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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Compreendendo o Eee PC

Percebo por aí que muita gente ainda não entendeu "qual é" a do assim chamado Netbook. O porque de as pessoas comprarem algo que em alguns casos não é tão mais barato assim que um notebook grande e ainda por cima tem uma configuração de hardware tão diminuta perto de outros PCs. Muitos levam em consideração apenas um aspecto, por exemplo o preço, sem considerar os demais, quando o que caracteriza o netbook não é só um preço acessível, mas também tamanho menor e compatibilidade com PC. Não adianta ser um palm-top, por exemplo, pois se um dos principais objetivos do netbook é navegar na Web e utilizar seus recursos, é necessário que ele rode um browser completo, com todo suporte a AJAX, Java e Flash que só um PC vai ter. E o tamanho também é crucial. As pessoas preferem netbooks muitas vezes por já terem experimentado a falta de portabilidade de um notebook maior e mais pesado. Elas querem navegar em qualquer lugar.

Tentando facilitar essa compreensão, tracei uma linha de raciocínio lógico que penso ser indispensável se compreender antes de se criticar ou mesmo elogiar os netbooks.

A filosofia Eee PC:

Necessidade do mercado: com o advento da computação em nuvens e acesso móvel à Internet, todo mundo quer navegar na Internet em qualquer lugar, mesmo na rua, e podendo acessar tudo o que tem direito da rede mundial.

Problema: Notebooks grandes são pesados e grandes, e isso trás dificuldades para que as pessoas o levem a todos os lugares a todo momento.

Questão: Porque não usar smartphones então?

Problema: Smartphones não oferecem a compatibilidade e configuração necessárias para grande parte das operações. A tela é pequena demais, geralmente não roda AJAX, geralmente não roda Flash, pelo menos não ao nível de um PC. Além disso geralmente não dá nem para realizar rápidas edições nos documentos tal qual se faz em um PC.

Conclusão: Precisa-se que seja PC.

Problema: Um PC full muito pequeno custa caro demais, pois miniaturização e portabilidade tem seu preço. Que o diga a Sony com seus pequenos UMPCs que costumam custar várias vezes mais que notebooks grandes com especificações semelhantes.

Questão: O que podemos fazer então para diminuir o preço de um PC ultra-portátil?

Ponderação: ora, se o que mais se quer é navegar na Web, ambiente aonde os dados estão em computadores remotos ao invés de localmente, e se de qualquer forma as conexões ainda não possibilitam operações via Web que exijam muito processamento no lado cliente, então as pessoas com a necessidade de mercado apontada acima não precisam de configurações "parrudas".

Solução: Podemos então baixar as configurações até um ponto em que o tal PC possa ter preço acessível ao mesmo tempo em que tem um pequeno tamanho, sem comprometer a navegação na Web, que é a necessidade do consumidor-alvo, mesmo que isso o impeça de rodar aquele joguinho recém lançado ou aplicações mais pesadas fora da Web.

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