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sábado, 22 de novembro de 2008

Google decide desligar o Lively. Era de se esperar...


Não é tão complicado entender: essa gigante já nasceu comprometida com um determinado nicho do mercado que na verdade terá a perder com o triunfo de softwares como o Second Life. 

A história da computação é toda assim. A IBM desde o passado um pouco mais distante se comprometeu com o mainframe, aqueles computadores do tamanho de um frigobar que só empresa tem. A IBM não acreditou, ou não quis acreditar, que o mundo seria tomado por PCs, e acabou entregando essa novidade de mão beijada para a Microsoft, que pregava que os computadores iriam se popularizar, "em cada casa, em cada mesa", como dizia Bill Gates lá pelos anos 80. 

Pouco mais de 20 anos depois veio a era atual, da computação em nuvem, aonde o software é distribuído pela própria Internet. 

A Microsoft, então acostumada a lucrar incrivelmente com softwares em caixas vendidos em prateleiras, mostra hoje uma resistencia ao software em nuvem tão grande quanto a da IBM em relação a PCs no passado. 

Perceba que, curiosamente, assim como foi a IBM que lançou o PC, foi também a Microsoft que lançou as instruções no browser que permitem o AJAX, a base da computação em nuvem. No entanto ambas as empresas tinham propósitos diferentes para esses lançamentos daqueles para o qual eles acabaram sendo utilizados na prática. O PC substituiu muitos dos mainframes nas empresas, e o AJAX foi utilizado para se fazer aplicações inteiras na Web. 

A Google simplesmente não tem interesse no mundo virtual em 3D. Ela lançou o Lively como uma forma de dizer "também temos isso", mas perceba que o propósito deste software era servir apenas como um mero bate-papo, algo bem mais rudimentar do que uma plataforma completa aonde se pode fazer de tudo, como ocorre no Second Life. 

Por incrível que pareça o mundo virtual é um concorrente da aplicação via Web, área que é a galinha dos ovos de ouro da Google. No futuro certamente as aplicações rodarão dentro dos mundos virtuais, e infelizmente a Google não é tão inovadora quanto se pensa. Ela apenas está aproveitando um nicho novo do mercado, e como já virou uma gigante em torno deste nicho, não consegue mais se desvencilhar dele, tal qual ocorreu com IBM e Microsoft em suas respectivas áreas de atuação. 

Na verdade se a Linden Lab fizer as coisas corretamente, ela poderá talvez ser a gigante do futuro.           

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