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quarta-feira, 30 de maio de 2007

Sobre as novidades

Dei uma olhada no Street View do Google Maps, no Everyscape, nos filmes do Microsoft Surface, nos vídeos da tela flexível da Sony e na nova interface do Google.

O Microsoft Surface não é lá muito novo. Eu já tinha visto um vídeo com o Bill Gates apresentando ele há um bom tempo atrás. Lembro que naquela época eu imediatamente pensei "eis a Microsoft querendo reerguer a importância do hardware grande". Quem lê meus textos sabe que eu aposto no "emagrecimento do PC", tanto a nível de hardware como no sistema operacional, o que imagino não ser interessante para a Microsoft e sua parceira Intel, pois eles querem continuar vendendo softwares que ocupem muitos gigabytes e que portanto são instaláveis ao invés de rodarem pela Web, área que não é bem o grande negócio da Microsoft. Já a Intel provavelmente prefere vender grandes processadores para desktops do que um mercado dominado por pequenos dispositivos aonde a concorrência deve ser maior. De fato esse lançamento da Microsoft vai no lado oposto dessa tendência. Ao invés de diminuir o gabinete, transforma o PC em uma mesa inteira. Obviamente, mesmo que um dia se torne popular, ainda levará mais tempo ainda para uma máquina dessas baixar aquilo que ela roda pela Internet, além de o sistema operacional continuar tendo que ser algo "inchado". Ao preço de 10.000 dólares, penso que talvez se trate mais de um marketing justamente para tentar trazer o gosto pelos grandes desktops de volta a tona do que algo para se popularizar de verdade. O dispositivo é muito interessante por ser extremamente intuitivo, pelo menos pelo que se vê nos vídeos, mas fico pensando se eles vão conseguir popularizar algo assim antes do capacete de realidade virtual, que combinado com softwares como Second Life e talvez luvas de realidade virtual serão provavelmente muito mais intuitivos ainda que a mesa da Microsoft, além de compatíveis com dispositivos pequenos, embora com imagem "virtualmente" "de cinema".

O "Street View" do Google Maps me empolgou quase tanto quanto o lançamento da Microsoft (não se engane, não nego que a mesa é muito interessante), e é algo que já podemos usar agora, sem nem ter que instalar nada (além do Flash player). É possível até usar as setas do teclado para passear em primeira pessoa entre as fotos das cidades enquanto vê simultaneamente sua posição nos mapas. Muito interessante e útil, e supera longe o Everyscape, outra tentativa de navegar entre fotos dos lugares no Google Maps. As famosas fotos em 360 graus perderam grande parte de sua "graça" depois dessa. A Microsoft não quer ficar atrás e seu "3D Earth" também é muito interessante, com prédios com texturas e cheios de detalhes de dar inveja aos modelos em 3D de cidades do Google Earth. É a Microsoft mostrando que não quer abandonar o lado "Home" da computação, embora ela prefira que compremos "Windows Home Servers" e coisas grandes que eu duvido que serão o futuro.

A "tela flexível" da Sony pelo jeito é mesmo uma "tela", e não papel eletrônico, pois emite luz ao invés de refletir. Em breve deveremos ter telas grandes em celulares sem comprometer o tamanho, já que ela poderá ser enrolada para dentro do dispositivo.

Quanto a interface da Google, a empresa faz bem em ser cautelosa e acrescentar recursos aos poucos, já que mesmo assim tem gente que reclama. O search mais usado do mundo conseguiu chegar aonde chegou apostando na leveza da interface, mas agora as bandas largas talvez comecem a fazer as pessoas preferirem ter mais informações na tela. Para se ter uma ideia, aparentemente muita gente já está preferindo usar o iGoogle ao invés do Google tradicional na hora de buscar. A barrinha que a nova interface adiciona me lembrou um pouco a barra de tarefas do Windows, com direito a uma espécie de "botão Start" aonde se pode acessar as demais aplicações Web da Google.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Que tal fazer uma comparação justa?

Estou cansado de ler blogs sobre Second Life e até gente que não gosta do tipo de software reclamando que se trata de um produto muito bugado, muito mal feito, muito lento, isso e aquilo. Será que as pessoas não percebem que todo software sempre tem muito bug, pois isso é inevitável? Será que as pessoas não percebem que não dá pra comparar o Second Life com jogos multiplayer? Ora, os jogos tem seus cenários, avatares, texturas, objetos, tudo gravado no HD do computador, apenas enviando e recebendo coordenadas de outros jogadores pela rede, enquanto que o Second Life carrega TUDO ISSO e mais um pouco pela Internet. É uma diferença gigantesca. E é só comparar com softwares similares ao Second Life, inclusive alguns já há muito mais tempo no mercado, como o Active Worlds. Fazendo-se uma comparação realmente justa como essa, as pessoas logo verão que o Second Life na verdade é o melhor deles. Por incrível que pareça até hoje tem gente que acredita também, por exemplo, que software da Microsoft é "mais bugado que os outros". Sugiro experimentar os outros pra valer, e esse mito vai cair rapidinho. Acredite: o Second Life é na verdade até um "milagre".

sexta-feira, 18 de maio de 2007

E acaba a Brasnet


A primeira pessoa que conheci pela Internet foi o Mauritz. Eu, ele e um outro camarada nos encontramos lá por volta de 1996 após um bate-papo pela rede EfNet, quando a Brasnet ainda nem existia. Me lembro que já naquela época eu tinha uma visão do que viria depois, e lembro que discordei deles falando sobre algumas experiências com bate-papos por voz, vídeo-conferência e em 3D (por incrível que pareça já existia um pré-Second Life naquela época). Mauritz foi taxativo: "ah, prefiro o IRC". heheheh. Claro que o IRC não seria para sempre, num mundo que muda tanto e tão constantemente quanto o da informática, mas obviamente ele foi muito importante na minha entrada para o mundo da Internet. Alias, uma das primeiras coisas que fiz na Internet foi entrar em um canal de IRC. Eu usava uma conta Unix Shell da Universidade de Brasília, sem direito a browsers gráficos nem nada, apenas caracteres sobre a tela preta. Lembro que o primeiro canal que entrei foi por acaso um chamado #mariah. Naquela época eu nem sabia quem era Mariah Carey, acreditem! É que o canal estava em uma lista de canais mais frequentados e eu entrei lá totalmente por acaso. Me perguntaram "Are you a Mariah fan?", e foi assim que tudo começou. Participei do primeiro "IRContro" de usuários brasileiro, cuja foto ilustra este texto. Fui "OP" no canal #brasilia por muito tempo. Tive umas namoradas por lá. Enfim, fez parte da minha vida, mas nunca tive ilusão de que o IRC duraria para sempre. Acho que o IRC continuará sendo muito utilizado como "bate-papo auxiliar", dedicado e embutido em sites como o www.justin.tv, que usa IRC para permitir aos visitantes conversarem enquanto assistem as imagens ao vivo do camarada (vale a pena a visita). Mauritz deixou um comunicado oficial sobre o fim da maior rede de IRC brasileira, criada por ele. Eu se fosse ele compraria uma ilha no Second Life e daria a ela o nome "Ilha Brasnet". heheheh.

Valeu Mauritz!!!! Valeu Brasnet!!!!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Você conhece esse cara?

Se já entrou no Second Life certamente conhece... Pois é... Agora você já pode ter uma estatueta do seu avatar, é o que promete este site. Mas o futuro próximo nos reserva muito mais em gadgets 3D. Em breve as "impressoras 3D" deverão se tornar acessíveis e será possível obter aquela peça quebrada que você não consegue encontrar pra vender. Eu continuarei aguardando também o capacete de realidade virtual e o produtor de cheiros...

Um fenômeno muito curioso começará a acontecer

Que fenômeno curioso é esse? Cada vez mais pessoas que antes gritavam contra a Microsoft começarão a defende-la. Principalmente entre os brasileiros.

Atençao: seguem opiniões polêmicas minhas que tem a ver com a psicologia das pessoas, e que, se incomodarem alguns, deve ser porque estou certo. Portanto esteja preparado antes de ler.

A maioria dos defensores do Linux no Brasil o fazem porque tem medo do que é muito popular. Tem medo do que é muito popular pois tem medo de terem que confessar que não são bem aqueles "gênios que mamãe falou que eles eram". Não entendem tanto de computador assim, e por isso dizem preferir algo que poucos usam, no caso o Linux, pois dessa maneira se transparece menos a falta de conhecimento. Falar daquilo que poucos conhecem e assim se passar por bom entendedor é bem mais fácil do que mostrar isso na prática, fazendo algo a mais que a média em um ambiente que todo mundo já conhece.

Isto posto, pela lógica esse tipo de usuário de computador tende a também ser conservador. Na verdade a maioria das pessoas, mesmo as que não tem nada contra a Microsoft, tem uma tendência a serem conservadoras, pelo menos no nosso país. "Ora, já levei tanto tempo para aprender e me acostumar com X, e agora ter que mudar isso tudo para Y?".

Ocorre que na informática as coisas são assim. Sempre foram assim. E eu dou "graças a deus" por eu saber disso e ter tido desde criança o prazer por inovações tecnológicas, nunca a estagnação. Não é a toa que, de alguém tido por muitos como "defensor fanático da Microsoft" -o que nunca foi verdade- eu passei a escrever apenas textos falando que esta empresa atualmente não está mais com nada. A Microsoft segurou o Internet Explorer 6 durante 5 ou 6 anos, e depois apenas se limitou a incorporar as coisas diferentes que o pobre do Firefox conseguiu criar justamente graças a estagnação no setor dos browsers web. A verdade é que o open source nunca conseguirá acompanhar as grandes empresas, mas pode "chegar nelas" quando estas ficam "dormindo no ponto de propósito", e neste aspecto devemos agradecer muito a existência deste tipo de software.

No sentido inverso seguem muitos dos antigos defensores ferrenhos do Linux. Agora eles simpatizam mais com a gigante do software, justamente porque ela representa conservadorismo, representa tudo continuar como sempre foi, com o desktop e softwares instaláveis em evidência, estado ao qual este tipo de linuxista já se acomodou.

Na verdade o Linux finalmente tem chances de se tornar o padrão, pois é cada vez menos importante o que roda por trás dos browsers (seja browser Web ou, não posso mais deixar de citar, o browser 3D). Como alguns finalmente perceberam ( http://www.dicas-l.com.br/zonadecombate/zonadecombate_20070417.php), o desktop está morto, apenas esqueceram de enterrar. Então se o computador roda Linux, Windows, ou OS/X, tanto faz, é irrelevante.

A Microsoft ainda tem grandes chances nos provedores de conteúdo, que continuarão precisando rodar coisas instaláveis cada vez mais pesadas e comedoras de memórias de HDs, e é aí que o Linux pode de fato fazer tremer as bases da Microsoft em sua "última cruzada", já que ela parece se recusar a encarar o "novo mundo da computação para as massas" da maneira correta, da mesma forma que muitos dos linuxistas também resistem a ele.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Yahoo em queda

Qual o problema da Yahoo? Simples: expulsou seus próprios usuários. Deletou contas da Geocities, regrou demais o Yahoo Answers, deleta contas do Yahoo Mail inativas por muito tempo, dificultou o acesso ao Flickr (pelo menos essas foram as privações que eu próprio senti na pele. Mas acredito que hajam outras), e além disso não aprendeu com a Google que as coisas tem que ser simples, leves e gratuitas. É por isso que a Google cresce mais. Nada do que eu já não estivesse prevendo faz tempo (desde que eles deletaram minha conta de "pioneiro" da Geocities).

Mas continuo avisando para a Google: entre no negócio de mundos virtuais em 3D logo... lembrando alias que o Google Earth não tem nada a ver com isso, é um serviço totalmente diferente e não adianta querer misturar as coisas por enquanto...

Quanto a Microsoft, se reinvente (muito mais ainda) ou esteja relegada a uma fatia de mercado específica. Em ambos os casos ela perde espaço, mas fazer o que?