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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Chrome apenas mais um browser?

Me decepciona muito que a Google tenha resolvido compactuar com a Europa no caso contra o browser da Microsoft.

Sinceramente pra mim isso é demonstração de incompetência por parte da Google, incapacidade de vencer fazendo um browser melhor.

Isso é demonstração de que a Google está com uma tendencia maior a simplesmente tentar fazer com que seu browser seja apenas mais uma opção para rodar "applets" Flash, Silverlight ou Java dentro dele, e não uma plataforma por si só capaz de competir com esses modelos de componentização, que é o que eu esperava do Chrome.

Infelizmente o Chrome tem evoluído, na minha opinião, muito devagar, e se continuar assim seremos mesmo obrigados a um futuro de três plataformas uma dentro da outra. Por fora o sistema operacional, no meio o browser, e dentro do browser os softwares componentizados.

Então, Google, Do no evil... Lance um browser como já esperamos há muitos anos que seja lançado, use seu poder de gigante da forma correta, ao invés de apelar para processos contra a Microsoft só porque ela faz melhor. Ou será que esse gigante já está mal das pernas?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Computers in every briefcase, in every hand

Estava vendo este novo conceito de Eee PC, o Eee Keyboard, com todas essas conexões e o próprio computador inteiro junto com o teclado, e achei extremamente familiar. Me lembrou os pequenos micro-computadores de 8 bits dos anos 80, como o Commodore 64, que era todo contido embaixo do teclado e se ligava em uma TV comum tal como proposto por esse Eee.

Pois bem... vemos vários conceitos voltando a tona. A própria idéia de netbook como um sistema de configurações pouco potentes feito para acessar recursos da rede mundial e sua computação em nuvem, me lembra os terminais burros.

Na verdade o PC parrudo, grande e isolado substituiu esses outros conceitos porque em casa não havia uma rede, não havia uma Internet, então o PC tinha que ter todo o poder que fosse possível e viável para se ter em casa.

Mas esse modelo se for parar para pensar é um tanto impopular, pois é de difícil manutenção.

Para citar um exemplo, até pouco tempo atrás o usuário comum tinha que lidar com toda a administração de um verdadeiro banco de dados que eram as mensagens de email de clientes como o Outlook.

O resultado é que volta e meia o usuário leigo era obrigado a chamar um técnico para resolver problemas como transferência de mensagens ao fazer upgrade do PC, backup de mensagens, e recuperação de bancos de dados de mensagens corrompidos, que acontecem muito com clientes de email offline.

Hoje em dia o usuário comum usa GMail via web, e toda essa administração fica por conta do pessoal da Google. As mensagens podem ser acessadas de qualquer computador ligado na rede mundial.

Na verdade o modelo de mainframe/terminal era o melhor modelo, mas inviável em casa, e agora a computação em nuvens está possibilitando que esse modelo volte a vigorar, não mais como algo só para empresas, mas também em casa e principalmente na rua, aonde não é mesmo de se esperar equipamentos grandes e pesados.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Compreendendo o Eee PC

Percebo por aí que muita gente ainda não entendeu "qual é" a do assim chamado Netbook. O porque de as pessoas comprarem algo que em alguns casos não é tão mais barato assim que um notebook grande e ainda por cima tem uma configuração de hardware tão diminuta perto de outros PCs. Muitos levam em consideração apenas um aspecto, por exemplo o preço, sem considerar os demais, quando o que caracteriza o netbook não é só um preço acessível, mas também tamanho menor e compatibilidade com PC. Não adianta ser um palm-top, por exemplo, pois se um dos principais objetivos do netbook é navegar na Web e utilizar seus recursos, é necessário que ele rode um browser completo, com todo suporte a AJAX, Java e Flash que só um PC vai ter. E o tamanho também é crucial. As pessoas preferem netbooks muitas vezes por já terem experimentado a falta de portabilidade de um notebook maior e mais pesado. Elas querem navegar em qualquer lugar.

Tentando facilitar essa compreensão, tracei uma linha de raciocínio lógico que penso ser indispensável se compreender antes de se criticar ou mesmo elogiar os netbooks.

A filosofia Eee PC:

Necessidade do mercado: com o advento da computação em nuvens e acesso móvel à Internet, todo mundo quer navegar na Internet em qualquer lugar, mesmo na rua, e podendo acessar tudo o que tem direito da rede mundial.

Problema: Notebooks grandes são pesados e grandes, e isso trás dificuldades para que as pessoas o levem a todos os lugares a todo momento.

Questão: Porque não usar smartphones então?

Problema: Smartphones não oferecem a compatibilidade e configuração necessárias para grande parte das operações. A tela é pequena demais, geralmente não roda AJAX, geralmente não roda Flash, pelo menos não ao nível de um PC. Além disso geralmente não dá nem para realizar rápidas edições nos documentos tal qual se faz em um PC.

Conclusão: Precisa-se que seja PC.

Problema: Um PC full muito pequeno custa caro demais, pois miniaturização e portabilidade tem seu preço. Que o diga a Sony com seus pequenos UMPCs que costumam custar várias vezes mais que notebooks grandes com especificações semelhantes.

Questão: O que podemos fazer então para diminuir o preço de um PC ultra-portátil?

Ponderação: ora, se o que mais se quer é navegar na Web, ambiente aonde os dados estão em computadores remotos ao invés de localmente, e se de qualquer forma as conexões ainda não possibilitam operações via Web que exijam muito processamento no lado cliente, então as pessoas com a necessidade de mercado apontada acima não precisam de configurações "parrudas".

Solução: Podemos então baixar as configurações até um ponto em que o tal PC possa ter preço acessível ao mesmo tempo em que tem um pequeno tamanho, sem comprometer a navegação na Web, que é a necessidade do consumidor-alvo, mesmo que isso o impeça de rodar aquele joguinho recém lançado ou aplicações mais pesadas fora da Web.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Entrevista comigo mesmo: Marco, pra você qual foi o segredo do sucesso da Microsoft?

Eu sempre citei essa opinião nas entrelinhas...

Pra mim a Microsoft se fez porque o monopólio na informática é natural. As pessoas querem todas rodarem as mesmas coisas, pela compatibilidade.

O segredo da Microsoft foi se meter em tudo e em todos.

Nos anos 80 a Microsoft simplesmente se ofereceu para estar em todos os lugares possíveis e imagináveis. Ela se empenhou em ser o OS de todos os micros. No caso dos de 8 bits, o "sistema operacional" era o BASIC em ROM. E a maioria dos BASICs eram da Microsoft. Além disso ela fez o DOS do PC também.

E fazia todo tipo de software, ao contrário das concorrentes que eram mais especializadas. E um software empurrava outro. Word empurrou Excel que empurrou Access que empurrou VB que empurrou SQL Server. DOS empurrou Windows que empurrou Internet Explorer.

E todo mundo queria poder abrir o documento no vizinho, no amigo, no trabalho e no seu próprio computador, sem atritos, e portanto todo mundo "combinou" de comprar as mesmas coisas. Um acontecimento totalmente pragmático por parte dos consumidores, mas certamente bem arquitetado pela Microsoft.