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quarta-feira, 13 de maio de 2009

O problema pode estar resolvido

Uns posts atrás falei sobre o crescente problema da necessidade de refrigeração e de impedimentos quanto à minuaturização dos chips.

Pois bem... a solução lógica provavelmente será a computação em nuvem. Já que em casa tá ficando difícil, e a exigencia é cada vez maior por mais portabilidade, e isso bate de frente com esses problemas de miniaturização, então o jeito é jogar esse processamento para outro lado, para o lado do servidor.

O Second Life é um software extremamente exigente, afinal ele baixa simplesmente tudo via Internet. Nenhum outro jogo faz isso. Todos os diferentes sons ambientes, texturas, coordenadas, animações, tudo é baixado individualmente enquanto o jogador passeia pelo cenário virtual. Nada no Second Life está no HD do jogador como acontece com todos os outros jogos. Não bastasse isso, a placa de vídeo do jogador ainda tem que processar um número incerto de polígonos, já que todos os objetos que aparecem no Second Life, inclusive os detalhados sapatos das avatares femininas, são construídos pelos próprios jogadores, que geralmente não se preocupam muito com "otimizar" o detalhamento desses objetos para que rodem mais tranquilamente nas GPUs dos usuários, como os produtores de outros jogos certamente fazem.

Mas imagine se, ao invés de baixar todos esses componentes em separado, o Second Life passasse na tela do usuário como um filme por streaming. Todo o processamento para gerar cada quadro e cada segundo de som seria processado no servidor da Linden Lab, e o quadro resultante e o som já mixado seriam repassados ao computador do usuário como se fosse um filme do Youtube. O único tráfego necessário além deste "filme" por streaming seria o envio das teclas de controle apertadas pelo jogador.

Isso tornaria possível rodar um jogo de última geração, com nível de gráficos "ultra high", até mesmo em um iPhone.

Claro que seria necessário que a empresa fornecedora tivesse praticamente uma GPU por usuário em seus servidores. No entanto, quando se vê o tamanho dos datacenters que tanto Microsoft como Google estão preparando para o futuro da computação em nuvem, é de se esperar que isso mais cedo ou mais tarde vá acontecer, e a empresa que fizer isso corre um sério risco de dominar o mercado dos games.

E já tem empresa ao menos prometendo isso...

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