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terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Meu dia foi bastante agitado, embora eu não tenha saído do lugar...

Foto que tirei no SecondLife
Hoje não fiquei parado. Fui passear para ver paisagens até então desconhecidas, em um lugar até então desconhecido por mim, embora eu já tivesse ouvido falar várias vezes de lá. Após uma longa espera, eu estava no centro da cidade, que estava lotado de pessoas vagando a toa, que pareciam se dedicar a jogar conversa fora umas com as outras. Achei o ambiente bastante familiar pois já tinha visto algo parecido anteriormente, em um lugar também estranho chamado AlphaWorld. Rumei para os morros que rodeavam o local, que eram bem vazios, mas logo avistei os prédios e as casas do outro lado. Devido as minhas experiências em AlphaWorld, eu estava meio cético. Será que a única coisa que terei para fazer por aqui vai ser caminhar e conversar com as pessoas que passam? Ah, como isso era enjoativo. Foi quando descobri que aquela nova cidade oferecia outras oportunidades para se distrair. Encontrei uma banheira de hidromassagem ao ar livre, pública e gratuita. Engraçado como me senti realmente relaxado com aquelas bolhas fazendo barulho a minha volta e a fumaça da água quente subindo, embora meu corpo não tenha sentido nenhuma mudança climática. Aí continuei meu passeio em um shopping que estava ali por perto, aonde já na entrada tive a oportunidade de pegar um saco de pipocas fresquinhas totalmente de graça. Mas nem tudo são flores. Os preços dos produtos nas lojas do shopping eram ainda mais salgados que a pipoca, que, pra ser sincero, estava totalmente "sem sal". E o pior é que eu fui me aventurar naquele lugar sem nenhum tostão furado no bolso. Vi uma moça em uma escada lavando os vidros de uma das lojas, uma mulher muito bonita por sinal. Alias essa cidade só tem mulher bonita, de corpo perfeito. Tentei conversar com a moça mas ela simplesmente continuou seu trabalho sem dizer uma palavra sequer. Como se tratava de uma cidade muito avançada tecnologicamente, fiquei até imaginando se aquela moça, perfeita e bem vestida demais para estar lavando vidros, não era na verdade um robô sem vida. Passei depois por uma loja de automóveis. Como não tinha nenhum vendedor por perto, ninguém mesmo, resolvi me dar a liberdade de entrar em um dos carros. Fui jogado para longe! O carro parecia ter um mecanismo para repelir automaticamente a tentativa de estranhos entrarem nele. Apesar da tentação de continuar tentando dirigir uma daquelas maravilhas abandonadas, segui para a próxima loja, na verdade uma boate. Ou seria uma espécie de casino? Haviam maquinas de jogos de azar lá dentro, só que de longe eu avistei uma garota dançando. Achei esquisito pois não tinha mais ninguém lá, e a garota parecia estar dando um show para milhares, só que sozinha, em cima de um dos vários estandes giratórios cheios de luzes coloridas. Fiquei observando a performance um pouquinho, já pensando em me aproximar da "mina". Foi quando eu percebi que em cima dos estandes haviam avisos dizendo algo como "paga-se 2,00 por cada 10 minutos dançando". Eu que estava sem nenhum centavo no bolso resolvi entrar na dança, por mais ridículo que fosse. Pois bem, 10 minutos depois eu finalmente tinha 2,00, que não duraram muito, pois obviamente acabei gastando tudo na máquina caça-niqueis. Os carros na loja de automóveis me deixaram intrigado pois não vi nenhum carro nas ruas. Será que alguém ali realmente possuía e dirigia um? E lá fui eu passear novamente pela cidade a procura de respostas, e avistei nada menos que um helicóptero em cima de uma torre bem alta. Havia uma espécie de elevador para subir lá. Bastou apertar um botão e pronto, quase que instantaneamente eu estava bem ao lado do helicóptero. Naquela cidade em que tudo parecia estar disponível para qualquer um chegar e usar, descobri que nem sempre era essa a verdade. E desta vez o dono do helicóptero estava por perto! Ele foi bastante gentil, apesar da minha intenção de brincar com a propriedade dele, e disse: "Eu tenho um modelo que você pode pilotar, desça aqui comigo". E eu desci daquela torre todo empolgado: iria eu por as mãos em uma daquelas máquinas maravilhosas? Bom, a máquina não era tão maravilhosa assim. Era na verdade um aeromodelo, um helicóptero em miniatura. Mas foi extremamente divertido! O camarada me emprestou o controle remoto e aquele pequeno helicóptero de fato voou sob o meu comando em todas as direções. Ali percebi que nem só de caminhadas e papo furado vivia aquele mundo. Agradeci pela experiência proporcionada por aquele estranho e segui em frente. Continuei sem encontrar veículos "de verdade" nas ruas, mas descobri em um parque uma pequena locomotiva que eu pude montar e passear sobre os trilhos. Mais tarde brinquei em cadeiras de balanço, mergulhei em lagos, conheci o interior de um enorme iate, fui a um cinema e assisti alguns filmes, joguei fliperama daqueles "de bolinha", visitei exposições de fotografias, ouvi músicas em um piano de calda automatizado... Ufa! E fui dormir com a certeza de que o Second Life é algo bem mais poderoso que os outros mundos virtuais que eu já conhecia. Essa minha primeira experiência com o software certamente não me mostrou todas as possibilidades, que aparentemente são infinitas, e eis aí o diferencial do produto, o segredo de seu enorme, crescente e merecido sucesso. Eis aí provavelmente o início da concretização de uma das minhas previsões feitas em 2002 (veja no menu do blog), e possivelmente até mesmo o futuro da interface padrão da Internet. Instale já!

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