Pesquisar este blog

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Meu Dominus Shadow



Rapaz... valeu cada centavo!!! Esse Mustang tunado custa mais de 2300 linden dólares, equivalente a uns 7 dólares, equivalente a mais ou menos uns 15 reais. É engraçado como o valor da moeda em lugares diferentes faz a gente ver as coisas de uma forma diferente em cada lugar. 2300 lindens dentro do Second Life realmente é uma boa grana, mas o que são 15 reais no mundo real? É bem verdade que para "coisas virtuais" a gente não se vê gastando muita coisa, mas eu repito que ter comprado este carro para Second Life valeu mais a pena do que eu imaginava. O seu criador deve ter tido muuuito trabalho refinando o mesmo. Ele permite uma troca de marchas que vai desde "velocidade para estacionamento" até "velocidade para voar baixo" (termos inventados por mim), além de possibilitar voar de fato, no modo "hover". Tudo com animações muito interessantes, como fumaça saindo dos pneus, propulsores a jato aparecendo atrás do carro e golpes empinando o carro quando se parte velozmente do nada. As combinações de configuração são quase infinitas. Você muda as cores do carro, muda as rodas, muda o brilho da lataria, escurece os vidros, liga ou desliga os faróis com efeito esfumaçado de luz, sobe ou desce o teto, acrescenta "spoilers", e outros.

Mas o mais interessante talvez seja o lado social de passear com um carro desses. As pessoas não param de olhar e subir no seu "muscle car". Se você não é um "playboy" na vida real, pode ao menos experimentar a sensação no mundo virtual. Garantido! E se subir no seu carro alguém que você não goste, basta usar a opção "Eject", escolher o avatar desejado, e jogar o chato pra longe!

Outro recurso muito legal é o modo "Cruise", que mantém o carro acelerado automaticamente sem precisar apertar a seta para frente do teclado, ótimo para conversar com os "caronas" enquanto passeia.

Dois "HUDs" acompanham o produto, um que permite ativar diversos acessórios do carro enquanto dirige (não é bem um HUD), e outro que exibe a velocidade atual do carro com mostrador analógico e tudo, além de conter alguns comandos clicáveis.

Pra quem se preocupa com a dirigibilidade, que é um grande problema no Second Life pois acaba-se batendo em tudo pela frente, basta deixar o carro na segunda marcha quando houverem curvas, na terceira numa reta longa, e na primeira quando for realizar manobras no estacionamento. Desse modo só a gata de biquini e cheia de brilhos ao seu lado poderá fazer com que você saia da pista, por distração...

segunda-feira, 23 de abril de 2007

25 anos de uma lenda viva

O computador que mais mexeu comigo ainda na minha pré-adolescência foi sem dúvidas o Sinclair ZX Spectrum, originário da Inglaterra, cujo clone no Brasil era o TK90X, da Microdigital. Endereçamento de 8 bits, resolução gráfica de 256x192 pixels com 8 cores, memória RAM de 48Kbytes, usando a televisão comum como "monitor" e gravador de fitas K7 para carregar os programas. Além de aprender a programar computadores, foi graças a esse micro também que eu aprendi o inglês que me permite "me virar" em viagens e pela Internet, já que todos os meses eu comprava revistas inglesas como Your Sinclair, Crash e Your Spectrum, que eu lia sempre acompanhadas de um dicionário. O Spectrum sempre viverá no meu coração, e estou atrás de um no Mercado Livre para ter como "troféu". Eu inclusive era "inimigo" dos MSX, micro da moda na época, pois realmente era fanático pelo meu "Speccy" e não tinha pra mais ninguém. Realmente essa maquininha capaz de tocar tantos corações (basta pesquisar na Internet) merece os parabéns pelos 25 anos de seu lançamento, e certamente não é a toa que eu termino esse texto com lágrimas nos olhos. Como alguém disse no Slashdot "eu não estaria sentado nesta mesa hoje trabalhando com tecnologia se não fosse essa pequena máquina de teclas emborrachadas". Obrigado Spectrum!!!

http://www2.b3ta.com/heyhey16k/ (clip que fizeram em sua homenagem) 

segunda-feira, 16 de abril de 2007

A corrida do ouro nas terras virtuais

Agora é a Atari, a empresa que trouxe o videogame para o mundo (embora não tenha sido exatamente a inventora), que anunciou seus planos de lançar um mundo virtual em 3D. Também disputam o mercado Sony, Viacom e mais meia duzia de startups que já perceberam que este é o futuro. Trata-se de uma questão de lógica. A realidade virtual é a interface mais intuitiva. Pode não agradar muitos dos geeks inicialmente, mas o que eles tem que perceber é que a informática já passou da época em que era coisa para poucos. O computador desde sempre seguiu um caminho só: se tornar um produto para as massas, um produto pop. E o pop não poupa ninguém. Já entre as empresas que estão lançando conteúdo no Second Life, o mais recente anúncio é da Coca Cola, que promete uma entrada triunfal no mundo virtual, consolidando o Second Life como um software que não é mero bate-papo 3D e nem um mero videogame. 

Governo chinês com ciúme dos mundos virtuais?

A China pretende restringir o tempo de uso de jogos online, que estão fazendo um sucesso gigantesco por lá. A cada 15 minutos mensagens avisando que o jogador "está jogando demais" aparecerão, e após 5 horas de jogo o score será zerado sem chance de pontuar mais. O motivo seria uma questão  de saúde, e a medida vale apenas para menores de 18 anos. Como se saberá que o jogador tem menos de 18 anos? Aí que está o problema. Segundo as notícias os jogadores serão obrigados a fornecer suas identidades verdadeiras para poder jogar online na China. E é aí que entra a minha desconfiança de que "o problema é mais embaixo". Não estariam eles preocupados com o fenômeno Anshe Chung, a chinesa que ganhou 1 milhão no Second Life, e que domina o mundo virtual por aquelas bandas? Ora, um mundo virtual com sua própria moeda e poder provavelmente não agrada governos, principalmente os mais totalitários. Não será de se assustar que eles queiram controlar o máximo que puderem. A China provavelmente se aproveita do fato de muitos ainda considerarem o Second Life um "joguinho", uma "perda de tempo", para impor sua mão de ferro sob a desculpa de "proteger as crianças". 

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Adsense: Eu preferia receber em Linden dólares

Não sei porque a Google não compra logo o Second Life. Já imaginou receber os minguados pagamentos do adsense em L$? Aí sim iria valer a pena! Alguns por aí dizem que "vivem de blog", mas pelo menos eu estou muito longe disso. Só que a micharia que o adsense paga seria diversão garantida no Second Life, já que o Linden dólar vale muito menos que o dólar real. A Google dominaria o mundo sendo dona de sua própria moeda, que é uma das metas desenhadas no famoso "Google masterplan" que circulou pelos blogs por aí, unindo o útil ao agradável, e nem precisaria enviar cheques para quem optasse pela moeda virtual.

E por falar em Second Life adorei o novo search de objetos a venda (http://search.sheeplabs.com/) que puzeram no ar. Era isso que tava faltando pra não precisarmos ficar voando de um lado para outro a procura de bons objetos baratos. Aquela chinesa milionária reclamou não sei porque. Trata-se de propaganda gratuita de itens a venda.  

quarta-feira, 11 de abril de 2007

A luz lá de casa cai mais que o Google

Tava lendo um texto na Undergoogle que ao menos serve de um alívio para o mundo da Web 2.0, pra compensar a notícia que postei anteriormente: o Google ficou no total apenas 7 minutos fora do ar desde o início deste ano, atrás da Yahoo que não teve nenhum "downtime" este ano. Enquanto isso a eletricidade lá em casa já caiu várias vezes e inclusive teve um dia que fiquei uma tarde inteira sem luz... Ou seja, nem com software offline...

Mas enfim... essa discussão na verdade é desnecessária  pois o software online vai acontecer quer se queira ou não.  

terça-feira, 10 de abril de 2007

Google imitando Yahoo? Mal negócio...

Yahoo e Google resolveram oferecer contas de email gratuitas com espaço ilimitado, mas alguns usuários estão pagando um preço: Contas em ambos os serviços estão sendo apagadas sem alarde, aquelas contas que as empresas dizem que são "suspeitas de spam". O problema é que tem gente que manda muito email sem ser spam e que tá sendo vítima dessa política. Estão sujando com a imagem da Web 2.0: Qual a segurança dos dados online se essas empresas podem de repente apagá-los sem aviso? Da Yahoo eu pessoalmente já esperava esse tipo de coisa, pois eles são chatos assim há muito tempo, mas fica aí a minha decepção e um ponto a menos para a Google.

Ah, e outro dia li alguem perguntando: "é A Google ou O Google?". Ora, depende: Você quer se referir AO search ou À companhia? O que ocorre é que A Google por muito tempo foi apenas UM search. Hoje é UMA empresa que pretende aproveitar todos os nichos de mercado da Internet.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Alguém acredita que música sem DRM vai "vender mais"?

A Apple anunciou junto com a EMI que vai vender músicas sem DRM, a proteção contra cópias que impede o uso livre das músicas compradas. Isso ocorreu pouco depois de o Steve Jobs discursar em público defendendo o fim do DRM, algo que deu muito o que falar na mídia. Muitos adoram ter uma visão de "revolucionário" de Jobs, mas é óbvio que ele fez esse discurso já sabendo que estava em negociações com a EMI para lançar músicas sem DRM. Aposto como não foi nada além de uma campanha de marketing. Um detalhe é que as músicas continuarão no formato AAC e por isso a Apple não tem tanto a perder. Além de o iPod já dominar o mercado, são poucos os players de terceiros que tocam AAC, e a maioria dos usuários tem dificuldades em converter as músicas para outros formatos. Já a indústria fonográfica, no meu ver ela sabe que o fim da venda de trilhas musicais está próximo, sempre soube. Segundo as pesquisas, o crescimento das vendas de músicas em arquivos digitais cresceu em 2006 muito menos do que cresceu em 2005. Ou seja: um mercado que já é ínfimo (o CD ainda representa 85% das vendas) e que não dá lucros satisfatórios por ser um modelo de venda "por música" ao invés de álbum, ainda por cima já está estagnando. Simplesmente as pessoas veem cada vez menos sentido em pagar por um arquivo que é baixado cada vez mais rápido e que ocupa uma porcentagem cada vez menor dos HDs, ou que pode até mesmo ser ouvido por streaming sob demanda com cada vez mais facilidade. As campanhas "terroristas" de por medo nas pessoas com milhares de processos contra fãs da música fazem muita gente comprar CDs ou músicas no iTunes por mais algum tempo, mas essas campanhas impopulares contra seus próprios consumidores potenciais mostram também que a indústria fonográfica está brigando por raspas e restos em um jogo já perdido. No longo prazo essas campanhas não adiantam nada. Basta ver que depois dos sites Web com links diretos para as músicas -que foram derrubados- veio o YouTube e seus clipes, e agora vem o Second Life e suas músicas ambientes tocando ao fundo. Alguem sequer se lembra que o nome disso é pirataria? A facilidade com que as músicas fluem torna inviável esperar que alguem principalmente das novas gerações vá sequer se lembrar que -e já é preciso por entre aspas- "é preciso pagar para ouvir". A indústria chega a cantar uma vitória com o fato de a troca de músicas em redes p2p ter diminuído em 2006, no entanto acho que qualquer um "mais antenado" sabe que os softwares de p2p hoje são considerados lentos e difíceis de usar. O que as pesquisas não conseguem medir é o número de pessoas que agora trocam as músicas através de pendrives ou transferências diretas de player portátil para player portátil, ou mesmo por e-mail. Então essa música sem DRM pra mim soa muito mais como "último suspiro", uma tentativa de ainda "arrancar umas casquinhas", do que alguma esperança real em que a venda de trilhas musicais continue como sempre foi. Eu não acredito que a indústria fonográfica tenha essa ilusão.

Solução? Ora, em nenhum momento da história e em nenhuma cultura a música deixou de existir por ser de graça. A divulgação viral de música pela Internet beneficia as novas bandas e sempre haverá a possibilidade de cobrar por shows ao vivo e cobrar também daqueles que ganham dinheiro com a execução pública das musicas. Eu sinceramente acho que o fim da cobrança pelo uso pessoal das trilhas musicais por consumidores finais fará falta apenas aos artistas já acostumados com este antigo modelo.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Como será o amanhã do Second Life?

Seguindo minha mania de tentar prever o futuro, aí vão algumas coisas que eu acho que acontecerão no mundo virtual

- Óculos de VR

O óculos de realidade virtual é uma dessas promessas antigas da ficção científica que demora a "pegar". Chega a ser de se estranhar que com o sucesso enorme dos jogos de primeira pessoa até hoje esse tipo de dispositivo não tenha feito sucesso. Provavelmente o problema é que a tecnologia de display disponível ainda não permitiu fazer um óculos de realidade virtual que de fato convença as pessoas a substituirem o monitor de vídeo, afinal os jogos mais novos mesmo em placas de vídeo parrudas sempre ficam meio lentos nos monitores, imagina você ter que controlar algo com ainda mais resolução gráfica, para tomar toda a visão periférica do usuário, e com dois displays ao mesmo tempo, já que são necessárias duas imagens, uma para cada olho, para fazer o efeito tridimencional. Mas com o Second Life talvez isso seja diferente. O próprio SL é um tanto lento, por precisar buscar dados da Internet ao invés do HD, então talvez um óculos de realidade virtual finalmente dê certo, e por passar a ser utilizado em aplicações sérias dentro do SL, deverá substituir o mouse. Com o tempo os jogos (jogos mesmo) vão se adaptando à nova interface de controle.

- E-books pelo SL

Eu acredito já a algum tempo que o papel eletrônico em substituição a livros e revistas em papel convencional será uma das maiores revoluções instantâneas da história da informática. Com o Second Life, um dispositivo portátil para leitura agradável de textos com algumas imagens faz ainda mais sentido. Se vê no mundo virtual cada vez mais publicações para leitura na forma de livros virtuais que mudam de página clicando sobre eles. Os livros dentro do SL podem ser lidos chegando-se bem perto deles ou utilizando-os no modo HUD (heads up display). Veja que  a leitura não é nem de longe tão confortável quanto um livro de papel de verdade. Com um leitor de livros eletrônicos físico, essas publicações poderão ser transferidas diretamente do mundo virtual para o dispositivo, permitindo uma leitura mais tranquila, e resolvendo o problema do SL quanto a publicação escrita, que acaba por ser até mesmo menos conveniente que a leitura na Web. Como exemplificado também em relação ao óculos de realidade virtual, a necessidade de integração entre o mundo virtual e dispositivos do mundo real só aumentará, e a Linden Lab ou terceiros provavelmente possibilitação a integração direta entre o cliente do Second Life e esses diversos dispositivos.

- Browser rodando aplicações WEB 2.0

A Linden Lab já anuncia há um bom tempo o desenvolvimento de um browser para o mundo virtual baseado no Firefox. Talvez a demora seja porque a Linden teme pelo que poderá acontecer se esse browser puder ser aplicado na superfície dos prims: Já que o envio de imagens para o mundo virtual é pago (10 L$ por imagem), as pessoas começariam a utilizar browsers como textura para os objetos, desperdiçando banda e não pagando por imagens. Mas só o que eu tenho a dizer é que essa integração com a Web será algo que irá revolucionar totalmente o Second Life, e portanto a Linden não pode deixar de fazer isso o mais rápido possível. As possibilidades do uso dos brosers dentro do mundo virtual são infinitas. Todos os sites se tornarão colaborativos, podendo haver coisas como navegação colaborativa e uso de aplicações Web 2.0 colaborativo. Será uma poderosa transição entre os dois mundos.

- Mame do futuro

Em tecnologia, eu sempre gostei de viajar lá do passado até bem distante no futuro, até porque lembrar dos acontecimentos do passado é uma excelente maneira de tentar prever o futuro. Com meus 34 anos de idade e mais de 20 de informática, curto muito nostalgias tecnológicas, e recentemente adquiri um CP200 pelo Mercado Livre, que foi meu primeiro computador e que mantenho como um "troféu" numa estante aqui em casa. Na minha infância eu também jogava muito fliperama, e por esse motivo de vez em quando eu adoro brincar com o MAME, emulador de ROMs de jogos de fliperama, principalmente os mais antigos. Hoje em dia a molecada se liga mais é em lan-houses, mas uma das características do mundo dos fliperamas nos anos 80 era aquele ambiente cheio de beeps misturados e musiquinhas parecidas com celulares monofônicos tocando ao fundo. Me parece óbvio que vou poder reviver aqueles saudosos tempos com um fliperama virtual em breve, quando o Linden Script se tornar veloz o bastante e for possível emular máquinas dentro do mundo virtual. Eu imagino isso: um fliperama completo no SL com as várias máquinas, cada uma emitindo seu próprio som, com direito a "olheiros" (aqueles chatos que ficavam vendo você jogar) e tudo. E talvez até tenha que pagar 1 L$ para poder brincar.

- Jogos lançados por empresas de games dentro do SL

Com o sucesso, as outras empresas de software se rendem, e provavelmente jogos de primeira pessoa feitos por empresas de nome começarão a serem lançados "para Second Life". Claro que isso exigirá que primeiro quem estiver controlando o Second Life no futuro (seja a Linden ou usuários, caso os servidores se tornem open source tal qual prometido pela Linden) melhore muita coisa do mundo virtual, como por exemplo possibilite uma execução de scripts mais veloz, maior controle sobre as dinâmicas, etc. Eu imagino simuladores de avião e carros rodando dentro do SL, com controles completos. Mas tudo pode começar com algo mais simples, como por exemplo um "Myst" para Second Life.  

- Lojas com modelos 3D para venda em L$ de produtos reais

A facilidade para se utilizar os linden dólares fará com que empresas comecem a vender produtos reais a preços virtuais, com direito a fazer um "test drive" virtual o mais realista possível antes de pagar.

- Reprodução de cidades reais dentro do SL
    
Sei lá quem vai ser o maluco, mas alguém deverá lançar reproduções detalhadas de cidades reais, com prédios e monumentos nas mesmas proporções e localidades da cidade real, inclusive bairros residenciais, que talvez serão controlados por terceiros, provavelmente moradores dos locais no mundo real. Pra que isso? Ainda não sei ao certo, mas acho que vai acontecer.