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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sonhei com o Street View do futuro

É verdade. Tive um sonho na noite passada com um "Street View do futuro". Apenas era de outra empresa (sei lá qual) que a não a Google. Assim como o da Google, era possível passear tanto nas pistas de carro como em calçadas (algo que o Street View da Google agora faz também em alguns lugares). Quando se andava nas pistas de carros era igual é hoje, ou seja, fotos estáticas a cada X metros. Só que, nas calçadas, ao invés de fotos estáticas, em cada ponto navegável passavam filmes em 360 graus, com duração de uns 10 segundos, repetindo enquanto você estivesse parado naquele ponto, e podendo ser visto nas diferentes direções. Os filmes continham também os sons ambientes, em 3D stereo. Outra coisa que talvez seja uma idéia "mais de jerico", mas que também estava presente no sonho, era que quando aparecia alguma pessoa mais próxima à câmera falando, a fala dela era transcrita na língua local na mesma tela deste "Street View do futuro". A intenção disso era como que "mostrar os costumes do local visualizado".

Depois que acordei eu fiquei imaginando a possibilidade de se fazer isso. Atualmente o Street View em calçadas utiliza uma bicicleta para ganhar agilidade. Ou seja, eles não ficam parados 10 segundos em cada lugar. No entanto em lugares como Veneza (que ainda não tem Street View), cheios de passagens ultra-estreitas e escadas, a utilização desta bicicleta provavelmente será inviável. Então não me parece má idéia que inventem algo para ser carregado na mão. Um mastro com a câmera de 360 graus na ponta de cima provavelmente. No caso de filme full motion, o operador apenas precisaria ter uma paciência de Jó para ficar parado 10 segundos em cada ponto.

E, pensando bem, acredito que há grande probabilidade de isso se tornar realidade no futuro...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Como o Second Life poderia dar certo?

No meu ver o maior problema do Second Life é a dificuldade de acesso a ele. É necessário ter um super acelerador de vídeo e uma super conexão para conseguir baixar tanta coisa ao mesmo tempo e ainda exibir isso em 3D em vários quadros por segundo. E mesmo tendo tudo isso fica extremamente lento por motivos até que bastante óbvios para quem tem um pouco de conhecimento técnico.

Acredito atualmente que um Second Life, com as características que o Second Life tem, só vai realmente funcionar no dia em que toda a renderização for feita não no cliente mas nos servidores da empresa que o desenvolve, pois isso resolveria enorme parte do problemas, já que todo o mundo virtual do Second Life está gravado nos próprios servidores da Linden Lab.

Se serviços como o OnLive e o GaiKai realmente sairem do papel -o que até parece difícil de acreditar que ocorrerá-, e a Linden Lab fizer parceria com eles, acredito que o Second Life terá uma incrível segunda chance, trocadilhos a parte...

A boa notícia é que há alguns indícios de que o GaiKai talvez venha a rodar o Second Life... Vamos aguardar, mas se isso acontecer acredito que poderá ser uma verdadeira nova revolução.

Só para registrar...


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009 e previsões para 2010

Well... para entender este post primeiro leia as previsões que fiz para 2009 em 2008: http://mugnatto.blogspot.com/2008/12/previses-para-2009.html

Pelo jeito eu me enganei redondamente quando afirmei que "Claro que a crise mundial abala um pouco todo esse otimismo. Mesmo assim não acredito que as coisas irão parar".

Pois pararam. Praticamente nenhuma das previsões que fiz se concretizou. Foi um ano relativamente um tanto parado, muito provavelmente graças a crise, de modo que as minhas previsões para 2010 não passam de repeteco das que fiz para 2009.

Uma coisa que eu excluo é a aposta no Second Life, pois deixei de acreditar até mesmo na Linden Lab, por ela ter estagnado o produto. Praticamente não houveram novidades no cliente SL este ano e não acredito em produtos tecnológicos que estagnam da maneira como este estagnou. Aparentemente a empresa decidiu lucrar só o que der pra continuar lucrando com o conceito atual ao qual seus atuais usuários se apegaram (paranóia de bate-papo e venda de produtos virtuais) e não tem mais aquela visão de "uma plataforma do futuro". Acho que só um milagre salva o Second Life diante disso. Mas por outro lado isso abre espaço para o possível surgimento de uma nova "Google" num futuro talvez não muito distante que talvez faça a coisa acontecer da maneira correta. Afinal o mundo da tecnologia nunca para de dar voltas. Atualização 31/12/2009: Estão me dando muita esperança os serviços de streaming de jogos como Onlive, Otoy e Gaikai. Se se tornarem realidade, poderá haver uma revolução nos mundos virtuais, e espero que o Second Life participe disso...

Por outro lado as coisas que previ para 2009 mas ainda não aconteceram ganharam muita força como "idéia" este ano. Os sistemas operacionais splashtop como o Google Chrome OS devem marcar 2010 tal como previ para 2009.

Em 2009 o tablet netbook chegou a ser lançado com o nome Eee T91, mas ainda não engatou a marcha, o que deverá acontecer em peso em 2010.

Quanto aos vídeos eu acrescento minha aposta no lançamento de um "Youtube Live" com transmissão ao vivo via celular, tal como já fazem serviços como o Qik.com. A proposta não será vendida como "lifecast", que é uma espécie de "big brother" via Internet, mas sim como "gravação de vídeo direto para o Youtube". Uma forma de se gravar um tempo longo de vídeo em boa qualidade mesmo com dispositivos com pouca memória como os celulares, e sem ter que se preocupar em "fazer upload depois para o Youtube", e, de quebra, permitindo que amigos assistam o que está sendo filmado "ao vivo", se o usuário assim desejar. Será que o finado Yahoo Live também retorna das cinzas?

A "guerra de plataformas para web" eu também adio para 2010, embora os players já estejam se armando e se posicionando.

Quanto às "formas de tornar telas pequenas maiores", ainda acho que podem ser a próxima onda dos celulares. Afinal, o que viria depois do iPhone? Os celulares com projetores ainda me parecem promissores.

Quanto à "revolução" do ebook, também tem que ser adiado para 2010. Em 2009 eu diria que pelo menos a idéia foi finalmente aceita pelo público. O que era "absurdo" até 2008, agora não é mais. Todos aceitam mais a idéia de trocar livros de papel por leitores, até pelo argumento ecológico. Então falta só um dispositivo matador.

E o iTunes talvez tenha que se reinventar para fazer frente aos serviços de streaming como o Grooveshark. A compra do Lala.com pela Apple sinaliza que isso talvez ocorra em 2010, e acredito que ocorrerá. Música por streaming é o futuro sem duvidas. A época do download já passou.

É isso. Vamos ver se 2010 retoma as inovações. Feliz natal e ano novo.

Edição: Claro que eu não posso deixar de mencionar, tanto como retrospectiva como previsão, que 2009 marcou o início de uma tendência para as coisas cada vez mais "ao vivo", com o sucesso do Twitter e searchs ao vivo pela Web a fora. Isso deve ser notado.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Nova versão do Mugnatasks

Agora eu considero o Mugnatasks mais "completo", pois antes os dados de horas trabalhadas coletados não tinham muita utilidade por não haverem relatórios.

O primeiro relatório do Mugnatasks é um gráfico de barras de horas trabalhadas. Utilizando a mesma interface do resto da aplicação, é possível filtrar os dados arrastando as tags para cima do gráfico. Para saber o número de horas trabalhadas no hipotético "projeto X", basta arrastar a tag "projeto X" para o gráfico. Para saber quantas horas foram gastas com a hipotética atividade "Desenvolvimento de sistemas", basta arrastar a tag "Desenvolvimento de sistemas" para cima do gráfico. Se quiser pode combinar as tags livremente, ou não adicionar nenhuma tag, listando assim todas as horas gastas pela empresa ou grupo de trabalho em todas as categorias de atividades.

Também é possível selecionar o usuário para ver as horas trabalhadas por um usuário específico ou clicar em "All users" para ver as horas de todos os usuários, tudo com a mesma interface da tela de listagem de tarefas.

O gráfico pode ser exibido por período, bastando selecionar livremente a data de início e de fim desejadas. Quando o período é menor que um mês, o gráfico é diário, e quando é maior, mensal, tudo automaticamente, mantendo o espírito de total facilidade de uso.

Foram feitas também diversas outras melhorias gerais na aplicação além de eu ter resolvido problemas de compatibilidade com o Google Chrome. Os browsers testados são Chrome (versão release), IE 8 e Firefox.

Também afrouxei as exigências para fazer login, pois exigir do usuário uma senha complicada acho que tava um tanto repulsivo...

Um detalhe sobre o gráfico: o hospedeiro não aceitou o componente da Microsoft para fazer gráficos, pois ele exige "trust level" alto para funcionar. Minha resposta foi: "beleza", e fiz minha própria rotina para gerar gráficos que, para o tipo de gráfico que eu queria fazer, ficou praticamente tão bom quanto, modéstia a parte :-)

Em breve estarei atualizando também o screencast, para incluir o relatório.

Em breve também relatório (também gráfico) de número de solicitações (tasks) criadas e/ou finalizadas.

E espero que você use o Mugnatasks!!!!!!

domingo, 29 de novembro de 2009

Dvorak, eu sei o motivo

É interessante como muitas das observações recentes do famoso colunista Dvorak são quase que uma confirmação da concretização de coisas que eu já venho prevendo há anos, neste blog mesmo. E ele parece estar percebendo as coisas acontecerem sem querer admitir os motivos desses acontecimentos.

Na coluna dele na Info de novembro ele começa dizendo que a Microsoft não está evoluindo muito o Windows e que isso pode possibilitar que o Linux acabe o alcançando.

Segundo Dvorak, isso se dá pela posição "confortável" da Microsoft perante um mercado já tão acostumado com o seu sistema operacional.

Ora, mas o que foi o Windows Vista senão uma tentativa de continuar crescendo o Windows exponencialmente como a Microsoft sempre fez na época em que seu sistema operacional era taxado de "bloated"? Ocorre que foram os consumidores que, desta vez, recusaram um sistema pesado. A Microsoft na verdade foi obrigada a lançar algo "mais light" para atender o desejo dos consumidores, anunciando o Windows 7.

É realmente verdade, diga-se de passagem, que o Linux agora tem mais chance do que nunca. No entanto eu acho muito provavel que a Microsoft vá lançar um dia uma versão "express", gratuita, do Windows, para não ficar para trás. Eis a solução que eu acho que a gigante vai encontrar...

Anos atrás eu expliquei aqui mesmo os reais motivos disso. O que Dvorak não quer ver é que a "culpa" é toda da computação em nuvem, paradigma que ele pessoalmente já demonstrou não gostar e não desejar muito para o mundo da computação pessoal.

Ao trocar o que roda no desktop pelo que roda na Web, automaticamente se diminuiu as exigências de hardware locais. As coisas agora estão migrando para os gigantescos data-centers das empresas provedoras de serviços na nuvem. Com isso o sistema operacional está aos poucos se tornando apenas uma obrigação para fazer a interface entre a máquina e o browser, como mostra também o anúncio do Google Chrome OS, algo impensável para muitos há pouco tempo atrás.

Já no mundo dos browsers, que o Dvorak também cita, a história é um pouco diferente. Ao invés da motivação ser uma exigência dos consumidores, no caso do browser a Microsoft ficou parada como "tartaruga" por anos no IE 6 no meu ver de propósito, por pura falta de interesse dela própria de evoluir algo que ela já havia sacado que estava lá para competir com seu habitual modelo de software instalável em pacotes de prateleira.

Então o rumo da Microsoft até hoje continua exatamente o mesmo de suas décadas de ouro. Agora ela está começando a ser obrigada a entrar pro mundo da nuvem, e já está mostrando que continua sendo forte o suficiente para mover muitas montanhas nessa área também, embora não seja muito fácil prever se ela vai conseguir realmente manter a dianteira perante a Google.

Dvorak fala também que seria notório que "o software não consegue acompanhar o hardware". Me desculpe ele, mas isso foi notório na virada dos anos 80 para os 90, na transição do DOS para o Windows, mas depois disso passamos por um longo período em que isso estava muito longe de ser verdade. Durante a década de 90 a reclamação dos usuários era o contrário: que suas máquinas não conseguiam rodar as novas versões do Windows e do Office que eram lançadas. No entanto todos acabavam concordando que isso fazia parte da lei de Moore, e acabavam aceitando trocar por máquinas mais potentes numa incrível velocidade.

Na verdade essa afirmação do Dvorak, nesta nova transição do Windows para a nuvem, voltou a ser verdade, mas não porque os produtores de software não conseguem acompanhar o hardware, e sim porque o hardware virou de fato quase que uma espécie de "terminal burro" que praticamente apenas exibe o software em nuvem para o usuário. Agora tudo depende mais da velocidade da conexão Internet para passar a exigir mais hardware. Eis o fato que Dvorak parece não querer ver.

De qualquer forma é muito interessante para mim ver um analista de renome ao menos constatando aquelas tantas coisas que eu previ que ocorreriam, com a diferença de que eu sei e admito os motivos. Na época que eu falei sobre a estagnação do tamanho dos HDs não via ninguém mais falando o mesmo. Agora finalmente parecem ter acordado.

Referencias neste blog:
Previsões para até 2012
A Web 2.0 vai emagrecer o PC?

Vendas de laptops no Brasil refletem emagrecimento do PC

Um fenômeno muito curioso começará a acontecer

Desenvolvimento de sistemas - software - websites - banco de dados - Brasília

Se sua empresa de qualquer tamanho precisa de um software, seja ERP, sistema de gestão administrativa, gestão de processos, gestão comercial, aplicativo para uso específico, etc., encontrou o profissional certo.

Não importa o tamanho do seu projeto. Utilizo metodologia já extremamente bem sucedida para organizar o desenvolvimento de sistemas de qualquer tamanho. Um sistema grande apenas demora mais para ficar pronto que um pequeno, mas é possível priorizar funcionalidades à vontade. Além disso o preço cabe no orçamento de qualquer empresa, organização, e até mesmo pessoas físicas, pois, além de ser o mais barato possível dentro da realidade do desenvolvimento de um sistema sob encomenda, é possível também parcelar o pagamento à vontade. Para dar uma idéia, um cadastro completo (7 pontos de função) com listagem, alteração, inserção, deleção, filtros para buscas, e ordenação por qualquer campo, custa R$ 210,00, e muitas das possíveis pequenas alterações posteriores, como a adição de um novo campo, não são cobradas.

Seu sistema poderá tanto rodar restrito à rede local de sua empresa como também em nuvem. No caso de computação em nuvem basta que cada máquina tenha acesso a Internet, dispensando custos de manutenção de infraestrutura de rede e servidores, e possibilitando integração sem atritos entre filiais. O sistema poderá ser acessado através de qualquer sistema operacional, inclusive smartphones.

Algumas das funcionalidades já implementadas nos sistemas em ambiente Web (intranet ou internet) que desenvolvi incluem customização de temas de layout, envio de alerta para clientes por SMS e por e-mail, relatórios com tags e editor de layout, importação e exportação para Excel, importação de arquivos de cobrança, interface customizada para uso em dispositivos móveis, campo textual com busca do tipo auto-complete, gráficos estatísticos nos mais diferentes formatos, área para acesso público e por clientes, enfim, seu sistema poderá ter todas as características das mais modernas aplicações em nuvem.

Você terá em suas mãos também o código fonte do sistema, uma garantia importante para você, mas que a maioria dos desenvolvedores não fornece.

Peça demonstrações e referências, e comprove.

Convido você, possível cliente, para uma reunião sem compromisso aonde, além de nos apresentarmos, incluindo demonstração de trabalhos realizados, será produzido sem custos um diagrama de fácil compreensão com a idéia geral do sistema a ser desenvolvido de acordo com as suas necessidades. De qualquer jeito vale a pena marcarmos esta reunião!

Minha localização é em Brasília, mas pretendo desenvolver projetos também para qualquer outra cidade do Brasil utilizando ferramentas de conferência e acesso remoto com as quais já tenho plena experiência.

Entre em contato e peça uma pré-proposta via e-mail. Basta enviar uma idéia geral do que precisa.

mugnatto@gmail.com ou (61)9154-9785

Marco Mugnatto

Abaixo apresentação de algumas características de um sistema recentemente desenvolvido:


Conheça também o Mugnatasks: http://www.mugnatasks.com


sábado, 21 de novembro de 2009

Explicando o Chrome OS

Vejo muita gente dizendo que está decepcionada com o OS da Google. Eu não. É de fato muito simples, como a maioria das coisas que a Google lança. E o motivo é bem simples e não muito nobre: a Google não tem a mesma capacidade de uma Microsoft. É uma empresa que apesar da grana não tem uma base de conhecimento, não tem competencia suficiente para fazer algo grandioso. Eu diria que a Microsoft ainda é várias vezes "maior" que a Google. O que a Google quer com o Chrome OS é trazer à tona aquilo que essas outras empresas não tem interesse em fazer. Embora seja inevitável, a computação em nuvem só interessa atualmente à Google, dentre os "grandes players" do mercado. O pessoal do Firefox não tem capacidade estrutural para desenvolver outras aplicações além do browser, não desenvolve nem aplicações em nuvem. A Microsoft sempre lucrou com bloated software em pacote. A Apple quer vender hardwares pesados e caros, não os minimalistas que rodam tudo remotamente. O pessoal das outras distribuições Linux também estão mais ligados no mundo offline, para vender suporte ao usuário. E por aí vai. Claro que mais cedo ou mais tarde todas estas serão obrigadas a entrar na dança, mas a Google é realmente a única que tem a real "vontade" atualmente de promover a mudança que no fundo no fundo a maioria dos usuários quer. Então ela, mesmo sem muita competência e "bagagem" para tal, lança um sistema operacional, minimalista, que é muito mais um conceito a ser difundido do que "um produto de peso para imediatamente derrubar os concorrentes", já que ninguem mais está interessado em fazer isso.

O próprio browser Chrome também é uma atitude forçada para tentar evitar que o mundo das aplicações online seja dominado por componentes da Adobe ou Silverlight.

Claro que um dia a Google vai ter mais capacidade de crescer esses produtos e torná-los alternativas realmente viáveis frente aos concorrentes, mas acredito que se outras empresas de peso tivessem se interessado em serem as provedoras do "sistema operacional de Internet", a Google teria deixado acontecer, e teria se mantido na posição de se preocupar mais com o que roda dentro do browser apenas. Ninguém quis, tal como a IBM no passado desdenhou do PC pois estava mais interessada no mainframe. Então é o mercado que exigiu que uma Google aparecesse e lançasse, mesmo sem poder fazê-lo, um "Chrome OS".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mugnatasks Preview no ar!!!

Está inaugurada a primeira versão pública do meu software em nuvem para gerenciamento de projetos e tarefas, o Mugnatasks, ainda em versão "preview". Foram alguns meses trabalhando em horas vagas para conseguir uma interface AJAX diferenciada, com drag e drop, atualizações de tela ao vivo, adição de usuários por convite via e-mail, alteração de valores inline, enfim, modéstia a parte algo bem próximo de várias das aplicações da Google, só que, ao invés de ter uma baita equipe por trás, apenas "moi".

Muita coisa que ainda pretendo adicionar, mas esta primeira versão já está sendo extremamente útil para eu aprender as tecnologias AJAX mais recentes do ASP.NET e também como portfólio para exibir a possíveis clientes. A idéia veio do fato de que eu odeio metodologias burocráticas no papel para controle de projetos. Trabalhei anos atrás em uma empresa que desenvolveu seu próprio sisteminha para controle de tarefas dos funcionários, e achava bem mais útil que as tais metodologias. O conceito é muito simples. Você delega tarefas que podem circular por toda a empresa através do livre encaminhamento, maximizando o trabalho em equipe, e com controle do tempo despendido em cada tarefa por cada funcionário, gerando relatórios (ainda não inclusos na versão atual) que dão muito mais garantia de exatidão e oferecem muito menos atritos para visualizar de maneira global do que um controle burocrático feito em papéis "no fim do mês", como se alguém fosse realmente se dar ao trabalho de ficar anotando tudo com dados reais. O software faz isso automaticamente. Funciona principalmente pelo interesse do funcionário em contabilizar as horas no sistema, que pode inclusive ser utilizado como controle de ponto pela empresa.

Coloquei muitos tooltips na interface e acredito que, assim como a maioria dos softwares da Google, será possível aprender sozinho e intuitivamente a utilizar o Mugnatasks. De qualquer forma em breve vou fazer um screencast para ajudar. Mas o feedback é extremamente interessante pra mim e estou aberto a sugestões.

http://www.mugnatasks.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

As primeiras fotos que vi em um computador

Acredite. Antes de surgirem as placas VGA o PC era incapaz de exibir fotos na tela. Tudo era desenho, texto, ou no máximo uma digitalização grosseira cheia de padrões de pontos tentando imitar diferentes tonalidades.

As imagens abaixo estão em seu tamanho original e foram as primeiras fotos que vi em computadores. Embora sejam pequenas nos monitores atuais, na época só era possível vê-las em fullscreen, ocupando toda a tela, com a mesma baixa resolução.

Não sei exatamente a origem, mas acredito que sejam demonstrações que vinham junto com as primeiras placas VGA. O VGA era capaz de exibir 256 cores na resolução de 320x200 pontos, escolhendo as 256 cores em uma paleta de 262.144 cores. Ou seja, o número mínimo de cores necessário para se exibir uma foto sem apelar para padrões de texturas. Foi a partir destas fotos também que comecei a entender o que era o "anti-aliasing". Na época não entendíamos muito bem ainda porque uma foto nessa resolução, mas com um número de cores relativamente elevado, parecia "serrilhar" bem menos os contornos do que imagens em 640x480 mas com apenas 16 cores.

Por incrível que pareça essas eram as únicas fotos que eu vi em um PC durante um tempão. Ainda não existia Internet e nem câmera digital (com acesso pelas massas), e ficar contemplando os detalhes destas poucas fotos banais era tão divertido quanto jogar um game novo pela primeira vez hoje. São imagens que jamais se apagaram da minha memória.








quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Windows ainda será gratuito

Isso é apenas uma profecia minha, não uma notícia. O que ocorre é que a computação em nuvem vai tornar o sistema operacional irrelevante, o que dará uma oportunidade sem precedentes para o Linux se tornar mais utilizado. Diante desta inevitável irrelevância do sistema operacional, eu considero quase certo que a Microsoft, até pelo que se conhece das práticas dela por exemplo em relação às versões "express" de alguns de seus softwares, acabe lançando em algum momento uma versão gratuita do Windows, para atuar apenas como "camada" entre o PC e a nuvem em máquinas cliente, mas que irá também rodar o legado de softwares para Windows stand-alone.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Primeiras impressões com o Google Wave

Neste screencast, a primeira "wave" que abri, adicionando participantes da comunidade do Google Wave no Orkut.

No momento em que escrevo este texto o GoogleWave está aberto numa das abas do Firefox, e volta e meia o cursor do Blogger dá uma travadinha. Culpa de quem? Dele mesmo. O Wave é um baita comedor de recursos do PC. Também pudera... uma aplicação Web que atualiza um montão de coisas ao vivo com AJAX puro sem componentes acaba acontecendo isso, principalmente porque a verdade é que até hoje não fizeram um browser com capacidade decente de rodar aplicações de verdade. Um exemplo disso que eu cito muito é o fato de o Google Docs ainda não imprimir WYSIWYG, outro é o fato de não se poder, sem componentes, arrastar um arquivo do gerenciador do sistema operacional para dentro do browser, e ficar até hoje dependendo do rudimentar campo de upload de formulários HTML. Como venho alertando faz tempo, se continuar assim daqui a pouco o mundo das aplicações na Web será realmente dominado por componentes Flash ou Silverlight, quando esse poder poderia estar todo no próprio browser. É nessa hora que eu costumo dizer que a Google tem sido meio incompetente, pois ela é a maior interessada em fazer com que isso aconteça, mas o Chrome ainda não tem nem sequer possibilidade de uso de extensões em sua release atual.

Outra coisa que senti é que o Wave ainda tem que comer um bom arroz com feijão. A versão atual é bem mais preliminar do que eu imaginava, prática que a Microsoft por exemplo não costuma cometer. As versões preliminares para desenvolvedores de softwares da Microsoft geralmente já nascem bem completas. Isso dá um certo ar de amadorismo para uma empresa do porte da Google.

Mas será que dá pra "substituir o e-mail"? Parece ser extremamente difícil, claro, mas não é uma hipótese descartável. Provavelmente muita gente não vai substituir, mas talvez muitos outros o façam. O que eu imagino que vai ser "matador" será se a Google integrar e-mail dentro do Wave, fazendo com que e-mails normais enviados para "usuário@googlewave.com" caiam na caixa de entrada do Google Wave, algo que ainda não acontece. O usuário com Google Wave poderia ver as mensagens vindas de e-mails normais no mesmo formato que vê as mensagens das waves, com a mesma estrutura em árvore, não vejo impedimentos para isso.

As vantagens são realmente grandiosas. Vejo uma wave do Google Wave como um "centro de compartilhamento de coisas", aonde é possível enviar mensagens instantâneas que ao mesmo tempo podem ser lidas "mais tarde", e essas mensagens podem conter qualquer outro tipo de interatividade que a Web possibilita através das extensões do Google Wave, como enquetes, marcações em mapas, jogos, vídeos e fotos embutidos com facilidade.

O Google Wave, com algumas relativamente pequenas modificações sobre a versão atual, tem sim o potencial para substituir, ao menos para grande parte das pessoas, não só e-mail como também mensageiros instantâneos, chats, redes sociais, foruns, grupos de discussão, e até Twitter!

Na parte de mensagem instantânea, cheguei a ver 3 ou 4 usuários digitando ao mesmo tempo, enquanto digitavam. Essa possibilidade que havia no ICQ faz falta, e os MSNs da vida vão acabar ficando para trás se não trouxerem ela de volta. Amplia o poder já grande da conversação instantânea textual, pois na metade da digitação do interlocutor você já pode ir pensando e até escrevendo a resposta, como é possível fazer em conversas por voz, mas com as vantagens que só a conversa por texto proporciona, e somando-se também o fato de as conversas no Wave serem muito mais organizadas, com sua estrutura em árvore, do que conversas em chats comuns. E o melhor: se por acaso a outra pessoa sair, ela poderá ler depois, como no e-mail.

Digo que substitui também redes sociais pois cada wave é como se fosse um tópico de uma comunidade do Orkut, mas com as inúmeras vantagens que o Google Wave proporciona. Só o que falta para substituir redes sociais e grupos de discussão é a possibilidade de se criar de fato grupos de discussão. O Google Wave atualmente permite apenas que se crie uma wave pública, que pode ser encontrada através de seu search. Mas o que precisa mesmo é de se poder criar grupos que contenham várias waves, todas elas acessíveis a participantes pré-definidos, participantes do grupo em questão. Muito provavelmente estes devem ser exatamente os planos da Google.

Quanto ao Twitter, é interessante notar que o search por waves públicas do Google Wave trás resultados que se atualizam ao vivo, como em buscas do Twitter. Basta a Google adicionar a possibilidade de "seguir" waves públicas de um determinado usuário que o Google Wave se torna realmente um concorrente de peso para o Twitter.

Portanto, minha impressão é realmente positiva (quanto ao potencial do produto, embora esse potencial seja sob outro ângulo o de monopolizar muita coisa), e se não substituir todas essas coisas para todas as pessoas, acredito que isso vai ao menos acontecer para muita gente, provavelmente inclusive eu. E todo o restante que não aderir a essa "Google Onda" vai ser obrigado a vê-lo em suas telas aqui e ali, embutido em e-mails ou páginas web.

domingo, 11 de outubro de 2009

Minha aplicação agora tem um nome

Um tanto narcisista, mas tem. Acho que a coisa mais difícil no desenvolvimento foi escolher um nome pra aplicação heheh...

Eis um screencast atualizado com as evoluções mais recentes... Coloque em fullscreen

sábado, 5 de setembro de 2009

Ainda não tinha visto o vídeo (acredita?)

E amei heheh

Fica de homenagem ao 7 de setembro heheh

Nada na Internet "acabou". Exceto o Audiogalaxy

Apesar de investidas de altas indústrias e até indivíduos contra certas "coisas da Internet" que sempre alguem vira e diz "aproveita enquanto tem", desde que eu conheço Internet nada nela "acabou" de fato. Sempre surgiram alternativas, e na maioria das vezes melhores.

O Napster é um bom exemplo notório. A morte dele fez surgir redes p2p sem servidor centralizado, tão difíceis de derrubar que nunca o foram, e cuja velocidade no download é muito maior por utilizar várias fontes do mesmo arquivo ao invés de uma só como era no Napster.

Mas isso não vale só para as músicas. Só para citar um exemplo, vale até para "simuladores de dock de Mac OS/X" para Windows, que a Apple proibiu alguns, mas sempre surgiram outros. Outro exemplo que me lembrei agora foi de letras de músicas. A indústria proibiu o lyrics.ch, e surgiram plug-ins para Winamp que exibiam as letras automaticamente. E por aí vai.

Mas um desses softwares de MP3 tinha algo que até hoje nenhum que eu conheça se equiparou. O Audiogalaxy, mais um dos que foram derrubados pela indústria fonográfica, registrava todos os arquivos que simplesmente "passaram" pelo sistema, e os listava nas buscas. Ao pedir um deles, caso não estivesse disponível, ele ficava na fila, e bastava deixar o PC ligado que, mesmo que demorasse dias, uma hora ele baixava a música.

O resultado é que o Audiogalaxy era o único até hoje que encontrava a raridade da raridade da raridade. Eis aí a única coisa que eu conheço que realmente "acabou" na Internet até hoje.

Penso que isso serve de reflexão para aqueles que pensam que se deve proibir certas coisas tão disseminadas na rede. Será que adianta mesmo? Será que é o melhor caminho? Será que não se acaba sendo de qualquer jeito obrigado a se adaptar à realidade mais cedo ou mais tarde?

Obs: Não que eu apoiasse o Audiogalaxy... mas o conhecia. Isso aqui é apenas uma crônica, uma análise do que existe ou não existe mais, e com um breve incentivo à reflexão ao final, ok? ;-)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Screencast do meu mais novo projeto

Finalmente estou disponibilizando este preview em screencast do meu mais novo projeto pessoal em desenvolvimento de software, feito em ASP.NET com AJAX Control Toolkit. Veja em fullscreen!

domingo, 30 de agosto de 2009

Softwares em nuvem que eu realmente uso

Como muitos já devem saber, eu sou fissurado em softwares que rodam na Web. E listo aqui só aquilo que eu REALMENTE tenho usado pra valer.

Jogos: Paradise PaintBall - Quem não gosta de um deathmathzinho multiplayer de vez em quando? Mas aqueles que são jogadores muito casuais como eu não tem muito saco pra ficar instalando jogos que muitas vezes precisam de constantes atualizações, baixar coisas a cada jogada, e por aí vai. Este jogo online, talvez o primeiro deathmath multiplayer de primeira pessoa na Web, é totalmente sem atritos. É só entrar na URL, escolher algum servidor aberto por outros jogadores e começar a dar os tiros. Tem graficos satisfatórios e garante uma boa desestressada. http://paradisepaintball.cmune.com/ Flashchess - Xadrez é outro jogo que a maioria de nós nerds gostamos casualmente... Com ótimos gráficos em 3D e 3 níveis de dificuldade pra jogar contra o computador, dispensa ter que encontrar um amigo com muita paciência pra jogar com você. http://www.media-division.com/flashgames/flashchess/chess.htm

Antivirus: Karspersky Online - Eu não gosto muito de anti-virus residente. Deve ser herança das épocas em que qualquer coisa rodando no background já comia muita memória e deixava a máquina mais lenta. Seja como for, prefiro rodar os scanners casuais, que você manda ele scanear e ele trabalha durante a noite e depois cai fora. E para isso nada melhor que um anti-virus online, que está sempre atualizado e é menos invasivo ainda que um instalado. O Karspersky é apontado como um dos que tem o maior banco de dados de virus, e sua versão gratuita na Web faz exatamente o que eu quero. Quando desconfio da possibilidade de um virus, rodo ele. http://www.kaspersky.com/kos/eng/partner/us/pages/default/check.html

Emuladores via Web: Retro Uprising - Nunca mais instalei emulador no HD. Este site tem todos os melhores jogos da minha época em suas melhores versões, pois roda todas as ROMs de fliperamas antigos sem precisar ficar procurando-as, baixando-as, verificando se a versão é a correta, e toda aquela chatisse do MAME instalável. Além disso roda jogos de vários videogames antigos. Uma overdose de emulação de jogos. http://retrouprising.com/ ZX Spectrum games - Minha maior paixão na infância... o meu saudoso TK90X, micro de 8 bits compatível com a linha Sinclair Spectrum aonde aprendi a programar computadores... Todos aqueles joguinho que demoravam vários minutos para carregar estão a disposição instantaneamente com um clique nesta página Web. http://www.zxspectrum.net/

Brainstorming/MindMapping: Bubbl.us - AMO esse programinha. Ele já me ajudou de verdade profissionalmente em várias ocasiões. Realmente mudou minha forma de trabalhar em tantos aspectos que até usei ele próprio pra descobrir suas mil e uma utilidades. Nas reuniões e no processo de bolar novas idéias ele não pode mais faltar. Quando puder pretendo fazer uma doação. Só usando de verdade pra perceber o quanto essa simplíssima ferramenta facilita a vida. E fica tudo lá, na Web, acessível no trabalho, no notebook, em casa, em todo lugar. Já experimentei outros "mindmapping" e não gostei tanto quanto. https://bubbl.us/beta/

Diagramas diversos: Creately - Parecendo um software para desktop, já usei esse "diagramador" até para rascunhar interfaces de sites e um cartão de visita. Tem uma interface poderosa e fácil de usar, controle de versões e tudo. Um "software" propriamente dito, e com as vantagens de rodar na Web, como colaboratividade sem atritos. http://creately.com/

Dicionário: Aulete - Ainda tem gente que instala dicionários no computador. Pra que, se tem esse excelente dicionário online? Tem até um joguinho da forca muito bom. http://aulete.uol.com.br/

Editores de imagem: Aviary Phoenix - Tenho usado este editor de imagens para fazer os desenhos das caixas de produtos para Second Life. Não é lá tão bom mas dá para a tarefa. Tem outros softwares que tem evoluído por aí, mais notadamente o Sumo Paint e o Picnik, que talvez já sejam até melhores para esses fins. http://aviary.com/tools/phoenix

Instant Messenger: Meebo - Confesso que eu nem curto muito MSN, mas a gente acaba tendo que usar mais cedo ou mais tarde, meninas e tal, e acabou que isso ficou mais fácil pra mim com o Meebo. Só tem é que aguentar as reclamações por não poder usar voice e webcam... http://www.meebo.com

Mapas: Wikimapia - Faz o que falta no Google Maps: uma forma fácil de descobrir "o que há pelas redondezas" de um determinado lugar. Por ser Wiki, constantemente estão adicionando lugares interessantes, que são evidenciados nos mapas por contornos em volta dos prédios, facilitando um tantão a vida. http://wikimapia.org/

Player de música: Deezer [Atualização: o Deezer agora está bloqueando quase todas as músicas. Restou migrar para o Grooveshark.com] - Adeus MP3! Este site tem interface de tocador, com direito a crossfade entre as músicas, playlists, e tocar exatamente a música que deseja. E, não sei se por sorte, tem todas as músicas que eu gosto. Funciona super-bem tanto na minha conexão fixa como na 3G, então não vejo mais motivo pra baixar arquivos musicais, sinceramente. Segundo o site, ele é totalmente legalizado. http://www.deezer.com/

Leitor de revistas: Issuu - Tenho gostado de folhear revistas virtualmente neste site. No meu monitor de 22 dá pra ler duas páginas inteiras em fullscreen numa boa, sem scroll. Gostosa sensação. http://issuu.com/

Anotações diversas: Google Notebook - Infelizmente a Google cessou o desenvolvimento deste software, que não é mais acessível para quem não tinha conta nele previamente. Por sorte eu ainda tenho conta nele, pois ele é muito bem feito e melhor que seu concorrente mais próximo, o Evernote, na minha opinião. Anotações na Web pra mim é outra coisa essencial. Pra que papéizinhos? Em sites como esse, super fáceis e rápidos para usar, você acessa suas anotações em qualquer lugar. Fica mais organizado, mais difícil perder ou esquecer o papel em algum lugar, e permite copy e paste. Preciso dizer mais? Se não puder usar o da Google, vale a pena tentar o Evernote. http://www.google.com/notebook/

Agenda: Google Calendar - Sim! Eu não vivo mais sem o Google Calendar, que na tradução em português se chama "Agenda". Tenho compromissos diários, semanais e mensais anotados lá, acredite, desde outubro de 2006. E tem gente que ainda me oferece calendários e agendas de papel, coisas que pra mim não tem mais a menor utilidade faz tempo. Mãozíssima na roda! http://www.google.com/calendar/

Cliente de email: Gmail - Claro que não podia faltar o mais óbvio. O Gmail é o melhor cliente de email que existe, seja off ou online, e não tem pra mais ninguém na minha opinião. Pra mim quem ainda insiste em leitores offline tem algum "problema sério" heheh http://mail.google.com/mail/

Álbum de fotos: PicasaWeb - Não me acostumei com o Flickr. Pelo menos até a época que em eu tentei utilizá-lo, era extremamente limitado no número de fotos que podia postar, e além disso gosto mais da interface simplificada do PicasaWeb. Nota: não uso o software Picasa offline. http://picasaweb.google.com/

Leitor de RSS: Google Reader - Ah... já ia me esquecendo desse que é mais um tipo de software que é muito bem vindo via Web. O Google Reader tem uma interface que cumpre com seu papel perfeitamente e seus feeds prediletos te acompanham aonde você for. http://www.google.com/reader/

Editor de texto: BuzzWord - Tô adicionando este aqui dias depois. Tinha esquecido. A interface torna o uso desde editor mais agradável, e é processador de texto de verdade, WYSIWYG, o que vê na tela é o que sai na impressora, ao contrário do Google Docs... https://buzzword.acrobat.com/

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Monitor de 22

Comprei, por menos de 600 reais numa loja de rua, um monitor de 22 polegadas, da Samsung. Extremamente recomendado. Inclusive o contraste dele é incrivelmente melhor que o do meu monitor de 17 (também LCD) da LG.

Alias voltei a usar dois monitores, algo que estava sentindo muita falta, ainda mais eu que vejo TV e filmes apenas no PC.

Filmes em HD, aplicações com interfaces complexas como editores de audio e imagens, além dos jogos, ficam espetaculares.

O SecondLife ficou impressionantemente mais interessante neste monitor novo.

Outra coisa que ficou realmente fantástica foi o Google Maps, bem como o Google Earth. Os mapas em fullscreen ficam parecendo aqueles painéis da NASA, e a imersão do Street View e fotos em 360 graus dão a sensação de "estar lá".

Também ficaram muito bons os sites de revistas online como o http://issuu.com/ . Dá pra abrir em fullscreen duas páginas inteiras de uma vez e ler com alguma tranquilidade.

Mas para quem não faz muito além de navegar em sites normais não é muito recomendado o de 22 widescreen, pois o "problema" dos sites está na vertical, não na horizontal. Se você usar o zoom do firefox para aumentar a largura do site vai perder área útil vertical em um monitor como este, afinal a resolução dele na vertical é quase a mesma do monitor de 17 polegadas, então vale mais a pena o de 17 neste caso.

Seria maravilhoso se os fabricantes produzissem mais monitores que giram para ficarem maiores na vertical. Isso seria extremamente útil para navegar na Web (imagine muito menos rolagem de tela) e para editar texto no Word vendo a página inteira na tela de uma só vez. Na minha opinião todo monitor hoje em dia devia ser assim. Só não é porque herdamos uma cultura da época em que ter míseras 80 colunas de caracteres em uma tela era privilégio de computadores mais potentes, e portanto o problema era maior com a largura do que com a altura.

sábado, 20 de junho de 2009

Atari foi "um videogame com jogos ruins"?

Essa é uma lenda que tenho lido aqui e ali nos últimos tempos.

Certamente quem afirma isso não jogou muito Atari quando criança e interpretou de forma completamente errada essa história. E eu, por ter vivido intensamente aquela época, tenho que fazer minha parte para tentar evitar essa injustiça talvez proposital.

Proposital pois é comum, quando se é um saudosista, criticar não só o que veio depois daquilo pelo qual nutre paixão saudosista, como também aquilo que veio antes.

Hoje ouvi um blogueiro que fala sobre videogames antigos e gosta do "Nintendinho", uma geração bem posterior de videogames, repetindo esta mesma interpretação errônea numa entrevista no rádio. Ele chegou a dizer que seu blog não trata de Atari "por ter sido um videogame de jogos ruins".

Aparentemente essa má interpretação começou na famosa história dos cartuchos do jogo ET, que venderam tão pouco que supostamente os que sobraram foram enterrados em um deserto nos EUA. Pouco tempo depois houve o "crash dos videogames" em 1983, que levou várias empresas do setor à falência.

Ocorre que o Atari foi lançado em 1977, e não há dúvidas de que era o melhor videogame em sua época. Visivelmente Melhor que o Odyssey 2, seu maior concorrente, e muito melhor que todos os que vieram antes, como o Telejogo.

O Atari como todos deviam saber teve um estrondoso sucesso. Mas todos deviam saber também que todo videogame um dia fica obsoleto.

O que é um "Nintendinho" hoje? Na verdade só tem uma significância especial para quem viveu aquela época, assim como o Atari também ainda trás boas lembranças para quem jogou muito ele no início dos anos 80. É óbvio que eu adoro jogar emulador de Atari, e na verdade muito mais que os de Nintendo, pois na época do Nintendo eu só queria saber de computadores e deixei de lado os videogames. Então o Nintendo não significa muito para mim.

De modo que, assim como o Nintendo foi o melhor de sua época, o Atari também foi o melhor de sua época, e ambos foram estrondosos sucessos. Claro que o Atari vendeu menos até porque a própria ideia de "videogame" ainda era muito nova e muita gente sequer sabia o que era isso. Mas não tem essa do Atari ser "um mal videogame". Em 1977 ele era sim grandioso e fazia coisas na TV da sala que não se imaginava antes, impressionando tanto os jogadores daquela época quanto um GTA IV impressiona hoje, pode ter plena certeza disso.

Em 1982, lançamento do ET, de fato já era um videogame ultrapassado, mas isso também acontece com todos os outros. Portanto a crítica de um videogame só é justa quando se analisa desde seu lançamento até sua descontinuidade.

Então está aí a minha tentativa de corrigir a história. E se você não viveu intensamente a época, não teve um Atari em casa durante seu reinado, por favor não se considere habilitado para criticá-lo negativamente. Eis aqui alguém que sente mais emoções com o Pitfall do que jogando Mario.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Opera aposta na Cloudofobia

Criar seu próprio servidor IRC e Web...

Tão "1996"...

A proposta do Opera Unite é praticamente isso mesmo.

Mas o que a Opera tem a perder? Afinal sempre foi terceiro, quarto ou quinto lugar no mundo dos browsers... Então é uma saída esperta apostar em nichos específicos, como o dos saudosistas do PC parrudo.

É a Cloudofobia... o "medo" que muitos tem da computação em nuvem. Talvez nem seja necessário que o Opera Unite funcione de verdade para atrair os que sofrem do mal. Basta a ideia de ser contrário à computação em nuvem.

A apresentação da Opera fala como se fosse novo hospedar os recursos no próprio PC pessoal. Falam sobre "segurança dos dados" como se já não tivéssemos vivido décadas com PCs se infectando com backdoors e virus, estes últimos mesmo na época em que não havia Internet. Falam de "terceiros lendo seus dados" como se fosse possível evitar que os dados que trafegam na Internet não tivessem que de qualquer forma "passear" pelo seu provedor de Internet, que de qualquer forma tem que existir, sendo os dados portanto de qualquer forma passíveis de interceptação.

Ora... O usuário caseiro não é um especialista em manutenção de servidores. A verdade é que os dados armazenados localmente oferecem é mais risco do que em servidores remotos comandados por especialistas no assunto.

Além do trabalho extra para manter um servidor em casa, é muito mais fácil o usuário comum ter seu banco de dados de contatos corrompido do que o provedor de webmail "sair do ar" como a Opera cita em seus textos. É muito mais fácil o usuário caseiro apagar sem querer seus documentos em seu próprio HD e não conseguir recuperar do que o mesmo ocorrer utilizando um Google Docs ou coisa parecida.

E é muito mais fácil também um servidor Web desenvolvido pela Opera, que não tem tradição no assunto, ter uma brecha de segurança que exponha seu PC inteiro, do que uma empresa conhecida fazer algum uso indevido de seus dados online.

E, embora isso seja mais subjetivo, mesmo a filosofia da coisa é discutível. As coisas estarem em grandes servidores de grandes empresas terceiras no meu ver não é pior do que a ideia de se criar "ilhas" pela Internet aonde só você e seus "convidados" podem acessar aquilo que você provê. Uma das grandes premissas da Internet é o conteúdo ser aberto e acessível por toda a rede, e não virar um monte de "BBSes" privadas de conteúdo fechado para poucos.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Download de músicas deverá entrar em declínio

http://www.deezer.com/

http://grooveshark.com/

http://www.imeem.com/

Esses três sites tem algo em comum que os difere dos sites de rádio online: eles permitem tocar as músicas sob demanda. Ou seja, você digita o nome da música que quiser ouvir, e o site toca exatamente aquela música pedida, por inteiro. Não é um serviço de rádio que toca "músicas similares" ou algo parecido.

Ainda se fala em aposentar o CD, mas a música sob demanda por streaming deverá em pouco tempo aposentar a própria música por download. Pelo menos para grande parcela das pessoas mais antenadas em novas tecnologias.

São muitas as vantagens da música em streaming sob demanda.

A mais evidente delas é não precisar ocupar espaço em HDs ou memórias flash de tocadores ou PCs.

A segunda é o fato de começar a toca mais rápidamente. Você tem vontade de ouvir a música X. Vai esperar baixar pra que?

A terceira é o acervo de músicas, inúmeras vezes maior que o acervo que se costuma ter de músicas baixadas. Geralmente as pessoas selecionam aquilo que vão baixar. Já o streaming é excente para conhecer outras músicas também. Afinal todos os serviços de streaming sob demanda permitem também tocar músicas similares, após tocar a música pedida. E isso tudo sem impedir que você adicione as músicas que preferir em um "favoritos", formando também um acervo pessoal.

A quarta vantagem é que todo o seu acervo de músicas está disponível em qualquer lugar que você vá e que tenha Internet, e não apenas em um determinado dispositivo que as vezes -ou sempre- você deixa em casa.

A quinta vantagem é o aspecto social desses sites. Você pode montar playlists e disponibilizar para amigos ouvirem, aonde quer que eles estejam, sem precisar de penosas transferências de altos volumes de dados, mas sim apenas um link por email.

Devem haver mais vantagens que essas, mas acho que já é suficiente para saber que simplesmente não há futuro nem mesmo para a venda de músicas por download, ainda mais quando estes referidos sites estão conseguindo se manter sem serem derrubados pela indústria fonográfica. Segundo o Deezer, por exemplo, eles são um site completamente legalizado.

E ainda por cima não são mais só os PCs que tocam esses sites. O Imeem dispõe de um aplicativo para o iPhone, o que reforça a questão: quem é que vai preferir fazer download de música?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O problema pode estar resolvido

Uns posts atrás falei sobre o crescente problema da necessidade de refrigeração e de impedimentos quanto à minuaturização dos chips.

Pois bem... a solução lógica provavelmente será a computação em nuvem. Já que em casa tá ficando difícil, e a exigencia é cada vez maior por mais portabilidade, e isso bate de frente com esses problemas de miniaturização, então o jeito é jogar esse processamento para outro lado, para o lado do servidor.

O Second Life é um software extremamente exigente, afinal ele baixa simplesmente tudo via Internet. Nenhum outro jogo faz isso. Todos os diferentes sons ambientes, texturas, coordenadas, animações, tudo é baixado individualmente enquanto o jogador passeia pelo cenário virtual. Nada no Second Life está no HD do jogador como acontece com todos os outros jogos. Não bastasse isso, a placa de vídeo do jogador ainda tem que processar um número incerto de polígonos, já que todos os objetos que aparecem no Second Life, inclusive os detalhados sapatos das avatares femininas, são construídos pelos próprios jogadores, que geralmente não se preocupam muito com "otimizar" o detalhamento desses objetos para que rodem mais tranquilamente nas GPUs dos usuários, como os produtores de outros jogos certamente fazem.

Mas imagine se, ao invés de baixar todos esses componentes em separado, o Second Life passasse na tela do usuário como um filme por streaming. Todo o processamento para gerar cada quadro e cada segundo de som seria processado no servidor da Linden Lab, e o quadro resultante e o som já mixado seriam repassados ao computador do usuário como se fosse um filme do Youtube. O único tráfego necessário além deste "filme" por streaming seria o envio das teclas de controle apertadas pelo jogador.

Isso tornaria possível rodar um jogo de última geração, com nível de gráficos "ultra high", até mesmo em um iPhone.

Claro que seria necessário que a empresa fornecedora tivesse praticamente uma GPU por usuário em seus servidores. No entanto, quando se vê o tamanho dos datacenters que tanto Microsoft como Google estão preparando para o futuro da computação em nuvem, é de se esperar que isso mais cedo ou mais tarde vá acontecer, e a empresa que fizer isso corre um sério risco de dominar o mercado dos games.

E já tem empresa ao menos prometendo isso...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Adeus favoritos do browser...

O Gmail já substituiu o cliente de email offline faz tempo, afinal não tem aquelas coisas chatas de ter que fazer backup de mensagens pra passar para um PC novo ou restaurar mensagens corrompidas, nem fica ocupando HD, e, o mais importante: pode ser acessado de qualquer lugar que se esteja.

Os mesmos problemas do cliente local de email acontecem com os favoritos do browser...

Existem para o Firefox alguns addons que guardam os favoritos dele online, pra poder restaurar em outro Firefox em outro computador...

Mas... e se eu estiver no computador de um amigo que não vai querer os meus favoritos no browser dele?

E se eu estiver em um computador público só com Internet Explorer ou algum outro browser???

Ora... a solução é usar o Google Bookmarks. Ele pode ser acessado via Web, assim como o Gmail.

Ah, o problema é a facilidade para se adicionar a página que está sendo visitada aos favoritos, ou para acessar os favoritos gravados???

Essa desculpa não vale mais.

O add-on "Google Bookmarks Button Reloaded" faz integração entre o Google bookmarks e o Firefox, e eu diria que torna até mais conveniente usar o Google Bookmarks do que os favoritos integrados no próprio Firefox, pela praticidade com que os bookmarks online são acessados através do pequeno botão que ele instala na barra de ferramentas.

Vale experimentar: https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/7265

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Microsoft atravanca o progresso ou aguarda o momento certo?

Por anos tenho criticado a Microsoft por não ser a empresa que provê as inovações no campo da Web 2.0.

Mas me pergunto: e desde quando ela foi a provedora de inovações? O Windows só virou realidade nos PCs 5 anos depois do Macintosh, e mais ainda do Lisa, e só se tornou algo mais "palpável" com o Windows 95, 10 anos depois portanto, quando se desvencilhou mais do DOS.

Talvez a Microsoft simplesmente esteja mais uma vez aguardando chegar o momento mais propício para exibir a faca e o queijo que estão na mão.

Essa paciência pode não agradar os entusiastas como eu, mas é mais adequada à realidade das pessoas comuns.

Talvez ainda seja cedo para a computação em nuvem, mas a Microsoft não deixa de estar preparando o terreno para quando ela se tornar realidade.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tudo open source?

Passei dias pesquisando ferramentas de desenvolvimento para utilizar em um projeto. Tentei fazer o mais "gratuito" possível, examinando as opções de código aberto, e eis o meu veredicto:

Infelizmente o open source ainda não consegue competir em tudo e provavelmente nunca conseguirá.

O fato é que tem muita coisa de arquitetura fechada que é muito melhor, e mesmo entre os softwares open source em grande parte dos casos há versões do mesmo software que acrescentam mais recursos, estes porém fechados e pagos. O MySQL é um exemplo. Se você quer acesso total às ferramentas mais avançadas, tem que pagar, e isso se repete em vários outros casos.

O fato é que o modelo de código aberto nem sempre irá se adaptar à realidade capitalista do mundo.

Certamente dá pra conviver open source com arquitetura fechada, e minha lista de ferramentas escolhidas inclui tanto coisas open source ou simplesmente gratuitas, como de código fechado. Mas não acredito que algum dia a melhor opção será "tudo ser open source".

sábado, 7 de março de 2009

Será que finalmente a interface gráfica será utilizada como deveria?

Qual será a receptividade do tablet PC nos dias atuais? O sucesso do iPhone me parece ser um grande indicativo de que é promissora.

Tablet PC é uma espécie de promessa de muitos anos atrás. Na verdade desde que as interfaces gráficas existem que existe essa idéia, mas nunca virou realidade de verdade.

Se o Eee no formato tablet -que foi anunciado pela ASUS- conseguir finalmente transitar a maior parte do mercado para este tipo de interface, estará realizando o sonho de muita gente e mais uma vez revolucionando tudo, como fez o Eee PC atual ao introduzir a modalidade "netbook" no mercado.

Pra mim sempre foi algo muito óbvio a interface gráfica ser manipulada por toque.

Quando você só tinha comandos para digitar no modo console, fazia sentido a única interface ser o teclado.

Mas o mouse eu sempre achei algo extremamente esquisito. Uma caixinha largada na mesa que você empurra pra lá e pra cá. Na minha cabeça fazia um pouco mais de sentido até mesmo as mesas digitalizadoras, com uma caneta sobre uma prancheta.

Mas mais sentido ainda faz pressionar de verdade os botões que aparecem nas interfaces gráficas. O que poderia ser mais lógico do que ver um botão em 3D escrito OK e pressioná-lo com o dedo?

Sempre tive essa impressão, mas mesmo assim o tablet PC nunca "pegou".

Eu mesmo nunca comprei por causa simplesmente do preço, mas quem sabe será desta vez?

O mesmo vale para o livro eletrônico. Não dá para se pensar em revolucionar o mercado com um dispositivo como o Amazon Kindle custando mais de 300 dólares por algo que não faz mais do que ler textos. Da mesma forma não se pode continuar cobrando a mais só porque a tela tem uma interface com o usuário diferente do mouse. Neste momento todos sabem que uma tela sensível ao toque é um tanto barata, pois pode ser comprada em separado por preços acessíveis. Não pode a ASUS querer cobrar a mais só por causa disso, sob pena de continuarmos sem ver acontecer essa revolução, no meu ver um tanto óbvia.

E que aposentemos finalmente essa caixinha esquisita!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Chrome apenas mais um browser?

Me decepciona muito que a Google tenha resolvido compactuar com a Europa no caso contra o browser da Microsoft.

Sinceramente pra mim isso é demonstração de incompetência por parte da Google, incapacidade de vencer fazendo um browser melhor.

Isso é demonstração de que a Google está com uma tendencia maior a simplesmente tentar fazer com que seu browser seja apenas mais uma opção para rodar "applets" Flash, Silverlight ou Java dentro dele, e não uma plataforma por si só capaz de competir com esses modelos de componentização, que é o que eu esperava do Chrome.

Infelizmente o Chrome tem evoluído, na minha opinião, muito devagar, e se continuar assim seremos mesmo obrigados a um futuro de três plataformas uma dentro da outra. Por fora o sistema operacional, no meio o browser, e dentro do browser os softwares componentizados.

Então, Google, Do no evil... Lance um browser como já esperamos há muitos anos que seja lançado, use seu poder de gigante da forma correta, ao invés de apelar para processos contra a Microsoft só porque ela faz melhor. Ou será que esse gigante já está mal das pernas?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Computers in every briefcase, in every hand

Estava vendo este novo conceito de Eee PC, o Eee Keyboard, com todas essas conexões e o próprio computador inteiro junto com o teclado, e achei extremamente familiar. Me lembrou os pequenos micro-computadores de 8 bits dos anos 80, como o Commodore 64, que era todo contido embaixo do teclado e se ligava em uma TV comum tal como proposto por esse Eee.

Pois bem... vemos vários conceitos voltando a tona. A própria idéia de netbook como um sistema de configurações pouco potentes feito para acessar recursos da rede mundial e sua computação em nuvem, me lembra os terminais burros.

Na verdade o PC parrudo, grande e isolado substituiu esses outros conceitos porque em casa não havia uma rede, não havia uma Internet, então o PC tinha que ter todo o poder que fosse possível e viável para se ter em casa.

Mas esse modelo se for parar para pensar é um tanto impopular, pois é de difícil manutenção.

Para citar um exemplo, até pouco tempo atrás o usuário comum tinha que lidar com toda a administração de um verdadeiro banco de dados que eram as mensagens de email de clientes como o Outlook.

O resultado é que volta e meia o usuário leigo era obrigado a chamar um técnico para resolver problemas como transferência de mensagens ao fazer upgrade do PC, backup de mensagens, e recuperação de bancos de dados de mensagens corrompidos, que acontecem muito com clientes de email offline.

Hoje em dia o usuário comum usa GMail via web, e toda essa administração fica por conta do pessoal da Google. As mensagens podem ser acessadas de qualquer computador ligado na rede mundial.

Na verdade o modelo de mainframe/terminal era o melhor modelo, mas inviável em casa, e agora a computação em nuvens está possibilitando que esse modelo volte a vigorar, não mais como algo só para empresas, mas também em casa e principalmente na rua, aonde não é mesmo de se esperar equipamentos grandes e pesados.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Compreendendo o Eee PC

Percebo por aí que muita gente ainda não entendeu "qual é" a do assim chamado Netbook. O porque de as pessoas comprarem algo que em alguns casos não é tão mais barato assim que um notebook grande e ainda por cima tem uma configuração de hardware tão diminuta perto de outros PCs. Muitos levam em consideração apenas um aspecto, por exemplo o preço, sem considerar os demais, quando o que caracteriza o netbook não é só um preço acessível, mas também tamanho menor e compatibilidade com PC. Não adianta ser um palm-top, por exemplo, pois se um dos principais objetivos do netbook é navegar na Web e utilizar seus recursos, é necessário que ele rode um browser completo, com todo suporte a AJAX, Java e Flash que só um PC vai ter. E o tamanho também é crucial. As pessoas preferem netbooks muitas vezes por já terem experimentado a falta de portabilidade de um notebook maior e mais pesado. Elas querem navegar em qualquer lugar.

Tentando facilitar essa compreensão, tracei uma linha de raciocínio lógico que penso ser indispensável se compreender antes de se criticar ou mesmo elogiar os netbooks.

A filosofia Eee PC:

Necessidade do mercado: com o advento da computação em nuvens e acesso móvel à Internet, todo mundo quer navegar na Internet em qualquer lugar, mesmo na rua, e podendo acessar tudo o que tem direito da rede mundial.

Problema: Notebooks grandes são pesados e grandes, e isso trás dificuldades para que as pessoas o levem a todos os lugares a todo momento.

Questão: Porque não usar smartphones então?

Problema: Smartphones não oferecem a compatibilidade e configuração necessárias para grande parte das operações. A tela é pequena demais, geralmente não roda AJAX, geralmente não roda Flash, pelo menos não ao nível de um PC. Além disso geralmente não dá nem para realizar rápidas edições nos documentos tal qual se faz em um PC.

Conclusão: Precisa-se que seja PC.

Problema: Um PC full muito pequeno custa caro demais, pois miniaturização e portabilidade tem seu preço. Que o diga a Sony com seus pequenos UMPCs que costumam custar várias vezes mais que notebooks grandes com especificações semelhantes.

Questão: O que podemos fazer então para diminuir o preço de um PC ultra-portátil?

Ponderação: ora, se o que mais se quer é navegar na Web, ambiente aonde os dados estão em computadores remotos ao invés de localmente, e se de qualquer forma as conexões ainda não possibilitam operações via Web que exijam muito processamento no lado cliente, então as pessoas com a necessidade de mercado apontada acima não precisam de configurações "parrudas".

Solução: Podemos então baixar as configurações até um ponto em que o tal PC possa ter preço acessível ao mesmo tempo em que tem um pequeno tamanho, sem comprometer a navegação na Web, que é a necessidade do consumidor-alvo, mesmo que isso o impeça de rodar aquele joguinho recém lançado ou aplicações mais pesadas fora da Web.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Entrevista comigo mesmo: Marco, pra você qual foi o segredo do sucesso da Microsoft?

Eu sempre citei essa opinião nas entrelinhas...

Pra mim a Microsoft se fez porque o monopólio na informática é natural. As pessoas querem todas rodarem as mesmas coisas, pela compatibilidade.

O segredo da Microsoft foi se meter em tudo e em todos.

Nos anos 80 a Microsoft simplesmente se ofereceu para estar em todos os lugares possíveis e imagináveis. Ela se empenhou em ser o OS de todos os micros. No caso dos de 8 bits, o "sistema operacional" era o BASIC em ROM. E a maioria dos BASICs eram da Microsoft. Além disso ela fez o DOS do PC também.

E fazia todo tipo de software, ao contrário das concorrentes que eram mais especializadas. E um software empurrava outro. Word empurrou Excel que empurrou Access que empurrou VB que empurrou SQL Server. DOS empurrou Windows que empurrou Internet Explorer.

E todo mundo queria poder abrir o documento no vizinho, no amigo, no trabalho e no seu próprio computador, sem atritos, e portanto todo mundo "combinou" de comprar as mesmas coisas. Um acontecimento totalmente pragmático por parte dos consumidores, mas certamente bem arquitetado pela Microsoft.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A fonte da inovação tecnológica está secando

Torçam para eu estar errado, mas meu prognóstico para a evolução tecnológica não é muito bom. Eu prevejo que vamos entrar numa crescente estagnação tecnológica.

O que ocorre é que se você deixar paixões políticas de lado, perceberá que a iniciativa privada até hoje teve poder apenas para popularizar aquilo que antes ficava restrito aos militares e agências espaciais norte-americanas e soviéticas.

Quem dá grandes saltos é sempre o estado.

Pesquisando publicações de épocas diferentes se nota que até meados dos anos 70 ainda se dava grandes saltos tecnológicos, a maioria deles longe do acesso do grande público.

De lá para cá as pessoas tem a impressão de que a evolução tecnológica é algo impressionantemente desenfreado. Mas, contrariando as impressões da maioria das pessoas, no meu ver isso não passa de ilusão.

Na verdade estamos, dia após dia, apenas passando a ter acesso em casa a mais e mais tecnologias vindas de várias décadas atrás. A Internet por exemplo é tecnologia militar dos anos 60 que hoje se popularizou.

A verdade é que desde os anos 70 não se viu mais nenhum grande salto tecnológico. O fim da guerra fria parece ter esgotado a vontade do estado norte-americano de realizar grandes inovações. Não tem mais competição nesse nível de coisas, então sobra comodidade.

Talvez ainda haja muita coisa do passado para se popularizar em outras áreas como por exemplo na aviação. Por volta de 1970 foi lançado o Jumbo 747 e de lá pra cá muito pouca coisa mudou. No entanto os aviões de passageiros ainda não são supersônicos, coisa que os militares já fazem há muitas décadas. O Concorde, que fazia viagens na metade do tempo, provou que ainda tem coisa pra se fazer na aviação comercial, mas infelizmente foi desativado, imagine lá os motivos né. Pode ser que mais cedo ou mais tarde resolvam lançar um novo "Concorde", e todos terão a falsa impressão de que a tecnologia continua evoluindo a passos largos.

O problema é que a informática não parou no tempo. Os avanços, mesmo que não passem de "popularizações de coisas antigas" como eu falei, não param na informática. E a consequência lógica, se eu estiver correto, é que a fonte de "antigas tecnologias que agora você pode ter em casa" vai se esgotando muito rapidamente, já que o estado parou por falta de interesse político.

Penso que para que a computação quântica se torne realidade em breve em nossas casas seria necessário que o acelerador de partículas já estivesse em pleno funcionamento há muitos anos atrás, só para citar um exemplo.

Tomara que eu esteja enganado, mas acho extremamente difícil não atingirmos em breve o início de um longo período de estagnação tecnológica naquilo que temos acesso em casa, independente de crises mundiais.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Futuro brilhante para o PC Desktop e Windows 7

Esse título não é ironia nem piada. Sei que o que estou falando contradiz com as expectativas da maioria dos analistas atuais e inclusive as minhas próprias expectativas, pois neste blog mesmo se pode constatar que eu há muitos anos aposto na computação móvel e "emagrecida".

Mas ocorre que os problemas são justamente inusitados. Uma mistura da crise econômica com o fim da lei de moore.

A crise econômica está contribuindo para as pessoas cancelarem TVs a cabo para assistir as coisas na Internet, comprarem netbooks de parcas configurações, usarem software em nuvens ao invés de arcar com os custos de hardware e manutenção do software hospedado em seus próprios equipamentos.

Mas a crise está apenas acelerando isso que de qualquer forma tende a acontecer desde um bom tempo já, pelo modelo ser melhor que o vigente até então, por motivos que eu mesmo já falo aqui desde bem antes da crise começar, como por exemplo a maior facilidade para lidar com tecnologia que essa computação em nuvens proporciona ao usuário comum, justamente por não precisar mais administrar a hospedagem de tudo que está em seu próprio computador, o que até então exigia a visita constante de algum técnico experiente para resolver as picuinhas.

Mas eis que surge um primeiro paradoxo nessa história. Com a crise, as pessoas começam a diminuir os gastos em boates e outras diversões fora de casa, trocando-as por diversões dentro de casa. Enquanto isso, mesmo dentro de casa, elas começam a ir atrás de alternativas mais econômicas, quando percebem que estas até tem suas vantagens. Por exemplo cancelar a TV a cabo e aproveitar a oferta até maior de conteúdo de vídeo na Web.

Ocorre que para acessar esse conteúdo todo via Web, as pessoas acabam precisando de telas maiores ligadas em seus computadores, e de capacidade de processamento suficiente para tocar tudo isso em alta resolução, já que, principalmente na Web, cada vez é mais exigido que o conteúdo esteja em HD.

O fato é que os atuais netbooks já tem uma certa dificuldade para apresentar esse tipo de conteúdo. No EeePC 701 até mesmo os vídeos em baixa qualidade do YouTube não tocam muito bem em full screen. Fica meio lento. E isso na pequena tela de 7 polegadas. Claro que em parte a culpa é do flash player, mas de qualquer forma quanto mais pesado o conteúdo, e lembre-se que estamos considerando que agora o PC tem a responsabilidade de substituir várias outras mídias, mais difícil é tocá-lo em um equipamento pouco potente.

Eu prevejo para este ano também um aumento no interesse pelos mundos virtuais, como o Second Life, justamente pelas pessoas começarem a procurar alternativas mais em conta para as saídas no fim de semana. E este então nem se fala. Mundos virtuais em 3D exigem equipamentos bem mais poderosos que os atuais netbooks, para rodarem satisfatóriamente.

Ninguém falou que os netbooks não irão evoluir. Eles já estão evoluindo. Terão obviamente processadores cada vez melhores e maior capacidade de armazenamento, como já tem acontecido.

Mas eis aí que surge o mais inusitado dos problemas. Ok... sei que alguns, inclusive o próprio Moore, já alardeiam há algum tempo o "fim da lei de Moore". Ocorre que está cada vez mais difícil miniaturizar. E, mais que isso, ainda não encontraram solução para o problema do consumo de bateria quando o poder de processamento é grande.

O terceiro problema relacionado, e também "inusitado", por assim dizer, é a questão do super-aquecimento.

Os primeiros PCs tinham apenas um cooler, que servia para refrigerar a resistência presente nas fontes de alimentação. O processador não precisava, e muito menos a placa de vídeo.

Depois de um tempo surgiram os primeiros coolers para processadores, que ainda eram bem pequenos, e com o passar dos anos foram ficando cada vez maiores. Hoje em dia temos um enorme cooler em cima do processador, outro grudado na placa de vídeo, e um exaustor no gabinete, além do costumeiro cooler da fonte de alimentação.

Resumindo: se exige cada vez mais multimídia pesada no PC, até pelas conexões de Internet começarem a possibilitar cada vez mais este tipo de conteúdo, mas se tem cada vez menos espaço para permitir o poder de processamento exigido por tudo isso.

A questão é: como iremos levar tudo isso para um netbook??? Está cada vez mais impensável.

Diante deste paradoxo, eu acho que o PC desktop com configuração potente ainda tem uma grande sobrevida pela frente.

Não que o netbook venderá menos ou que a computação em nuvem deixará de ser o futuro próximo do software. Muito pelo contrário. As coisas apenas acontecerão juntas. Não vejo muita saída se não as pessoas terem ambos, netbook na rua e PC em casa, embora ambos utilizando softwares que fazem amplo uso da nuvem, ou uso exclusivo desta.

Essa continuidade do PC desktop deverá dar um bom fôlego para a Microsoft, e quanto ao Windows 7, eu prevejo que ele será bem sucedido em 2010, quando deverá ser lançado, pois em 2009 os netbooks virarão tablet netbooks. No início terão single-touch, e as pessoas pedirão mais. Uma das novidades do Windows 7 é justamente o suporte nativo a multi-touch. E a Microsoft vem ganhando experiência com essa tecnologia desde que anunciou o Surface, que é aquela mesa controlada pelas mãos do usuário. A tecnologia de multi-touch, como pode ser vista nas demonstrações em vídeo por aí do Surface, possui uma interface com o usuário extremamente intuitiva e repleta de efeitos visuais, como por exemplo o arrastar de fotos em alta resolução, o zoom dinâmico de mapas e a pintura digital utilizando os dedos, e note que estamos falando de vários dedos ao mesmo tempo. Portanto é uma tecnologia que exige alto poder de processamento gráfico, ainda mais em telas bem maiores que as do iPhone. E diante disso mais uma vez esbarramos nas limitações físicas inusitadas que já citei dos pequenos dispositivos.

Portanto, a não ser que o Super-Homem nos salve, não consigo mais vislumbrar o netbook, ou "PC emagrecido" como eu chamava alguns anos atrás, como substituto de tudo, mas sim como apenas uma nova opção que não deixa as outras para trás.

E quem seria esse Super-Homem? Das válvulas que queimavam toda hora passamos para os transístores e depois para os chips. De lá pra cá... bem... já faz tempo que estamos precisando de um novo "salto quântico" na tecnologia. As promessas da nanotecnologia são grandiosas, mas não me parece que veremos tão cedo algo realmente útil na computação quântica. Na minha opinião o fim da guerra fria esfriou a vontade de evoluir tecnologia. Enviamos o homem à Lua, pasmem, nos anos 60, e agora a NASA se limita a prever uma volta ao mesmo astro celeste em 2020. O acelerador gigante de partículas na Europa trás alguma esperança, mas está lá parado e não há previsões de quando ele poderá talvez trazer algum avanço concreto para o nosso dia a dia. Mas enfim, isso já é tema para um novo tópico.

domingo, 18 de janeiro de 2009

No fim das contas não estou usando o Windows 7

Foi que nem o Windows Vista. À primeira vista muito atraente, talvez mais até que o Mac OS/X. Mas as firulas de sistemas operacionais, hoje em dia, depois de um tempo tornam-se mesmice, e isso é uma coisa que talvez a Apple já tenha percebido e que a Microsoft devia perceber.

Já se foi o tempo em que era o sistema operacional que ditava a beleza das telas dos nossos computadores. Hoje em dia cada site diferente em Flash ou DHTML que se visita é uma nova interface lotada de firulas. A Web é hoje um mundo interminável de mudança constante e por isso a interface do sistema operacional se tornou menos relevante, e diante disso é inevitável que o que passe a interessar mais em um sistema operacional seja estabilidade, velocidade e compatibilidade.

Estabilidade eu já tenho suficiente no XP. Quanto a velocidade, naquilo em que a performance é mais importante para mim que são jogos em 3D e Second Life, o fato é que o XP sempre apresenta um numero melhor de frames por segundo. Eu mandei o Windows 7 desligar as firulas gráficas quando rodasse o jogo, troquei a placa de vídeo 8500 GT por uma 9600 GT, mas mesmo assim sempre fica a pergunta: depois que as firulas gráficas se tornam mesmice, porque vou continuar com um sistema que diminui 5 fps que seja, por mais bonito que seja?

Por isso eu dou a má notícia pra Microsoft de que só mudo para o Windows 7 se até a versão final a empresa fizer algum milagre que torne o sistema tão rápido nos jogos quanto o XP, ou então se ela conseguir fazer com que outras empresas lancem coisas que só rodem no Windows 7, e alguns dizem que ela até tem experiência nisso.

Mas nessa questão de compatibilidade, outra coisa que "interessa muito", até o momento foi mais um dos problemas: minha placa de TV não funcionou a contento (a imagem fica preto e branca ou com falta de sincronia em relação ao som), e um software que utilizo para gravar audio com múltiplas trilhas não encontrou a placa de som no esquema de drivers utilizado pelo Windows 7.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ainda tem motivo para invejar o Mac?


Tudo que se fala a respeito, e o lançamento da primeira versão beta pública do Windows 7, me encorajou a testar o novo sistema operacional da Microsoft em uma segunda partição ao lado do XP.

Embora eu ache que essa briga de sistemas operacionais é cada vez menos relevante, acho que vale notar que aparentemente não há mais motivos para invejar o OS/X da Apple. O Windows 7 trás muitas firulas gráficas e o faz sem gargalos em uma máquina mediana como a minha, 2,4ghz com 2GB e Geforce 8500 GT.

É bonito ver o Windows+Tab, que exibe as janelas em 3D, sem congelá-las, ou seja, com seu conteúdo em movimento, seja vídeo mpeg, animações Flash ou sinal da placa de TV. E isso vale também para o Alt+Tab comum e os thumbnails que aparecem ao passar o mouse na barra de tarefas.

Tem também uma ou outra "mouse gesture". Se você balança uma janela, as que estão atrás minimizam. Se você empura uma janela para o topo, ela maximiza. E para os lados ela se alinha com a borda da tela.

O boot é rapidíssimo e o desligamento também, e o fps em jogos parece estar bom, principalmente se você vai nas propriedades do atalho do jogo e manda o Windows desligar as firulas gráficas toda vez que rodar aquele programa específico.

Enfim, não senti os gargalos que senti nas minhas tentativas de usar o Windows Vista, e parece ser mais rápido ao menos em boa parte das operações em relação ao XP.

Não tive até agora também grandes problemas com compatibilidades.

O único porém que vi até agora foi o fato de a instalação ter ocupado quase 10GB no disco, o que até pode não ser problema para instalar num desktop, mas inviabiliza o uso nos netbooks atuais como o meu Eee PC, a não ser que haja uma forma de realmente se reduzir drasticamente essa exigência de espaço com uma instalação personalizada.

Portanto estou usando o 7 no dia a dia por enquanto, e o tempo vai dizer se eu vou aumentar essa partição de meros 20GB ou voltar para o XP. Rapidez nos jogos, principalmente é claro no Second Life, e compatibilidade com o que eu quiser rodar, serão fundamentais na minha decisão.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

E a árvore foi desmontada....

A nova árvore de natal de Brasília, que eu fotografei na virada do ano, está sendo desmontada... ora... bom motivo para mais fotos peculiares da cidade!!!

A Torre de TV de Brasília ao fundo combinou maravilhosamente :-)