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terça-feira, 4 de maio de 2010

Minha pequena coleção de antiguidades da tecnologia

Dei uma organizadinha na minha modesta coleção de coisas que eu tive na época em que eu estava começando a alimentar meu gosto por tecnologia.

Clique na imagem para ampliar. Em cima livros dos anos 80. Esses à esquerda são bem ilustrados e boa parte deles pode ser vista online aqui.

No meio está um CP200, o primeiro computador que eu tive. Não fazia 1/10 do que faz o seu celular, mesmo que seja dos atuais mais simples... Não tinha cores, nem som, mas era possível programar e "modificar a imagem da televisão". Imagine o que era isso numa época em que pouquíssima gente sequer tinha videocassete em casa...

Atrás do CP200 estão fitas cassete com jogos para o TK90x, o segundo computador que eu tive, e que adicionou cores e sons, e foi uma das minhas maiores paixões de todos os tempos.

Embaixo, qualquer um reconhecerá o joystick de Atari, e como este tem o círculo laranja, se nota que é um original norte-americano. Temos também um disquete com o clássico jogo "Lemmings" original e um cartucho de Atari atrás, além de um manual original de uma antiga versão do Microsoft Flight Simulator.

A câmera prateada foi a minha primeira câmera digital. Comprada em 2001 de muambeiro do tipo que levava 30 dias pra trazer, foi certamente uma das primeiras câmeras digitais que a cidade de Brasília viu. Quando eu saía para tirar fotos eu notava pessoas por perto perguntando umas às outras "isso é câmera de vídeo? Como pode tão pequena?", já que câmeras com visores LCD naquela época eram normalmente de vídeo, e eram sempre maiores que uma câmera fotográfica. Só depois de um bom tempo é que começaram a surgir as Sony Mavica, que passaram a serem mais corriqueiras.

À direta está mais um "brinquedo de early adopter". O segundo player de MP3 do tipo "jukebox" (termo em desuso, já que todos os players hoje em dia tem relativamente alta capacidade de armazenamento) que existiu no planeta, o Creative Nomad Jukebox, que eu comprei tempos antes do lançamento do primeiro iPod da Apple. Na época os players portáteis mais costumeiros ainda eram os de CD, e talvez por isso a Creative tenha imaginado que manter um formato com o qual as pessoas estavam acostumadas seria mais vendável...

sábado, 1 de maio de 2010

A morte do PC

Há um bom tempo atrás eu notei a caminhada rumo ao "emagrecimento do PC", antes mesmo do lançamento dos netbooks. Eu só não imaginava era que seria muito mais que um emagrecimento. Foi difícil para eu cair na real... Afinal uma paixão de tão longa data... Mas eis a verdade... O PC está com os dias contados.

No mundo da computação em nuvem e do formato tablet, não há mais espaço para "bloated" software e nem "bloated" hardware. Simplesmente essa "volta do mainframe" possibilitou um cliente dedicado à extrema facilidade de uso e portabilidade. Não há mais razões para o usuário cliente ficar tendo que lidar com milhares de arquivos em centenas de pastas e subpastas, e com configurações intermináveis de todos os tipos. Chegou a hora do computador servir para pessoas comuns. Elas há muito que já são a maioria dos usuários, embora até hoje dependam volta e meia da "ajuda" de algum nerd para simplesmente manterem seus PCs.

E mesmo o desenvolvimento de software dentro de alguns anos será todo realizado através de computação em nuvem. Não vejo como não ser assim. No futuro os próprios hospedeiros de sites vão fornecer, via Web, o ambiente de desenvolvimento, com controle de versionamento e publicação instantânea. Um gostinho disso já pode ser sentido em http://www.coderun.com/ide, e também no ambiente de desenvolvimento da Palm, em http://ares.palm.com/Ares/about.html.

Não acho que o iPad atual seja uma boa opção para essa transição. Falta no mínimo uma saída de vídeo decente, que possibilite ligá-lo a uma tela grande. Mas certamente Jobs foi revolucionário mais uma vez, dando o ponta-pé inicial naquilo que será nada mais nada menos que o fim do lendário PC.

Nascido graças à impossibilidade de se utilizar mainframes de dentro de casa, o PC durante muito tempo cresceu sem parar, em processador, em capacidade de armazenamento, exponencialmente, mas nos últimos anos essas exigências não pararam mais de diminuir graças à migração para a computação em nuvem, que finalmente possibilitou a entrada do modelo "mainframe" nos nossos lares. E o PC vem diminuindo tanto que me parece fadado ao desaparecimento.

Ao que tudo indica o sistema que irá substituir o PC em seu posto atual será o processador ARM com Android, enquanto o iPhone OS acabará substituindo o Macintosh para seus atuais usuários. Minha aposta é que a Apple continuará minoritária, embora firme e forte, mas minoritária porque continua sendo uma empresa extremamente fechada, enquanto o Android está sendo desenvolvido e suportado por uma ampla gama de diferentes fabricantes.

É... confesso que eu não gostei muito do iPad inicialmente, e de fato ele precisa ser melhorado, mas devo reconhecer que é muito grande a probabilidade de ele ser lembrado para sempre como um divisor de águas...