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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Previsões para 2008

Assim como fiz para 2007, aí vão minhas previsões para 2008:

- O lado sério do Second Life começa a aparecer. Empresas aprendem que no Second Life não é importante apenas "estar lá", mas criar interatividades inovadoras dentro do ambiente virtual. Esse amadurecimento aconteceu com a Web no passado, acontece também com o Second Life.

- Segundo já prometido pela Linden Lab, em 2008 deverá ser finalmente lançado o browser Web aplicável a superfícies de prims (objetos 3D) dentro do Second Life, com a possibilidade de navegação em conjunto com outros participantes do mundo virtual. Esta deverá ser, como já previ antes, uma das novidades mais revolucionárias já surgidas no Second Life, com mil e uma possibilidades.

- Provavemente a Google acabará lançando algo no mesmo sentido do Second Life, talvez integrado ao Google Earth.

- O Eee PC já está fazendo estrondoso sucesso e é a prova viva do emagrecimento do PC, da tendencia à portabilidade da Internet, e da transição para a era aonde a Internet se torna mais importante que o software instalável e que o hardware pesado. Em 2008 serão inúmeros lançamentos de laptops leves e baratos. O Eee PC desktop, também anunciado pela ASUS, provavelmente fará pouco sucesso, evidenciando mais ainda a tendêcia ao distânciamento dos computadores de mesa.

- Continuo apostando muito no leitor portátil de ebook, mais exatamente no papel eletrônico. Será que acontecerá em 2008? Já tem tudo que precisa para acontecer. Só o que falta é lançarem um produto simples e mais barato, acredito eu.

- Os notebooks continuarão sua escalada de adoção em massa e a substituirem os desktops, e veremos cada vez mais pessoas em restaurantes com um notebook em cima da mesa. Será tão comum quanto o celular "tijolão" quando começou a onda do celular.

- A TV Digital do governo deverá se mostrar um fiasco, se é que alguém sequer se lembrará dela.

- A videoconferência via celular será muito pouco utilizada, mais como teste e brincadeira, e quase nunca para conversar de verdade. A tendência que eu vejo é do contrário: as pessoas passarem cada vez mais da voz para, pasmem, o texto. O texto é muito mais eficaz. Texto pode ser gravado, lido e re-lido, conter números e palavras difíceis mas com fácil entendimento, e sem compromisso de resposta imediata, o que permite a reflexão da pessoa antes de responder, além de outras vantagens. As novas gerações usam cada vez mais mensagens SMS ao invés de falar no telefone, e isso no meu ver só tende a ser cada vez mais frequente. Porque o telefone começou como um aparelho estritamente de voz, e foi assim durante décadas? Simples: não era digital, e por isso não permitia envio de texto.

- A adoção das aplicações online em substituição ao que é instalável deverá continuar bem gradual em 2008. Eu culpo a Microsoft e sua falta de vontade de que isso aconteça, já que ela continua sendo a empresa mais capaz de promover essa revolução. Acontecerá de qualquer forma, vem acontecendo desde que as pessoas trocaram o Outlook pelo Gmail sem nem perceberem, mas devagar. Em 2008 o lento processo apenas prosseguirá, provavelmente, sem nenhum grande salto, a não ser que dê a louca na Microsoft, o que me parece pouco provável.

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