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domingo, 27 de abril de 2008

O homem FOI à Lua

Como gosto de fotografia, resolvi refutar várias das alegações que vi no site "A fraude do século":

Quanto as sombras em direções diferentes: trata-se de uma foto panorâmica, ou seja, foram tiradas várias fotos uma do lado da outra. A maioria das câmeras digitais de hoje tem o recurso de "panorâmica". Basta experimentá-lo e verá que em cada foto individual tirada as sombras aparecem em direções bem diferentes, e quando juntas fazem efeitos iguais aos das fotos panorâmicas na Lua.

Quanto ao tamanho da Terra fotografada da Lua: Faça também uma experiência: tire uma foto da lua com sua câmera digital tirando todo o zoom dela. Verá que a Lua ficará do tamanho de uma joaninha no resultado final, embora a olho nú você a veja do tamanho de uma moeda. Já com um bom zoom, se consegue a Lua bem grande, dependendo do zoom até ocupando a foto inteira. Portanto os diferentes tamanhos da terra fotografada da lua se dão pelos diferentes níveis de zoom.

Quanto às "penumbras" (segundo o site as partes não iluminadas pelo sol deveriam ser sombras 100% pretas): ocorre que ele fala de "partículas de oxigênio" mas se esquece que luz é uma coisa que REFLETE. A luz que se vê no lado não diretamente iluminado pelo sol na roupa do astronauta é justamente a luz refletida no solo da lua, que por sua vez ilumina a roupa do astronauta. Se a lua não refletisse a luz do sol, não a veríamos aqui da terra, pois como sabemos a lua não emite luz própria. No entanto a Lua não só é visível como ilumina a terra durante a noite. O mesmo acontece com a roupa do astronauta na Lua. Não é só oxigênio que reflete luz. O tecido da roupa também reflete.

Quanto à "bandeira tremulando": na Lua pode não haver vento, mas há inércia. Com o pouco atrito, a tendência é a bandeira balançar para um lado e para outro (ação e reação), até por mais tempo que uma bandeira na terra num dia sem vento, já que a gravidade é menor e há muito menos atrito. Deve-se reparar também que a bandeira estava presa por uma haste na horizontal superior, além do mastro.

Quanto às pegadas: Coloque areia ou terra totalmente seca em um ambiente com vácuo e verá que pegadas se manterão. Se fosse como eles afirmam (que as pegadas se desmanchariam rapidamente), a Lua não teria crateras tão bem definidas que duram milhares de anos. Como sabemos, os meteoros que causaram crateras na lua caíram por lá há milhares ou milhões de anos, tanto é que não vemos novas crateras na Lua mesmo depois de séculos de observações. Portanto a Lua tem uma alta capacidade de manter marcas de objetos que tocam o seu solo.

Quanto a " Módulo Lunar da nave Apollo 11. Você crê que isso voa? Você crê que aí dentro há combustível suficiente para alimentar um propulsor?": Nossa desconfiança vem do fato de que não há a menor aerodinâmica no módulo. Mas sem ar não haveria o menor sentido em haver aerodinâmica. O combustível necessário para fazer o módulo voar é realmente pequeno, pois a Lua tem muito menos gravidade que a Terra, e o santo por lá ajuda bem mais a subir do que por aqui. Depois este módulo se acopla a outra nave que está na órbita da Lua, e esta nave tem muito mais combustível.

Quanto à foto contra o sol: justamente por não haver atmosfera na Lua, a luz do sol fica totalmente centrada em um determinado ponto do "céu lunar", e o resto a sua volta fica completamente negro. Na terra você também pode tirar uma foto contra o sol, desde que a fotometria se dê nos objetos em volta, não no sol em si, e também não no céu. A diferença é que no caso da foto terrena o céu ficará totalmente branco, justamente por haver uma atmosfera toda iluminada, mas os objetos vão aparecer sim, quem disse que não?

CUIDADO: Se for experimentar o que foi dito acima, jamais use o diopetro ótico da câmera para compor a foto, pois a luz do sol passando pelas lentes poderá machucar o seu olho. Além disso o sol passando pelas lentes pode danificar o sensor da sua câmera digital, portanto faça isso no máximo apontando para o sol em um período de tempo BEM CURTO. Fotos de por do sol não tem tanto problema porque o sol de fim de tarde já é bem mais fraco. Mesmo assim, fica o alerta!

Quanto a divergência de distancia entre a bandeira e o módulo: Experimente usar uma câmera com muito zoom e tire uma foto sem zoom e outra com zoom no máximo. Verá que as proporções se alteram, e na com todo o zoom as coisas parecem estar mais próximas umas das outras.

Quanto a falta de estrelas no céu: faça mais uma experiência com sua camera digital: tire fotos a noite, com tripé e exposição aumentada, em uma rua bem iluminada por postes públicos. Primeiro aponte para o céu, pegando apenas uma pequena faixa de chão, depois tire outra apontando para o chão iluminado, pegando apenas uma pequena faixa de céu. Verá que na primeira o chão ficará quase totalmente branco, e haverão estrelas. E na segunda não se verá estrela nenhuma. Trata-se da fotometria da câmera compensando luzes fortes e fracas.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Dois sharewares únicos

Volta e meia eu compartilho coisas realmente boas que eu descubro por aí. Como o mundo do software nunca para, sempre aparecem coisas novas que fazem a diferença entre o antes e o agora.

Screensaver... Isso hoje em dia é desnecessário pois até onde ouvi falar aquele risco de marcar a tela nem existe mais. No entanto eles sempre foram agradáveis. Uma tela de computador quando não está sendo utilizado pode ser uma excelente decoração para o ambiente utilizando um screensaver.

E qual é o tipo de screensaver mais famoso? O de aquário. Me lembro até hoje de um dos primeiros que conheci, o AfterDark, cujos peixes eram bidimencionais e seus movimentos não eram lá tão parecidos quanto os de peixes reais.

Por anos esperei por um screensaver que simulasse um aquário com realismo. E outro dia descobri que ele já existe. O Dream Aquarium (DEPOIS que escrevi este texto descobri que dá inclusive pra ganhar dinheiro indicando do Dream Aquarium. Mas JURO que eu só mudei o link depois que escrevi o texto. Recomendei este excelente software porque realmente gostei dele) é realmente convincente. Os peixes tem movimentos praticamente idênticos aos de peixes de verdade e os gráficos imitam até o brilho das escamas e as sombras no fundo do aquário. A versão trial só exibe dois tipos de peixes além do carangueijo, mas vale a pena pagar os 20 dólares para ter acesso a vários outros tipos de peixes, updates futuros gratuitos e direito de usar o screensaver em todos os computadores que você possuir. Outras opções incluem zoom que acompanha os peixes e é possível até dar comida para eles e ver suas reações quando estão com fome.

Outra coisa que esperei anos para ver é um normalizador de volume que funcione para todos os softwares do sistema operacional.

Para resolver aquela coisa chata de ter que ouvir músicas umas com volume mais baixo que outras e ficar toda hora regulando o volume existem vários plugins para Winamp com o fim de regular automaticamente o volume das músicas enquanto elas são tocadas.

No entanto o Breakaway vai bem além. Ele regula o volume de todos os sons que tocam no Windows. Isso significa que todos os canais da sua placa de TV vão ter volume igual, sem sustos. Os filmes não vão ficar baixinhos quando os atores conversam e estrondosos quando entra a trilha sonora na cena de ação. Você não vai mais perder nenhum detalhe das falas naqueles vídeos do YouTube com som mal gravado. Tudo que está baixo demais, o Breakaway aumenta, tudo que está alto demais, ele baixa o volume. E além disso ele melhora incrívelmente o som, dando melhor equalização e separação de stereo. Após 30 dias é preciso pagar 30 dólares, mas eis aí mais um programinha que vale a pena...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Ajax vai acabar ficando para trás?

Estive olhando as novas iniciativas em aplicações via Web. Ao invés de puro Javascript com comunicação assíncrona com o servidor, ou seja, AJAX, elas usam o antigo conceito de componentes embutidos.

Applets Java, Flex, Flash. Esse tipo de aplicação sempre foi considerada "pesada" e provavelmente este é o motivo para geralmente se preferir que aplicações na Web sejam feitos em puro AJAX.

Ocorre que o AJAX talvez não esteja evoluindo no mesmo passo das conexões com a Internet. Basicamente o AJAX continua sendo uma espécie de hacking. A Microsoft não criou as funções que possibilitam o AJAX -aquelas que fazem comunicação assíncrona com o servidor através de Javascript no cliente- pensando em se fazer aplicações inteiras do tipo Office via Web.

As ferramentas de desenvolvimento para AJAX não são de auto-nível. Auto-nível em programação significa que o programador não precisa saber como as coisas funcionam por trás do código que está sendo executado. Não precisam entender os limites da plataforma utilizada para programação. Simplesmente usam instruções mais intuitivas e o compilador do código de alto nível se encarrega do resto.

Até existe um ambiente de programação de alto nível para AJAX, o Morfik, que possibilita fazer aplicações AJAX inteiras utilizando linguagens comuns como BASIC ou Pascal, sem jamais precisar ver códigos em Javascript ou entender os limites da plataforma do browser. O Morfik de fato "compila" a linguagem de alto nível em instruções Javascript mais complexas, lidando com todas as picuinhas da plataforma Web de forma totalmente transparente.

No entanto o Morfik, não sei bem por qual motivo, não fez muito sucesso.

Alia-se a isso o fato de que os browsers não estão evoluindo bem suas capacidades de hospedagem de aplicações. Diante do sucesso do AJAX e da Web 2.0, eu há muito tempo que aguardo um browser mais voltado para ser "plataforma de aplicações", com APIs voltadas para tal. A verdade é que uma iniciativa nesse sentido não surgiu nem por parte da Microsoft nem do pessoal do Firefox. Minha teoria é que a Microsoft não tem interesse nisso, já que a galinha dos ovos de ouro dela é o software instalável em pacote. Já o pessoal do Firefox no meu ver não tem a mesma capacidade de inovar tanto quanto tem uma mega-empresa de software quando tem vontade de fazê-lo.

O resultado é que as conexões cada vez mais velozes de Internet começam permitir vislumbrar outras saídas para o impasse.

As soluções "pesadas", Java applet e Flex/Flash da Adobe, começam a se tornar mais viáveis.

Seus editores de texto, ao contrário daqueles feitos em AJAX, são verdadeiramente WYSIWYG, ou seja, você vê na tela exatamente como aparecerá impresso, algo que ainda é essencial em um editor de textos, e que os editores em AJAX simplesmente não possuem, por limitações primárias de suas plataformas. Tanto o Google Docs como o Zoho não mostram as margens das páginas na tela e suas quebras. Um texto que ocupa 2 linhas na tela pode, por exemplo, ocupar 5 linhas quando impresso. Você não tem controle do que cabe e do que não cabe na folha. O motivo é que simplesmente até hoje nenhuma produtora de browsers implementou um controle mais completo de algo básico como impressão.

Tanto o BuzzWord da Adobe, feito em Flex, como o Write da ThinkFree possuem essa funcionalidade, além de interfaces bem mais complexas e agradáveis de se usar. O problema continua sendo que em algumas conexões essas aplicações são muito mais lentas que aplicações em AJAX puro. Eu testei por exemplo no Virtua 4mbps e ficou bastante utilizável, mas no Claro 3G simplesmente não abria de tão demorado para carregar os componentes.

Infelizmente essas soluções perdem também um pouco da sensação de "não instalar nada no cliente", já que os componentes são primeiro baixados pelo browser e rodam como se fossem executáveis normais. Já aplicações em AJAX puro são rodadas em partes, conforme a necessidade, e não carregadas por completo. São pequenos pedaços de código que rodam quando solicitados. E são rodados pelo próprio browser ou servidor, e não utilizando recursos externos a este. No caso do AJAX é mais verdadeiro o conceito de "o browser como plataforma", enquanto que nas outras soluções as plataformas tem outros nomes, como "Java Virtual Machine".

No entanto, a continuar o AJAX com suas pífias limitações, mesmo com as conexões ganhando mais velocidade, não vejo outro caminho lógico que não o dessas aplicações em "componentes" ganharem mais e mais espaço, já que elas utilizam plataformas muito mais poderosas e voltadas para o tipo de tarefa, só que desenvolvidas por empresas que no entanto não tem muito interesse em entrar na briga dos browsers em si.

Ou quem sabe a Google resolve fazer um browser, ou trabalhar em cima do Firefox, já que ele é de código aberto. Ou então quem sabe a Microsoft larga de ser besta e faz um browser voltado para aplicações Web...

Está declarada a guerra das plataformas para desenvolvimento e hospedagem de aplicações Web.