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sábado, 21 de novembro de 2009

Explicando o Chrome OS

Vejo muita gente dizendo que está decepcionada com o OS da Google. Eu não. É de fato muito simples, como a maioria das coisas que a Google lança. E o motivo é bem simples e não muito nobre: a Google não tem a mesma capacidade de uma Microsoft. É uma empresa que apesar da grana não tem uma base de conhecimento, não tem competencia suficiente para fazer algo grandioso. Eu diria que a Microsoft ainda é várias vezes "maior" que a Google. O que a Google quer com o Chrome OS é trazer à tona aquilo que essas outras empresas não tem interesse em fazer. Embora seja inevitável, a computação em nuvem só interessa atualmente à Google, dentre os "grandes players" do mercado. O pessoal do Firefox não tem capacidade estrutural para desenvolver outras aplicações além do browser, não desenvolve nem aplicações em nuvem. A Microsoft sempre lucrou com bloated software em pacote. A Apple quer vender hardwares pesados e caros, não os minimalistas que rodam tudo remotamente. O pessoal das outras distribuições Linux também estão mais ligados no mundo offline, para vender suporte ao usuário. E por aí vai. Claro que mais cedo ou mais tarde todas estas serão obrigadas a entrar na dança, mas a Google é realmente a única que tem a real "vontade" atualmente de promover a mudança que no fundo no fundo a maioria dos usuários quer. Então ela, mesmo sem muita competência e "bagagem" para tal, lança um sistema operacional, minimalista, que é muito mais um conceito a ser difundido do que "um produto de peso para imediatamente derrubar os concorrentes", já que ninguem mais está interessado em fazer isso.

O próprio browser Chrome também é uma atitude forçada para tentar evitar que o mundo das aplicações online seja dominado por componentes da Adobe ou Silverlight.

Claro que um dia a Google vai ter mais capacidade de crescer esses produtos e torná-los alternativas realmente viáveis frente aos concorrentes, mas acredito que se outras empresas de peso tivessem se interessado em serem as provedoras do "sistema operacional de Internet", a Google teria deixado acontecer, e teria se mantido na posição de se preocupar mais com o que roda dentro do browser apenas. Ninguém quis, tal como a IBM no passado desdenhou do PC pois estava mais interessada no mainframe. Então é o mercado que exigiu que uma Google aparecesse e lançasse, mesmo sem poder fazê-lo, um "Chrome OS".

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