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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A fonte da inovação tecnológica está secando

Torçam para eu estar errado, mas meu prognóstico para a evolução tecnológica não é muito bom. Eu prevejo que vamos entrar numa crescente estagnação tecnológica.

O que ocorre é que se você deixar paixões políticas de lado, perceberá que a iniciativa privada até hoje teve poder apenas para popularizar aquilo que antes ficava restrito aos militares e agências espaciais norte-americanas e soviéticas.

Quem dá grandes saltos é sempre o estado.

Pesquisando publicações de épocas diferentes se nota que até meados dos anos 70 ainda se dava grandes saltos tecnológicos, a maioria deles longe do acesso do grande público.

De lá para cá as pessoas tem a impressão de que a evolução tecnológica é algo impressionantemente desenfreado. Mas, contrariando as impressões da maioria das pessoas, no meu ver isso não passa de ilusão.

Na verdade estamos, dia após dia, apenas passando a ter acesso em casa a mais e mais tecnologias vindas de várias décadas atrás. A Internet por exemplo é tecnologia militar dos anos 60 que hoje se popularizou.

A verdade é que desde os anos 70 não se viu mais nenhum grande salto tecnológico. O fim da guerra fria parece ter esgotado a vontade do estado norte-americano de realizar grandes inovações. Não tem mais competição nesse nível de coisas, então sobra comodidade.

Talvez ainda haja muita coisa do passado para se popularizar em outras áreas como por exemplo na aviação. Por volta de 1970 foi lançado o Jumbo 747 e de lá pra cá muito pouca coisa mudou. No entanto os aviões de passageiros ainda não são supersônicos, coisa que os militares já fazem há muitas décadas. O Concorde, que fazia viagens na metade do tempo, provou que ainda tem coisa pra se fazer na aviação comercial, mas infelizmente foi desativado, imagine lá os motivos né. Pode ser que mais cedo ou mais tarde resolvam lançar um novo "Concorde", e todos terão a falsa impressão de que a tecnologia continua evoluindo a passos largos.

O problema é que a informática não parou no tempo. Os avanços, mesmo que não passem de "popularizações de coisas antigas" como eu falei, não param na informática. E a consequência lógica, se eu estiver correto, é que a fonte de "antigas tecnologias que agora você pode ter em casa" vai se esgotando muito rapidamente, já que o estado parou por falta de interesse político.

Penso que para que a computação quântica se torne realidade em breve em nossas casas seria necessário que o acelerador de partículas já estivesse em pleno funcionamento há muitos anos atrás, só para citar um exemplo.

Tomara que eu esteja enganado, mas acho extremamente difícil não atingirmos em breve o início de um longo período de estagnação tecnológica naquilo que temos acesso em casa, independente de crises mundiais.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Futuro brilhante para o PC Desktop e Windows 7

Esse título não é ironia nem piada. Sei que o que estou falando contradiz com as expectativas da maioria dos analistas atuais e inclusive as minhas próprias expectativas, pois neste blog mesmo se pode constatar que eu há muitos anos aposto na computação móvel e "emagrecida".

Mas ocorre que os problemas são justamente inusitados. Uma mistura da crise econômica com o fim da lei de moore.

A crise econômica está contribuindo para as pessoas cancelarem TVs a cabo para assistir as coisas na Internet, comprarem netbooks de parcas configurações, usarem software em nuvens ao invés de arcar com os custos de hardware e manutenção do software hospedado em seus próprios equipamentos.

Mas a crise está apenas acelerando isso que de qualquer forma tende a acontecer desde um bom tempo já, pelo modelo ser melhor que o vigente até então, por motivos que eu mesmo já falo aqui desde bem antes da crise começar, como por exemplo a maior facilidade para lidar com tecnologia que essa computação em nuvens proporciona ao usuário comum, justamente por não precisar mais administrar a hospedagem de tudo que está em seu próprio computador, o que até então exigia a visita constante de algum técnico experiente para resolver as picuinhas.

Mas eis que surge um primeiro paradoxo nessa história. Com a crise, as pessoas começam a diminuir os gastos em boates e outras diversões fora de casa, trocando-as por diversões dentro de casa. Enquanto isso, mesmo dentro de casa, elas começam a ir atrás de alternativas mais econômicas, quando percebem que estas até tem suas vantagens. Por exemplo cancelar a TV a cabo e aproveitar a oferta até maior de conteúdo de vídeo na Web.

Ocorre que para acessar esse conteúdo todo via Web, as pessoas acabam precisando de telas maiores ligadas em seus computadores, e de capacidade de processamento suficiente para tocar tudo isso em alta resolução, já que, principalmente na Web, cada vez é mais exigido que o conteúdo esteja em HD.

O fato é que os atuais netbooks já tem uma certa dificuldade para apresentar esse tipo de conteúdo. No EeePC 701 até mesmo os vídeos em baixa qualidade do YouTube não tocam muito bem em full screen. Fica meio lento. E isso na pequena tela de 7 polegadas. Claro que em parte a culpa é do flash player, mas de qualquer forma quanto mais pesado o conteúdo, e lembre-se que estamos considerando que agora o PC tem a responsabilidade de substituir várias outras mídias, mais difícil é tocá-lo em um equipamento pouco potente.

Eu prevejo para este ano também um aumento no interesse pelos mundos virtuais, como o Second Life, justamente pelas pessoas começarem a procurar alternativas mais em conta para as saídas no fim de semana. E este então nem se fala. Mundos virtuais em 3D exigem equipamentos bem mais poderosos que os atuais netbooks, para rodarem satisfatóriamente.

Ninguém falou que os netbooks não irão evoluir. Eles já estão evoluindo. Terão obviamente processadores cada vez melhores e maior capacidade de armazenamento, como já tem acontecido.

Mas eis aí que surge o mais inusitado dos problemas. Ok... sei que alguns, inclusive o próprio Moore, já alardeiam há algum tempo o "fim da lei de Moore". Ocorre que está cada vez mais difícil miniaturizar. E, mais que isso, ainda não encontraram solução para o problema do consumo de bateria quando o poder de processamento é grande.

O terceiro problema relacionado, e também "inusitado", por assim dizer, é a questão do super-aquecimento.

Os primeiros PCs tinham apenas um cooler, que servia para refrigerar a resistência presente nas fontes de alimentação. O processador não precisava, e muito menos a placa de vídeo.

Depois de um tempo surgiram os primeiros coolers para processadores, que ainda eram bem pequenos, e com o passar dos anos foram ficando cada vez maiores. Hoje em dia temos um enorme cooler em cima do processador, outro grudado na placa de vídeo, e um exaustor no gabinete, além do costumeiro cooler da fonte de alimentação.

Resumindo: se exige cada vez mais multimídia pesada no PC, até pelas conexões de Internet começarem a possibilitar cada vez mais este tipo de conteúdo, mas se tem cada vez menos espaço para permitir o poder de processamento exigido por tudo isso.

A questão é: como iremos levar tudo isso para um netbook??? Está cada vez mais impensável.

Diante deste paradoxo, eu acho que o PC desktop com configuração potente ainda tem uma grande sobrevida pela frente.

Não que o netbook venderá menos ou que a computação em nuvem deixará de ser o futuro próximo do software. Muito pelo contrário. As coisas apenas acontecerão juntas. Não vejo muita saída se não as pessoas terem ambos, netbook na rua e PC em casa, embora ambos utilizando softwares que fazem amplo uso da nuvem, ou uso exclusivo desta.

Essa continuidade do PC desktop deverá dar um bom fôlego para a Microsoft, e quanto ao Windows 7, eu prevejo que ele será bem sucedido em 2010, quando deverá ser lançado, pois em 2009 os netbooks virarão tablet netbooks. No início terão single-touch, e as pessoas pedirão mais. Uma das novidades do Windows 7 é justamente o suporte nativo a multi-touch. E a Microsoft vem ganhando experiência com essa tecnologia desde que anunciou o Surface, que é aquela mesa controlada pelas mãos do usuário. A tecnologia de multi-touch, como pode ser vista nas demonstrações em vídeo por aí do Surface, possui uma interface com o usuário extremamente intuitiva e repleta de efeitos visuais, como por exemplo o arrastar de fotos em alta resolução, o zoom dinâmico de mapas e a pintura digital utilizando os dedos, e note que estamos falando de vários dedos ao mesmo tempo. Portanto é uma tecnologia que exige alto poder de processamento gráfico, ainda mais em telas bem maiores que as do iPhone. E diante disso mais uma vez esbarramos nas limitações físicas inusitadas que já citei dos pequenos dispositivos.

Portanto, a não ser que o Super-Homem nos salve, não consigo mais vislumbrar o netbook, ou "PC emagrecido" como eu chamava alguns anos atrás, como substituto de tudo, mas sim como apenas uma nova opção que não deixa as outras para trás.

E quem seria esse Super-Homem? Das válvulas que queimavam toda hora passamos para os transístores e depois para os chips. De lá pra cá... bem... já faz tempo que estamos precisando de um novo "salto quântico" na tecnologia. As promessas da nanotecnologia são grandiosas, mas não me parece que veremos tão cedo algo realmente útil na computação quântica. Na minha opinião o fim da guerra fria esfriou a vontade de evoluir tecnologia. Enviamos o homem à Lua, pasmem, nos anos 60, e agora a NASA se limita a prever uma volta ao mesmo astro celeste em 2020. O acelerador gigante de partículas na Europa trás alguma esperança, mas está lá parado e não há previsões de quando ele poderá talvez trazer algum avanço concreto para o nosso dia a dia. Mas enfim, isso já é tema para um novo tópico.

domingo, 18 de janeiro de 2009

No fim das contas não estou usando o Windows 7

Foi que nem o Windows Vista. À primeira vista muito atraente, talvez mais até que o Mac OS/X. Mas as firulas de sistemas operacionais, hoje em dia, depois de um tempo tornam-se mesmice, e isso é uma coisa que talvez a Apple já tenha percebido e que a Microsoft devia perceber.

Já se foi o tempo em que era o sistema operacional que ditava a beleza das telas dos nossos computadores. Hoje em dia cada site diferente em Flash ou DHTML que se visita é uma nova interface lotada de firulas. A Web é hoje um mundo interminável de mudança constante e por isso a interface do sistema operacional se tornou menos relevante, e diante disso é inevitável que o que passe a interessar mais em um sistema operacional seja estabilidade, velocidade e compatibilidade.

Estabilidade eu já tenho suficiente no XP. Quanto a velocidade, naquilo em que a performance é mais importante para mim que são jogos em 3D e Second Life, o fato é que o XP sempre apresenta um numero melhor de frames por segundo. Eu mandei o Windows 7 desligar as firulas gráficas quando rodasse o jogo, troquei a placa de vídeo 8500 GT por uma 9600 GT, mas mesmo assim sempre fica a pergunta: depois que as firulas gráficas se tornam mesmice, porque vou continuar com um sistema que diminui 5 fps que seja, por mais bonito que seja?

Por isso eu dou a má notícia pra Microsoft de que só mudo para o Windows 7 se até a versão final a empresa fizer algum milagre que torne o sistema tão rápido nos jogos quanto o XP, ou então se ela conseguir fazer com que outras empresas lancem coisas que só rodem no Windows 7, e alguns dizem que ela até tem experiência nisso.

Mas nessa questão de compatibilidade, outra coisa que "interessa muito", até o momento foi mais um dos problemas: minha placa de TV não funcionou a contento (a imagem fica preto e branca ou com falta de sincronia em relação ao som), e um software que utilizo para gravar audio com múltiplas trilhas não encontrou a placa de som no esquema de drivers utilizado pelo Windows 7.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ainda tem motivo para invejar o Mac?


Tudo que se fala a respeito, e o lançamento da primeira versão beta pública do Windows 7, me encorajou a testar o novo sistema operacional da Microsoft em uma segunda partição ao lado do XP.

Embora eu ache que essa briga de sistemas operacionais é cada vez menos relevante, acho que vale notar que aparentemente não há mais motivos para invejar o OS/X da Apple. O Windows 7 trás muitas firulas gráficas e o faz sem gargalos em uma máquina mediana como a minha, 2,4ghz com 2GB e Geforce 8500 GT.

É bonito ver o Windows+Tab, que exibe as janelas em 3D, sem congelá-las, ou seja, com seu conteúdo em movimento, seja vídeo mpeg, animações Flash ou sinal da placa de TV. E isso vale também para o Alt+Tab comum e os thumbnails que aparecem ao passar o mouse na barra de tarefas.

Tem também uma ou outra "mouse gesture". Se você balança uma janela, as que estão atrás minimizam. Se você empura uma janela para o topo, ela maximiza. E para os lados ela se alinha com a borda da tela.

O boot é rapidíssimo e o desligamento também, e o fps em jogos parece estar bom, principalmente se você vai nas propriedades do atalho do jogo e manda o Windows desligar as firulas gráficas toda vez que rodar aquele programa específico.

Enfim, não senti os gargalos que senti nas minhas tentativas de usar o Windows Vista, e parece ser mais rápido ao menos em boa parte das operações em relação ao XP.

Não tive até agora também grandes problemas com compatibilidades.

O único porém que vi até agora foi o fato de a instalação ter ocupado quase 10GB no disco, o que até pode não ser problema para instalar num desktop, mas inviabiliza o uso nos netbooks atuais como o meu Eee PC, a não ser que haja uma forma de realmente se reduzir drasticamente essa exigência de espaço com uma instalação personalizada.

Portanto estou usando o 7 no dia a dia por enquanto, e o tempo vai dizer se eu vou aumentar essa partição de meros 20GB ou voltar para o XP. Rapidez nos jogos, principalmente é claro no Second Life, e compatibilidade com o que eu quiser rodar, serão fundamentais na minha decisão.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

E a árvore foi desmontada....

A nova árvore de natal de Brasília, que eu fotografei na virada do ano, está sendo desmontada... ora... bom motivo para mais fotos peculiares da cidade!!!

A Torre de TV de Brasília ao fundo combinou maravilhosamente :-)