisa já fica mais difícil pois o celular teria que suportar FAT32.

Com 1GB de memória eu pergunto: pra que comprar tocador de MP3 portátil? Carregar dois dispositivos ao invés de apenas o celular não faz mais sentido. Muitos celulares já vem com fone de ouvido estéreo e também tocam músicas no auto-falante embutido, o que é até uma vantagem sobre os tocadores de MP3, como eu descobri com o tempo. Por mais que o som do auto-falante do celular seja parecido com o de radinhos de pilha, é muito prático poder mostrar as músicas para os amigos ao redor em qualquer lugar que se esteja.

Outra coisa: a "grande novidade" do tocador Zune da Microsoft é poder compartilhar músicas com outros Zunes através da transmissão Wi-Fi. Ora, grandes coisas. Meu celular já tem isso, e, sem restrição nenhuma, ele permite transferir arquivos de celular para celular, independente do fabricante, através do Bluetooth.

Mas um recurso dos celulares atuais que ainda enfrenta muito preconceito é o acesso a Internet. A maioria das pessoas aparentemente pensa que o acesso a Internet via celular é caro demais. Pois eu digo que eu gasto menos de 1 real navegando tranquilamente por dezenas de minutos.

Todas as operadoras atualmente cobram por dados trafegados, e não por tempo de conexão. Desta forma, você pode ler uma página Web sem se preocupar com o tempo. De qualquer forma vale procurar uma operadora que cobre menos pelo tráfego de dados. Uma lista pode ser encontrada aqui. E pé na bunda das que cobram mais caro.

Mas a minha grande dica para gastar menos, embora me pareça óbvia, é baixar o Opera Mini e desabilitar a exibição de imagens. São elas que consomem banda. Mas em uma tela tão pequena, quem precisa de imagens? Ok, seria melhor ainda com elas, mas a economia certamente compensa.

Para utilizar o Opera Mini é preciso configurar o celular. A configuração padrão geralmente serve apenas para a navegação WAP, utilizando o navegador que vem no celular, e que provavelmente não permite desabilitar a exibição de imagens. Uma busca no Google por coisas como "[nome da operadora] configurações GPRS" (sem as aspas) é um bom "caminho das pedras" para se resolver o problema.

O Opera Mini possibilita navegar em quase todos os sites da Web, mesmo os que não foram feitos para WAP. Para quem quer usar o Orkut, há uma página especial que possibilita isso, necessária pois a página de login normal não funciona no celular, no entanto eu ainda não consegui enviar recados e posts em comunidades, pois os formulários do Orkut não funcionam no Opera Mini, provavelmente por causa do script de contagem de caracteres das caixas de texto do Orkut. Como o link para esta página de login do Orkut é muito grande, minha sugestão é colocar ele em um módulo "Bookmarks" no Google Personalized, a página personalizada da Google, que por sinal conta com um bom suporte a celulares. Utilizando o Bookmarks você não precisa adicionar favoritos no Opera Mini (que é bem chato pra isso), bastando utilizar a Google Personalized como "página inicial" no Opera Mini.

Outra maravilha da Web 2.0 é o Google Reader , que é o meu leitor de RSS e que também tem uma versão voltada para celulares, além de um gadget para a página personalizável. Pronto. Agora você pode estar por dentro dos seus feeds prediletos em qualquer lugar que esteja.

Junte a isso o cliente de Gmail para celulares (deve ser baixado pelo browser WAP do celular) da Google e o Google Maps. Mas tome cuidado com este último, pois ele consome muita banda e dinheiro, já que baixa imagens o tempo todo.

Pra quem gosta de bate-papo o cliente IRC que eu adoro é o InetTools IRC, facilmente encontrável pelo Google. E ele não gasta muita banda. Pela minha experiência você pode falar por dezenas de minutos em um canal movimentado gastando menos de 1 real. Apenas evite ficar em vários canais ao mesmo tempo.

Pra terminar vou falar de uma das "coisas da Web 2.0" que eu mais uso atualmente que é o Google Calendar (ou Agenda no "abrasileirado"). Nele você cria seus calendários de compromissos e acessa de qualquer lugar, inclusive do celular, utilizando o GCalSync, programinha que sincroniza o Google com o calendário que vem no o celular.

Isso tudo unido às milhares de aplicações Java que podem ser encontradas Internet a fora fazem do celular comum um verdadeiro computador, rompendo as muitas barreiras impostas pelos computadores de mesa, laptops e até handhelds, que não são tão pequenos assim. Há inclusive, por exemplo, uma versão da linguagem BASIC para ser programada diretamente no celular. Penso que o celular poderá até mesmo ser peça fundamental no caminho rumo a tendência de "emagrecimento do PC" tal qual vislumbrei em textos anteriores. A importância do acesso portátil à Internet e seus dados armazenados remotamente vai aos poucos se sobrepondo à necessidade de quantidades enormes de memória e de sistemas operacionais grandiosos no lado cliente.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

A Web 2.0 significará o fim do monopólio na indústria do software

Eu nunca li nenhuma outra pessoa falando isso, mas para mim é muito óbvio: o monopólio no mundo do software atual é um monopólio natural. Em outras palavras a Microsoft não tem tanta culpa assim por monopolizar. Esse monopólio ocorre por uma questão de compatibilidade. Todo mundo quer rodar o mesmo software em casa e no trabalho, e quer poder abrir seus documentos também na casa dos amigos. A consequência óbvia é todo mundo rodar os mesmos softwares, salvo raríssimas excessões, e essas excessões provavelmente devem sofrer quando se deparam com essas situações corriqueiras de ter que abrir documentos feitos em outras máquinas.

A Web 2.0 promete mudar tudo isso. Como os softwares rodam online e não são instalados, é como se todo mundo tivesse todos os softwares do planeta. Assim, para abrir o documento na casa de um amigo, basta acessar o link, que abrirá não só o documento, mas também a aplicação utilizada para editá-lo e visualizá-lo.

Mas será que a ideia da Web 2.0, com aplicações rodando online, pode realmente garantir que o futuro seja assim, sem mais monopólios?

Acho que para realizar esse sonho, três coisas tem que acontecer:

1- As aplicações tem que ser 100% online, sem precisar instalar nada

A partir do momento que se precisar instalar algo, poderão haver computadores que tem aquilo instalado e outros que não tem, logo, a necessidade de padronização continuará. Portanto um software "híbrido" como o Google Earth, que se instala no desktop mas utiliza recursos da Internet, não é solução para o problema do monopólio. No entanto, vemos que as aplicações online como Google Docs & Spreadsheets e Zoho já nasceram 100% online, e por isso penso que é este modelo que irá conquistar o espaço, pois se alguém de repente tentar uma solução híbrida a tendência das pessoas será sempre experimentar mais frequentemente aquelas que são 100% online, pelo fácil acesso através de links providos por amigos ou colegas de trabalho.

2- Tem que ser gratuito

Muitos já sugeriram a ideia de "softwares online por assinatura", aonde você pagaria mensalidade para poder utilizar o software. A ideia deve ser tentadora para as desenvolvedoras, pois como o software fica hospedado nos servidores deles, eles teriam muito mais controle do que com o software em pacote. A pirataria existe justamente porque o software em pacote é distribuído em mídias removíveis, que podem ser copiadas. A partir do momento em que os usuários tem que acessar o servidor da desenvolvedora para poder usufruir do software, basta negar acesso aos inadimplentes.

O problema é que, se tiver que pagar, o monopólio continua, já que ninguém vai querer pagar para ter acesso a todos os diferentes processadores de texto online existentes. As pessoas teriam que escolher apenas um, e, mais uma vez, vão obviamente escolher aquele que "todo mundo usa".

No entanto, acho que não corremos esse perigo. Explico:

Hoje temos softwares em pacote gratuitos, mas mesmo assim as pessoas pagam (quando não pirateiam) o Word, por exemplo. O problema é o atrito de ter que instalar um segundo sistema operacional ou pacote Office na máquina. Não adianta apostar que um dia os computadores serão tão rápidos que instalarão um sistema operacional rapidamente, ou que a memória será tanta que criar várias partições com vários sistemas operacionais será "tranquilo". O problema é que o software sempre cresce. São cada vez mais CDs, DVDs, sempre com uma instalação maior e ocupando mais espaço no disco. Isso nunca para, e o fato é que a maioria dos usuários nunca terá paciência, dinheiro ou espaço em disco para instalar tanto software diferente na mesma máquina.

Mas, na Web 2.0, a facilidade de se clicar em um link e "já estar tudo lá" faz toda a diferença. Se alguém tentar cobrar pelo acesso a alguma aplicação, as alternativas gratuitas não terão o menor atrito para se impor sobre a aplicação paga.

3- Não pode existir um "WebOS"

Muitos apostam por aí na ideia de um "sistema operacional na (ou para) Web". O problema é que se tal sistema operacional existir ele poderá ter APIs ditadas pelo seu fabricante, e assim rodar algumas aplicações e outras não. Se o WebOS for "instalável" o problema do monopólio natural continua igual é hoje, pois as pessoas sentirão necessidade de terem todas o mesmo "WebOS". Se o WebOS for 100% online esse problema diminui, pois ao abrir um documento você estaria abrindo também a aplicação que o fez e, junto, o próprio WebOS. Mas eu pergunto: pra que isso? Se tivermos "páginas customizáveis" como Netvibes, Google IG, etc, para ajudar a "organizar as coisas", além das aplicações online rodando em endereços normais da Web como é hoje (ou de algum outro protocolo), penso que não é necessário nada mais. A Web 2.0 não deverá imitar o software em pacote.

Mas penso que este ponto também está garantido, pois a tendência clara é o sistema operacional perder a importância cada vez mais, se tornando apenas uma camada auxiliar para a interface entre o browser e o hardware, isso se o browser não for o próprio sistema operacional um dia. Na maioria das telas hoje em dia o que se vê são browsers, e o que está atrás disso pouco importa.

Enfim, a principal arma atual da Microsoft pode se voltar contra ela própria. O que deverá garantir que a Web 2.0 siga esses três princípios citados é justamente o fato de haver atualmente uma empresa monopolizando o mercado de software "instalável". Desta forma, ninguém em sã consciência vai tentar competir diretamente com a Microsoft. A Google provavelmente não tentará lançar um WebOS, não tentará cobrar pelo uso do seu "Office online", não tentará lançar aplicações desktop para competir com a gigante. Ela tem em suas mãos um mercado totalmente novo, aonde a Microsoft é pequena com suas aplicações "Live", que pouco sucesso fazem perto dos equivalentes da Google. O "Google Desktop" já está fortemente ameaçado pelas widgets e capacidades de busca do Windows Vista, e provavelmente não sobreviverá quando todo mundo estiver utilizando o novo sistema operacional da Microsoft. É portanto hora de apostar no novo paradigma.