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quarta-feira, 21 de março de 2007

Vendas de laptops no Brasil refletem emagrecimento do PC

Segundo recentes notícias, a venda de laptops no Brasil cresceu 96% em 2006 (!!!). Pra mim a primeira coisa que isso mostra é o quanto o mercado de laptop no Brasil era reprimido: todo mundo sempre quis ter um, mas sempre foi caro demais.

Mas porque ficou mais barato? Os programas de incentivo do governo que eu saiba nem sequer cobriam computadores caros como os laptops em 2006. Na minha opinião o que fez o laptop ficar mais acessível foi a diminuição nos requisitos de hardware. Não vi ainda ninguém reconhecendo este fenômeno, mas pare pra pensar: há quanto tempo estamos satisfeitos com HDs de 80GB? Nunca na história do PC os requisitos básicos para um uso confortável dos sistemas ficou tão estagnado. Então o que está ocorrendo na minha opinião é que as pessoas estão se contentando mais com laptops menos poderosos, aqueles que custam por volta de 2.500 reais nas lojas. E eu já havia previsto anteriormente esse "emagrecimento do PC", que é causado nada mais nada menos que pela tal da Web 2.0. As pessoas não estão mais se importanto tanto com firulas novas no Windows ou Office. Nessa transição do software desktop para o ambiente Web, o que interessa mesmo é rodar bem o browser e tudo o que está dentro dele. O browser é o software que está nas telas da maioria das pessoas na maioria do tempo, e o que está atrás dele é cada vez menos relevante. Some isso ao fato de que a Internet ainda é um tanto lenta, e hoje em dia a velocidade de conexão é mais importante do que a velocidade do processador do computador. Do que adianta ter um processador super veloz se essa velocidade não fará a menor diferença quando se estiver navegando na Web? Não estou querendo dizer que o hardware não vai avançar mais, mas acredito muito que com o tempo não precisaremos mais de torres cheias de ventiladores e HDs barulhentos nas mesas de nossas casas, e coisas como as memórias flash, que são muito caras se comparadas a HDs, se tornarão viáveis pelo simples fato de que não se precisará de quantidades enormes de memória, pois instalamos cada vez menos software. Imagine por exemplo se o Google Earth só estivesse disponível em versão offline... são terabytes de memória.

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