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quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

E depois da Web 2.0?

A tal da "Web 2.0" mal começou e eu já estou apostando fichas na interface que virá depois, que estou cada vez mais certo de que será mesmo o 3D. Alias a alavanca será justamente a Web 2.0 e toda a sua natureza colaborativa. Hoje temos por exemplo softwares de edição de documentos colaborativos, aonde o que um usuário digita é quase que instantaneamente visto por outro usuário, como no caso por exemplo do Google Docs. Essas coisas mal começaram a serem usadas de verdade, mas talvez seja até mais fácil elas "darem certo" se isso for feito em um mundo virtual em 3D, aonde você "vê" esses usuários que estão colaborando com você em um mesmo projeto. Ocorre que quando você edita um texto de maneira colaborativa sem ver a pessoa, as letras aparecem "magicamente" na tela enquanto alguém do outro lado digita, dando a impressão de que estão "vindo do além". A sensação é um bocado estranha, além de ser difícil saber quem exatamente está digitando, já que podem ser vários colaboradores ao mesmo tempo. O caminho evolutivo das interfaces sempre foi tornar as coisas cada vez mais intuitivas para os usuários. E isso se consegue imitando cada vez mais o mundo real, como aconteceu na transição do ambiente texto para um aonde haviam ícones simulando uma mesa de escritório, o famoso desktop gráfico. Isso funcionou muito bem enquanto os computadores eram isolados ou conectados em uma rede local, mas quando o mundo inteiro começa a compartilhar a mesma rede de computadores, o "ambiente computacional" se torna um só, porém as pessoas estão fisicamente distantes. Daí surge a necessidade de unir essas pessoas de uma outra maneira, e para isso nada melhor que o mundo virtual em 3D.

A Linden Labs está atualmente desenvolvendo recursos que permitirão navegar na Web "de dentro" do mundo virtual do Second Life. Este provavelmente se mostrará com o tempo o recurso mais importante já adicionado ao Second Life. Vou explicar o porquê.

Ora, com o crescente uso do Second Life para unir virtualmente pessoas "a negócios", crescerá a necessidade de desenvolvimento de aplicações para Second Life, tal como por exemplo um software de apresentação do tipo PowerPoint que rode dentro do ambiente virtual, para a realização de palestras virtuais.

Uma das maneiras de se fazer uma aplicação completa para SecondLife seria desenvolvendo um complexo "Objeto 3D" com toda a funcionalidade necessária. No caso de um "PowerPoint para SecondLife" esse objeto poderia ser algo parecido com o display virtual oferecido pela Reuters em sua ilha no SL, que se trata de uma espécie de telão que pode ser criado no chão do mundo virtual pelo usuário, para ver as últimas notícias desta conceituada agência. Isso provavelmente vai acontecer no futuro um pouco mais distante, mas, porque não aproveitar as aplicações já existentes na Web 2.0 para apresentações, como o Zoho Show? Basta criar um objeto para navegação na Web e pronto. Qualquer coisa que rode na muito mais popular Web rodará também no SecondLife, e utilizando os recursos dos respectivos sites. Será uma ótima transição para este novo mundo, permitindo navegar colaborativamente na Web da forma mais intuitiva possível até o momento. A Web estará para o SecondLife assim como o DOS estava para o Windows no início dos anos 90.

Eu "previ" isso em 2002, e tenho cada vez mais convicção de que realmente ocorrerá: o óculos de realidade virtual em breve vai se tornar tão essencial quanto o mouse.

Só o que me preocupa é que por enquanto este "browser 3D", cujos servidores são de arquitetura fechada, está nas mãos de uma única empresa, a Linden Labs.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Second Life vai ter conversa por voz

É o que diz o vice-presidente de tecnologia da Linden Labs, segundo artigo da Reuters. Segundo ele bastará se aproximar de um outro avatar e começar a conversar com ele usando o microfone. Ao se aproximar de um grupo grande de pessoas se ouvirá as várias vozes, cada uma vinda de sua respectiva localização no espaço 3D. Por incrível que pareça eu já havia utilizado algo assim nos primórdios da Internet comercial em 1996, com um tal de "Onlive Traveler", que fechou suas portas provavelmente por ter sido muito a frente de seu tempo. Alias eis aí mais uma tecnologia "do futuro" que já tem precursores desde muitos anos atrás. Provavelmente o mundo virtual em 3D vai ser a "Web 3.0", ou outro nome qualquer.

Resposta ao texto do Alex Hubner sobre Web 2.0

Em seu texto "Web 2.0 é uma revolução? Então me deixem criticar", ele expõe sua discordância em relação aqueles que, como eu, defendem a Web 2.0.

Na minha opinião é sempre bom haverem vários pontos de vista em tudo na vida, e por isso eu vejo como extremamente positivo ele expor sua crítica. Espero que ele não se incomode de eu fazer o mesmo.

Vamos lá! Entre aspas estão trechos do texto escrito por ele.

"Em minha opinião, os especialistas da Web 2.0 estão para a internet como os criacionistas estão para a ciência. Por mais óbvio que seja o fato das coisas simplesmente evoluírem, natural e continuamente, prevalecendo o que funciona em detrimento do que não funciona (tal como Darwin teorizou), os especialistas da Web 2.0 entendem que as coisas só existem depois de terem sido criadas, inventadas, nomeadas e, principalmente, propagandeadas."

A Web 2.0 é como as eras de evolução: "Idade da pedra" = terminais burros ligados ao mainframe, "Idade primitiva" = micros de 8 bits, "Idade média" = PC desktop, "Idade moderna" = Web 2.0. É justamente evolução e não revolução, mas se comparar uma era com a outra verá que a diferença entre elas no fim das contas é radical.

"Inteligência é sinônimo de qualidade, não de quantidade. Os exemplos de "inteligência coletiva" da Web 2.0 são baseados em quantidade (com raras exceções). Sites como Digg.com geram "inteligência" pelo maior ou menor número de "diggs"/cliques num link. Isso é inteligência? O que se gera aí é simplesmente volume, não inteligência."

Pra mim quantidade é inteligencia sim. Hitler era extremamente inteligente, mas por estar acima de todos utilizou essa inteligencia para o mal. Uma das provas de que mil cabeças pensam melhor que uma é a Wikipedia. Somente através da participação de todos é possível se ter o nível de imparcialidade que se tem na Internet hoje. Saímos do semi-monopólio de uma Rede Globo para opiniões as mais diversas possíveis através da Internet, e isso não tem preço. Se a Web 2.0 vem a contribuir para melhorar isso ainda mais, é muito bem vinda. O que a Web 2.0 faz é sintetizar toda essa diversidade em um bom senso comum, ou seja, a quantidade vira qualidade. Ninguem sabe tudo ao mesmo tempo, mas o computador é capaz de juntar o conhecimento específico de cada um em uma resposta só, e ela pela lógica tende a ser a melhor resposta possível.

Agora, uma coisa é você discutir se "isso é novo ou não", o que pra mim é irrelevante, outra é discutir se "é bom ou ruim". Quando você discute se é bom ou ruim mostra que reconhece que essa Web 2.0 não é um zero a esquerda, ela é alguma coisa, e pra mim é uma boa coisa. Aí acho que vai mais para o lado da ideologia da pessoa mesmo. E eu pessoalmente sou ferrenho defensor da democracia.

"Coisas feitas por poucos" também são passíveis de "fraudes" ou imprecisões como mostrou uma pesquisa que comparou a Wikipedia com a Enciclopédia Britannica, e eu pessoalmente acho que pela democracia que a Internet hoje representa vale pagar por alguma ou outra imprecisão dos resultados que esse coletivo retorna. Sim, isso mesmo, eu prefiro a imparcialidade da anarquia de opiniões do que uma alegada "precisão" da opinião de poucos. Vai de cada um.

Veja que foi através de recursos desenvolvidos na "era da Web 2.0", como o Digg brasileiro, que eu cheguei até o seu texto específico, escrito exclusivamente por você, portanto nem mesmo é totalmente correto dizer que a Web 2.0 retorna apenas respostas coletivas. As chances de as pessoas chegarem também no meu texto através dos mesmos métodos é enorme, e assim elas vão ler ambos os textos, o meu e o seu, e é indiscutível que isso é o ideal: que as pessoas leiam ambas as opiniões e tirem suas próprias conclusões.

"No editorial de 30/12/06 do Diário de Notícias (português) podemos ler: "a tão exaltada Web 2.0 é, de um ponto de vista meramente quantitativo, um amontoado de lixo." Eu concordo plenamente. Para poder falar em "inteligência coletiva", a Web 2.0 precisa ainda comer muito arroz e feijão, pois qualquer coisa que se aproxime de "democracia" não é sinônimo de inteligência, vide nossos políticos."

Esse pessoal da imprensa, meu caro, morre de medo da Internet, que está tirando a faca e o queijo das mãos deles, e isso é bom. A democracia pode sim não funcionar tão bem, mas me diz: quando que a ditadura foi melhor? É claro que os detentores do monopólio da informação de outrora vão por algum tempo tentar denegrir a nova tendência, até o dia em que não houver mais saída, e aí restará se juntar a ela.

" A Amazon também já sugeria produtos correlatos ("pessoas que compram este CD também compram…") como forma de monetizar ainda mais a operação. Em 1998 o Yahoo! lançava o MyYahoo!, permitindo que a página de entrada do site fosse customizada e personalizada (com notícias, cores e afins) individualmente."

E foram estes os sites que sobreviveram inclusive ao estouro da bolha, não foi? Enquanto que a AOL que tinha aquela cultura de "conteúdo exclusivo" foi ficando para trás, graças a deus. Eu acho irrelevante que muitas das idéias já existissem antes. O que importa é que se identificou que dali (quando começou a onda da Web 2.0) em diante a rede não seria mais dominada por AOLs, mas sim por Amazons. É como alguem que na idade média teve a idéia de abolir os escravos, embora isso só tenha vindo a se tornar realidade séculos depois.

Se você quiser pode chamar a Web 2.0 de mera "consolidação de boas antigas idéias", que diferença faz? O que importa é que a cara da Internet mudou muito de antes de 1995 pra depois, e de 1998 para hoje, e eu não vejo o menor problema em usar um rótulo para facilitar a identificação dessas "eras".

Enfim, pra mim você tá discutindo o sexo dos anjos. Tudo tem precursores e tem consolidação. A consolidação daquilo que se pregava sempre vem muito depois, e se não se inventar termos para idenficação das diferentes gerações de tendencias evolutivas tecnológicas -que sejam-, ela passa desapercebida. A mudança "aconteceu", isso é fato, não importa quando e onde ela "começou". O que antes era apenas tendência identificada por poucos passou a ser vigente, de conhecimento de todos. Se você quer ampliar o conhecimento das pessoas citando quem foram os responsáveis originais, quem foram os precursores, isso é muito bom, adiciona informação, mas de forma nenhuma desmerece o desenrolar que isso proporcionou.

"Que se dane o termo (ele malandramente já nem faz tanta questão de defendê-lo), o que importa são as idéias, o que importa são as pessoas… Lindo, mas tão vago e subjetivo como dizer que a "individualidade é algo muito pessoal"…"

Sim, o que importa são as idéias e as pessoas, e acho que no fundo no fundo isso é assim pra você também. Pelo que disse em seu texto, você dá a entender que "não vai muito com a cara" da democracia, do coletivismo, e isso é ideologia pura. Ao reclamar do coletivismo você expõe, repito, sua fé de que "algo realmente mudou", mas apenas parece não gostar muito da mudança. Só o que eu posso dizer é que eu não compartilho da mesma idéia que você. Eu gosto de democracia, gosto de quantidade de cabeças pensantes e falantes, e gosto do aspecto coletivista da Web 2.0.

"Continue fazendo seu website, suas aplicações, seus mashups, seja lá o que for sem se preocupar com a meme, a hype e todo o alvoroço (incluindo consultores e gurus paraquedistas) da Web 2.0. Continue fazendo-os com qualidade e com inteligência, melhorando-os sempre que possível. As regras do bom senso nunca tiveram uma versão 2.0. Pense nisso."

Direito de quem quiser agir assim. Eu prefiro o bom senso sintetizado de mil cabeças pensantes, e é nesse rumo que eu pretendo seguir, o que também é direito de quem assim preferir seguir.  Mas tem um detalhe: De qualquer forma certas coisas vão acontecer quer alguem goste ou não. Eu vivi muito isso na transição do DOS para o Windows. Ouvia naquela época muitas críticas a respeito. Eles diziam "ah, eu já fazia isso perfeitamente dentro do DOS. Pra que preciso dessa mera interface mais bonitinha porém lenta, instável e bla bla bla?". Não demorou muito e todos eles tiveram que se adequar. Eu por sorte gostei e advoquei por essa transição na época, pois bem antes eu já tinha profunda paixão por interfaces gráficas. Ainda bem que aparentemente isso está se repetindo em relação à tão bem vinda Web 2.0... 

domingo, 14 de janeiro de 2007

Minha galeria de fotos do Second Life


Tirar fotos de paisagem em um mundo virtual não tem tanta diferença para fazer o mesmo no mundo real. A busca pela melhor composição ocorre de maneira semelhante. De fato eu realmente aproveito minhas navegadas no Second Life para também praticar um pouco de fotografia. Alias eu diria que se eu tenho alguma facilidade para fotografar é graças a paixão que sempre tive pela composição de imagens na tela do computador. Essas construções virtuais são desenhadas pelos milhares de "residentes" do Second Life, portanto isso tudo também é arte.

http://picasaweb.google.com.br/mugnatto/SecondLife

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

O dilema da Apple

Como escrevi anteriormente, hoje em dia um celular não muito caro substitui com vantagens um player de MP3 que só toca MP3. Basta comprar um cartão de memória. A Apple pelo jeito percebeu isso e resolveu lançar um celular dela. No entanto se ela lançasse apenas "mais um celular" não ia fazer frente a um mercado já saturado, e o resultado é o anúncio de algo realmente inovador, o iPhone. O problema é que além de pagar 500 dólares, o usuário tem que assinar um plano de fidelidade de 2 anos com a operadora de celular, sendo que, segundo as notícias, mesmo nos EUA o mercado para celulares tão caros é muito pequeno. Meu senso me manda apostar que a empresa vai ser passada para trás no seu produto que se tornou mais popular até hoje, o player de MP3.

De qualquer forma é interessante o fato de que a empresa, que é a responsável pela popularização do PC através do Apple 2, tirou a palavra "Computer" de seu nome. "Apple Computer Inc." passa a ser "Apple Inc.", o que para mim é um sinal dos tempos em que o computador está deixando de ser feito para "nerds" e se tornando algo mais popular, graças ao advento da Internet cormercial. Não se trata apenas de aproveitar outros nichos de mercado. Em breve eu aposto que não haverá mais espaço para as CPUs cheias de HDs e ventiladores que utilizamos hoje.

A questão é qual formato deverá substituir o PC: UMPCs? iPhones? Videogames? Web-TVs? As opções são muitas. Talvez todos estes juntos decretem a morte do "PC com gabinete". Só o que eu não acredito é que a complexidade das instalações e manutenção de grandes softwares será para sempre. A palavra de ordem no "lado cliente" é simplicidade. Os nerds obviamente continuarão no outro lado da coisa, provendo essas facilidades para os usuários.
 
Enfim, pra variar a Apple tem a visão correta do caminho certo em relação a hardware, mas tende a continuar sendo no máximo "coisa para poucos". Paradoxal, mas é o jeito Apple de ser.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Meu dia foi bastante agitado, embora eu não tenha saído do lugar...

Foto que tirei no SecondLife
Hoje não fiquei parado. Fui passear para ver paisagens até então desconhecidas, em um lugar até então desconhecido por mim, embora eu já tivesse ouvido falar várias vezes de lá. Após uma longa espera, eu estava no centro da cidade, que estava lotado de pessoas vagando a toa, que pareciam se dedicar a jogar conversa fora umas com as outras. Achei o ambiente bastante familiar pois já tinha visto algo parecido anteriormente, em um lugar também estranho chamado AlphaWorld. Rumei para os morros que rodeavam o local, que eram bem vazios, mas logo avistei os prédios e as casas do outro lado. Devido as minhas experiências em AlphaWorld, eu estava meio cético. Será que a única coisa que terei para fazer por aqui vai ser caminhar e conversar com as pessoas que passam? Ah, como isso era enjoativo. Foi quando descobri que aquela nova cidade oferecia outras oportunidades para se distrair. Encontrei uma banheira de hidromassagem ao ar livre, pública e gratuita. Engraçado como me senti realmente relaxado com aquelas bolhas fazendo barulho a minha volta e a fumaça da água quente subindo, embora meu corpo não tenha sentido nenhuma mudança climática. Aí continuei meu passeio em um shopping que estava ali por perto, aonde já na entrada tive a oportunidade de pegar um saco de pipocas fresquinhas totalmente de graça. Mas nem tudo são flores. Os preços dos produtos nas lojas do shopping eram ainda mais salgados que a pipoca, que, pra ser sincero, estava totalmente "sem sal". E o pior é que eu fui me aventurar naquele lugar sem nenhum tostão furado no bolso. Vi uma moça em uma escada lavando os vidros de uma das lojas, uma mulher muito bonita por sinal. Alias essa cidade só tem mulher bonita, de corpo perfeito. Tentei conversar com a moça mas ela simplesmente continuou seu trabalho sem dizer uma palavra sequer. Como se tratava de uma cidade muito avançada tecnologicamente, fiquei até imaginando se aquela moça, perfeita e bem vestida demais para estar lavando vidros, não era na verdade um robô sem vida. Passei depois por uma loja de automóveis. Como não tinha nenhum vendedor por perto, ninguém mesmo, resolvi me dar a liberdade de entrar em um dos carros. Fui jogado para longe! O carro parecia ter um mecanismo para repelir automaticamente a tentativa de estranhos entrarem nele. Apesar da tentação de continuar tentando dirigir uma daquelas maravilhas abandonadas, segui para a próxima loja, na verdade uma boate. Ou seria uma espécie de casino? Haviam maquinas de jogos de azar lá dentro, só que de longe eu avistei uma garota dançando. Achei esquisito pois não tinha mais ninguém lá, e a garota parecia estar dando um show para milhares, só que sozinha, em cima de um dos vários estandes giratórios cheios de luzes coloridas. Fiquei observando a performance um pouquinho, já pensando em me aproximar da "mina". Foi quando eu percebi que em cima dos estandes haviam avisos dizendo algo como "paga-se 2,00 por cada 10 minutos dançando". Eu que estava sem nenhum centavo no bolso resolvi entrar na dança, por mais ridículo que fosse. Pois bem, 10 minutos depois eu finalmente tinha 2,00, que não duraram muito, pois obviamente acabei gastando tudo na máquina caça-niqueis. Os carros na loja de automóveis me deixaram intrigado pois não vi nenhum carro nas ruas. Será que alguém ali realmente possuía e dirigia um? E lá fui eu passear novamente pela cidade a procura de respostas, e avistei nada menos que um helicóptero em cima de uma torre bem alta. Havia uma espécie de elevador para subir lá. Bastou apertar um botão e pronto, quase que instantaneamente eu estava bem ao lado do helicóptero. Naquela cidade em que tudo parecia estar disponível para qualquer um chegar e usar, descobri que nem sempre era essa a verdade. E desta vez o dono do helicóptero estava por perto! Ele foi bastante gentil, apesar da minha intenção de brincar com a propriedade dele, e disse: "Eu tenho um modelo que você pode pilotar, desça aqui comigo". E eu desci daquela torre todo empolgado: iria eu por as mãos em uma daquelas máquinas maravilhosas? Bom, a máquina não era tão maravilhosa assim. Era na verdade um aeromodelo, um helicóptero em miniatura. Mas foi extremamente divertido! O camarada me emprestou o controle remoto e aquele pequeno helicóptero de fato voou sob o meu comando em todas as direções. Ali percebi que nem só de caminhadas e papo furado vivia aquele mundo. Agradeci pela experiência proporcionada por aquele estranho e segui em frente. Continuei sem encontrar veículos "de verdade" nas ruas, mas descobri em um parque uma pequena locomotiva que eu pude montar e passear sobre os trilhos. Mais tarde brinquei em cadeiras de balanço, mergulhei em lagos, conheci o interior de um enorme iate, fui a um cinema e assisti alguns filmes, joguei fliperama daqueles "de bolinha", visitei exposições de fotografias, ouvi músicas em um piano de calda automatizado... Ufa! E fui dormir com a certeza de que o Second Life é algo bem mais poderoso que os outros mundos virtuais que eu já conhecia. Essa minha primeira experiência com o software certamente não me mostrou todas as possibilidades, que aparentemente são infinitas, e eis aí o diferencial do produto, o segredo de seu enorme, crescente e merecido sucesso. Eis aí provavelmente o início da concretização de uma das minhas previsões feitas em 2002 (veja no menu do blog), e possivelmente até mesmo o futuro da interface padrão da Internet. Instale já!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Fotos da virada do ano

Eis as fotos que acabei de tirar da virada de ano aqui em Brasília. A do Congresso com as luzes de natal ficou simplesmente uma das fotos mais bonitas que eu já tirei. Ficou parecendo uma base marciana com esse céu nublado, graças a longa exposição de 4 segundos.

Minha forma de dizer feliz ano novo a todos! :-)

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