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domingo, 21 de setembro de 2008

Hello, I'm a cloud computing


A campanha da Microsoft é mais uma demonstração de que a gigante quer manter o atraso. 

Será que se trata de uma guerra entre Microsoft e Apple? Bons tempos que não voltam mais, heim Bill Gates? 

Na verdade o sonho da Microsoft é voltar a esses tempos, resgatando nas pessoas resquícios de fanatismos das guerras entre plataformas de hardware do passado, da época em que a empresa reinava com seus "empacotados". 

A intenção da Microsoft parece ser tentar alienar o público daquilo que realmente ameaça seu modelo de negócios tradicional: a computação em núvens. Um mundo aonde não importa a máquina e nem o sistema operacional que estão rodando por trás do browser. Um mundo sem formatos físicos definidos e sem caixas de papelão. Um mundo aonde impera a diversidade sem atritos de instalações para se experimentar coisas novas. Um mundo aonde verdadeiramente não importa aonde e com o que se acessa a informação. 

O slogan da empresa, "Life without walls", parece se esquecer que sem paredes não há janelas... 

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Chrome = fim do Firefox?

Outra coisa que estive pensando com os meus botões é que o Chrome pode representar um páreo realmente duro para o Firefox. 

Eu sempre acreditei que o que possibilitou ao browser de código aberto ganhar boa parte do mercado foi a apatia proposital do Internet Explorer. 

Como muitos já devem ter percebido, a Microsoft não tem interesse na nova era de aplicações rodando via Web, pois enquanto ela puder continuar ganhando muita grana com o software vendido em caixas nas prateleiras de sua já consolidada rede de distribuidores, melhor para ela. Como falei no post anterior é até uma forma de ela manter o monopólio que exerce. 

Se você prestar atenção no andamento da evolução do Internet Explorer ao longo dos anos, verá que a gigante fez muito pouco depois do dia em que conseguiu derrubar o Netscape. Além de ter ficado parada no tempo por vários anos sem evoluir a versão 6.0, a Microsoft se limitou apenas a  acompanhar a evolução do Firefox ao fazer alguma atualização. É óbvio que a Microsoft tem poder para fazer muito mais que isso. Não fez porque não quis. 

Mas com a Google lançando um browser as coisas são um bocado diferentes. Provavelmente finalmente teremos um browser cada vez mais voltado para as aplicações online, substituindo cada vez mais o sistema operacional como plataforma de aplicações. Isso já começa a ser notado no Chrome pela dedicação que a Google teve em fazer tanto HTML como Javascript rodarem mais rápido em seu novo browser. 

Se antes era apatia da Microsoft o que permitiu ao Firefox "chegar lá", agora o browser de código aberto enfrenta sua maior ameaça. E eu tenho sérias dúvidas sobre se o pessoal que desenvolve o Firefox, que nasceu por iniciativa de uma organização sem fins lucrativos, terá capacidade de acompanhar a multibilionária Google.      

Então o que eu prevejo é que a Microsoft deverá acordar finalmente do sono profundo, pois agora sim não terá mais como escapar, e o Firefox provavelmente terá aos poucos o mesmo destino do Netscape, pois serão dois pesos pesados contra uma pluma. 

Tem seu lado triste, mas faz parte da evolução, que não pode parar.        

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Será que agora a Web 2.0 decola?

"Ou quem sabe a Google resolve fazer um browser"

Pois lançou. Não sei se a Google tem capacidade para tal, mas é praticamente certo que o objetivo dela com o lançamento do Google Chrome é fazer um browser voltado para as aplicações via Web, ou computação em núvens como está sendo chamado.

O sistema operacional tende a perder a importância e se tornar segundo plano. As APIs estarão no browser, e todas as aplicações tendem a migrar para dentro dele.

Os benfícios são vários, mas talvez o mais importante deles seja acabar ou diminuir sensívelmente o problema do "monopólio natural" do mundo da informática, aquele que acaba por obrigar as pessoas a usarem todas elas o mesmo aplicativo para poder abrir documentos tanto em casa como no trabalho e no vizinho.

Com as aplicações na Web, basta fornecer ao colega um link. Ele não precisa ter o aplicativo instalado. Clicando no link, ele abre tanto o documento como a aplicação online que o criou.

É como se todo mundo tivesse todos os aplicativos existentes no planeta pré-instalados em suas máquinas. Logo, o atrito para se experimentar novas aplicações se torna praticamente nulo.

O modelo de se ganhar dinheiro através de anúncios por sua vez, também disseminado pela Google, se encarrega de gerar receita neste mundo aonde quem se fechar estará fora do jogo. Pode ser que hajam planos "premium", "gold", coisas assim, mas sempre será possível experimentar, visualizar e utilizar recursos básicos de qualquer dos aplicativos sem atritos, nem mesmo o atrito da instalação dos softwares.

Quem tentar fugir a isso será fatalmente abocanhado por algum aplicativo concorrente em pouco tempo, por este concorrente estar facilmente disponível a qualquer um com um simples clique de mouse, e de maneira viral, já que esse clique será feito a partir de um link exposto por um colega que envie um documento feito nesta aplicação alternativa.

Esta vantagem os Dvoraks (que tem criticado a computação em núvens) da vida deveriam louvar.