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domingo, 30 de dezembro de 2007

Como sobreviver só online

Pois é... nessa época em que Eees fazem tanto sucesso, com seus parcos 4GB de SSD, aplicações na Web são a própria razão de ser de um computador destes, então resolvi compilar uma lista de aplicações, utilitários, jogos, etc. feitos para rodar via Web, sem precisar instalar nadinha. Você vai ver que em muitos casos "é melhor assim"!

Vamos lá:

Pra começar, o "sistema operacional". Agora tanto faz se é Linux, Windows "lite"... Você organiza seus programas e utilidades na própria Web. Como? Minha recomendação é o iGoogle. Porque? Porque ele tem as melhores aplicações agregadas da própria Google, com os melhores gadgets disponíveis para facilitar o acesso a essas mesmas aplicações. Faça do iGoogle a sua "página inicial" no browser.

O seu novo "Start button" é o Google bookmarks. Nunca mais use o "Favoritos" do browser pois eles: 1- podem se corromper, 2- podem serem apagados junto num eventual problema no HD, 3- ficam restritos ao computador aonde são mantidos e não são facilmente acessíveis em outros lugares.

Adicione o gadget do Google Bookmarks no seu iGoogle.

Legal, agora você pode acessar seus favoritos aonde for, sem precisar carregar pendrive ou coisa parecida, nem se preocupar com seus favoritos se apagarem acidentalmente. Que tal fazer o mesmo com alguns de seus arquivos? Basta usar o Box.net, que também conta com um ótimo gadget para fácil acesso pelo iGoogle.

Seu email obviamente é Gmail, pois você não perde tempo configurando email em todos os lugares que vai e nem lidando com os problemas de caixas postais corrompidas que vivem acontecendo, e além disso, acima de tudo, já sentiu o saborzinho do recurso de agrupar mensagens de um mesmo assunto no Gmail. Claro que a Google também tem um ótimo gadget para o serviço, exibindo seu inbox atualizado toda vez que você abrir sua home page.

Pois é... home page combina com se manter atualizado... A idéia de abrir a home page e ver seus emails e notícias atualizadas numa mesma página é ótima. Nada mais óbvio que adicionar também os gadgets da Google para o Reader e para o News.

Participa de grupos de discussão? Adicione também o gadget do Google Groups e não perca mais nenhuma nova mensagem.

Mas a utilidade da home page personalizável não para por aí. Ela pode também ajudar a organizar sua vida. Ah, vai dizer que você ainda não aposentou a agenda em papel? Já passou da hora de você experimentar o Google Calendar. Eu uso há mais de um ano e acesso a minha agenda até no celular, já que eles disponibilizam uma versão reduzida para este tipo de dispositivo. Ah, e obviamente há também um gadget que exibe um prático calendariozinho no seu iGoogle e permite inclusive adicionar novos compromissos.

Ainda na linha dos "organizadores de vida" tem também o gadget do Google Notebook, para rápidas ou mesmo longas anotações a qualquer momento, gravadas automaticamente na Web, e acessíveis de qualquer lugar que tenha Internet.

Agora, se você quer digitar texto de verdade e até abrir documentos do Word, e quer continuar a usufruir dos benefícios de não instalar nada, de compartilhar documentos via Web com apenas um link, de acessar os textos em qualquer lugar sem precisar de pendrive, de auto-gravação sem precisar apertar salvar, e até de editar documentos em conjunto com outras pessoas ao vivo, é claro que a Google disponibiliza uma "pasta Meus Documentos" para o iGoogle, o gadget para Google Docs, que também exibe suas planilhas e apresentações online.

Mas a vida não é feita só de Google e produtividade. Está na hora da diversão. Outra coisa legal para se ter na home page são as tirinhas em quadrinhos. Este gadget permite colocar dezenas delas na mesma página. Recomendo configurar uma aba especialmente para "Comics", com apenas uma coluna.

E os jogos online? Existem milhares de jogos em Flash e Shockwave pela Web a fora, a maioria bem simples mas divertidos, dependendo muito do gosto de cada um. Mas o melhor desses sites de jogos na Web é a variedade. Sem precisar instalar nada, você joga uma coisa diferente a cada instante e não para nunca. Eis a diferença dos jogos online. Um bom exemplo de site assim é o Miniclip.

Todos os jogos em shockwave são simples se comparados a jogos instaláveis, mas resolvi procurar apenas os mais sofisticados deles, e eis o resultado:

Saramost é um adventure com animações e cenários muito bem feitinhos e divertidos. Você vai clicando nas coisas e esquece o tempo passar. Pena que a versão gratuita é curta e eu já vou avisando que você vai ficar louco para pagar pela continuação. Mesmo assim vale a pena conhecer.

Tem também a excelente série de shooters de scroll horizontal em 2D Drakojan Skies.

Você quer 3D? Crazy Karts se parece com muitos dos jogos mais novos de videogames. Ainda de corrida tem também o Hot Rods, com oponentes bem competitivos, e um clone do antigo Motoracer do PC, o Braap-Braap . E mais um joguinho que mostra o potencial do Shockwave é o Oversize XXL.

Senti falta de um shooter em primeira pessoa tipo Counter Strike. Por incrível que pareça simplesmente não encontrei. A julgar pelos jogos de corrida em 3D o Shockwave é sim capaz de fazer.

Pois é... o tempo vai passando e mais e mais máquinas antigas vão sendo emuladas, para o deleite dos saudosistas de plantão. E quanto mais antiga a máquina, mais facilmente é emulada, chengando ao ponto de rodar dentro do browser Web. Como tenho mais de 30 anos, eu curto as dos anos 80, e faz um tempinho que não baixo mais emuladores, pois há na Web emulador de Atari, TRS Color, Fliperamas, Commodore 64, Apple 2, ZX Spectrum, e tantos outros...

Agora, você sabia que é possível converter arquivos em diferentes formatos via Web? Arquivos de audio, de vídeo, de fotos, compactados, etc. Chega de procurar mil programinhas para fazer isso. Taí algo que encontrei melhor na Web através do Zamzar, que dispõe de uma grande gama de formatos.

Acessar MSN, ICQ e Google Talk aonde você for com uma só conta no Meebo é outra vantagem do software online.

Para quem desenvolve sites e quer dar uma cara "Web 2.0" pra eles, My cool button e Rounded Cornr são uma mão na roda. O primeiro permite criar os típicos botões com degradê, e o segundo os típicos cantos arrendondados, de forma super fácil.

Precisa fazer rápidas edições de imagens? FotoFlexer certamente vai surpreender você. O site conta com efeitos e ferramentas que não se encontra nem em software instalável para edição de imagens. É experimentar todas as ferramentas para crer.

E quem já brincou com aquele conversor de bitmap para vetorial do Corel Draw, vai adorar saber que existe uma ótima ferramenta para isso na Web. É o Vector Magic.

Esses computadores mais dedicados a navegar na Web geralmente tem pouco espaço pra guardar coisas. E se eu quiser ouvir "aquela" música? Será que terei que esgotar a memória jogando toda a minha coleção de MP3 lá? Porque não criar uma playlist online no eSnips, site que por enquanto permite encontrar muita música, ou no Last.fm... Também pode adicionar na sua home page um simpático rádio e uma televisão.

E é assim... A informática vai se tornando cada vez mais online, e a liberdade para tentar novos programas apenas aumenta. É como se tivéssemos todos esses softwares e muitos outros já pré-instalados na máquina.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Previsões para 2008

Assim como fiz para 2007, aí vão minhas previsões para 2008:

- O lado sério do Second Life começa a aparecer. Empresas aprendem que no Second Life não é importante apenas "estar lá", mas criar interatividades inovadoras dentro do ambiente virtual. Esse amadurecimento aconteceu com a Web no passado, acontece também com o Second Life.

- Segundo já prometido pela Linden Lab, em 2008 deverá ser finalmente lançado o browser Web aplicável a superfícies de prims (objetos 3D) dentro do Second Life, com a possibilidade de navegação em conjunto com outros participantes do mundo virtual. Esta deverá ser, como já previ antes, uma das novidades mais revolucionárias já surgidas no Second Life, com mil e uma possibilidades.

- Provavemente a Google acabará lançando algo no mesmo sentido do Second Life, talvez integrado ao Google Earth.

- O Eee PC já está fazendo estrondoso sucesso e é a prova viva do emagrecimento do PC, da tendencia à portabilidade da Internet, e da transição para a era aonde a Internet se torna mais importante que o software instalável e que o hardware pesado. Em 2008 serão inúmeros lançamentos de laptops leves e baratos. O Eee PC desktop, também anunciado pela ASUS, provavelmente fará pouco sucesso, evidenciando mais ainda a tendêcia ao distânciamento dos computadores de mesa.

- Continuo apostando muito no leitor portátil de ebook, mais exatamente no papel eletrônico. Será que acontecerá em 2008? Já tem tudo que precisa para acontecer. Só o que falta é lançarem um produto simples e mais barato, acredito eu.

- Os notebooks continuarão sua escalada de adoção em massa e a substituirem os desktops, e veremos cada vez mais pessoas em restaurantes com um notebook em cima da mesa. Será tão comum quanto o celular "tijolão" quando começou a onda do celular.

- A TV Digital do governo deverá se mostrar um fiasco, se é que alguém sequer se lembrará dela.

- A videoconferência via celular será muito pouco utilizada, mais como teste e brincadeira, e quase nunca para conversar de verdade. A tendência que eu vejo é do contrário: as pessoas passarem cada vez mais da voz para, pasmem, o texto. O texto é muito mais eficaz. Texto pode ser gravado, lido e re-lido, conter números e palavras difíceis mas com fácil entendimento, e sem compromisso de resposta imediata, o que permite a reflexão da pessoa antes de responder, além de outras vantagens. As novas gerações usam cada vez mais mensagens SMS ao invés de falar no telefone, e isso no meu ver só tende a ser cada vez mais frequente. Porque o telefone começou como um aparelho estritamente de voz, e foi assim durante décadas? Simples: não era digital, e por isso não permitia envio de texto.

- A adoção das aplicações online em substituição ao que é instalável deverá continuar bem gradual em 2008. Eu culpo a Microsoft e sua falta de vontade de que isso aconteça, já que ela continua sendo a empresa mais capaz de promover essa revolução. Acontecerá de qualquer forma, vem acontecendo desde que as pessoas trocaram o Outlook pelo Gmail sem nem perceberem, mas devagar. Em 2008 o lento processo apenas prosseguirá, provavelmente, sem nenhum grande salto, a não ser que dê a louca na Microsoft, o que me parece pouco provável.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O fiasco da TV Digital

Sabe porque ninguém sabe nada direito sobre a TV Digital? Porque o governo não se arrisca a prometer coisas que não poderão ser cumpridas. A TV Digital do governo não tem canal de retorno. Ela usa antena UHF para receber o sinal. Mas, e para enviar? Eles dizem que "poderá ser usado o telefone", talvez, num futuro remoto. Ora, pobre já vai ter que pagar relativamente caro por um conversor que trará pouca vantagem para ele, pois a única vantagem será uma imagem apenas um pouco melhor, já que a TV do pobre não tem alta resolução e o som é mono de qualquer jeito, isso quando está em boas condições. A TV Digital do governo não serve nem sequer ao rico que pode pagar pelo conversor, pela TV de alta resolução, e pela conta telefônica. O motivo é simples: veja o que as operadoras de TV a cabo já estão fazendo: estão aproveitando todo o alvoroço em torno da TV Digital para fazer propaganda da TV Digital deles próprios, que óbviamente é paga, e esta é muito melhor que a do governo, pois tem realmente canal de retorno: o cabo. Portanto haverá muita interatividade na TV Digital da Net, mas quem já usou Internet via dial-up sabe o que se pode esperar do uso de telefone como canal de retorno na TV Digital do governo.

O governo podia, ao invés de dar mais trela para as emissoras de TV aberta (sabe-se lá em troco de que em 2008, né), promover a verdadeira democratização dos meios de comunicação: criar uma infraestrutura de acesso gratuito à Internet. Conseguir computadores para pobres é fácil: a todo momento milhares de computadores usados estão sendo descartados nas empresas e casas. Não seria difícil prover esses computadores usados até mesmo de graça para os mais pobres, que só de saberem que "há uma Internet gratuita funcionando" certamente iriam se interessar automaticamente. E para navegar na Internet, participar de foruns de discussão, criar blogs, etc., não é necessário mais do que um computador usado. Muito melhor do que gastar bilhões (isso mesmo) do nosso dinheiro para dar uma sobrevida para essa mídia ultrapassada e monopolista de mão única que é a televisão.

Sistemas a bordo...

Quem será o lamer que inventou o termo "sistema embarcado", como se fosse alguma coisa relacionada a barcos? O que isso tem a ver com "embedded system", que é o termo em inglês para computadores embutidos em outras máquinas e dedicados a estas? Que eu saiba, e segundo confirma dicionários como o Webster, "embedded" só tem um significado: "embutido". Obviamente o correto seria "sistema embutido". Como pode até publicações importantes usarem o termo "sistema embarcado"? Que coisa ridícula! Se eu for fazer alguma palestra sobre isso certamente falarei "embutido".

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Coisas que aconteceram em 2007

Ano acabando... Me lembrei das previsões que fiz ainda em 2006 para o ano de 2007. Vamos ver os resultados...

"- O Windows Vista não vai ter uma adoção muito grande pois sistemas operacionais estão ficando para segundo plano."

Essa aí foi perfeita. É só ver o que andam falando do Windows Vista por aí. Muita gente fazendo downgrade para XP por achar o Vista mais pesado que a máquina nova que compraram. Ocorre que, como eu disse, sistema operacional não é mais tão importante quanto acessar a Internet aonde quer que se vá, e as pessoas estão preferindo comprar um notebook menos parrudo e mais acessível do que fazer upgrade no computador de mesa "só para rodar o novo Windows" como muito comumente se fazia antigamente.

"- Não haverá um GoogleOS, pois o OS da Google é a própria Web, e a Google não é boba de tentar competir com a Microsoft em sistemas operacionais quando estes, repito, vão ter cada vez menos importância."

Acertei também. Em gênero, número e grau, modéstia a parte. Muita gente em 2006 apostava num "Google OS".

"- Aproveitando o desleixo proposital da Microsoft em relação ao Internet Explorer, alguém deverá finalmente lançar um browser voltado para a Web 2.0, com um Javascript mais robusto, capacidade de impressão decente, funções voltadas para comunicação assíncrona com o servidor e desenho de janelas e outros objetos. "

Infelizmente o browser que eu sonho ainda não surgiu. E minha opinião é que infelizmente ninguém além da Microsoft teria competência hoje para fazê-lo. Talvez a própria um dia resolva lançar. Ela ainda tem chance de dominar a era da Internet, por incrível que pareça, simplesmente porque só ela tem poder suficiente para isso. Mas não sei se ela hoje em dia é capaz de ter a ousadia necessária. Aparentemente não. A Microsoft parece mesmo ser a nova IBM.

"- A Microsoft não terá mais como evitar, e lançará finalmente seu pacote do tipo office, com planilha e editor de textos, para Web."

Como eu disse anteriormente a Microsoft parece mesmo ser a nova IBM, e a não concretização desta previsão em 2007 é um forte indicativo disso. A empresa de fato parece não ter pretensões de ser "a inovadora no mundo da Internet" e parece preferir se dedicar a outros nichos de mercado, além de manter o PC igual ao que era antes pelo tempo que conseguir.

Essas minhas previsões sobre a Microsoft foram pra mim minhas últimas esperanças em uma empresa que no passado foi adorada por todos nós, na época que ela nos trouxe para a era das interfaces gráficas. Mas se acostumou demais com isso e parou no tempo.

"- O laptop de 100 dólares voltado para crianças terceiro-mundistas será um fracasso, se não imediato, a curto ou médio prazo, mas servirá de ideia para o desenvolvimento de e-books e PCs magros comerciais que, estes sim, venderão cada vez mais, para públicos mais afortunados."

Caramba viu... Até hoje esse tal laptop se dá ao luxo de ser uma promessa, e ainda por cima quebrando a principal das promessas: custar 100 dólares. E eu acertei em cheio!!! Olha aí o Eee PC da ASUS, comercializado para "pessoas comuns" ao invés de crianças terceiro mundistas, e fazendo um sucesso estrondoso, que está estimulando muitas empresas a lançarem coisa semelhante.

Infelizmente o ebook ainda é apenas "promissor". E o problema é óbvio: o preço. A Amazon lançou o ebook reader dela, mas ainda com o mesmo preço salgado de sempre... Mas ainda acredito muito no potencial de um dispositivo assim para revolucionar o mundo, quando tiver preço de banana.

"- O livro eletrônico deverá começar sua revolução em 2007. O novo celular da Motorola com tecnologia de papel eletrônico (Motofone) deverá fazer um sucesso que talvez atinja inclusive o mercado para o qual ele não é voltado -das classes mais abastadas- e isso deverá empolgar o mercado em relação ao papel eletrônico. "

Já foi respondido acima. O tal do Motofone talvez até tenha vendido bem, não sei, mas fato é que passou desapercebido, já que quase ninguém sabe que o dito cujo usa tecnologia de papel eletrônico... As operadoras podiam ter feito propaganda dele explicando isso, mas não fizeram.

"- O desenvolvimento de aplicações Web 2.0 para gestão de empresas talvez tenha seu início em 2007, e ferramentas para desenvolvimento exclusivamente voltadas para a Web 2.0 como o ambiente de desenvolvimento Morfik talvez comecem a ganhar peso no mercado."

Que pena que o Morfik, provavelmente por ser australiano e não norte-americano, não fez o merecido sucesso. Tem também o problema de a empresa que o faz cobrar caro demais pela versão para uso comercial.

Mas enfim, fato é que a Web 2.0 ainda não deu o salto que devia dar (embora já seja hoje uma certeza e não uma dúvida), simplesmente porque ninguém tem competência suficiente para fazê-lo, repito. A Microsoft poderia, mas não quer.

Claro que se der tempo ao tempo, empresas menores ou mesmo a Google conseguirão chegar lá, mas está demorando mais do que poderia. Eu culpo a Microsoft.

"- 2007 deverá marcar também o ano em que o acesso a Internet via celular será tão importante quanto fazer telefonemas, e peça chave no sucesso das campanhas das operadoras."

Sim, se tornou peça-chave no sucesso das campanhas das operadoras, mas por enquanto como um serviço a parte ainda... A demora do leilão 3G (culpa do governo e, dizem, das operadoras também) atrasou essa evolução. Nos EUA eu imagino que já seja a mais pura realidade há um bom tempo, já que desde o início de 2007 lá já tinha várias opções de conexão 3G. Mas ei... aqui é Brasil...

"- O player de MP3 vai começar a ser deixado para trás pelos celulares que tocam MP3, com a Apple perdendo sua supremacia, mesmo que ela lance um celular dela."

heheheheh... a história mostra que apostar contra a Apple é um péssimo negócio... Não é que o celular dela (o iPhone foi lançado em 2007) fez ela ficar mais a frente do que nunca? De qualquer forma foi correto apostar que os celulares que tocam MP3 iriam começar a deixar os players para trás.

"- As vendas do iTunes também deverão estagnar em 2007, talvez inclusive entrando em declínio, evidenciando mais ainda o inevitável futuro de músicas para download a custo zero."

Estou procurando, mas não encontro números objetivos sobre as vendas do iTunes em 2007... Mas eu acredito que estejam de fato estagnando, até por não vermos eles cantando vitória. Apenas falam que ultrapassaram as vendas de CDs pela INternet, mas não encontrei comparações com as vendas do próprio iTunes em anos anteriores. O silêncio está muito esquisito... De qualquer forma sempre acreditei e continuo acreditando que música no futuro terá que ser gratuita pois ninguém mais vai querer comprar.

E termino a breve retrospectiva 2007 no mundo da informática citando os dois acontecimentos mais marcantes deste ano, no meu ver:

1- Foi o ano em que definitivamente o vídeo na Internet se tornou tão importante quanto a foto e o texto.

2- 2007 foi marcado também pela mudança de formato do PC usado em casa, eu diria. Todo mundo agora só quer saber de notebook, e o PC desktop está cada vez mais com uma imagem de "dinossauro".

domingo, 2 de dezembro de 2007

Depois das fotos 360º, vídeos 360º



O site da empresa responsável pelo "Street View" do Google Maps exibe vários vídeos com algo diferente: durante a visualização é possível clicar com o mouse sobre o vídeo e arrastar a imagem para os lados e em alguns casos para cima e para baixo, podendo observar a movimentação em qualquer direção desejada, como se se estivesse lá no lugar olhando a cena com total liberdade de ângulos. Alguns dos exemplos usam uma câmera parada em um ponto fixo, em movimento em um carro ou mesmo em um helicóptero. No meu ver os dias das tradicionais excursões em ônibus, daquele tipo que não para nos lugares, apenas passeia, estão contados. Imagine usar isso junto com um capacete de realidade virtual quando as conexões tiverem velocidade suficiente... Não deverá demorar muito para começarem a vender a câmera de múltiplos ângulos para o grande público e então teremos "YouTubes" de vídeos em 360º. E mais: imagine as webcams ao vivo utilizando esta tecnologia. Ver a movimentação de determinado lugar do mundo ao vivo como se se estivesse lá. Enfim, 2007 marcou definitivamente o ano em que o vídeo na Internet se tornou tão importante quanto o próprio texto e a foto, e agora já estamos livres para vislumbrar o que virá depois...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

De onde vem a música da propaganda do Mercado Livre?


A propaganda do beijo do Mercado Livre, feita originalmente na Argentina. Voltada para "mulheres lindas -como a da propaganda- que procuram um beijinho de um nerd pela Internet"? Claro que não! A propaganda obviamente é voltada para o maior público consumidor de sites como o ML: justamente o nerd que vai lá ofertar beijos para ver se aparece uma gata como aquela, ou que pelo menos é atraído através desta idéia. E quem não seria? A menina é maravilhosa, e por isso infelizmente obviamente não precisa comprar beijos através de um site.

Mas tem algo realmente muito encantador nessa propaganda: a musiquinha que toca ao fundo. E não sou só eu quem acha isso: tem muita gente Internet a fora perguntando qual é o nome da artista e da música para tentar baixar um MP3.

Parece que o Mercado Livre revelou que a música foi feita especialmente para o comercial, e disponibilizou um link para a versão completa. Mas será que o próprio Mercado Livre sabe toda a verdade sobre uma propaganda que obviamente foi feita por uma agência de propaganda contratada por eles?

Como o nome do arquivo fala em "BandaBeso", já inventaram boatos dizendo que quem canta é uma tal de "Banda Beso" (beijo em espanhol), que eu duvido que exista. Alguem tratou também de fazer uma versão mais longa simplesmente mixando o arquivo do link acima, fazendo a música repetir duas vezes na mesma trilha. Há ainda algo intrigante: Esta letra é muito maior, mas aparentemente ninguém jamais encontrou tal versão, e alguém parece ter assumido a autoria desta letra modificada. De fato o camarada escorrega no inglês como ele mesmo admite, escrevendo "a word true love" quando provavelmente é "our true love". Aparece aí também o nome da canadense Aselin Debison, no entanto em sua discografia, até onde vi, não há "Someone is There" ou "Waiting for my song", mas sim apenas uma versão de "Somewhere over the Rainbow" que realmente tem uma base muito parecida com a da música do Mercado Livre, e é daí, e do fato da voz dela ser parecida (mas nem tanto), que deve ter vindo este provável outro boato. Esta versão medley com "Woderful World" da famosa "Over the Rainbow", de Harold Arlen e E. Y. Harburg, aparentemente foi originalmente cantada por Israel Kamakawiwo Ole', e provavelmente a música do ML foi de fato baseada nela.

Mas eis que surge uma luz no fim do túnel: há uma tal de Ella Kudmi no My Space que tem uma outra versão da música, mais elaborada, no entanto a voz parece ser realmente igual a do comercial. Minha teoria é que a versão da música foi realmente feita especialmente para o comercial, e cantada por Ella Kudmi, que aproveitou a repercussão para lançar uma versão mais completa em seu MySpace, ou mesmo aproveitou algo que ela já tinha composto antes e vendeu o peixe para a agência que fez a propaganda do ML.

Eis então a provável verdadeira versão completa:

Ella Kudmi - Waiting for my song



quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Preço bom, mobilidade e... Internet!

Eu acho o sucesso do notebook Asus Eee mais importante que o do iPhone. O iPhone é um celular, um smartphone, por assim dizer. Ele não é um computador própriamente dito. O Asus Eee é um marco histórico no processo de "emagrecimento do PC", que eu venho notando há algum tempo. Acredito que surpreendentemente um notebook com essas mesmíssimas especificações há uns 5 anos atrás teria sido ignorado pelos consumidores e analistas, pois há meros 5 anos atrás não existia Web 2.0, e as aplicações offline, que exigem grandes quantidades de memória para serem instaladas, eram pelo menos tão importantes quanto a Internet. Hoje a Internet já virou o jogo, e agora é mais importante a velocidade da conexão com a grande rede do que as especificações de hardware, e, também do que o sistema operacional que roda por trás do browser. Com apenas 4GB de memória solid state no lugar de HD, tela de 7 polegadas, SO Linux, e com o preço relativamente baixo de 400 dólares, este notebook é perfeito para fazer o que todo mundo mais quer: navegar na Internet aonde quer que se vá, e está vendendo "que nem água" segundo as notícias. E não se trata de um PC voltado para a "educação de crianças pobres" como o fiasco OLPC, mas sim de um notebook que certamente já está sendo usado é por, além de estudantes, executivos e aficcionados por tecnologia em geral. Podemos esperar para breve mais e mais lançamentos visando esse mesmo propósito, e, junto, provavelmente finalmente a explosão do leitor de ebook, que falta apenas ser barato na minha opinião. Minha aposta é que o Asus Eee ainda vai ser lembrado como um dos maiores marcos de transição para uma nova era no mundo dos PCs.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Anos 80 que não querem acabar...

Tay Zonday é o nome dele. Um sucesso 100% produzido pela Internet. Comicidade, voz peculiar, instrumental chulo, me remete imediatamente a lembranças de coisas como Trio - Da Da Da e Yello - Oh Yeah dos anos 80, aquilo que costumam chamar de "lixo cultural", mas que as pessoas não deixam de gostar. A música que o levou para as paradas de sucesso da Internet, Chocolate Rain, já foi assistida por mais de 10 milhões de usuários no Youtube, e o cara tem dado entrevistas pra todo lado, um fenômeno. Mas pra rir mesmo é só procurar as paródias que existem aos montes no próprio Youtube. E o Tay tem outras músicas até bastante interessantes. Confesso que virei fã, principalmente por ser um sucesso feito totalmente sem a dependência de grandes gravadoras e afins. Internet dream! (nome de uma das músicas de Tay)

sábado, 20 de outubro de 2007

Links para emuladores online

O tempo vai passando, a tecnologia evoluindo, e o que era top de linha ontem vai ficando cada vez mais ridiculamente banal. Tão banal que emuladores de computadores antigos que antes ocupavam nossas mesas inteiras hoje rodam até na telinha do celular. E para humilhar geral agora rodam também dentro dos browsers Web, sem precisar nem instalar. Foi por isso que atualizei a minha resumida auto-biografia no mundo da informática com links no texto e nas imagens para emuladores que permitem experimentar aquilo que me encantava no passado com um simples clique do mouse.

Minha história no mundo da informática

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Windows minimalista indica baixa na importância do sistema operacional

Sistemas operacionais já foram o que havia de mais importante em um computador. Por muito tempo não existiu Internet comercial, e tudo o que se rodava em um computador era instalado no HD e rodava debaixo do sistema operacional. Com isso a Microsoft e outras desenvolvedoras de sistemas operacionais sempre se aproveitaram para embutir várias das aplicações mais utilizadas no próprio sistema operacional, derrubando as aplicações similares dos cocorrentes, que eram vendidas a parte do sistema operacional. O resultado é que os sistemas operacionais foram ficando cada vez maiores. Para comparar, é mais ou menos como se uma grande parte da Internet fosse distribuída junto com o sistema operacional, para "leitura off-line".

Mas a Internet vem aos poucos tomando lugar das aplicações desktop. Cada vez mais apenas o que se vê nas telas dos computadores é o browser, e as aplicações rodam cada vez mais frequentemente dentro dele. Com isso todo o software instalável vai perdendo sua força, e o sistema operacional vai sendo relegado a mero "apoio" para fazer a interface entre o browser e o hardware. A Microsoft não consegue mais satisfazer o usuário com um sistema operacional cada vez mais pesado, e a prova disso é a apresentação feita por um engenheiro da Microsoft, que exibiu o que deverá ser a base para o próximo Windows: o MinWin, um Windows minimalista capaz de rodar em apenas 40MB de memória. O próprio palestrante admitiu que o Windows está muito pesado. Na verdade a Microsoft está se vendo, diante da reação do público ao Windows Vista, impossibilitada pela primeira vez de forçar upgrades de hardware a seus usuários. As pessoas não se importam mais com ter grande poder de processamento e memória, pois isso acaba ficando sub-utilizado, dado os gargalos da Internet. Se a Internet demora para baixar as coisas, do que adianta ter um processador super-veloz? Ao invés de comprar computadores desktop super potentes, as pessoas agora estão se contentando com portáteis cada vez menores e não tão poderosos, mas que fazem o que interessa: rodar tudo que a Internet disponibiliza, e com cada vez mais mobilidade. Consequentemente o sistema operacional pesado também vai perdendo espaço.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Quer baixar MP3 de graça fácil fácil?

Parece que as minhas teorias sobre "banalização do MP3" (aqui, aqui e aqui) estão se concretizando. O site eSnips serve também como HD online, possibilitando enviar e compartilhar qualquer arquivo. Mas parece que as pessoas escolhem utilizá-lo mais para arquivos de mídia, como fotos, vídeos e música. O site dispõe de buscas por arquivos compartilhados, e possibilita tocar os arquivos do tipo MP3 pela própria página (além de baixá-los. Veja mais adiante). Nas buscas que fiz, não houve nenhuma música que eu não tenha encontrado. Além disso você pode criar playlists de maneira bem prática. O site é veloz, e nos meus testes com Virtua 4Mbps baixei arquivos com taxas acima de 300kbps. Mas se a tecnologia ainda não avançou tanto assim e você preferir ouvir as músicas offline, no seu Winamp, basta estar logado no site e clicar em "Download" (se não tiver conta no site, não aparece o botão de download). Claro que mais cedo ou mais tarde a indústra fonográfica deverá "cair em cima" do site, mas a existência de um site assim em pleno 2007 mostra que de fato é inevitável que isso sempre torne a acontecer, mesmo que consigam fechar o eSnips. O arquivo MP3 já é relativamente tão pequeno (leia os textos que linkei acima) que já é perfeitamente viável nem sequer baixá-los mais. Pode-se ouvir online com quase a mesma facilidade com que se ouvia arquivos MID em meados dos anos 90. O site possibilita também embutir músicas e playlists com grande facilidade em blogs e emails. Enfim, com o site eSnips, considero esta mais uma previsão minha que foi concretizada. Mas ainda é bom pensar duas vezes antes de usar o seu email para criar uma conta e enviar arquivos protegidos por copyright...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

O céu é o limite no novo Google Earth

A Google não deixa um espacinho sequer pra Microsoft em matéria de Google Earth. Agora diversos prédios tem texturas completas como acontece com o Virtual Earth da Microsoft. Junto com as fotos de satélite, algumas imagens resultantes parecem realmente fotos dos locais, só que tiradas do ângulo virtual que você desejar. Muito boas também as fotos em altíssima resolução disponíveis em alguns locais, que podem ser "navegadas" em separado, já que possibilitam um zoom em pequenos detalhes. Isso junto com as fotos do "Street view" do Google Maps realmente torna possível hoje em dia conhecer cidades inteiras sem nunca ter que ir lá, e, no dia que for, até dar lições de direções a seguir para se chegar em um determinado lugar.

Com tanta informação agregada, o Google Earth começa a deixar de ser uma "aplicação para localização" para se tornar uma espécie de "browser de Internet 3D", e é previsível que a Google comece a incorporar outras aplicações ao Google Earth.

E é o que está acontecendo.

Uma aplicação que eu sempre quis ter mas que nunca foi satisfatória é um visualizador das estrelas, do céu, do espaço. Os programas sempre pecavam pela baixa qualidade das imagens e poucas informações. Isso muda agora com o Google Sky. Primeiro você navega para onde quiser no Google Earth, e então aperta o botão para ver uma representação do céu naquele momento, naquele lugar. Aí vai dando zoom e descobrindo o tanto que somos pequenos no universo. Uma estrelinha que vemos no céu a olho nu se revela no Google Sky como o núcleo brilhante de uma galáxia composta por um trilhão de estrelas.

Outra aplicação previsível que vem com o novo Google Earth é um simulador de vôo. Basta apertar Ctrl+Alt+A (pode falhar nas primeiras tentativas, não sei porque), escolher o avião e aeroporto, e começar a sobrevoar as fotos de satélite do Google Earth, que tem muito mais detalhes que as do famoso Flight Simulator da Microsoft. Alias esta última empresa deve roer as unhas quando vê algo assim e pensa no que isso pode se transformar. Como o Google Earth roda online, já é meio caminho andado para num futuro próximo o "game" inclusive se tornar multiplayer. Quem sabe esteja de fato nos planos da Google começar a permitir que as pessoas se encontrem no Google Earth, batam papo, e por aí vai. O futuro da "Internet em 3D" continua em aberto...

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Ainda estão discutindo sobre isso?

Estava lendo agora sobre conexão por rede elétrica, que ainda está nos planos (NOS PLANOS!!!) de alguns. Alias eu trabalho na ANEEL e pouco tempo atrás teve uma palestra sobre isso (que eu por acaso não assisti). Já ouço essa promessa há um tempão, e, assim como a tal TV digital, sinceramente acho que já é tarde demais para esse tipo de acesso. É fácil apostar que nos próximos poucos anos as conexões serão dominadas pelo sem fio. "Ah mas pouca gente tem notebook e todo mundo tem energia elétrica". Acontece que além de a venda de notebooks no Brasil ter, segundo a revista Info, permitido ao país alcançar o quarto lugar na venda mundial de PCs (!!!), todo mundo tem celular, até quem não tem computador. Há um ano atrás eu comprei um celular de 100 reais (pré-pago!!!) pois eu esperava "apenas falar" mesmo. Pra minha surpresa esse celular me trouxe para o mundo do acesso à Internet sem fios. Tudo bem que ele só rodava WAP, mas isso foi a um ano atrás... imagina como estarão os celulares de 100 reais (pré-pago!!!) daqui a pouco tempo, em relação a transmissão de dados... Pois bem... O fato é que esse pessoal, principalmente quando envolve o governo, tem que se adequar ao mundo da transformação constante. Não é mais aceitável ficar discutindo por anos sobre um novo padrão que se acabará já nascendo obsoleto, não acha?

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

E a Vivo está na frente novamente

Como são as coisas nesse mundo da tecnologia não é? A Vivo ficou pra trás porque se fechou com o fechado (sim, merece a redundância) do CDMA e seus agregados, e teve que correr atrás do padrão mais aberto do GSM. Agora Claro, TIM e outras estão correndo atrás das conexões de banda larga que a Vivo já tem (embora ainda seja rudimentar perto das transmissões de dados norte-americanas), pois, como ela já dizia antigamente, a tecnologia CDMA é mais veloz.

Quer ficar sempre na frente? Adote o padrão mais aberto e mais veloz. Jamais subestime os clientes. Hoje eles podem não dar bola para abertura de padrão e velocidade de dados, mas amanhã certamente abrirão os olhos.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

E a história se repete...

Por volta de 1991:

"Marco, nós não vamos usar Windows na empresa. Quanto mais janelas tiver aqui menos segurança, entende..."

Por volta de 1996:

"Marco, o negócio é Visual Basic. A Web não serve para sistemas."

Por volta de 2002:

"Pera lá mãe Dinah... Web como plataforma? Que ridículo!"

Por volta de 2006:

"Marco... Second Life? Não tenho tempo pra perder com isso não..."

Todas essas palavras em diferentes épocas eu ouvi de profissionais de tecnologia.

E eis um anúncio que vejo pela primeira vez (o de número 26):


Enfim... Claro que ainda tem gente afirmando por aí que Second Life não tem muito futuro e tal, que tem empresa decepcionada com ele... Mas eu aviso aos resistentes que não cantem vitória antes da hora, pois o mundo virtual em 3D se trata de um caminho sem volta, e não é só uma forma de fazer marketing não. Você ainda vai passear em mundos virtuais em 3D na sua mesa de trabalho, independente de sua especialidade.

No meu ver, a minha diferença em relação aos que resistem é apenas a minha paixão pela constante inovação tecnológica. Pra mim tecnologia É inovação constante. Tecnologia não é se apegar a algo que disseram "esta é a solução para tudo". As soluções servem apenas para aquilo que era problema no passado, e apenas possibilitam vislumbrar novas radicais possibilidades que geram novos problemas. Estagnação é incompatível com esta área. Não sei como ainda existem pessoas que conseguem em suas cabeças dissociarem tecnologia de constante e radical evolução.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Qual é a diferença entre Web 1.0 e Web 2.0?

Pelo menos no quesito "design", basta comparar o Orkut atual com a nova interface do Orkut que deverá ser lançada em breve.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Vídeo ao vivo: próximo passo da revolução dos vídeos online?

Tenho acompanhado desde o início o crescimento da rede de "shows caseiros ao vivo" promovida pelo site Justin.tv. O cara começou vendendo sua startup Web 2.0, que produzia um calendário online, e investindo em uma infraestrutura para publicação de "lifecasts", que são uma versão mais avançada das webcams ao vivo como a da garota americana que exibia sua rotina dentro de casa e que inspirou programas de TV como o BigBrother.

A diferença é que os lifecasts de agora são portáteis. Com um notebook na mochila, uma conexão EVDO por celular, e uma câmera montada em um boné, Justin.tv transmite em tempo real e em visão de primeira pessoa todos os acontecimentos de sua vida, mesmo quando está longe de casa.

E não é só ele. Seu site abriu espaço para outros "lifecasters" que também andam por aí com câmeras na cabeça. Um caso bem peculiar é o do famoso "Naked Cowboy", aquele americano que fica dançando só de cueca em plena Times Square, e que também resolveu mostrar seu dia-a-dia na rede.

Alguns lifecasters não transmitem 24 horas por dia, se limitando a "entrar no ar" apenas quando suas vidas saem do corriqueiro.

Na página de cada lifecaster há também um bate-papo aonde os espectadores discutem sobre os acontecimentos da vida alheia, além de ser possível também conversar com o próprio lifecaster, caso este esteja disponível.

Eu pessoalmente sempre nutri uma certa atração por transmissões de vídeo ao vivo na Internet, desde a época em que elas mostravam apenas paisagens famosas ao redor do mundo, como as tantas que podem ser encontradas em sites como o Earthcam.com, e acredito que a história da televisão convencional vai se repetir no mundo do vídeo democratizado, feito pelas pessoas comuns: depois das gravações nos Youtubes da vida, virão também as transmissões ao vivo. Alias sites como YouTube já deviam estar se antecipando para isso...

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Windows Vista ainda não tem maturidade suficiente

O meu laptop veio com Windows Vista Home Premium. A primeira coisa que percebi é que uma série de joguinhos menores não rodam nele. Sempre dá erro de "Memory could not be read". Só jogos maiores funcionam. Os drivers da Nvidia por sua vez são muito preliminares (assumidamente), e não controlam todo o potêncial da placa de video como fazia no XP. Além disso tudo fica mais lento, em alguns casos muito mais lento, mesmo tirando todos os efeitos especiais da interface Aero. Com Windows Vista meu laptop estava rodando praticamente na mesma velocidade que o meu desktop anterior, enquanto que o XP o deixou muito mais rápido que o desktop.

Enfim, agora estou muito mais feliz com meu novo computador. Fiz o downgrade pro Windows XP. Não recomendo Windows Vista de jeito nenhum por enquanto.

terça-feira, 17 de julho de 2007

E eu disse adeus ao PC desktop...

Mais ou menos 18 anos depois do meu primeiro PC desktop, que era um 386sx, comprei meu primeiro notebook e vendi o AMD 2800+, que provavelmente foi o meu último desktop. As vantagens do notebook, mesmo quando usado em casa, são várias. Vamos lembrar algumas: 

- Sempre que é desligado eu baixo a tela do notebook, o que evita o acúmulo de poeira no teclado e na tela. 
- Posso usar o computador na sala, no quarto, na cozinha, deitado na cama, sentado no sofá, enfim. Um roteadorzinho wi-fi permite acessar a Internet sem fios pela casa toda com facilidade.
- Embora eu normalmente deixe o laptop ligado na tomada, a bateria automaticamente serve também como um excelente nobreak caso hajam falhas na distribuição de eletricidade.
- Adeus àquela enorme quantidade de cabos atrás do gabinete, que eram inclusive sempre difíceis de acessar!
- O laptop dá um excelente player de DVD portátil em viagens (especialmente se tiver uma bateria boa como a de 12 células que veio no meu).
- O laptop pode ser facilmente usado também como um poderoso HD portátil para transferir grandes quantidades de dados, e nem precisa passar pro computador depois, já que já é o próprio.
- Gostei do teclado do notebook, silencioso, e eu nunca usei teclado numérico mesmo.    
- Alias ele é bem mais silencioso que um desktop normal, tanto em relação a ventiladores como discos rígidos.
 
Enfim. Durante esse tempo todo eu não tive notebook porque eram muito caros e as especificações muito mais baixas que as dos desktops. Mas hoje em dia não vejo porque não fazer a troca. Quem não gostar do teclado pode conectar um externo via USB com facilidade, assim como acontece com o mouse. Do meu desktop eu mantive o monitor LCD de 17 que eu tinha, e que ligo no note pra usar como desktop extendido, como eu já faço ha muito tempo.

Mais uma página virada na minha história pessoal no mundo da informática. Mas eu ainda tô esperando baixar os preços dos UMPCs sem teclado, que provavelmente serão o meu próximo "form factor".

segunda-feira, 9 de julho de 2007

E mais um...

Recebi a pouco mais um boato. O de uma tal de Ana Paula Castro que "segurou o seu cérebro", e termina dizendo que "ela é loira", e que "é verídico pois saiu na primeira página do Jornal do Brasil".  

Será que "loira" não é quem acreditou e mandou isso pra deus e o mundo? Até hoje as pessoas não aprenderam que só se deve confiar em emails com LINK (eu disse LINK) para fonte confiável?

Um LINK para a notícia no Jornal do Brasil por exemplo seria aceitável, mas só o que encontrei pelo Google foram blogs, sites de piadas e foruns com este mesmo texto reproduzido.

E por aí vão preconceitos, calúnias, ludibriações, alarmes falsos, e etc.
 
Mas o mais triste é ver que mesmo gente próxima da gente e "macaco velho" de informática cai nessas conversas, e concluir também que infelizmente os meios de comunicação livres como os blogs jamais vão competir com os jornais da mídia "oficial", pois não são nem de longe tão confiáveis quanto estes. Grandes redes de TV e jornais: não temam pois vocês não correm o menor risco de "ficar para trás". 

Mais um boato da Internet

Recebi hoje de um colega de trabalho um daqueles PowerPoint de motivação e auto-ajuda que imediatamente discordei e já sabia que era boato.
 
A mensagem, reproduzida mais abaixo, dizia se tratar de um discurso de Bill Gates.

Ora, logo Bill Gates, que recebeu em tenra idade uma empresa já com 10 funcionários (sim, a Microsoft) de mão beijada do pai, que já era um homem muito rico? Logo Bill Gates que quando não soube fazer por si mesmo simplesmente comprou feito (como no caso do DOS) desde o início de sua carreira, que ja´começou como sendo o dono da empresa? Logo Bill Gates que dá tantas vantagens a seus bons funcionários que grande parte deles sai da empresa para montar startups de sucesso?

Esse discurso não se parece nem de longe com a personalidade de Bill Gates, que sempre se apresenta com bom humor e não com tanta seriedade diante das platéias.

Mas este site http://www.snopes.com/language/document/liferule.htm afirma o óbvio: se trata de apenas mais uma lenda da Internet.

A minha opinião:

Conversa pra boi dormir. Conversa de gente que quer que os subalternos ralem aceitando fácil o pouco que lhes é oferecido. 

Eu pessoalmente prefiro algo como "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte". Certamente uma nação não se desenvolve plenamente na base de uma mentalidade rigida, "militar" por assim dizer. 

O site que diz ser um boato não entende o porque de terem atribuído a fala a Bill Gates. O motivo não pode ser mais óbvio: claro que o "homem mais rico do mundo" é o primeiro "exemplo" que alguém querendo passar uma mensagem dessas iria escolher.

Gente que escreve algo assim devia é estar extinta a muito tempo, e acordar para exemplos como o da Google. Quem já viu as fotos do Googleplex sabe do que eu estou falando. Os EUA estão anos luz a nossa frente porque lá as pessoas são muito mais estimuladas a pensar, a ter idéias. E se uma "sala de meditação", com música ambiente e uma confortável poltrona, forem boas para isso, certamente a empresa americana adota, pois eles são espertos, querem ser é os donos das patentes, e não da "mão de obra barata", como esse nosso Brasil insiste em ser.

Segue a mensagem que recebi:

"O reitor de uma Universidade do Sul da Califórnia enviou um e-mail para a Microsoft convidando Bill Gates a fazer um discurso no dia de formatura, incentivando os formandos no início de suas carreiras e, para sua surpresa, Bill Gates aceitou. Esperava-se que ele fizesse um discurso longo, de mais de uma hora, afinal ele é o dono da Microsoft e possuiu a maior fortuna pessoal do mundo! Mas Bill foi extremamente lacônico, falou apenas durante 5 minutos, subiu em seu helicóptero e foi embora.

A seguir, as 11 regras que ele compartilhou com os formandos naquela ocasião:

"- Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora.  Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é.  Você estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração.  Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde.  Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:

Regra 1: A vida não é fácil.  Acostume-se com isso.

Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima.  O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.

Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade.  Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.

Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

Regra 5 : Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social.  Seu avós tinham uma palavra diferente para isso.  Eles chamavam isso de "oportunidade"

Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais.  Não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7 : Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora.  Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são "ridículos".  Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.

Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim.  Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar.  Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real.  Se pisar na bola está despedido... RUA! Faça certo da primeira vez.

Regra 9: A vida não é dividida em semestres.  Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10: Televisão não é vida real.  Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

Regra 11: Seja legal com os CDF´s - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas.  Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles."

Reflita agora sobre as palavras do Bill e pense em como isso se enquadra no conceito de Valor e Honra."

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Bola fora da Linden

Testei o "First Look", que é uma versão especial do Second Life para se ter uma chance de experimentar novos recursos no grid principal. O First Look disponível para download vem com o recurso de efeitos atmosféricos criados pela pequena empresa que a Linden comprou recentemente. Fiquei com a impressão de que ela comprou esse empresinha "por comprar", só pra dizer que estão "poderosos", porque o produto é muito precário. Pelo menos na minha GeForce ficou tudo muito mais lento e as nuvens são quadriculadas. As nuvens originais do Second Life permitiam voar entre elas e sobre elas, já as novas não são em 3D real, e não é possível "chegar nelas", e acima delas fica tudo preto. Espero que eles ao menos coloquem uma opção para usar as nuvens antigas, ou então terão que re-fazer esse recurso do zero, pois ele está simplesmente ridículo.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Sobre as novidades

Dei uma olhada no Street View do Google Maps, no Everyscape, nos filmes do Microsoft Surface, nos vídeos da tela flexível da Sony e na nova interface do Google.

O Microsoft Surface não é lá muito novo. Eu já tinha visto um vídeo com o Bill Gates apresentando ele há um bom tempo atrás. Lembro que naquela época eu imediatamente pensei "eis a Microsoft querendo reerguer a importância do hardware grande". Quem lê meus textos sabe que eu aposto no "emagrecimento do PC", tanto a nível de hardware como no sistema operacional, o que imagino não ser interessante para a Microsoft e sua parceira Intel, pois eles querem continuar vendendo softwares que ocupem muitos gigabytes e que portanto são instaláveis ao invés de rodarem pela Web, área que não é bem o grande negócio da Microsoft. Já a Intel provavelmente prefere vender grandes processadores para desktops do que um mercado dominado por pequenos dispositivos aonde a concorrência deve ser maior. De fato esse lançamento da Microsoft vai no lado oposto dessa tendência. Ao invés de diminuir o gabinete, transforma o PC em uma mesa inteira. Obviamente, mesmo que um dia se torne popular, ainda levará mais tempo ainda para uma máquina dessas baixar aquilo que ela roda pela Internet, além de o sistema operacional continuar tendo que ser algo "inchado". Ao preço de 10.000 dólares, penso que talvez se trate mais de um marketing justamente para tentar trazer o gosto pelos grandes desktops de volta a tona do que algo para se popularizar de verdade. O dispositivo é muito interessante por ser extremamente intuitivo, pelo menos pelo que se vê nos vídeos, mas fico pensando se eles vão conseguir popularizar algo assim antes do capacete de realidade virtual, que combinado com softwares como Second Life e talvez luvas de realidade virtual serão provavelmente muito mais intuitivos ainda que a mesa da Microsoft, além de compatíveis com dispositivos pequenos, embora com imagem "virtualmente" "de cinema".

O "Street View" do Google Maps me empolgou quase tanto quanto o lançamento da Microsoft (não se engane, não nego que a mesa é muito interessante), e é algo que já podemos usar agora, sem nem ter que instalar nada (além do Flash player). É possível até usar as setas do teclado para passear em primeira pessoa entre as fotos das cidades enquanto vê simultaneamente sua posição nos mapas. Muito interessante e útil, e supera longe o Everyscape, outra tentativa de navegar entre fotos dos lugares no Google Maps. As famosas fotos em 360 graus perderam grande parte de sua "graça" depois dessa. A Microsoft não quer ficar atrás e seu "3D Earth" também é muito interessante, com prédios com texturas e cheios de detalhes de dar inveja aos modelos em 3D de cidades do Google Earth. É a Microsoft mostrando que não quer abandonar o lado "Home" da computação, embora ela prefira que compremos "Windows Home Servers" e coisas grandes que eu duvido que serão o futuro.

A "tela flexível" da Sony pelo jeito é mesmo uma "tela", e não papel eletrônico, pois emite luz ao invés de refletir. Em breve deveremos ter telas grandes em celulares sem comprometer o tamanho, já que ela poderá ser enrolada para dentro do dispositivo.

Quanto a interface da Google, a empresa faz bem em ser cautelosa e acrescentar recursos aos poucos, já que mesmo assim tem gente que reclama. O search mais usado do mundo conseguiu chegar aonde chegou apostando na leveza da interface, mas agora as bandas largas talvez comecem a fazer as pessoas preferirem ter mais informações na tela. Para se ter uma ideia, aparentemente muita gente já está preferindo usar o iGoogle ao invés do Google tradicional na hora de buscar. A barrinha que a nova interface adiciona me lembrou um pouco a barra de tarefas do Windows, com direito a uma espécie de "botão Start" aonde se pode acessar as demais aplicações Web da Google.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Que tal fazer uma comparação justa?

Estou cansado de ler blogs sobre Second Life e até gente que não gosta do tipo de software reclamando que se trata de um produto muito bugado, muito mal feito, muito lento, isso e aquilo. Será que as pessoas não percebem que todo software sempre tem muito bug, pois isso é inevitável? Será que as pessoas não percebem que não dá pra comparar o Second Life com jogos multiplayer? Ora, os jogos tem seus cenários, avatares, texturas, objetos, tudo gravado no HD do computador, apenas enviando e recebendo coordenadas de outros jogadores pela rede, enquanto que o Second Life carrega TUDO ISSO e mais um pouco pela Internet. É uma diferença gigantesca. E é só comparar com softwares similares ao Second Life, inclusive alguns já há muito mais tempo no mercado, como o Active Worlds. Fazendo-se uma comparação realmente justa como essa, as pessoas logo verão que o Second Life na verdade é o melhor deles. Por incrível que pareça até hoje tem gente que acredita também, por exemplo, que software da Microsoft é "mais bugado que os outros". Sugiro experimentar os outros pra valer, e esse mito vai cair rapidinho. Acredite: o Second Life é na verdade até um "milagre".

sexta-feira, 18 de maio de 2007

E acaba a Brasnet


A primeira pessoa que conheci pela Internet foi o Mauritz. Eu, ele e um outro camarada nos encontramos lá por volta de 1996 após um bate-papo pela rede EfNet, quando a Brasnet ainda nem existia. Me lembro que já naquela época eu tinha uma visão do que viria depois, e lembro que discordei deles falando sobre algumas experiências com bate-papos por voz, vídeo-conferência e em 3D (por incrível que pareça já existia um pré-Second Life naquela época). Mauritz foi taxativo: "ah, prefiro o IRC". heheheh. Claro que o IRC não seria para sempre, num mundo que muda tanto e tão constantemente quanto o da informática, mas obviamente ele foi muito importante na minha entrada para o mundo da Internet. Alias, uma das primeiras coisas que fiz na Internet foi entrar em um canal de IRC. Eu usava uma conta Unix Shell da Universidade de Brasília, sem direito a browsers gráficos nem nada, apenas caracteres sobre a tela preta. Lembro que o primeiro canal que entrei foi por acaso um chamado #mariah. Naquela época eu nem sabia quem era Mariah Carey, acreditem! É que o canal estava em uma lista de canais mais frequentados e eu entrei lá totalmente por acaso. Me perguntaram "Are you a Mariah fan?", e foi assim que tudo começou. Participei do primeiro "IRContro" de usuários brasileiro, cuja foto ilustra este texto. Fui "OP" no canal #brasilia por muito tempo. Tive umas namoradas por lá. Enfim, fez parte da minha vida, mas nunca tive ilusão de que o IRC duraria para sempre. Acho que o IRC continuará sendo muito utilizado como "bate-papo auxiliar", dedicado e embutido em sites como o www.justin.tv, que usa IRC para permitir aos visitantes conversarem enquanto assistem as imagens ao vivo do camarada (vale a pena a visita). Mauritz deixou um comunicado oficial sobre o fim da maior rede de IRC brasileira, criada por ele. Eu se fosse ele compraria uma ilha no Second Life e daria a ela o nome "Ilha Brasnet". heheheh.

Valeu Mauritz!!!! Valeu Brasnet!!!!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Você conhece esse cara?

Se já entrou no Second Life certamente conhece... Pois é... Agora você já pode ter uma estatueta do seu avatar, é o que promete este site. Mas o futuro próximo nos reserva muito mais em gadgets 3D. Em breve as "impressoras 3D" deverão se tornar acessíveis e será possível obter aquela peça quebrada que você não consegue encontrar pra vender. Eu continuarei aguardando também o capacete de realidade virtual e o produtor de cheiros...

Um fenômeno muito curioso começará a acontecer

Que fenômeno curioso é esse? Cada vez mais pessoas que antes gritavam contra a Microsoft começarão a defende-la. Principalmente entre os brasileiros.

Atençao: seguem opiniões polêmicas minhas que tem a ver com a psicologia das pessoas, e que, se incomodarem alguns, deve ser porque estou certo. Portanto esteja preparado antes de ler.

A maioria dos defensores do Linux no Brasil o fazem porque tem medo do que é muito popular. Tem medo do que é muito popular pois tem medo de terem que confessar que não são bem aqueles "gênios que mamãe falou que eles eram". Não entendem tanto de computador assim, e por isso dizem preferir algo que poucos usam, no caso o Linux, pois dessa maneira se transparece menos a falta de conhecimento. Falar daquilo que poucos conhecem e assim se passar por bom entendedor é bem mais fácil do que mostrar isso na prática, fazendo algo a mais que a média em um ambiente que todo mundo já conhece.

Isto posto, pela lógica esse tipo de usuário de computador tende a também ser conservador. Na verdade a maioria das pessoas, mesmo as que não tem nada contra a Microsoft, tem uma tendência a serem conservadoras, pelo menos no nosso país. "Ora, já levei tanto tempo para aprender e me acostumar com X, e agora ter que mudar isso tudo para Y?".

Ocorre que na informática as coisas são assim. Sempre foram assim. E eu dou "graças a deus" por eu saber disso e ter tido desde criança o prazer por inovações tecnológicas, nunca a estagnação. Não é a toa que, de alguém tido por muitos como "defensor fanático da Microsoft" -o que nunca foi verdade- eu passei a escrever apenas textos falando que esta empresa atualmente não está mais com nada. A Microsoft segurou o Internet Explorer 6 durante 5 ou 6 anos, e depois apenas se limitou a incorporar as coisas diferentes que o pobre do Firefox conseguiu criar justamente graças a estagnação no setor dos browsers web. A verdade é que o open source nunca conseguirá acompanhar as grandes empresas, mas pode "chegar nelas" quando estas ficam "dormindo no ponto de propósito", e neste aspecto devemos agradecer muito a existência deste tipo de software.

No sentido inverso seguem muitos dos antigos defensores ferrenhos do Linux. Agora eles simpatizam mais com a gigante do software, justamente porque ela representa conservadorismo, representa tudo continuar como sempre foi, com o desktop e softwares instaláveis em evidência, estado ao qual este tipo de linuxista já se acomodou.

Na verdade o Linux finalmente tem chances de se tornar o padrão, pois é cada vez menos importante o que roda por trás dos browsers (seja browser Web ou, não posso mais deixar de citar, o browser 3D). Como alguns finalmente perceberam ( http://www.dicas-l.com.br/zonadecombate/zonadecombate_20070417.php), o desktop está morto, apenas esqueceram de enterrar. Então se o computador roda Linux, Windows, ou OS/X, tanto faz, é irrelevante.

A Microsoft ainda tem grandes chances nos provedores de conteúdo, que continuarão precisando rodar coisas instaláveis cada vez mais pesadas e comedoras de memórias de HDs, e é aí que o Linux pode de fato fazer tremer as bases da Microsoft em sua "última cruzada", já que ela parece se recusar a encarar o "novo mundo da computação para as massas" da maneira correta, da mesma forma que muitos dos linuxistas também resistem a ele.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Yahoo em queda

Qual o problema da Yahoo? Simples: expulsou seus próprios usuários. Deletou contas da Geocities, regrou demais o Yahoo Answers, deleta contas do Yahoo Mail inativas por muito tempo, dificultou o acesso ao Flickr (pelo menos essas foram as privações que eu próprio senti na pele. Mas acredito que hajam outras), e além disso não aprendeu com a Google que as coisas tem que ser simples, leves e gratuitas. É por isso que a Google cresce mais. Nada do que eu já não estivesse prevendo faz tempo (desde que eles deletaram minha conta de "pioneiro" da Geocities).

Mas continuo avisando para a Google: entre no negócio de mundos virtuais em 3D logo... lembrando alias que o Google Earth não tem nada a ver com isso, é um serviço totalmente diferente e não adianta querer misturar as coisas por enquanto...

Quanto a Microsoft, se reinvente (muito mais ainda) ou esteja relegada a uma fatia de mercado específica. Em ambos os casos ela perde espaço, mas fazer o que?    

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Meu Dominus Shadow



Rapaz... valeu cada centavo!!! Esse Mustang tunado custa mais de 2300 linden dólares, equivalente a uns 7 dólares, equivalente a mais ou menos uns 15 reais. É engraçado como o valor da moeda em lugares diferentes faz a gente ver as coisas de uma forma diferente em cada lugar. 2300 lindens dentro do Second Life realmente é uma boa grana, mas o que são 15 reais no mundo real? É bem verdade que para "coisas virtuais" a gente não se vê gastando muita coisa, mas eu repito que ter comprado este carro para Second Life valeu mais a pena do que eu imaginava. O seu criador deve ter tido muuuito trabalho refinando o mesmo. Ele permite uma troca de marchas que vai desde "velocidade para estacionamento" até "velocidade para voar baixo" (termos inventados por mim), além de possibilitar voar de fato, no modo "hover". Tudo com animações muito interessantes, como fumaça saindo dos pneus, propulsores a jato aparecendo atrás do carro e golpes empinando o carro quando se parte velozmente do nada. As combinações de configuração são quase infinitas. Você muda as cores do carro, muda as rodas, muda o brilho da lataria, escurece os vidros, liga ou desliga os faróis com efeito esfumaçado de luz, sobe ou desce o teto, acrescenta "spoilers", e outros.

Mas o mais interessante talvez seja o lado social de passear com um carro desses. As pessoas não param de olhar e subir no seu "muscle car". Se você não é um "playboy" na vida real, pode ao menos experimentar a sensação no mundo virtual. Garantido! E se subir no seu carro alguém que você não goste, basta usar a opção "Eject", escolher o avatar desejado, e jogar o chato pra longe!

Outro recurso muito legal é o modo "Cruise", que mantém o carro acelerado automaticamente sem precisar apertar a seta para frente do teclado, ótimo para conversar com os "caronas" enquanto passeia.

Dois "HUDs" acompanham o produto, um que permite ativar diversos acessórios do carro enquanto dirige (não é bem um HUD), e outro que exibe a velocidade atual do carro com mostrador analógico e tudo, além de conter alguns comandos clicáveis.

Pra quem se preocupa com a dirigibilidade, que é um grande problema no Second Life pois acaba-se batendo em tudo pela frente, basta deixar o carro na segunda marcha quando houverem curvas, na terceira numa reta longa, e na primeira quando for realizar manobras no estacionamento. Desse modo só a gata de biquini e cheia de brilhos ao seu lado poderá fazer com que você saia da pista, por distração...

segunda-feira, 23 de abril de 2007

25 anos de uma lenda viva

O computador que mais mexeu comigo ainda na minha pré-adolescência foi sem dúvidas o Sinclair ZX Spectrum, originário da Inglaterra, cujo clone no Brasil era o TK90X, da Microdigital. Endereçamento de 8 bits, resolução gráfica de 256x192 pixels com 8 cores, memória RAM de 48Kbytes, usando a televisão comum como "monitor" e gravador de fitas K7 para carregar os programas. Além de aprender a programar computadores, foi graças a esse micro também que eu aprendi o inglês que me permite "me virar" em viagens e pela Internet, já que todos os meses eu comprava revistas inglesas como Your Sinclair, Crash e Your Spectrum, que eu lia sempre acompanhadas de um dicionário. O Spectrum sempre viverá no meu coração, e estou atrás de um no Mercado Livre para ter como "troféu". Eu inclusive era "inimigo" dos MSX, micro da moda na época, pois realmente era fanático pelo meu "Speccy" e não tinha pra mais ninguém. Realmente essa maquininha capaz de tocar tantos corações (basta pesquisar na Internet) merece os parabéns pelos 25 anos de seu lançamento, e certamente não é a toa que eu termino esse texto com lágrimas nos olhos. Como alguém disse no Slashdot "eu não estaria sentado nesta mesa hoje trabalhando com tecnologia se não fosse essa pequena máquina de teclas emborrachadas". Obrigado Spectrum!!!

http://www2.b3ta.com/heyhey16k/ (clip que fizeram em sua homenagem) 

segunda-feira, 16 de abril de 2007

A corrida do ouro nas terras virtuais

Agora é a Atari, a empresa que trouxe o videogame para o mundo (embora não tenha sido exatamente a inventora), que anunciou seus planos de lançar um mundo virtual em 3D. Também disputam o mercado Sony, Viacom e mais meia duzia de startups que já perceberam que este é o futuro. Trata-se de uma questão de lógica. A realidade virtual é a interface mais intuitiva. Pode não agradar muitos dos geeks inicialmente, mas o que eles tem que perceber é que a informática já passou da época em que era coisa para poucos. O computador desde sempre seguiu um caminho só: se tornar um produto para as massas, um produto pop. E o pop não poupa ninguém. Já entre as empresas que estão lançando conteúdo no Second Life, o mais recente anúncio é da Coca Cola, que promete uma entrada triunfal no mundo virtual, consolidando o Second Life como um software que não é mero bate-papo 3D e nem um mero videogame. 

Governo chinês com ciúme dos mundos virtuais?

A China pretende restringir o tempo de uso de jogos online, que estão fazendo um sucesso gigantesco por lá. A cada 15 minutos mensagens avisando que o jogador "está jogando demais" aparecerão, e após 5 horas de jogo o score será zerado sem chance de pontuar mais. O motivo seria uma questão  de saúde, e a medida vale apenas para menores de 18 anos. Como se saberá que o jogador tem menos de 18 anos? Aí que está o problema. Segundo as notícias os jogadores serão obrigados a fornecer suas identidades verdadeiras para poder jogar online na China. E é aí que entra a minha desconfiança de que "o problema é mais embaixo". Não estariam eles preocupados com o fenômeno Anshe Chung, a chinesa que ganhou 1 milhão no Second Life, e que domina o mundo virtual por aquelas bandas? Ora, um mundo virtual com sua própria moeda e poder provavelmente não agrada governos, principalmente os mais totalitários. Não será de se assustar que eles queiram controlar o máximo que puderem. A China provavelmente se aproveita do fato de muitos ainda considerarem o Second Life um "joguinho", uma "perda de tempo", para impor sua mão de ferro sob a desculpa de "proteger as crianças". 

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Adsense: Eu preferia receber em Linden dólares

Não sei porque a Google não compra logo o Second Life. Já imaginou receber os minguados pagamentos do adsense em L$? Aí sim iria valer a pena! Alguns por aí dizem que "vivem de blog", mas pelo menos eu estou muito longe disso. Só que a micharia que o adsense paga seria diversão garantida no Second Life, já que o Linden dólar vale muito menos que o dólar real. A Google dominaria o mundo sendo dona de sua própria moeda, que é uma das metas desenhadas no famoso "Google masterplan" que circulou pelos blogs por aí, unindo o útil ao agradável, e nem precisaria enviar cheques para quem optasse pela moeda virtual.

E por falar em Second Life adorei o novo search de objetos a venda (http://search.sheeplabs.com/) que puzeram no ar. Era isso que tava faltando pra não precisarmos ficar voando de um lado para outro a procura de bons objetos baratos. Aquela chinesa milionária reclamou não sei porque. Trata-se de propaganda gratuita de itens a venda.  

quarta-feira, 11 de abril de 2007

A luz lá de casa cai mais que o Google

Tava lendo um texto na Undergoogle que ao menos serve de um alívio para o mundo da Web 2.0, pra compensar a notícia que postei anteriormente: o Google ficou no total apenas 7 minutos fora do ar desde o início deste ano, atrás da Yahoo que não teve nenhum "downtime" este ano. Enquanto isso a eletricidade lá em casa já caiu várias vezes e inclusive teve um dia que fiquei uma tarde inteira sem luz... Ou seja, nem com software offline...

Mas enfim... essa discussão na verdade é desnecessária  pois o software online vai acontecer quer se queira ou não.  

terça-feira, 10 de abril de 2007

Google imitando Yahoo? Mal negócio...

Yahoo e Google resolveram oferecer contas de email gratuitas com espaço ilimitado, mas alguns usuários estão pagando um preço: Contas em ambos os serviços estão sendo apagadas sem alarde, aquelas contas que as empresas dizem que são "suspeitas de spam". O problema é que tem gente que manda muito email sem ser spam e que tá sendo vítima dessa política. Estão sujando com a imagem da Web 2.0: Qual a segurança dos dados online se essas empresas podem de repente apagá-los sem aviso? Da Yahoo eu pessoalmente já esperava esse tipo de coisa, pois eles são chatos assim há muito tempo, mas fica aí a minha decepção e um ponto a menos para a Google.

Ah, e outro dia li alguem perguntando: "é A Google ou O Google?". Ora, depende: Você quer se referir AO search ou À companhia? O que ocorre é que A Google por muito tempo foi apenas UM search. Hoje é UMA empresa que pretende aproveitar todos os nichos de mercado da Internet.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Alguém acredita que música sem DRM vai "vender mais"?

A Apple anunciou junto com a EMI que vai vender músicas sem DRM, a proteção contra cópias que impede o uso livre das músicas compradas. Isso ocorreu pouco depois de o Steve Jobs discursar em público defendendo o fim do DRM, algo que deu muito o que falar na mídia. Muitos adoram ter uma visão de "revolucionário" de Jobs, mas é óbvio que ele fez esse discurso já sabendo que estava em negociações com a EMI para lançar músicas sem DRM. Aposto como não foi nada além de uma campanha de marketing. Um detalhe é que as músicas continuarão no formato AAC e por isso a Apple não tem tanto a perder. Além de o iPod já dominar o mercado, são poucos os players de terceiros que tocam AAC, e a maioria dos usuários tem dificuldades em converter as músicas para outros formatos. Já a indústria fonográfica, no meu ver ela sabe que o fim da venda de trilhas musicais está próximo, sempre soube. Segundo as pesquisas, o crescimento das vendas de músicas em arquivos digitais cresceu em 2006 muito menos do que cresceu em 2005. Ou seja: um mercado que já é ínfimo (o CD ainda representa 85% das vendas) e que não dá lucros satisfatórios por ser um modelo de venda "por música" ao invés de álbum, ainda por cima já está estagnando. Simplesmente as pessoas veem cada vez menos sentido em pagar por um arquivo que é baixado cada vez mais rápido e que ocupa uma porcentagem cada vez menor dos HDs, ou que pode até mesmo ser ouvido por streaming sob demanda com cada vez mais facilidade. As campanhas "terroristas" de por medo nas pessoas com milhares de processos contra fãs da música fazem muita gente comprar CDs ou músicas no iTunes por mais algum tempo, mas essas campanhas impopulares contra seus próprios consumidores potenciais mostram também que a indústria fonográfica está brigando por raspas e restos em um jogo já perdido. No longo prazo essas campanhas não adiantam nada. Basta ver que depois dos sites Web com links diretos para as músicas -que foram derrubados- veio o YouTube e seus clipes, e agora vem o Second Life e suas músicas ambientes tocando ao fundo. Alguem sequer se lembra que o nome disso é pirataria? A facilidade com que as músicas fluem torna inviável esperar que alguem principalmente das novas gerações vá sequer se lembrar que -e já é preciso por entre aspas- "é preciso pagar para ouvir". A indústria chega a cantar uma vitória com o fato de a troca de músicas em redes p2p ter diminuído em 2006, no entanto acho que qualquer um "mais antenado" sabe que os softwares de p2p hoje são considerados lentos e difíceis de usar. O que as pesquisas não conseguem medir é o número de pessoas que agora trocam as músicas através de pendrives ou transferências diretas de player portátil para player portátil, ou mesmo por e-mail. Então essa música sem DRM pra mim soa muito mais como "último suspiro", uma tentativa de ainda "arrancar umas casquinhas", do que alguma esperança real em que a venda de trilhas musicais continue como sempre foi. Eu não acredito que a indústria fonográfica tenha essa ilusão.

Solução? Ora, em nenhum momento da história e em nenhuma cultura a música deixou de existir por ser de graça. A divulgação viral de música pela Internet beneficia as novas bandas e sempre haverá a possibilidade de cobrar por shows ao vivo e cobrar também daqueles que ganham dinheiro com a execução pública das musicas. Eu sinceramente acho que o fim da cobrança pelo uso pessoal das trilhas musicais por consumidores finais fará falta apenas aos artistas já acostumados com este antigo modelo.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Como será o amanhã do Second Life?

Seguindo minha mania de tentar prever o futuro, aí vão algumas coisas que eu acho que acontecerão no mundo virtual

- Óculos de VR

O óculos de realidade virtual é uma dessas promessas antigas da ficção científica que demora a "pegar". Chega a ser de se estranhar que com o sucesso enorme dos jogos de primeira pessoa até hoje esse tipo de dispositivo não tenha feito sucesso. Provavelmente o problema é que a tecnologia de display disponível ainda não permitiu fazer um óculos de realidade virtual que de fato convença as pessoas a substituirem o monitor de vídeo, afinal os jogos mais novos mesmo em placas de vídeo parrudas sempre ficam meio lentos nos monitores, imagina você ter que controlar algo com ainda mais resolução gráfica, para tomar toda a visão periférica do usuário, e com dois displays ao mesmo tempo, já que são necessárias duas imagens, uma para cada olho, para fazer o efeito tridimencional. Mas com o Second Life talvez isso seja diferente. O próprio SL é um tanto lento, por precisar buscar dados da Internet ao invés do HD, então talvez um óculos de realidade virtual finalmente dê certo, e por passar a ser utilizado em aplicações sérias dentro do SL, deverá substituir o mouse. Com o tempo os jogos (jogos mesmo) vão se adaptando à nova interface de controle.

- E-books pelo SL

Eu acredito já a algum tempo que o papel eletrônico em substituição a livros e revistas em papel convencional será uma das maiores revoluções instantâneas da história da informática. Com o Second Life, um dispositivo portátil para leitura agradável de textos com algumas imagens faz ainda mais sentido. Se vê no mundo virtual cada vez mais publicações para leitura na forma de livros virtuais que mudam de página clicando sobre eles. Os livros dentro do SL podem ser lidos chegando-se bem perto deles ou utilizando-os no modo HUD (heads up display). Veja que  a leitura não é nem de longe tão confortável quanto um livro de papel de verdade. Com um leitor de livros eletrônicos físico, essas publicações poderão ser transferidas diretamente do mundo virtual para o dispositivo, permitindo uma leitura mais tranquila, e resolvendo o problema do SL quanto a publicação escrita, que acaba por ser até mesmo menos conveniente que a leitura na Web. Como exemplificado também em relação ao óculos de realidade virtual, a necessidade de integração entre o mundo virtual e dispositivos do mundo real só aumentará, e a Linden Lab ou terceiros provavelmente possibilitação a integração direta entre o cliente do Second Life e esses diversos dispositivos.

- Browser rodando aplicações WEB 2.0

A Linden Lab já anuncia há um bom tempo o desenvolvimento de um browser para o mundo virtual baseado no Firefox. Talvez a demora seja porque a Linden teme pelo que poderá acontecer se esse browser puder ser aplicado na superfície dos prims: Já que o envio de imagens para o mundo virtual é pago (10 L$ por imagem), as pessoas começariam a utilizar browsers como textura para os objetos, desperdiçando banda e não pagando por imagens. Mas só o que eu tenho a dizer é que essa integração com a Web será algo que irá revolucionar totalmente o Second Life, e portanto a Linden não pode deixar de fazer isso o mais rápido possível. As possibilidades do uso dos brosers dentro do mundo virtual são infinitas. Todos os sites se tornarão colaborativos, podendo haver coisas como navegação colaborativa e uso de aplicações Web 2.0 colaborativo. Será uma poderosa transição entre os dois mundos.

- Mame do futuro

Em tecnologia, eu sempre gostei de viajar lá do passado até bem distante no futuro, até porque lembrar dos acontecimentos do passado é uma excelente maneira de tentar prever o futuro. Com meus 34 anos de idade e mais de 20 de informática, curto muito nostalgias tecnológicas, e recentemente adquiri um CP200 pelo Mercado Livre, que foi meu primeiro computador e que mantenho como um "troféu" numa estante aqui em casa. Na minha infância eu também jogava muito fliperama, e por esse motivo de vez em quando eu adoro brincar com o MAME, emulador de ROMs de jogos de fliperama, principalmente os mais antigos. Hoje em dia a molecada se liga mais é em lan-houses, mas uma das características do mundo dos fliperamas nos anos 80 era aquele ambiente cheio de beeps misturados e musiquinhas parecidas com celulares monofônicos tocando ao fundo. Me parece óbvio que vou poder reviver aqueles saudosos tempos com um fliperama virtual em breve, quando o Linden Script se tornar veloz o bastante e for possível emular máquinas dentro do mundo virtual. Eu imagino isso: um fliperama completo no SL com as várias máquinas, cada uma emitindo seu próprio som, com direito a "olheiros" (aqueles chatos que ficavam vendo você jogar) e tudo. E talvez até tenha que pagar 1 L$ para poder brincar.

- Jogos lançados por empresas de games dentro do SL

Com o sucesso, as outras empresas de software se rendem, e provavelmente jogos de primeira pessoa feitos por empresas de nome começarão a serem lançados "para Second Life". Claro que isso exigirá que primeiro quem estiver controlando o Second Life no futuro (seja a Linden ou usuários, caso os servidores se tornem open source tal qual prometido pela Linden) melhore muita coisa do mundo virtual, como por exemplo possibilite uma execução de scripts mais veloz, maior controle sobre as dinâmicas, etc. Eu imagino simuladores de avião e carros rodando dentro do SL, com controles completos. Mas tudo pode começar com algo mais simples, como por exemplo um "Myst" para Second Life.  

- Lojas com modelos 3D para venda em L$ de produtos reais

A facilidade para se utilizar os linden dólares fará com que empresas comecem a vender produtos reais a preços virtuais, com direito a fazer um "test drive" virtual o mais realista possível antes de pagar.

- Reprodução de cidades reais dentro do SL
    
Sei lá quem vai ser o maluco, mas alguém deverá lançar reproduções detalhadas de cidades reais, com prédios e monumentos nas mesmas proporções e localidades da cidade real, inclusive bairros residenciais, que talvez serão controlados por terceiros, provavelmente moradores dos locais no mundo real. Pra que isso? Ainda não sei ao certo, mas acho que vai acontecer. 

sexta-feira, 30 de março de 2007

Testei voz no Second Life

Pra mim não foi nenhuma surpresa muito grande, pois na verdade eu conheci experiência muito semelhante, pasmem, em 1996, com um software chamado Onlive! Traveler. Como no Second Life, o Travaler fazia voz em um ambiente 3D entre vários avatares com "espacialização 3D" e tudo, ou seja, o som que vem de um avatar a sua direita, é ouvido com maior intensidade no auto-falante direito do computador. E o Traveler ainda tinha algo que não vi no recurso de voz do Second Life: a boca dos avatares  abria e fechava de acordo com o que eles falavam. Quanto mais intenso era o som, mais a boca do avatar abria. Isso é muito importante num mundo multi-usuário para se ter uma noção melhor de quem está falando em determinado instante. Já no Second Life o avatar apenas faz alguns gestos com os braços, e um indicador de intensidade sonora aparece em cima do avatar quando este está falando.

Na verdade o Traveler foi um tanto a frente do seu tempo. Todo mundo naquela época utilizava caras conexões dial-up, o que obviamente fazia com que o som viesse um tanto "picotado". Com a minha banda larga atual, a voz no Second Life -que tive oportunidade de testar com um grupo de mais de 10 pessoas ao mesmo tempo- não apresentou a menor interrupção, e inclusive tem boa qualidade sonora.

Acho que esse lançamento será extremamente importante e virá em uma boa hora. Eu acho estranho a escassez de softwares populares que permitam fazer conferências de voz com várias pessoas simultâneamente. No MSN só conversam 2 pessoas de cada vez, e no Skype só muito recentemente a possibilidade de várias pessoas conversarem foi adicionada, e mesmo assim com um apelo muito "amadorístico", através de salas para jogar conversa fora. No Second Life você cria seu próprio ambiente, podendo ser por exemplo um prédio corporativo virtual, com a formalidade que seria esperada para a realização de reuniões de negócios. O Second Life entra em um espaço no meu ver pouquíssimo explorado, e com vantagens que só um mundo virtual em 3D poderia oferecer. Os softwares clássicos tornam muito mais difícil identificar quem está falando em cada momento. São pouco intuitivos. Já uma reunião virtual em 3D no Second Life poderá contar inclusive com apresentações do tipo das que são feitas com datashow ou retro-projetor, em uma intuitividade sem igual. Penso que o apelo para as empresas será muito positivo.

No momento a voz no Second Life está em beta, e mesmo no grid para testes (espaço 3D alternativo, separado do mundo virtual principal) é difícil encontrar lugares aonde se pode desfrutar da nova funcionalidade. Na maioria dos lugares, o ícone que indica que não é permitido bate-papo por voz aparece, indicando que provavelmente a função será desligada por default, sendo habilitada a critério dos donos de cada espaço, o que na minha opinião é bom. O beta do Second Life com recursos de voz pode ser baixado em http://secondlife.com/community/bhear.php

terça-feira, 27 de março de 2007

Second Life realmente dando dinheiro a alguns

Segundo as notícias, o "SIM" (local dentro do mundo virtual) "Amsterdam", que tinha sido anunciado para venda no site de leilões eBay pelo seu usuário-criador, foi vendido por 50.000 dólares (!!!). Eu estive neste SIM e é um local muito frequentado e bem desenhado. Essa notícia deverá atrair ainda mais gente para o Second Life, que tem enfrentado muitos problemas para conseguir manter a infra-estrutura computacional necessária. A Google definitivamente tem 3 opções: comprar o Second Life, fazer seu próprio mundo virtual, ou então ficar tão atrás na história quanto a Microsoft já está.

Web 2.0 offline? Bom para popularizar.

As aplicações AJAX na Web estão ganhando acesso offline. Pode realmente ser bom para uma transição ao mundo das aplicações online, mas não acho que vá durar muito tempo. O computador é cada vez mais tão dependente de uma conexão com a Internet quanto é dependente de fornecimento de eletricidade. Eu pessoalmente, mesmo morando em um país de terceiro mundo, já não consigo mais utilizar o computador sem conexão. Simplesmente não tem utilidade. E mesmo morando em um país de terceiro mundo eu uso constantemente conexão por celular aonde quer que eu vá. Eu tiro a exibição de imagens do browser e até que a conta não sai muito salgada: falar no telefone é sempre muito mais caro, mesmo que por muito menos tempo do que as navegações (pela operadora Claro, cujo acesso a Internet é mais barato que Tim e Vivo). Pra mim o uso dessas aplicações offline vai ser abandonado rapidamente, mas é um bom chamariz, uma boa forma de encorajar empresas e pessoas a utilizarem mais essas aplicações, por uma simples questão de todos estarem mais acostumados com as aplicações offline. Se trata muito mais de cultura do que de necessidade real. Na medida em que essas pessoas se acostumarem com essas aplicações híbridas, vão em pouco tempo se ver utilizando apenas o online, adquirindo conexões sem fio, e esquecendo o recurso extra.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Vendas de laptops no Brasil refletem emagrecimento do PC

Segundo recentes notícias, a venda de laptops no Brasil cresceu 96% em 2006 (!!!). Pra mim a primeira coisa que isso mostra é o quanto o mercado de laptop no Brasil era reprimido: todo mundo sempre quis ter um, mas sempre foi caro demais.

Mas porque ficou mais barato? Os programas de incentivo do governo que eu saiba nem sequer cobriam computadores caros como os laptops em 2006. Na minha opinião o que fez o laptop ficar mais acessível foi a diminuição nos requisitos de hardware. Não vi ainda ninguém reconhecendo este fenômeno, mas pare pra pensar: há quanto tempo estamos satisfeitos com HDs de 80GB? Nunca na história do PC os requisitos básicos para um uso confortável dos sistemas ficou tão estagnado. Então o que está ocorrendo na minha opinião é que as pessoas estão se contentando mais com laptops menos poderosos, aqueles que custam por volta de 2.500 reais nas lojas. E eu já havia previsto anteriormente esse "emagrecimento do PC", que é causado nada mais nada menos que pela tal da Web 2.0. As pessoas não estão mais se importanto tanto com firulas novas no Windows ou Office. Nessa transição do software desktop para o ambiente Web, o que interessa mesmo é rodar bem o browser e tudo o que está dentro dele. O browser é o software que está nas telas da maioria das pessoas na maioria do tempo, e o que está atrás dele é cada vez menos relevante. Some isso ao fato de que a Internet ainda é um tanto lenta, e hoje em dia a velocidade de conexão é mais importante do que a velocidade do processador do computador. Do que adianta ter um processador super veloz se essa velocidade não fará a menor diferença quando se estiver navegando na Web? Não estou querendo dizer que o hardware não vai avançar mais, mas acredito muito que com o tempo não precisaremos mais de torres cheias de ventiladores e HDs barulhentos nas mesas de nossas casas, e coisas como as memórias flash, que são muito caras se comparadas a HDs, se tornarão viáveis pelo simples fato de que não se precisará de quantidades enormes de memória, pois instalamos cada vez menos software. Imagine por exemplo se o Google Earth só estivesse disponível em versão offline... são terabytes de memória.

terça-feira, 20 de março de 2007

Quanto ao "mal negócio" da compra do YouTube

Muitos tem perguntado por aí se a compra do YouTube pela Google foi um "mal negócio". O que ocorre é que, com a compra do YouTube, a Google evita um possível futuro concorrente em potencial, dado o sucesso do serviço. A Google comprou a dominação do mercado de vídeo na Internet, e não exatamente o lucro que o serviço gera. Ela irá agregar o YouTube a outros produtos dela, como já faz por exemplo no Orkut, que agora tem uma aba "vídeos" no perfil do usuário.

O possível problema que eu vejo nisso é que a informática nunca para de mudar, então hoje é YouTube e amanhã pode ser, por exemplo, o Second Life. Será que a Google vai ter dinheiro suficiente para sempre ficar apenas comprando os outros? Se você acompanhar a história da Microsoft verá que a gigante do software em pacote não fez muitas aquisições monstruosas. Na maioria das vezes a Microsoft lançou a versão dela (copiando tudo o que tinha no concorrente) e, usando os mecanismos de dominação que já dispunha, como por exemplo o monopólio dos sistemas operacionais, fez todo mundo comprar o produto dela, derrubando o concorrente.

Talvez de fato tivesse sido melhor a Google simplesmente melhorar o Google Vídeo, copiando tudo de bom que o YouTube oferecia, além de compatibilizar seus outros produtos com o Google Vídeo. Com o tempo talvez a popularidade e a grana a mais da Google para investir numa melhor infraestrutura possibilitassem ultrapassar o YouTube. Por outro lado é bem verdade que a Google enfrenta uma forte concorrencia da Yahoo, que teria deixado a Google em maus lençóis se tivesse ela comprado o YouTube.

Enfim, pra mim é bastante claro que o YouTube não precisa "se pagar" com lucros para ter sido "um bom negócio". Tudo depende da tranquilidade da Google em gastar aquela quantidade de dinheiro. Segundo recentes notícias o CEO da Google afirmou que "não sabe mais aonde investir o dinheiro da Google", então parece que eles não tem problemas com isso.