Pesquisar este blog

domingo, 29 de novembro de 2009

Dvorak, eu sei o motivo

É interessante como muitas das observações recentes do famoso colunista Dvorak são quase que uma confirmação da concretização de coisas que eu já venho prevendo há anos, neste blog mesmo. E ele parece estar percebendo as coisas acontecerem sem querer admitir os motivos desses acontecimentos.

Na coluna dele na Info de novembro ele começa dizendo que a Microsoft não está evoluindo muito o Windows e que isso pode possibilitar que o Linux acabe o alcançando.

Segundo Dvorak, isso se dá pela posição "confortável" da Microsoft perante um mercado já tão acostumado com o seu sistema operacional.

Ora, mas o que foi o Windows Vista senão uma tentativa de continuar crescendo o Windows exponencialmente como a Microsoft sempre fez na época em que seu sistema operacional era taxado de "bloated"? Ocorre que foram os consumidores que, desta vez, recusaram um sistema pesado. A Microsoft na verdade foi obrigada a lançar algo "mais light" para atender o desejo dos consumidores, anunciando o Windows 7.

É realmente verdade, diga-se de passagem, que o Linux agora tem mais chance do que nunca. No entanto eu acho muito provavel que a Microsoft vá lançar um dia uma versão "express", gratuita, do Windows, para não ficar para trás. Eis a solução que eu acho que a gigante vai encontrar...

Anos atrás eu expliquei aqui mesmo os reais motivos disso. O que Dvorak não quer ver é que a "culpa" é toda da computação em nuvem, paradigma que ele pessoalmente já demonstrou não gostar e não desejar muito para o mundo da computação pessoal.

Ao trocar o que roda no desktop pelo que roda na Web, automaticamente se diminuiu as exigências de hardware locais. As coisas agora estão migrando para os gigantescos data-centers das empresas provedoras de serviços na nuvem. Com isso o sistema operacional está aos poucos se tornando apenas uma obrigação para fazer a interface entre a máquina e o browser, como mostra também o anúncio do Google Chrome OS, algo impensável para muitos há pouco tempo atrás.

Já no mundo dos browsers, que o Dvorak também cita, a história é um pouco diferente. Ao invés da motivação ser uma exigência dos consumidores, no caso do browser a Microsoft ficou parada como "tartaruga" por anos no IE 6 no meu ver de propósito, por pura falta de interesse dela própria de evoluir algo que ela já havia sacado que estava lá para competir com seu habitual modelo de software instalável em pacotes de prateleira.

Então o rumo da Microsoft até hoje continua exatamente o mesmo de suas décadas de ouro. Agora ela está começando a ser obrigada a entrar pro mundo da nuvem, e já está mostrando que continua sendo forte o suficiente para mover muitas montanhas nessa área também, embora não seja muito fácil prever se ela vai conseguir realmente manter a dianteira perante a Google.

Dvorak fala também que seria notório que "o software não consegue acompanhar o hardware". Me desculpe ele, mas isso foi notório na virada dos anos 80 para os 90, na transição do DOS para o Windows, mas depois disso passamos por um longo período em que isso estava muito longe de ser verdade. Durante a década de 90 a reclamação dos usuários era o contrário: que suas máquinas não conseguiam rodar as novas versões do Windows e do Office que eram lançadas. No entanto todos acabavam concordando que isso fazia parte da lei de Moore, e acabavam aceitando trocar por máquinas mais potentes numa incrível velocidade.

Na verdade essa afirmação do Dvorak, nesta nova transição do Windows para a nuvem, voltou a ser verdade, mas não porque os produtores de software não conseguem acompanhar o hardware, e sim porque o hardware virou de fato quase que uma espécie de "terminal burro" que praticamente apenas exibe o software em nuvem para o usuário. Agora tudo depende mais da velocidade da conexão Internet para passar a exigir mais hardware. Eis o fato que Dvorak parece não querer ver.

De qualquer forma é muito interessante para mim ver um analista de renome ao menos constatando aquelas tantas coisas que eu previ que ocorreriam, com a diferença de que eu sei e admito os motivos. Na época que eu falei sobre a estagnação do tamanho dos HDs não via ninguém mais falando o mesmo. Agora finalmente parecem ter acordado.

Referencias neste blog:
Previsões para até 2012
A Web 2.0 vai emagrecer o PC?

Vendas de laptops no Brasil refletem emagrecimento do PC

Um fenômeno muito curioso começará a acontecer

Desenvolvimento de sistemas - software - websites - banco de dados - Brasília

Se sua empresa de qualquer tamanho precisa de um software, seja ERP, sistema de gestão administrativa, gestão de processos, gestão comercial, aplicativo para uso específico, etc., encontrou o profissional certo.

Não importa o tamanho do seu projeto. Utilizo metodologia já extremamente bem sucedida para organizar o desenvolvimento de sistemas de qualquer tamanho. Um sistema grande apenas demora mais para ficar pronto que um pequeno, mas é possível priorizar funcionalidades à vontade. Além disso o preço cabe no orçamento de qualquer empresa, organização, e até mesmo pessoas físicas, pois, além de ser o mais barato possível dentro da realidade do desenvolvimento de um sistema sob encomenda, é possível também parcelar o pagamento à vontade. Para dar uma idéia, um cadastro completo (7 pontos de função) com listagem, alteração, inserção, deleção, filtros para buscas, e ordenação por qualquer campo, custa R$ 210,00, e muitas das possíveis pequenas alterações posteriores, como a adição de um novo campo, não são cobradas.

Seu sistema poderá tanto rodar restrito à rede local de sua empresa como também em nuvem. No caso de computação em nuvem basta que cada máquina tenha acesso a Internet, dispensando custos de manutenção de infraestrutura de rede e servidores, e possibilitando integração sem atritos entre filiais. O sistema poderá ser acessado através de qualquer sistema operacional, inclusive smartphones.

Algumas das funcionalidades já implementadas nos sistemas em ambiente Web (intranet ou internet) que desenvolvi incluem customização de temas de layout, envio de alerta para clientes por SMS e por e-mail, relatórios com tags e editor de layout, importação e exportação para Excel, importação de arquivos de cobrança, interface customizada para uso em dispositivos móveis, campo textual com busca do tipo auto-complete, gráficos estatísticos nos mais diferentes formatos, área para acesso público e por clientes, enfim, seu sistema poderá ter todas as características das mais modernas aplicações em nuvem.

Você terá em suas mãos também o código fonte do sistema, uma garantia importante para você, mas que a maioria dos desenvolvedores não fornece.

Peça demonstrações e referências, e comprove.

Convido você, possível cliente, para uma reunião sem compromisso aonde, além de nos apresentarmos, incluindo demonstração de trabalhos realizados, será produzido sem custos um diagrama de fácil compreensão com a idéia geral do sistema a ser desenvolvido de acordo com as suas necessidades. De qualquer jeito vale a pena marcarmos esta reunião!

Minha localização é em Brasília, mas pretendo desenvolver projetos também para qualquer outra cidade do Brasil utilizando ferramentas de conferência e acesso remoto com as quais já tenho plena experiência.

Entre em contato e peça uma pré-proposta via e-mail. Basta enviar uma idéia geral do que precisa.

mugnatto@gmail.com ou (61)9154-9785

Marco Mugnatto

Abaixo apresentação de algumas características de um sistema recentemente desenvolvido:


Conheça também o Mugnatasks: http://www.mugnatasks.com


sábado, 21 de novembro de 2009

Explicando o Chrome OS

Vejo muita gente dizendo que está decepcionada com o OS da Google. Eu não. É de fato muito simples, como a maioria das coisas que a Google lança. E o motivo é bem simples e não muito nobre: a Google não tem a mesma capacidade de uma Microsoft. É uma empresa que apesar da grana não tem uma base de conhecimento, não tem competencia suficiente para fazer algo grandioso. Eu diria que a Microsoft ainda é várias vezes "maior" que a Google. O que a Google quer com o Chrome OS é trazer à tona aquilo que essas outras empresas não tem interesse em fazer. Embora seja inevitável, a computação em nuvem só interessa atualmente à Google, dentre os "grandes players" do mercado. O pessoal do Firefox não tem capacidade estrutural para desenvolver outras aplicações além do browser, não desenvolve nem aplicações em nuvem. A Microsoft sempre lucrou com bloated software em pacote. A Apple quer vender hardwares pesados e caros, não os minimalistas que rodam tudo remotamente. O pessoal das outras distribuições Linux também estão mais ligados no mundo offline, para vender suporte ao usuário. E por aí vai. Claro que mais cedo ou mais tarde todas estas serão obrigadas a entrar na dança, mas a Google é realmente a única que tem a real "vontade" atualmente de promover a mudança que no fundo no fundo a maioria dos usuários quer. Então ela, mesmo sem muita competência e "bagagem" para tal, lança um sistema operacional, minimalista, que é muito mais um conceito a ser difundido do que "um produto de peso para imediatamente derrubar os concorrentes", já que ninguem mais está interessado em fazer isso.

O próprio browser Chrome também é uma atitude forçada para tentar evitar que o mundo das aplicações online seja dominado por componentes da Adobe ou Silverlight.

Claro que um dia a Google vai ter mais capacidade de crescer esses produtos e torná-los alternativas realmente viáveis frente aos concorrentes, mas acredito que se outras empresas de peso tivessem se interessado em serem as provedoras do "sistema operacional de Internet", a Google teria deixado acontecer, e teria se mantido na posição de se preocupar mais com o que roda dentro do browser apenas. Ninguém quis, tal como a IBM no passado desdenhou do PC pois estava mais interessada no mainframe. Então é o mercado que exigiu que uma Google aparecesse e lançasse, mesmo sem poder fazê-lo, um "Chrome OS".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mugnatasks Preview no ar!!!

Está inaugurada a primeira versão pública do meu software em nuvem para gerenciamento de projetos e tarefas, o Mugnatasks, ainda em versão "preview". Foram alguns meses trabalhando em horas vagas para conseguir uma interface AJAX diferenciada, com drag e drop, atualizações de tela ao vivo, adição de usuários por convite via e-mail, alteração de valores inline, enfim, modéstia a parte algo bem próximo de várias das aplicações da Google, só que, ao invés de ter uma baita equipe por trás, apenas "moi".

Muita coisa que ainda pretendo adicionar, mas esta primeira versão já está sendo extremamente útil para eu aprender as tecnologias AJAX mais recentes do ASP.NET e também como portfólio para exibir a possíveis clientes. A idéia veio do fato de que eu odeio metodologias burocráticas no papel para controle de projetos. Trabalhei anos atrás em uma empresa que desenvolveu seu próprio sisteminha para controle de tarefas dos funcionários, e achava bem mais útil que as tais metodologias. O conceito é muito simples. Você delega tarefas que podem circular por toda a empresa através do livre encaminhamento, maximizando o trabalho em equipe, e com controle do tempo despendido em cada tarefa por cada funcionário, gerando relatórios (ainda não inclusos na versão atual) que dão muito mais garantia de exatidão e oferecem muito menos atritos para visualizar de maneira global do que um controle burocrático feito em papéis "no fim do mês", como se alguém fosse realmente se dar ao trabalho de ficar anotando tudo com dados reais. O software faz isso automaticamente. Funciona principalmente pelo interesse do funcionário em contabilizar as horas no sistema, que pode inclusive ser utilizado como controle de ponto pela empresa.

Coloquei muitos tooltips na interface e acredito que, assim como a maioria dos softwares da Google, será possível aprender sozinho e intuitivamente a utilizar o Mugnatasks. De qualquer forma em breve vou fazer um screencast para ajudar. Mas o feedback é extremamente interessante pra mim e estou aberto a sugestões.

http://www.mugnatasks.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

As primeiras fotos que vi em um computador

Acredite. Antes de surgirem as placas VGA o PC era incapaz de exibir fotos na tela. Tudo era desenho, texto, ou no máximo uma digitalização grosseira cheia de padrões de pontos tentando imitar diferentes tonalidades.

As imagens abaixo estão em seu tamanho original e foram as primeiras fotos que vi em computadores. Embora sejam pequenas nos monitores atuais, na época só era possível vê-las em fullscreen, ocupando toda a tela, com a mesma baixa resolução.

Não sei exatamente a origem, mas acredito que sejam demonstrações que vinham junto com as primeiras placas VGA. O VGA era capaz de exibir 256 cores na resolução de 320x200 pontos, escolhendo as 256 cores em uma paleta de 262.144 cores. Ou seja, o número mínimo de cores necessário para se exibir uma foto sem apelar para padrões de texturas. Foi a partir destas fotos também que comecei a entender o que era o "anti-aliasing". Na época não entendíamos muito bem ainda porque uma foto nessa resolução, mas com um número de cores relativamente elevado, parecia "serrilhar" bem menos os contornos do que imagens em 640x480 mas com apenas 16 cores.

Por incrível que pareça essas eram as únicas fotos que eu vi em um PC durante um tempão. Ainda não existia Internet e nem câmera digital (com acesso pelas massas), e ficar contemplando os detalhes destas poucas fotos banais era tão divertido quanto jogar um game novo pela primeira vez hoje. São imagens que jamais se apagaram da minha memória.