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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz 2009

Acabo de voltar da Esplanada dos Ministérios aqui em Brasília, aonde acontece a tradicional queima de fogos na virada de ano.

E já passei as fotos selecionadas para o meu álbum. Ambas tem à frente a nova arvore de Natal que não fazia parte do cenário em outros anos. Aí vão:



quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Previsões para 2009

Como de costume, aí vai mais uma edição das minhas previsões anuais.

- Os mundos virtuais, ao contrário do que alguns podem querer acreditar, estão em franco crescimento. Após a euforia de 2007, o Second Life continua obtendo um crescimento que pode ser agora chamado de "mais autêntico", não tão dependente de notícias sensacionalistas na mídia. E como o software fica cada vez melhor e as máquinas dos usuários e conexões estão cada vez mais preparadas para rodar, acredito que o mundo virtual tende a continuar crescendo até que a mídia seja obrigada a voltar a falar sobre ele. O lançamento da Sony para o Playstation deverá mostrar algum sucesso, e isso acostumará o público com os mundos virtuais. Mas esse público não se contentará com os limites impostos pela Sony, e isso deverá trazer mais gente ainda para alternativas como o Second Life com o tempo. O Sony Home é portanto um excelente meio para que os mundos virtuais se popularizem. Acredito que já em 2009 a mídia será obrigada a voltar a falar em Second Life.

- Algo que deverá marcar 2009 são os sistemas operacionais voltados para acesso rápido à Web em portáteis. Sistemas operacionais do tipo "instant on" como o gOS Cloud deverão fazer sucesso nos HDs e SSDs dos netbooks, com boots ultra-velozes levando o usuário diretamente para a tela do browser web.

- Já no hardware eu acredito que 2009 será o ano do "tablet netbook", ou talvez "net-tablet". Pra mim o caminho lógico dos netbooks é a tela sensível ao toque e sem teclado, ou com teclado destacável.

- Em 2009 deverá ocorrer uma banalização de vídeos e de televisão online. 2007 foi o ano em que o vídeo na Internet se tornou tão importante quanto a foto e o texto. Acredito que em 2009 ocorrerá o que eu chamo de "banalização" desse tipo de mídia. Será tão fácil transmitir vídeo que se tornará inevitável a possibilidade de se assistir de tudo via Web, em muitos casos inclusive em qualidade HD. Televisão se tornará opcional para muitos.

- 2009 deverá ser também o ano da guerra de plataformas para Web. Silenciosamente as empresas estão aperfeiçoando suas armas para esta guerra. Na frente de batalha, de um lado vem obviamente a Google com seu browser Chrome de javascript veloz, pronto para rodar aplicações AJAX, e características de sistema operacional como a arquitetura de multi-processos. De outro vem a Adobe e suas ferramentas de desenvolvimento, com direito também, assim como a Google, a uma suite própria completa de aplicações que muitos ainda não conhecem mas que mais cedo ou mais tarde deverão estar dando as caras. Quem vencerá essa guerra? AJAX ou Flash? Quem sabe a Microsoft seja obrigada a entrar na briga também, com seu Silverlight, ou com suas iniciativas AJAX, aproveitando a oportunidade da divisão entre os inimigos, como no ditado "dividir para conquistar". Será uma batalha fantástica para quem curte computação em nuvens.

- Formas de tornar telas pequenas maiores deverão também marcar 2009. Celulares com projetores e talvez até capacetes "head mounted display", deverão servir tanto para crescer as imagens de dispositivos pequenos como também para imergir os usuários em jogos e mundos virtuais.

Claro que a crise mundial abala um pouco todo esse otimismo. Mesmo assim não acredito que as coisas irão "parar".

Por último... fica mais uma vez a torcida para que seja dessa vez também a revolução do ebook, do papel eletrônico. Mas este eu já cansei de apostar e não vingar. Mas há de ocorrer um dia!!!

Atualização em 12 de janeiro de 2009:

Acho que ainda dá tempo de adicionar mais uma previsão que tem sido recorrente nas minhas idéias: eu sempre acreditei que o sucesso das vendas de faixas musicais em serviços como iTunes estavam fadadas a não durar muito tempo, e talvez 2009 seja marcado também como o ano em que o iTunes e serviços do gênero começarão a serem trocados por sites como o Deezer. Não será mais necessário baixar músicas. Um celular com conexão 3G já tem hoje acesso a praticamente qualquer música sob demanda por streaming, sem necessidade de download. Esta forma de ouvir músicas específicas sob demanda, com possibilidade de se abrir instantâneamente também rádios de "músicas similares" à escolhida pelo usuário, apresenta vantagens que tornarão o download das faixas e a necessidade de grandes quantidades de memória para música nos dispositivos obsoletas com o tempo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Porque eu sou contra o PLS 00607 / 2007

Mesmo já possuindo "qualificação" necessária para poder continuar exercendo a profissão de acordo com os critérios colocados, eu sou contra o projeto de lei que visa regulamentar o exercício da profissão de Analista de Sistemas e Técnico de Informática, ou seja, programador.          

O que ocorre é que a informática é sabidamente uma área de entusiastas. Todos nós que programamos já fizemos sistema por conta própria para "a pequena empresa do amigo do pai" um dia. Eu sou um deles. Trata-se de uma área em que é imprescindível ser auto-didata, pois muda a todo momento, surgem novas tecnologias a todo momento, e não dá nem tempo para fazer curso de tudo antes de utilizar cada nova ferramenta que se faz necessária. Então se aprende a desenvolver software de verdade é programando, e, assim como tocar piano, é necessário que se goste disso desde bem jovem. 

Bill Gates não terminou o curso superior para desenvolver seu BASIC nas horas vagas e ser a maior influencia em décadas de informática. A Apple Computer começou em uma garagem por mero entusiasmo juvenil. 

Programar computador não é como ser médico. Essa visão é que está errada. Você não pode ser médico por puro entusiasmo, pois está lidando com vidas humanas, mas para ser um bom desenvolvedor de software eu diria que é até mesmo necessário ser um entusiasta durante boa parte da vida, e de preferencia pelo resto dela também. 

Esta lei, pelo que entendi no texto, vai tornar ilegal o jovem desenvolvedor que faz um sisteminha para a empresa do amigo do pai sem ainda ter formação acadêmica, dificultando ainda mais o surgimento de "prodígios" brasileiros numa área que é sinonimo de inovação constante. Aquilo que é sinonimo de inovação constante, no meu ver, não pode ficar preso a "dogmas legislatórios". 

Além do mais, toda empresa de qualquer tamanho hoje em dia necessita de informática, mas muita pequena empresa por aí não vai ter nem dinheiro para contratar um Analista de Sistemas formado, o único que, segundo a lei, poderá ser o responsável por projetos de sistemas.

O texto linkado insinua também que haveria algum problema em se colocar "nas mãos do usuário do computador a possibilidade de desenvolver seus próprios programas e de se conectar com o mundo, com todas as implicações daí decorrentes", mas é preciso entender que hacker é uma coisa, e entusiasta por tecnologia é outra. 

Que se combata o crime digital (algo também bastante discutível em outro tópico), mas sem desestimular o gosto natural, independente de formações acadêmicas, pela inovação tecnológica.   

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Como acabou sendo 2008

Vem aí mais uma edição anual das minhas previsões para o ano seguinte. Mas primeiro vamos ver se o que eu falei em dezembro de 2007 se concretizou em 2008... 

"- O lado sério do Second Life começa a aparecer. Empresas aprendem que no Second Life não é importante apenas "estar lá", mas criar interatividades inovadoras dentro do ambiente virtual. Esse amadurecimento aconteceu com a Web no passado, acontece também com o Second Life."

Para quem participa do Second Life isso de fato tem ocorrido. Cito como exemplo a ilha da FIAT do Brasil, uma ilha muito bem feita por sinal, e que parece atrair um bom público por não ser apenas propaganda mas entrar no clima de interatividade com o usuário. Estou cada vez mais  empolgado com SL. Devo falar mais sobre ele nas previsões. 

"- Segundo já prometido pela Linden Lab, em 2008 deverá ser finalmente lançado o browser Web aplicável a superfícies de prims (objetos 3D) dentro do Second Life, com a possibilidade de navegação em conjunto com outros participantes do mundo virtual. Esta deverá ser, como já previ antes, uma das novidades mais revolucionárias já surgidas no Second Life, com mil e uma possibilidades."

O browser em prim foi sim lançado, mas não surpreendeu muito por ainda ser muito limitado. Ele não permite que o usuário clique em links e nem role a página por enquanto, mas já é possível, de forma rudimentar, navegar em conjunto com outros participantes. É praticamente certo que a Linden ainda vai aperfeiçoar essa tecnologia e ainda acredito que ela fará uma grande diferença no Second Life. 

"- Provavemente a Google acabará lançando algo no mesmo sentido do Second Life, talvez integrado ao Google Earth."

Ela lançou. De fato lançou o Lively. Mas com esse lançamento ela mostrou também que já é uma empresa do tipo "transatlantico gigante difícil de mudar de rumo". A empresa já anunciou que irá desativar o Lively, que muitos estão chamando de "Deadly". Como eu falei em post anterior no meu ver a Google já se comprometeu com a Web assim como a Microsoft se comprometeu com o software em pacote e a IBM com o mainframe, e não é fácil para ela lançar algo que na verdade é um competidor do software em nuvem que roda na Web. 

"- O Eee PC já está fazendo estrondoso sucesso e é a prova viva do emagrecimento do PC, da tendencia à portabilidade da Internet, e da transição para a era aonde a Internet se torna mais importante que o software instalável e que o hardware pesado. Em 2008 serão inúmeros lançamentos de laptops leves e baratos. O Eee PC desktop, também anunciado pela ASUS, provavelmente fará pouco sucesso, evidenciando mais ainda a tendêcia ao distânciamento dos computadores de mesa." 

A troca da era do software pela era da Internet me parece extremamente óbvia atualmente. Não vejo mais como uma transição. É fato consumado. O que dita tudo hoje é a grande rede, não mais uma versão nova de sistema operacional (Vista que o diga), e obviamente muito menos uma plataforma de hardware diferente como no passado mais distante. 

Parece que o Eee Box (a versão desktop do Eee) teve muitas vendas em Taiwan, mas ainda é cedo para falar sobre o seu sucesso no ocidente pois o lançamento se deu recentemente. 

Eu pessoalmente não resisti a voltar para o desktop. Depois do meu HP pifar por super-aquecimento -como tem acontecido com um enorme número de HPs pelo mundo-, vi que para a potencia que eu quero ainda é melhor ter um desktop. Os notebooks simplesmente ainda não estão preparados para coisas que exigem muita máquina como jogos. A não ser que se pague um preço ainda muito alto para se ter um notebook poderoso. A melhor combinação para quem quer rodar jogos pesados parece continuar sendo ter um desktop e um Eee, até por conta de problemas inusitados como super-aquecimento, mas muita gente não tão exigente, ou que prefere ter um video-game, tem de fato deixado aos poucos de usar desktops.     

"- Continuo apostando muito no leitor portátil de ebook, mais exatamente no papel eletrônico. Será que acontecerá em 2008? Já tem tudo que precisa para acontecer. Só o que falta é lançarem um produto simples e mais barato, acredito eu." 

O Kindle da Amazon, lançado em novembro de 2007, parece ter feito um bom sucesso apesar do preço ainda salgado. Algumas empresas vem lançando modelos de leitores de ebook, mais notadamente a Sony, mas sempre a preços não muito convidativos. 

"- Os notebooks continuarão sua escalada de adoção em massa e a substituirem os desktops, e veremos cada vez mais pessoas em restaurantes com um notebook em cima da mesa. Será tão comum quanto o celular "tijolão" quando começou a onda do celular."       

Como falei mais acima a substituição dos desktops acaba sendo tímida, e o notebook em locais públicos embora esteja acontecendo em maior número, ainda não chega a desafiar celulares, mas é certo que quase todo mundo hoje tem ou pensa em ter um notebook. 

"- A TV Digital do governo deverá se mostrar um fiasco, se é que alguém sequer se lembrará dela."

No final de 2007 estava um enorme alvoroço em torno da tal TV Digital do governo. Parece que de fato hoje ninguém mais se lembra dela. Como falei na época sempre achei um absurdo o governo bancar tanta coisa por tão pouco. Levou-se anos e anos discutindo padrões, numa área aonde a inovação é constante e não pode esperar nada, até finalmente lançar algo que não estava preparado nem para o público pobre e nem para o rico. O pobre não tem dinheiro para conversores mais caros -os que garantem alta resolução- e nem para televisões caras - as que garantem alta resolução-, e o rico não quer saber do parco conteúdo de TV aberta. Além disso, estava na cara que a tal interatividade era só papo, até pela forma como essa TV é veiculada: por antena de rádio. Tudo muito óbvio. 

Seria muito mais sensato hoje em dia o governo gastar esse mesmo dinheiro para ampliar as redes de acesso a Internet sem fio gratuitas que vem acontecendo em algumas cidades do interior. E fazer isso rápido, pois tecnologia não pode ficar esperando por burocracia.     

"- A videoconferência via celular será muito pouco utilizada, mais como teste e brincadeira, e quase nunca para conversar de verdade. A tendência que eu vejo é do contrário: as pessoas passarem cada vez mais da voz para, pasmem, o texto........"

Outro alvoroço das campanhas publicitárias no final de 2007. No interesse real dos consumidores acabou de fato sobrando apenas o acesso a Internet em si. 

"- A adoção das aplicações online em substituição ao que é instalável deverá continuar bem gradual em 2008. Eu culpo a Microsoft e sua falta de vontade de que isso aconteça, já que ela continua sendo a empresa mais capaz de promover essa revolução. Acontecerá de qualquer forma, vem acontecendo desde que as pessoas trocaram o Outlook pelo Gmail sem nem perceberem, mas devagar. Em 2008 o lento processo apenas prosseguirá, provavelmente, sem nenhum grande salto, a não ser que dê a louca na Microsoft, o que me parece pouco provável."

De fato. Tem crescido o número de aplicações online como pode ser constatado em um recente post aonde listei muitas dessas aplicações. Mas de forma ainda gradual. E ainda não deu a louca na Microsoft. A loucura do Steve Ballmer alias no meu ver é apenas faixada para tentar justamente manter as coisas como estão, não para inovar. A empresa tenta ainda convencer as pessoas de que seu caduco modelo de negócios ainda é alguma coisa inovadora. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Do passado ao futuro: 3 SIMs incríveis no Second Life

Alguns guardaram a primeira impressão sobre o Second Life e ainda não largaram. Ele não é mais aquele "jogo com gráficos defasados típicos de inicio da década de 90" não. Esses três SIMs (lugares do SL) de RPG provam que os gráficos do Second Life com uma placa de vídeo razoável e em um SIM bem feito ultrapassam fácil muitos dos jogos bem mais recentes que isso. 

Gosto de fotografia e uma curtição muito grande pra mim tem sido "fotografar" no Second Life. Então compartilho aqui as melhores fotos que tirei desses três SIMs. 

O primeiro é o Insilico. No estilo futurista cyberpunk, este SIM remete a lembranças de filmes como Blade Runner. Para fotografar até coloquei a trilha sonora deste filme no Deezer. Foi uma delícia... O local é bem frequentado por amantes do cyberpunk, que costumam se reunir no barzinho que há por lá. 



Agora mudando radicalmente para o passado distante e para o estilo gótico, temos outro SIM incrívelmente bem feito, o Golgothica.      




Belos lugares, não? Mas... e se o futuro "não chegar"? A alternativa apocalíptica do SIM Wastelands é lotada de ruínas para se explorar. Cada casa semi-destruída tem suas peculiaridades. Foi emocionante ouvir "What a wonderful world" enquanto observava aquela paisagem desolada, através de um rádio com som de rádio antigo que encontrei em uma das casas. 


sábado, 22 de novembro de 2008

Google decide desligar o Lively. Era de se esperar...


Não é tão complicado entender: essa gigante já nasceu comprometida com um determinado nicho do mercado que na verdade terá a perder com o triunfo de softwares como o Second Life. 

A história da computação é toda assim. A IBM desde o passado um pouco mais distante se comprometeu com o mainframe, aqueles computadores do tamanho de um frigobar que só empresa tem. A IBM não acreditou, ou não quis acreditar, que o mundo seria tomado por PCs, e acabou entregando essa novidade de mão beijada para a Microsoft, que pregava que os computadores iriam se popularizar, "em cada casa, em cada mesa", como dizia Bill Gates lá pelos anos 80. 

Pouco mais de 20 anos depois veio a era atual, da computação em nuvem, aonde o software é distribuído pela própria Internet. 

A Microsoft, então acostumada a lucrar incrivelmente com softwares em caixas vendidos em prateleiras, mostra hoje uma resistencia ao software em nuvem tão grande quanto a da IBM em relação a PCs no passado. 

Perceba que, curiosamente, assim como foi a IBM que lançou o PC, foi também a Microsoft que lançou as instruções no browser que permitem o AJAX, a base da computação em nuvem. No entanto ambas as empresas tinham propósitos diferentes para esses lançamentos daqueles para o qual eles acabaram sendo utilizados na prática. O PC substituiu muitos dos mainframes nas empresas, e o AJAX foi utilizado para se fazer aplicações inteiras na Web. 

A Google simplesmente não tem interesse no mundo virtual em 3D. Ela lançou o Lively como uma forma de dizer "também temos isso", mas perceba que o propósito deste software era servir apenas como um mero bate-papo, algo bem mais rudimentar do que uma plataforma completa aonde se pode fazer de tudo, como ocorre no Second Life. 

Por incrível que pareça o mundo virtual é um concorrente da aplicação via Web, área que é a galinha dos ovos de ouro da Google. No futuro certamente as aplicações rodarão dentro dos mundos virtuais, e infelizmente a Google não é tão inovadora quanto se pensa. Ela apenas está aproveitando um nicho novo do mercado, e como já virou uma gigante em torno deste nicho, não consegue mais se desvencilhar dele, tal qual ocorreu com IBM e Microsoft em suas respectivas áreas de atuação. 

Na verdade se a Linden Lab fizer as coisas corretamente, ela poderá talvez ser a gigante do futuro.           

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Software em nuvem

Aí vai uma lista dos softwares que rodam pela Web e sem precisar instalar que eu mais gosto, incluindo alguns jogos e emuladores.  

Jogos 3D em primeira pessoa:


Apresentações via Web: 


Editores de texto tipo notepad:


Editores de texto tipo Word: 

http://www.buzzword.com/ (Minha escolha) 

Editores de imagem tipo visualizador (pequenas alterações): 


Editor de imagem tipo Photoshop:                     

http://www.sumo.fi/web/ (Minha escolha)

Emuladores (vou citar os que eu gosto apenas )    

Zx Spectrum (TK90X): http://www.zxspectrum.net/
TRS Color Computer (CP400): http://members.cox.net/javacoco/ 

Utilitários diversos via Web (vou postar só os que considero melhores) 

Conversor de múltiplos formatos de arquivos: http://www.zamzar.com/
Dicionário portugues brasileiro: http://www.workpedia.com.br/ 
Messenger (MSN, ICQ, etc): http://www.meebo.com/ 
Tocador de música: http://www.deezer.com/
Vetorizador de imagens: http://vectormagic.com/    

Se quiser acompanhar as novidades estou abrindo hoje uma comunidade no Orkut: 

domingo, 21 de setembro de 2008

Hello, I'm a cloud computing


A campanha da Microsoft é mais uma demonstração de que a gigante quer manter o atraso. 

Será que se trata de uma guerra entre Microsoft e Apple? Bons tempos que não voltam mais, heim Bill Gates? 

Na verdade o sonho da Microsoft é voltar a esses tempos, resgatando nas pessoas resquícios de fanatismos das guerras entre plataformas de hardware do passado, da época em que a empresa reinava com seus "empacotados". 

A intenção da Microsoft parece ser tentar alienar o público daquilo que realmente ameaça seu modelo de negócios tradicional: a computação em núvens. Um mundo aonde não importa a máquina e nem o sistema operacional que estão rodando por trás do browser. Um mundo sem formatos físicos definidos e sem caixas de papelão. Um mundo aonde impera a diversidade sem atritos de instalações para se experimentar coisas novas. Um mundo aonde verdadeiramente não importa aonde e com o que se acessa a informação. 

O slogan da empresa, "Life without walls", parece se esquecer que sem paredes não há janelas... 

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Chrome = fim do Firefox?

Outra coisa que estive pensando com os meus botões é que o Chrome pode representar um páreo realmente duro para o Firefox. 

Eu sempre acreditei que o que possibilitou ao browser de código aberto ganhar boa parte do mercado foi a apatia proposital do Internet Explorer. 

Como muitos já devem ter percebido, a Microsoft não tem interesse na nova era de aplicações rodando via Web, pois enquanto ela puder continuar ganhando muita grana com o software vendido em caixas nas prateleiras de sua já consolidada rede de distribuidores, melhor para ela. Como falei no post anterior é até uma forma de ela manter o monopólio que exerce. 

Se você prestar atenção no andamento da evolução do Internet Explorer ao longo dos anos, verá que a gigante fez muito pouco depois do dia em que conseguiu derrubar o Netscape. Além de ter ficado parada no tempo por vários anos sem evoluir a versão 6.0, a Microsoft se limitou apenas a  acompanhar a evolução do Firefox ao fazer alguma atualização. É óbvio que a Microsoft tem poder para fazer muito mais que isso. Não fez porque não quis. 

Mas com a Google lançando um browser as coisas são um bocado diferentes. Provavelmente finalmente teremos um browser cada vez mais voltado para as aplicações online, substituindo cada vez mais o sistema operacional como plataforma de aplicações. Isso já começa a ser notado no Chrome pela dedicação que a Google teve em fazer tanto HTML como Javascript rodarem mais rápido em seu novo browser. 

Se antes era apatia da Microsoft o que permitiu ao Firefox "chegar lá", agora o browser de código aberto enfrenta sua maior ameaça. E eu tenho sérias dúvidas sobre se o pessoal que desenvolve o Firefox, que nasceu por iniciativa de uma organização sem fins lucrativos, terá capacidade de acompanhar a multibilionária Google.      

Então o que eu prevejo é que a Microsoft deverá acordar finalmente do sono profundo, pois agora sim não terá mais como escapar, e o Firefox provavelmente terá aos poucos o mesmo destino do Netscape, pois serão dois pesos pesados contra uma pluma. 

Tem seu lado triste, mas faz parte da evolução, que não pode parar.        

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Será que agora a Web 2.0 decola?

"Ou quem sabe a Google resolve fazer um browser"

Pois lançou. Não sei se a Google tem capacidade para tal, mas é praticamente certo que o objetivo dela com o lançamento do Google Chrome é fazer um browser voltado para as aplicações via Web, ou computação em núvens como está sendo chamado.

O sistema operacional tende a perder a importância e se tornar segundo plano. As APIs estarão no browser, e todas as aplicações tendem a migrar para dentro dele.

Os benfícios são vários, mas talvez o mais importante deles seja acabar ou diminuir sensívelmente o problema do "monopólio natural" do mundo da informática, aquele que acaba por obrigar as pessoas a usarem todas elas o mesmo aplicativo para poder abrir documentos tanto em casa como no trabalho e no vizinho.

Com as aplicações na Web, basta fornecer ao colega um link. Ele não precisa ter o aplicativo instalado. Clicando no link, ele abre tanto o documento como a aplicação online que o criou.

É como se todo mundo tivesse todos os aplicativos existentes no planeta pré-instalados em suas máquinas. Logo, o atrito para se experimentar novas aplicações se torna praticamente nulo.

O modelo de se ganhar dinheiro através de anúncios por sua vez, também disseminado pela Google, se encarrega de gerar receita neste mundo aonde quem se fechar estará fora do jogo. Pode ser que hajam planos "premium", "gold", coisas assim, mas sempre será possível experimentar, visualizar e utilizar recursos básicos de qualquer dos aplicativos sem atritos, nem mesmo o atrito da instalação dos softwares.

Quem tentar fugir a isso será fatalmente abocanhado por algum aplicativo concorrente em pouco tempo, por este concorrente estar facilmente disponível a qualquer um com um simples clique de mouse, e de maneira viral, já que esse clique será feito a partir de um link exposto por um colega que envie um documento feito nesta aplicação alternativa.

Esta vantagem os Dvoraks (que tem criticado a computação em núvens) da vida deveriam louvar.

sábado, 26 de julho de 2008

Second Life cada vez melhor

Passei um tempo meio desligado do Second Life, mas voltei recentemente e estou gostando cada vez mais. É impressionante como está melhor. O número de usuários cresceu visivelmente. Não se pode mais dizer que o Second Life é uma terra deserta. Aonde antes sempre havia um punhadinho de gente, nos "grandes centros" do Second Life, hoje o que se vê são multidões. E aonde era deserto hoje sempre tem ao menos algum gato pingado, e isso certamente está revigorando minha fé em um futuro brilhante para o mundo virtual em 3D. Outra coisa que me animou é que eu troquei de PC. Estive fazendo comparações com o GTA San Andreas. Acho esta uma comparação interessante pois o GTA de certa forma tem muitos elementos de mundos virtuais. É um jogo que pode ter um objetivo certo, mas na maioria das vezes as pessoas jogam para passear pela cidade e fazer coisas diferentes a cada momento, tal como no Second Life. E as minhas comparações concluem que, com uma boa placa de vídeo, processador e conexão, o Second Life supera infinitamente um GTA San Andreas quando se joga com objetivo incerto, e não deixa de ter suas vantagens também quando você resolve "jogar de verdade". Com meu novo Core 2 Duo de 2,4ghz e geforce 8500GT (o que nem é tão grandes coisas), consigo rodar o Second Life Release Candidate (aquele com Windlight) em 1280x1024 com settings em High mantendo o fps acima de 20 o tempo todo, e não tenho dúvidas de que os gráficos são muito, mas muito melhores que os do GTA. Faltam alguns efeitos como aquele de calor e de névoa que tornam o GTA um pouco mais realista em vários momentos, mas isso é compensado pelo céu e água do Windlight, além do detalhamento muito maior dos objetos e avatares no Second Life. Não tem comparação em relação ao detalhamento de avatares. No Second Life as pessoas compram penduricalhos a rodo e cada um deles é altamente detalhado. As roupas são altamente detalhadas. Até a pele dos avatares no Second Life recebe cada vez mais tratamentos interessantes. Já no GTA quando se aproxima de um avatar se tem a impressão de estar olhando para um origami de papel mal pintado. A interatividade é outro ponto forte no Second Life. Tem gente que se impressiona com as inúmeras possibilidades do GTA, como por exemplo se exercitar em aparelhos de ginástica públicos. No Second Life isso é só um pequeno detalhe. O fato é que no Second Life cada objeto foi criado individualmente por alguém qualquer ao redor do mundo que teve tempo para se dedicar apenas àquele objeto em questão. Então praticamente tudo se torna clicável e permite realizar alguma ação diferente, em um nível de detalhamento que provavelmente um jogo individual completamente construído por uma empresa determinada como o GTA nunca conseguirá chegar. E se engana quem pensa que não dá para "jogar" no Second Life. Cito por exemplo corrida de carro. Sempre encontrei pelo meu caminho no mundo virtual algumas pistas de corrida. Praticamente cada ilha de empresa automobilística, seja virtual ou real, como a ilha da Mercedes, tem uma pista de corrida para "testar os carros". O problema é que antigamente no Second Life era quase impossível encontrar outras pessoas dispostas a correr junto com você por essas pistas. Pude constatar que isso mudou. Passei horas me divertindo a beça na pista da NMH motors, correndo o tempo todo com até 2 outros participantes juntos. E é interessante como é emocionante apostar corrida no Second Life, quando se tem um bom PC. Há alguns piripocos habituais como lag em alguns poucos momentos, mas como a pista ocupava só um "SIM", não tinha muita coisa pra ficar carregando o tempo todo. Por incrível que pareça a jogabilidade estava melhor que de muito jogo específico de corrida para PC. E não há limites para os carros. Cada hora aparecia um oponente diferente, de motos a carros bem peculiares. A pista tem script de contagem de recordes de volta mais rápida e realmente não deixou nada a desejar em diversão. E isso é apenas uma pequena possibilidade no mundo infinito do Second Life. Músicas de fundo? O Second Life tem rádio até brasileira específica do mundo virtual, como a da Ilha Brasil. É muito interessante procurar por eventos também. Você pode a qualquer momento assistir a shows musicais ao vivo de verdade de pessoas que nunca ouviu falar antes, com direito a interatividade com a platéia. Fora que cada avatar que você vê é uma pessoa real. Mais multiplayer que isso, impossível. E cada avatar tem características exclusivas. Em um GTA por sua vez a todo momento você vê avatares repetidos, e a burrice artificial impede qualquer interatividade interessante com eles. No Second Life o bate papo por voz é corriqueiro. E junto com o crescente número de usuários, é fácil notar que tem gente se animando em investir cada vez mais no mundo virtual. Se procurar um pouquinho só logo vai encontrar ilhas com cenários tão bem feitos que realmente fazem você preferir dedicar algumas horas ao mundo virtual do que sair de casa debaixo do sol. Enfim, continuo não duvidando de um futuro brilhante para softwares deste tipo. A tendência parece ser o crescimento de uma bola de neve aonde cada vez mais usuários vão estimulando o investimento cada vez maior em construções cada vez mais interessantes dentro do mundo virtual, o que chama ainda mais usuários para dentro. O sucesso do GTA como "jogo sem objetivo certo" mostra que esse tipo de coisa atrai as pessoas de um modo geral, e portanto basta os PCs terem poder suficiente para que se torne inevitável a adoção em massa do mundo virtual online.

domingo, 27 de abril de 2008

O homem FOI à Lua

Como gosto de fotografia, resolvi refutar várias das alegações que vi no site "A fraude do século":

Quanto as sombras em direções diferentes: trata-se de uma foto panorâmica, ou seja, foram tiradas várias fotos uma do lado da outra. A maioria das câmeras digitais de hoje tem o recurso de "panorâmica". Basta experimentá-lo e verá que em cada foto individual tirada as sombras aparecem em direções bem diferentes, e quando juntas fazem efeitos iguais aos das fotos panorâmicas na Lua.

Quanto ao tamanho da Terra fotografada da Lua: Faça também uma experiência: tire uma foto da lua com sua câmera digital tirando todo o zoom dela. Verá que a Lua ficará do tamanho de uma joaninha no resultado final, embora a olho nú você a veja do tamanho de uma moeda. Já com um bom zoom, se consegue a Lua bem grande, dependendo do zoom até ocupando a foto inteira. Portanto os diferentes tamanhos da terra fotografada da lua se dão pelos diferentes níveis de zoom.

Quanto às "penumbras" (segundo o site as partes não iluminadas pelo sol deveriam ser sombras 100% pretas): ocorre que ele fala de "partículas de oxigênio" mas se esquece que luz é uma coisa que REFLETE. A luz que se vê no lado não diretamente iluminado pelo sol na roupa do astronauta é justamente a luz refletida no solo da lua, que por sua vez ilumina a roupa do astronauta. Se a lua não refletisse a luz do sol, não a veríamos aqui da terra, pois como sabemos a lua não emite luz própria. No entanto a Lua não só é visível como ilumina a terra durante a noite. O mesmo acontece com a roupa do astronauta na Lua. Não é só oxigênio que reflete luz. O tecido da roupa também reflete.

Quanto à "bandeira tremulando": na Lua pode não haver vento, mas há inércia. Com o pouco atrito, a tendência é a bandeira balançar para um lado e para outro (ação e reação), até por mais tempo que uma bandeira na terra num dia sem vento, já que a gravidade é menor e há muito menos atrito. Deve-se reparar também que a bandeira estava presa por uma haste na horizontal superior, além do mastro.

Quanto às pegadas: Coloque areia ou terra totalmente seca em um ambiente com vácuo e verá que pegadas se manterão. Se fosse como eles afirmam (que as pegadas se desmanchariam rapidamente), a Lua não teria crateras tão bem definidas que duram milhares de anos. Como sabemos, os meteoros que causaram crateras na lua caíram por lá há milhares ou milhões de anos, tanto é que não vemos novas crateras na Lua mesmo depois de séculos de observações. Portanto a Lua tem uma alta capacidade de manter marcas de objetos que tocam o seu solo.

Quanto a " Módulo Lunar da nave Apollo 11. Você crê que isso voa? Você crê que aí dentro há combustível suficiente para alimentar um propulsor?": Nossa desconfiança vem do fato de que não há a menor aerodinâmica no módulo. Mas sem ar não haveria o menor sentido em haver aerodinâmica. O combustível necessário para fazer o módulo voar é realmente pequeno, pois a Lua tem muito menos gravidade que a Terra, e o santo por lá ajuda bem mais a subir do que por aqui. Depois este módulo se acopla a outra nave que está na órbita da Lua, e esta nave tem muito mais combustível.

Quanto à foto contra o sol: justamente por não haver atmosfera na Lua, a luz do sol fica totalmente centrada em um determinado ponto do "céu lunar", e o resto a sua volta fica completamente negro. Na terra você também pode tirar uma foto contra o sol, desde que a fotometria se dê nos objetos em volta, não no sol em si, e também não no céu. A diferença é que no caso da foto terrena o céu ficará totalmente branco, justamente por haver uma atmosfera toda iluminada, mas os objetos vão aparecer sim, quem disse que não?

CUIDADO: Se for experimentar o que foi dito acima, jamais use o diopetro ótico da câmera para compor a foto, pois a luz do sol passando pelas lentes poderá machucar o seu olho. Além disso o sol passando pelas lentes pode danificar o sensor da sua câmera digital, portanto faça isso no máximo apontando para o sol em um período de tempo BEM CURTO. Fotos de por do sol não tem tanto problema porque o sol de fim de tarde já é bem mais fraco. Mesmo assim, fica o alerta!

Quanto a divergência de distancia entre a bandeira e o módulo: Experimente usar uma câmera com muito zoom e tire uma foto sem zoom e outra com zoom no máximo. Verá que as proporções se alteram, e na com todo o zoom as coisas parecem estar mais próximas umas das outras.

Quanto a falta de estrelas no céu: faça mais uma experiência com sua camera digital: tire fotos a noite, com tripé e exposição aumentada, em uma rua bem iluminada por postes públicos. Primeiro aponte para o céu, pegando apenas uma pequena faixa de chão, depois tire outra apontando para o chão iluminado, pegando apenas uma pequena faixa de céu. Verá que na primeira o chão ficará quase totalmente branco, e haverão estrelas. E na segunda não se verá estrela nenhuma. Trata-se da fotometria da câmera compensando luzes fortes e fracas.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Dois sharewares únicos

Volta e meia eu compartilho coisas realmente boas que eu descubro por aí. Como o mundo do software nunca para, sempre aparecem coisas novas que fazem a diferença entre o antes e o agora.

Screensaver... Isso hoje em dia é desnecessário pois até onde ouvi falar aquele risco de marcar a tela nem existe mais. No entanto eles sempre foram agradáveis. Uma tela de computador quando não está sendo utilizado pode ser uma excelente decoração para o ambiente utilizando um screensaver.

E qual é o tipo de screensaver mais famoso? O de aquário. Me lembro até hoje de um dos primeiros que conheci, o AfterDark, cujos peixes eram bidimencionais e seus movimentos não eram lá tão parecidos quanto os de peixes reais.

Por anos esperei por um screensaver que simulasse um aquário com realismo. E outro dia descobri que ele já existe. O Dream Aquarium (DEPOIS que escrevi este texto descobri que dá inclusive pra ganhar dinheiro indicando do Dream Aquarium. Mas JURO que eu só mudei o link depois que escrevi o texto. Recomendei este excelente software porque realmente gostei dele) é realmente convincente. Os peixes tem movimentos praticamente idênticos aos de peixes de verdade e os gráficos imitam até o brilho das escamas e as sombras no fundo do aquário. A versão trial só exibe dois tipos de peixes além do carangueijo, mas vale a pena pagar os 20 dólares para ter acesso a vários outros tipos de peixes, updates futuros gratuitos e direito de usar o screensaver em todos os computadores que você possuir. Outras opções incluem zoom que acompanha os peixes e é possível até dar comida para eles e ver suas reações quando estão com fome.

Outra coisa que esperei anos para ver é um normalizador de volume que funcione para todos os softwares do sistema operacional.

Para resolver aquela coisa chata de ter que ouvir músicas umas com volume mais baixo que outras e ficar toda hora regulando o volume existem vários plugins para Winamp com o fim de regular automaticamente o volume das músicas enquanto elas são tocadas.

No entanto o Breakaway vai bem além. Ele regula o volume de todos os sons que tocam no Windows. Isso significa que todos os canais da sua placa de TV vão ter volume igual, sem sustos. Os filmes não vão ficar baixinhos quando os atores conversam e estrondosos quando entra a trilha sonora na cena de ação. Você não vai mais perder nenhum detalhe das falas naqueles vídeos do YouTube com som mal gravado. Tudo que está baixo demais, o Breakaway aumenta, tudo que está alto demais, ele baixa o volume. E além disso ele melhora incrívelmente o som, dando melhor equalização e separação de stereo. Após 30 dias é preciso pagar 30 dólares, mas eis aí mais um programinha que vale a pena...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Ajax vai acabar ficando para trás?

Estive olhando as novas iniciativas em aplicações via Web. Ao invés de puro Javascript com comunicação assíncrona com o servidor, ou seja, AJAX, elas usam o antigo conceito de componentes embutidos.

Applets Java, Flex, Flash. Esse tipo de aplicação sempre foi considerada "pesada" e provavelmente este é o motivo para geralmente se preferir que aplicações na Web sejam feitos em puro AJAX.

Ocorre que o AJAX talvez não esteja evoluindo no mesmo passo das conexões com a Internet. Basicamente o AJAX continua sendo uma espécie de hacking. A Microsoft não criou as funções que possibilitam o AJAX -aquelas que fazem comunicação assíncrona com o servidor através de Javascript no cliente- pensando em se fazer aplicações inteiras do tipo Office via Web.

As ferramentas de desenvolvimento para AJAX não são de auto-nível. Auto-nível em programação significa que o programador não precisa saber como as coisas funcionam por trás do código que está sendo executado. Não precisam entender os limites da plataforma utilizada para programação. Simplesmente usam instruções mais intuitivas e o compilador do código de alto nível se encarrega do resto.

Até existe um ambiente de programação de alto nível para AJAX, o Morfik, que possibilita fazer aplicações AJAX inteiras utilizando linguagens comuns como BASIC ou Pascal, sem jamais precisar ver códigos em Javascript ou entender os limites da plataforma do browser. O Morfik de fato "compila" a linguagem de alto nível em instruções Javascript mais complexas, lidando com todas as picuinhas da plataforma Web de forma totalmente transparente.

No entanto o Morfik, não sei bem por qual motivo, não fez muito sucesso.

Alia-se a isso o fato de que os browsers não estão evoluindo bem suas capacidades de hospedagem de aplicações. Diante do sucesso do AJAX e da Web 2.0, eu há muito tempo que aguardo um browser mais voltado para ser "plataforma de aplicações", com APIs voltadas para tal. A verdade é que uma iniciativa nesse sentido não surgiu nem por parte da Microsoft nem do pessoal do Firefox. Minha teoria é que a Microsoft não tem interesse nisso, já que a galinha dos ovos de ouro dela é o software instalável em pacote. Já o pessoal do Firefox no meu ver não tem a mesma capacidade de inovar tanto quanto tem uma mega-empresa de software quando tem vontade de fazê-lo.

O resultado é que as conexões cada vez mais velozes de Internet começam permitir vislumbrar outras saídas para o impasse.

As soluções "pesadas", Java applet e Flex/Flash da Adobe, começam a se tornar mais viáveis.

Seus editores de texto, ao contrário daqueles feitos em AJAX, são verdadeiramente WYSIWYG, ou seja, você vê na tela exatamente como aparecerá impresso, algo que ainda é essencial em um editor de textos, e que os editores em AJAX simplesmente não possuem, por limitações primárias de suas plataformas. Tanto o Google Docs como o Zoho não mostram as margens das páginas na tela e suas quebras. Um texto que ocupa 2 linhas na tela pode, por exemplo, ocupar 5 linhas quando impresso. Você não tem controle do que cabe e do que não cabe na folha. O motivo é que simplesmente até hoje nenhuma produtora de browsers implementou um controle mais completo de algo básico como impressão.

Tanto o BuzzWord da Adobe, feito em Flex, como o Write da ThinkFree possuem essa funcionalidade, além de interfaces bem mais complexas e agradáveis de se usar. O problema continua sendo que em algumas conexões essas aplicações são muito mais lentas que aplicações em AJAX puro. Eu testei por exemplo no Virtua 4mbps e ficou bastante utilizável, mas no Claro 3G simplesmente não abria de tão demorado para carregar os componentes.

Infelizmente essas soluções perdem também um pouco da sensação de "não instalar nada no cliente", já que os componentes são primeiro baixados pelo browser e rodam como se fossem executáveis normais. Já aplicações em AJAX puro são rodadas em partes, conforme a necessidade, e não carregadas por completo. São pequenos pedaços de código que rodam quando solicitados. E são rodados pelo próprio browser ou servidor, e não utilizando recursos externos a este. No caso do AJAX é mais verdadeiro o conceito de "o browser como plataforma", enquanto que nas outras soluções as plataformas tem outros nomes, como "Java Virtual Machine".

No entanto, a continuar o AJAX com suas pífias limitações, mesmo com as conexões ganhando mais velocidade, não vejo outro caminho lógico que não o dessas aplicações em "componentes" ganharem mais e mais espaço, já que elas utilizam plataformas muito mais poderosas e voltadas para o tipo de tarefa, só que desenvolvidas por empresas que no entanto não tem muito interesse em entrar na briga dos browsers em si.

Ou quem sabe a Google resolve fazer um browser, ou trabalhar em cima do Firefox, já que ele é de código aberto. Ou então quem sabe a Microsoft larga de ser besta e faz um browser voltado para aplicações Web...

Está declarada a guerra das plataformas para desenvolvimento e hospedagem de aplicações Web.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Photoshop online

A Adobe lançou hoje o Photoshop Express. Ele permite fazer edições rápidas em fotos gratuitamente online. Gostei muito. Tem inclusive aquela ferramenta que permite apagar pequenos objetos indesejados na foto, como por exemplo aquele papel amassado que insistiu em aparecer no chão, com grande facilidade. É um primeiro passo para provavelmente um futuro Photoshop completo rodando na Web. Ele permite armazenar fotos online e o melhor é que tem integração total com sites como Photobucket e Picasa. Eu uso o Picasa e consigo editar diretamente as fotos no Photoshop Express, e salvar as alterações diretamente no próprio Picasa. Ele é bom também para fazer slideshows com suas fotos de maneira bem fácil e compartilhar com outras pessoas, embora este recurso aparentemente ainda necessite ser aperfeiçoado. Sem dúvidas um grande passo para o mundo da Web 2.0.

domingo, 9 de março de 2008

Agora em "boa forma", os PCs voltam a corrida: entrevista sobre novas versões do Eee PC

Nos anos 90 o hardware crescia muito mais rapidamente que nos últimos anos. Só não percebe quem tem memória curta.

Conforme previ anteriormente, a Web 2.0 fez essa corrida desacelerar. Os HDs "satisfatórios" para a maioria das pessoas estagnaram por volta de 80GB por quase toda a década dos anos 2000 (00), algo que nunca havia acontecido antes. De nada adianta um super processador e muita memória se tudo que eu tenho está na Web e a conexão de qualquer forma é lenta. De nada adianta um novo OS cheio de firulas se cada website em Flash ou AJAX tem suas próprias firulas muito mais variadas que a mesmice do OS.

O Eee PC da ASUS, mesmo com seus parcos 4GB de memória está fazendo estrondoso sucesso, não só de compras como de consumidores satisfeitos, gerando concorrentes de várias empresas e, claro, planos da própria ASUS para novos modelos, como revelado nesta entrevista.

Uma das revoluções que o Eee PC está provocando é que mais gente está conhecendo o Linux e gostando de ficar com ele. Claro, se sistemas operacionais viraram segundo plano perante a Web, não tem mais tanto problema em rodar o Linux, basta que ele acesse bem os recursos da Web.

No entanto a ASUS deu a notícia de que pretende lançar Eee PCs com Windows pré-instalado, afinal certamente muitos usuários estão trocando o SO para Windows assim que compram, embora outros estejam se satisfazendo com o Linux. Se trata de uma transição, e vender a máquina já com o Windows continua também sendo bom negócio.

No entanto acho que os defendores do Linux vão gostar de algo que foi revelado na entrevista: a versão com XP vai ter 8GB de SSD, e a com Xandros (distribuição Linux que acompanha os Eee PCs atuais), 12GB ou 20GB (ainda não há certeza sobre 12 ou 20).

Aparentemente você escolherá entre ter 8GB com XP ou 12GB com Xandros, talvez pelo mesmo preço. Talvez porque o Windows é pago, enquanto o Linux é gratuito.

Segundo a notícia a ASUS está PENSANDO em usar também HDs comum ao invés de drive em estado sólido (SSD), o que no meu ver não seria bom pois é um diferencial do Eee perante seus competidores que tem se mostrado realmente benéfico. As comparações do Eee PC com o Cloudbook da Everex, por exemplo, mostram que o segundo é muito mais lento por utilizar um HD comum.

Eu pessoalmente não vou comprar UMPC com HD comum. UMPC é pra aguentar trepidações no carro, não fazer barulho, e dar boot rápido pra ficar pronto pra qualquer parada! O boot do meu Eee PC com 512MB e processador a 630mhz é bem mais rápido por exemplo que o do meu HP dual core com 2GB de RAM, para se ter uma idéia, graças ao SSD. Os programas abrem mais rapidamente também.

O novo Eee, com tela de 8,9 polegadas, mais memória de SSD, e maior resolução gráfica, deve ser lançado em Abril nos EUA, e deverá custar 500 dólares, 100 a mais que o preço estimado do 4G, a versão anterior. No entanto, como aconteceu com a versão anterior, eu não teria 100% de confiança nem na data nem no preço. Pode ser que se cumpra, pode ser que se adie, pode ser que seja lançado mais caro, pode ser que não. Apenas lembrando que adiamentos e encarecimentos aconteceram com o 4G...

Mais para o final de 2008 a ASUS planeja incorporar 3G HSDPA embutido no Eee.

A ASUS planeja também não usar processador VIA, mas sim somente Intel. A julgar por comparações que tenho visto, isso é uma boa atitude.

Não gostei da notícia de que eles pretendem talvez usar HD convencional em algum modelo, mas teve outra que me animou: eles pretendem prover Web storage! Isso sim soa revolucionário. "Se você comprar um Eee, terá Web storage adicional. Estamos pensando em 10GB de Web storage". Resta ver qual seria o nível de integração com o Eee, pra ser algo realmente diferenciado. Quem sabe ser encarado pelo sistema como uma letra de drive comum, ou ter ferramentas próprias para o drive virtual...

Em abril os Eees ganharão também um novo recarregador de bateria, ainda menor e que carrega "muito mais rápido". E em maio a autonomia dos Eees deverá chegar a 8 horas contínuas!

Enfim, ao que tudo indica a corrida do hardware está voltando. Retrocedeu ao Eee, e continuará agora "a partir" do Eee PC. E quem não compreender essa nova onda estará "amarrando uma corda no próprio pescoço", como insinuou o CEO da ASUS na entrevista...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O revolucionário Winamp Remote

O Winamp Remote é um Winamp via Web. Nessa época de palms e Eee PCs com pouca memória mas muita portabilidade, inclusive de acesso a Internet, é muito interessante poder usar um software como este para acessar toda a sua coleção de MP3 remotamente. Basta instalar e deixar rodando o servidor do Winamp Remote, configurar uma senha, e acessar o site do Winamp Remote no dispositivo portátil, que por sua vez não precisa ter nada além de um player multimídia qualquer instalado, além do browser Web. Observe que o programinha servidor do Winamp Remote e o site que faz a parte cliente é totalmente independente do player Winamp.

Desta forma você acessa não em parte, mas toda a sua coleção de MP3 se quiser, sem ocupar um megabyte que seja do HD, SSD ou SD do portátil.

Outra coisa boa é que o Winamp Remote automaticamente diminui a bitrate das músicas para 40kbps stereo, o que torna o streaming mais tranquilo, com menos gargalos, e também deixa a maquininha livre para realizar outras tarefas na Internet enquanto se ouve música. O mesmo ocorre com os filmes. Eles ficam com qualidade bem pior que a original, mas isso tem o seu lado bom, afinal você não vai conseguir ver um DVD via streaming com as conexões sem fio e nem mesmo com a maioria das conexões fixas que temos disponíveis hoje. Então só de possibilitar ver os filmes remotamente já é uma ótima. No caso das músicas a perda de qualidade felizmente quase não é notável, já que o software utiliza o formado WMA da Microsoft, que sabidamente tem qualidade melhor em bitrates mais baixas (e somente em bitrates baixas).

É possível também compartilhar músicas com outras pessoas mas ainda não testei isso.

Gostei muito também da interface do novo Winamp. Ela integra playlist, player, library, efeitos visuais, etc, tudo na mesma janela, mas mantendo a praticidade costumeira.

Enfim, mais uma excelente opção para quem usa portáteis pequenos e baratos como "segundo computador", para acessar serviços via Internet em qualquer lugar.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Finalmente um player de vídeo do jeito que eu queria

Sempre procurei um software que tocasse pelo menos os tipos de vídeo mais utilizados sem ficar carregando o sistema operacional com uma salada de filtros e codecs que se sobrepõe e ficam deixando a reprodução de filmes cada vez mais lenta.

Finalmente encontrei a solução: VLC media player. Ele tem inúmeras opções e mesmo assim permite operações rápidas e simples, de acordo com a necessidade. Toca todos os tipos de vídeo que precisei, inclusive DVD. Tem renderizador próprio de legendas não precisando de filtros adicionais. Tem equalizador de som e controles diversos do vídeo como brilho, contraste, aspecto e tamanho da imagem na tela, etc, que funcionam realmente, e sem deixar o vídeo mais lento.

Ele também um controle que pra mim é imprescindível: normalização de volume, e uma que funciona. Alguns filmes tem o som baixo quando os atores estão falando e alto demais quando toca uma música ou efeitos sonoros. Com a normalização você não precisa ficar levando sustos além da conta.

Um programa do tipo "tudo o que você precisa". Claro que sempre vai haver algo que ele sozinho não vai conseguir fazer, mas para leigos ou pessoas como eu, preocupadas com manter suas máquinas mais limpas sem muitos problemas, este é o "tudo em um" que procurávamos...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

8 anos depois, o Brasil proíbe erroneamente o Counter Strike

Não bastou o caso Cicarelli com a ridícula proibição do site inteiro do YouTube não? O Brasil mostra mais uma vez sua ignorância em relação a tecnologia proibindo o Counter Strike, um jogo antigo lançado há 8 anos atrás. E o motivo? Uma modificação que nem sequer tem no jogo original e que é uma das poucas bem sucedidas produções brasileiras em software recreativo, o MOD cs_rio, que retrata favelas do Rio de Janeiro. Isso que é estímulo à produção nacional!

Só quem perde com isso são as lojas que não podem mais vender o jogo original e as lan-houses. Os piratas estão rindo a toa, pois obviamente quanto mais proibido no mercado formal, mais venda garantida no informal.

É um país de m**** mesmo.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Em breve, no seu celular


Durante anos se fez a pergunta: como dar aos celulares, que fazem cada vez mais coisas diferentes além de falar no telefone, uma imagem grande o suficiente para poder navegar na Internet ou mesmo ver filmes? Uma tela maior vai apertando o bolso, um papel eletrônico retrátil pode melhorar um pouco as coisas mas ainda não é muito praticável entre outros motivos porque a taxa de atualização é lenta, e holografia ainda não é tão corriqueiro quanto em Guerra nas Estrelas. Eis que surge uma solução: projetor de imagem! Usando lasers, essa nova tecnologia de projeção talvez funcione até sob a luz do sol. Eu penso que mesmo que a imagem não fique lá essas coisas, a utilidade será tão grande que compensa. Imagine navegar na Internet em qualquer lugar simplesmente sacando o celular do bolso e apontando para uma parede qualquer, usando Firefox versão completa e tudo que tiver direito...

Desdobramentos da tecnologia deverão ser anunciados em breve, no Consumer Electronics Show, em Las Vegas.

Veja mais notícias a respeito aqui.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ontem e hoje

A direita (da foto), o primeiro computador que eu tive, nos anos 80. A esquerda, 10.000 vezes mais memória de massa, mais de 8 milhões de vezes mais cores na tela, 187 vezes mais pixels, 32.000 vezes mais memória RAM, mais de 281 vezes mais velocidade de processamento.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Combinação perfeita: ASUS Eee PC + Claro 3G


Neste meu primeiro "video blog" eu mostro na prática um pouco do que se pode esperar da navegação utilizando o Claro 3G no ASUS Eee PC na vida real.

Tenho planos de em breve mostrar a utilização em outros pontos da cidade também.