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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O que aconteceu com este blog?

Bem, no momento estou postando apenas no meu Google+. Não sei se voltarei a postar aqui. Então, visite:

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O impacto da computação em nuvem no mercado de trabalho

Outro dia li um comentário de um chefe de desenvolvimento de sistemas dizendo que profissionais de suporte e programadores estavam "com os dias contados por causa da computação em nuvem". Fiquei tentando entender o porque de incluir programadores nisso aí... Bem, sei que muita gente reza pra chegar esse dia, mas acho que não faz nem o menor sentido afirmar que seria desta vez que o emprego dos programadores estaria ameaçado.

O software como serviço, que também precisa de programadores para ser feito, não é diferente do tradicional software em pacote fechado. Ele atende a um público alvo mais geral, entretanto nunca satisfaz plenamente, e é por esse motivo que sempre alguma empresa quer um software sob medida, e contrata diretamente o programador para fazê-lo. Isso não muda, e, ao passar a ser vendido como um serviço ao invés de um produto de prateleira, acho que essa nova modalidade acaba sendo até um incentivo a mais para muitos optarem pelo software por encomenda, pois muito provavelmente se passará a cobrar mensalidade ao invés de deixar por conta do usuário a decisão de atualizar ou não para uma nova versão, o que diminui a distância, em termos de custo, entre os dois tipos de software.

Para os programadores em si só muda o fato de que é cada vez mais fácil trabalhar em qualquer lugar. Tendo acesso ao servidor via Internet, não tem mais tanta diferença estar dentro da própria empresa consumidora, em uma "fábrica de software", ou mesmo em casa.

Mas com a outra parte do comentário eu sou obrigado a concordar: o que será dos profissionais de suporte a redes e também dos administradores de bancos de dados? Estes serão cada vez menos requisitados. Claro que os provedores de hospedagem na nuvem precisarão, e muito, deles, mas, se considerarmos que cada provedor, usando uma mesma infraestrutura, atende a centenas de empresas ao mesmo tempo, obviamente o número necessário de profissionais com estas especialidades tende a diminuir, afinal esta é justamente uma das grandes vantagens da nuvem: diminuir os custos de manutenção de redes locais, incluindo aí os bancos de dados.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A "Web" está morrendo?

Embora eu já esteja um tanto viciado em aplicações instaláveis para smartphones, eu discordo da visão da Wired -que só li hoje- de que a tendência seja ao "fechamento" das coisas em contraposição à arquitetura aberta.

Ora, a vitória da clonagem de PCs sobre o IBM PS/2 e sua tentativa fracassada de retomar o controle sobre o mercado de PC, que permaneceu uma arquitetura aberta por todos esses 30 anos, não é uma prova de que o aberto vence? E a vitória da Internet, com conteúdo aberto a todos, sobre as "ilhas isoladas" das BBSs e dos portais do tipo AOL também não são? Pra mim é bastante claro que o que impediu o Linux de vencer o Windows foi tão somente o fato de o Linux ter vindo bem depois do Windows já fazer muito sucesso. Veio tarde demais. Mas agora, no novo mundo dos smartphones, tudo indica que é o padrão aberto, o Android, que vingará sobre os concorrentes fechados.

Desde que a Apple, que sempre foi a megaempresa mais "fechada" do mundo da tecnologia, começou com essa coisa de app para iPhone, eu sempre vi isso como uma situação temporária que é necessária no momento atual devido à "lentidão a mais" dos dispositivos móveis em relação a plataformas como o PC, o que os torna incapazes de rodar, por exemplo, sites em HTML5 em sua plenitude. A Google no caso não tinha outra escolha senão participar deste mercado, mas na medida em que os smartphones ganharem mais poderes as vantagens das aplicações rodarem na nuvem irão ressurgir. Hoje eu ainda não consigo rodar, sem ter que reinstalar, uma mesma coisa que rodo em um dado smartphone ou tablet, em outro smartphone ou tablet, não consigo nem mesmo compartilhar as configurações das aplicações entre diferentes smartphones. Me parece bastante óbvio que isso é algo que falta no mundo das apps móveis, e que quando aparecer ninguém conseguirá viver sem isso, e então teremos de volta as aplicações todas rodando na própria nuvem, não há porque não ser assim. Na verdade a computação em nuvem mal teve tempo de decolar de verdade, e portanto as aplicações rodarem offline nos dispositivos móveis é apenas resquício dos métodos antigos de software em pacote instalável, que na verdade ainda não tiveram tempo suficiente para "ficarem para trás".

E que venha o Chrome para Android!

sábado, 13 de agosto de 2011

A lei de Moore está de volta

Percebo cada vez mais pessoas (várias mesmo) assustadas com a evolução das coisas, desesperadas com ver seus aparelhos celulares ficarem ultrapassados em tão pouco tempo. Engraçado que isso pra mim não é novidade. Já vi esse filme antes. Bem vindo ao mundo real da tecnologia. Ela na verdade sempre foi assim, mas você se acostumou mal. Se acostumou mal porque é da geração Internet (independente de idade, pois muita gente não tão nova só passou a usar computador com a vinda da Internet). Conheceu a tecnologia numa fase de downsizing, aonde o poder dos PCs antes necessário para poder rodar a última versão do Windows e do Office foi ofuscado pela lerdeza da Internet, que entre Google Docs, joguinhos em Flash e mapas se abrindo devagar na tela mesmo assim se tornou mais importante que o desktop. Foi por isso que o Windows Vista não deu certo. Foi por isso que o netbook fez sucesso. Foi por isso que o tablet se tornou viável. Foi por isso que abriu-se espaço no mercado para uma nova gigante chamada Google. E então as pessoas não tão acostumadas com o avanço tecnológico saborearam momentos de alívio. Durante alguns anos foi fácil se manter neutro. Essa nova geração podia se dar ao luxo de não se importar muito com upgrades em seus PCs, e até em vários casos trocar por computadores menos potentes que o anterior. Mas pra quem viveu a época em que se trocava de PC a cada novo Windows ou Office, não era difícil prever que, depois que esse downsizing atingisse seu limite mínimo, com a própria Internet ficando cada vez mais veloz, os dispositivos "magros" também iriam acabar voltando a acompanhar a evolução. O que aconteceu no mundo da tecnologia foi algo como um avião que estola após perder sustentação, e depois recupera seu voo ao ganhar mais velocidade. Agora as coisas voltam a subir. Com um outro formato, "a fresh new look", mas tal como a tecnologia na verdade sempre foi: evolução constante, goste ou não. O melhor é aprender a gostar...

O próximo killer hardware

Alguém tem dúvidas de que o futuro está no head mounted display?

Veja, já temos toda a tecnologia necessária, e todos os caminhos que estamos seguindo convergem para isso.

O dioptro digital das câmeras digitais mais profissionais é a popularização do mecanismo ótico que permite que nossos olhos enxerguem tranquilamente um LCD que está a apenas uns poucos centímetros do olho.

O sucesso do 3D atual no cinema e televisão é também um meio caminho andado para uma tecnologia que trará uma imersão infinitamente superior, já que o head mounted display usa duas telas compondo imagens stereo que cobrem todo o campo de visão.

Antigamente havia um problema com a ideia do capacete de realidade virtual que era a dificuldade para se criar mecanismos que detectassem os movimentos da cabeça do usuário, mas hoje os celulares com seus sensores de orientação provam que este problema está completamente superado, basta utilizar o Streetview da Google no modo "bússola" para perceber isso.

Da mesma forma, os celulares com resoluções gráficas comparáveis às de PCs provam que já é possível popularizar telas pequenas mas com alta resolução, necessárias para a imersão esperada em um dispositivo que ao mesmo tempo irá proporcionar a mesma mobilidade que um fone de ouvido, mas com uma imagem, para os nossos olhos, maior que a do cinema.

Eu praticamente não tenho dúvidas de que o talvez próximo "killer hardware" será um head mounted display conectável a smartphones. Ok, talvez daqui a mais alguns poucos anos...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Minhas descobertas com o meu primeiro Android


Que salto! Bastou 1 ano e 4 meses para, gastando quase os mesmos 500 reais, sair de 2G, OS proprietário, tela resistiva, sem GPS, e sem multi-touch, para 3G, Android 2.2, tela capacitiva, GPS e multi-touch. De Samsung Star para Samsung Galaxy Mini. Um mundo de realizações de sonhos tecnológicos, alguns um tanto inusitados.

Claro que fiquei dias e noites com o celular na mão fuçando de tudo quanto é jeito como é de costume toda vez que adquiro algo tão interessante assim, e, também como de costume, vou compartilhar minhas melhores descobertas, de uma forma voltada principalmente para quem ainda não tem um smartphone, ou para quem tem mas não explorou o suficiente ainda, e portanto não sabe o que está perdendo. Somente apps gratuitas.

Cine Mobits - Programação de cinema para cidades brasileiras, ao contrário da app do IMDB. Veja o trailer e tudo.

RL Watcher - Detecta movimento e grava fotos em sequência, envia alerta por e-mail, telefone e tudo.

Move2SD Enabler - Se o seu celular tiver pouco espaço interno como o meu, é mandatório "rootear" o Android para poder mover as apps que "dizem só rodar na memória interna" para o cartão SD e liberar espaço. Não tive problema com nenhuma das apps que movi.

TinyShark - Ainda não consegui usar, pois ainda não consegui instalar Flash player no meu celular. O Flash player oficial só roda em processadores ARMv7, e o Galaxy Mini tem processador ARMv6, entretanto há um Flash player hackeado que roda em ARMv6, mas aparentemente exige o upgrade para a versão 2.3 do Android, um procedimento complicado e arriscado enquanto a Samsung não resolver lançar um update oficial. Mas, voltando ao TinyShark, que exige Flash player para rodar, cito ele porque dá pra perceber que é uma excelente app para usar o Grooveshark.com sem ter que pagar a mensalidade deles.

Puffin - Resolvi abrir uma exceção. Esta é a única app não-gratuita desta listagem... É que este browser web permite acessar sites em Flash mesmo sem ter o Flash Player instalado, com interatividade e tudo. Mas usa virtualização e portanto convém se precaver quanto à segurança, já que suas senhas, por exemplo, passarão primeiro pelos servidores da empresa responsável pelo Puffin.

CIGAM Boletos - Ótima app para organizar o pagamento de suas contas mensais, compatível com boletos brasileiros. Seu celular vira um bar code scanner, basta apontar a câmera para o boleto. Entretanto, não funcionou com boletos em papel no meu caso pois a câmera do Galaxy Mini não tem auto-foco para objetos muito próximos à lente, e o código de barras precisa ficar bem próximo para poder ser lido. Mesmo assim uso com boletos que vem pela Internet, basta dar zoom no browser do PC. A app armazena cada pagamento com o código, data de vencimento, permite alertar no dia de pagar, e uma caixa marca se foi pago ou não.

Barcode Scanner - Já este lê QRcode. Se você ver um QRcode, basta clicar nesta app, apontar a câmera do celular, e ele visita o website pra você guardar nos favoritos ou o que quiser.

SimonClone - O melhor clone do saudoso brinquedo Genius que encontrei.

Droid2600 - Por falar em vintage games esse emulador de Atari roda tudo de forma perfeita. Para o Galaxy Mini prefiro jogar no modo "tilt", inclinando o celular para simular um joystick.

Jigsaroid - Para quem gosta de quebra-cabeças. Interessante como, mesmo com as peças bem pequenas na tela, é fácil empurrar elas com o dedo para o lugar desejado.

Chess Chess - Achei este o melhor jogo de Xadrez gratuito. Detalhe interessante é que é o primeiro jogo de Xadrez que vejo na vida que fala "xeque" e "xeque mate", algo que todos deviam fazer.

Checkers Free - Jogo de Damas também ótimo.

Four in a Line Free - Outro jogo clássico para passar o tempo. Bem feitinho...

TweetDeck - Segue a qualidade da versão para Chrome. Twittar do celular é praticamente tão fácil quanto do PC.

Piano For You - Pesquisei muito mesmo por pianos para o touchscreen, e este foi eleito o melhor que encontrei.

2X Client RDP - Pra quem usa VNC, saiba que o Remote Desktop do Windows é muito melhor. Pra quem usa Remote Desktop no Windows, fique tranquilo quanto a conectar pelo Android. É simplesmente perfeito.

Kids Doodle - O touchscreen inspira desenhar na tela com o dedo. Mas como não espero fazer grandes obras de arte na tela de um celular, achei que esta app com efeitos tipo "neon" serve muito bem ao divertido propósito.

Google Maps - Além de ser mandatório por causa do GPS, experimente o StreetView no modo "bússola". A sensação é exatamente a mesma que se tem segurando uma câmera digital lá no local. Você aponta o celular para o lado que quer ver da paisagem.

Dolphin Browser HD - Apontado por muitos como o melhor browser Web. Ao dar zoom a coluna de texto se auto-ajusta para caber na largura da tela, e tem um visual parecido com o do Chrome.

APNdroid - Em casa você vai usar Wifi, na rua 3G. O Android automaticamente desliga o 3G quando se conecta no Wifi. Mas mesmo na rua nem sempre você vai querer usar o 3G. Esta app tem um widget, ou seja, fica ativa na tela principal do Android. Para ligar e desligar o 3G, basta clicar o ícone do APNdroid. Simples assim.

Color Flashlight HD - Mais uma função mega-útil pro seu celular: uma lanterna. Se faltar luz, é sem dúvidas extremamente útil aproveitar o celular. Esta app simplesmente deixa a tela toda branca no brilho máximo do aparelho. Há outros efeitos também.

Pinball Deluxe - Supreenda-se com a qualidade deste pinball com mesa que rola pela tela.

Compass - Seu celular é também uma bússola, e com vários visuais diferentes

Live Cams Free - As câmeras ao vivo da Earthcam com streaming, embora lento.

Andricious - Se você usa Delicious já encontrou a app para acessar seus favoritos.

Google Translate - O tradutor da Google com voz para pronúncia e tudo.

Wikitude World Browser - Um daqueles navegadores de realidade aumentada aonde você aponta a câmera e ele mostra aonde ficam as lojas e tal. Ainda não usei muito mas parece bem útil.

Layar - Mais um navegador de realidade aumentada.

4shared Music - Toca por streaming qualquer música do 4shared, ou seja, qualquer música que você imaginar, e adiciona em playlist. Nenhuma necessidade de baixar MP3.

Angry Birds - É gratuito o talvez mais famoso jogo para celulares.

Marvin - Um dos primeiros computadores que eu tive foi um TK90X, de 8 bits compatível com o ZX Spectrum inglês. Tentei rodar um emulador desta maquininha no V360L, no Star, e sempre ficava muito lento. Finalmente realizei o sonho de jogar qualquer jogo para Spectrum com som e tudo no celular. Este emulador inclusive carrega jogos clássicos via Web. Perfeito.

SoundHound - Todo mundo se impressiona com esta app. Você abre ela em um bar e espera um pouco que ela te diz o nome da música que está tocando, letra, e várias outras informações. Se preferir pode cantar você próprio que a app identifica também.

TuneIn Radio - Inúmeras web-rádios do mundo inteiro.

Radardroid - O GPS do seu celular é capaz de dizer a velocidade em que você está se movimentando com mais precisão do que o velocímetro do seu carro. Esta app mostra sua posição no mapa, sua velocidade, e aparentemente todos os pardais de velocidade com alertas quando você se aproxima deles. É divertida até a pé, para ver a velocidade no qual você está correndo.

RemoteDroid - Seu celular vira também um controle remoto para o seu PC ou TV ligada no PC. Ou melhor, vira um mousepad sem fio perfeito, e com direito a usar o teclado virtual do celular. Basta conectar pelo Wifi.

File Expert - Depois de usar cabo USB de várias formas diferentes, descobri que compartilhar pasta no PC via Wifi é a melhor opção para transferir arquivos para o celular. Serve inclusive para instalar APKs (apps). E este file manager é o que eu mais gostei para realizar a tarefa.

Google+ - Depois que você instala essa app, você percebe que a Google fez o Plus pensando no Android o tempo todo...

Cut the rope - Mais um jogo que virou um clássico do celular. Realmente divertido. Link para a versão legalmente free.

Wolfram Alpha Free - Melhor que qualquer calculadora.

Labyrinth Lite - Jogo simples sim, porém fantástico. Aquele antigo jogo de inclinar para deixar a bolinha cair no buraco. Super bem feito, parece de verdade.

BASIC! + SQL - Para você poder definitivamente chamar seu celular de "um computador de bolso", uma linguagem de programação BASIC completa.

App 2 SD - Para facilitar na hora de tentar mover aplicações para o cartão SD e liberar espaço.

CB Radio Chat - Adorei essa app que funciona igual um Walkie Talkie com push-to-talk e múltiplos usuários. É possível escolher canais e até a distância máxima em que as pessoas com quem você vai se comunicar podem estar, criando assim um canal privado. No início pode parecer apenas um chat besta com voz, mas, além da diversão, pode ser extremamente útil quando se está por exemplo seguindo outros carros, ou na organização de eventos.

Viber - Outra dúvida que eu tinha antes de ter Android era a que nível já chegava a integração entre softwares de voip e o celular. Pois bem... é como eu sonhava... o Skype consegue receber chamadas "em standby", e quando você disca normalmente um número, o celular automaticamente pergunta se você quer fazer uma ligação normal, no Skype, ou em outras apps de voip. Só que você tem que ter conta no Skype e usar os códigos de identificação do Skype. Eis então que surge o Viber, que faz tudo isso e ainda dá um passo além, pois nesta app de voip você não precisa se cadastrar, e ele usa como identificador o próprio número de telefone normal das pessoas inclusive com integração automática com os seus contatos.

Gemini app manager - Para desinstalar, mover para o cartão de memória, ver os processos ativos, permissões das apps, etc. Aparentemente ele mostra as listagens de apps mais velozmente que qualquer outro...

domingo, 29 de maio de 2011

Como evitar frustração no desenvolvimento de sistemas sob encomenda

Em quase todo possível novo cliente que visito me deparo com o mesmo problema. "Fulano estava fazendo um sistema pra gente mas interrompeu pelas metades". A experiência tem me mostrado que a causa é quase sempre uma visão equivocada quanto à evolução do desenvolvimento de um sistema sob encomenda. O erro mais comum é confundir projetos de sistemas com outros tipos de projetos, como a construção de uma casa por exemplo. O iniciante demora a perceber que há uma diferença básica: o projeto de uma casa acaba, e depois que a casa é construída, o arquiteto ou engenheiro nunca mais precisam ver aquele cliente novamente. Já a realidade do desenvolvimento de um sistema sob encomenda é bem diferente, pois o cliente sempre vai precisar de modificações posteriores. Tudo em tecnologia é assim. Nunca se está plenamente satisfeito. Um computador sempre precisará de um upgrade, e o mesmo acontece com o software, principalmente quando a intenção é fazer algo sob medida. É impossível ao cliente saber de antemão tudo o que precisará ter, e a partir do momento em que o software estiver sendo benéfico para ele no dia a dia, é normal que ele vislumbre mais possibilidades. Mas o desenvolvedor iniciante geralmente fecha um valor pelo projeto e não traça planos para cobrança pelo seu trabalho pós-entrega-da-primeira-versão. O cliente começa a pedir modificações e, por serem relativamente pequenas, num primeiro momento o desenvolvedor as aceita sem se importar com os custos. Com o tempo ocorre o inevitável: os pedidos de modificação vão se somando, e não demora muito para o desenvolvedor se ver obrigado a arrumar alguma desculpa para abandonar o projeto, seja um emprego, uma viagem ou algum "curso noturno", e o cliente acaba tendo que se contentar com um sistema abandonado que não atende plenamente às suas necessidades. Infelizmente o que se nota é que a maioria dos sistemas nesta situação são jogados fora. Tempo e dinheiro perdido.

É preciso se entender que de pequena em pequena modificação todo sistema acaba sempre acrescentando custos um tanto variáveis ao longo do processo, e que, portanto, o preço para se desenvolver um sistema sob encomenda nunca pode ser encarado como algo "fixo pelo projeto todo". É essencial que o desenvolvedor autônomo tenha uma metodologia de cobrança em que cada elemento de funcionalidade pedido, seja no projeto inicial ou em modificações posteriores, seja contado e devidamente pago pelo cliente, e um bom ponto de partida é conhecer as técnicas de análise de pontos de função. É justo, pois é simplesmente pagar ao desenvolvedor pelo trabalho que for realizado, e é melhor para o cliente também, para não terminar com um produto inacabado nas mãos.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Desmistificando a nuvem com respostas curtas

"Eu não vou de jeito nenhum por todas as minhas informações na Internet"

Há realmente alguma coisa nos seus dados informatizados que você já não tenha enviado ao menos por e-mail alguma vez? Se parar pra pensar aposto que a resposta será "não". Diferença entre ir por e-mail e "estar na nuvem" = nula.

"Se o servidor da Google pifar, você perde tudo"

Eles tem vários servidores e backups em mais de um lugar diferente. É muito mais fácil o seu HD pifar e você não ter nenhuma cópia de segurança.

"Se a conexão cai, você fica sem acesso aos seus dados"

1- Se a luz cai você fica sem acesso no offline também. Tem no-break? A maioria das pessoas que eu conheço hoje em dia tem uma conexão 3G, além da conexão fixa, o que dá no mesmo.

2- Na computação offline basta você ir para longe do seu PC que você já fica sem acesso aos seus dados, mesmo que acesse outro PC, a não ser que se tenha toda disciplina e tempo do mundo para sincronizar religiosamente um pendrive com os dados, e que tenha, no outro PC, o software necessário para abrir e visualizar os arquivos, lembrando que, na nuvem, tanto dados como software estão, na nuvem! E então? Na prática, qual método deixa você com acesso aos seus dados por um período maior de tempo?

"Qual a segurança de ter meus dados disponíveis na Internet?"

Talvez você preferia a época do Back Orifice? Fato é que se o seu computador está conectado, os dados nele estão passíveis de serem lidos por algum hacker. Ou então talvez preferia a época mais antiga ainda dos trocentos virus que vinham por disquete e que causavam danos aos arquivos, sem uma Internet pra atualizar o antivirus?

"A Web é muito lenta"

Diziam o mesmo quando trocaram o DOS pelo Windows, mas o Windows era multitasking. Sempre há vantagens que compensam as desvantagens. Grande parte das operações via Web tem mais agilidade porque dividem os recursos entre o servidor e a máquina cliente, o que tem possibilitado o uso de hardwares menos potentes como celulares, tablets e netbooks. Imagine rodar um Google Maps com StreetView e tudo num celular offline...

"Como vou ouvir minhas músicas?"

Você tem 5000 MP3 no seu HD? Ótimo. Em serviços de streaming como Grooveshark se tem acesso a milhões e milhões de músicas a qualquer momento.

"É uma volta ao mainframe"

Exceto pelo fato de que na época as aplicações que você talvez tivesse acesso em casa gastando fortunas com um modem pela rede telefônica seriam aquelas que o mainframe do seu trabalho disponibilizasse, e em textos verdes com fundo preto. A Internet "popularizou o mainframe" em todos os sentidos.

"E sobre jogos?"

No início da era Windows só havia Solitaire e Minesweeper. O resto era pra DOS. Além da Web ter uma infinidade de jogos simples e outros nem tão simples, jogos complexos por streaming já são realidade nos EUA. Questão de tempo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Como dominar o mundo

Uma lâmpada brilhou na minha cabeça e quero registrar aqui a idéia como uma previsão para o futuro, já que adoro fazer isso.

A previsão hipotética é a seguinte: a Google lançará o "Google Money", algo com semelhanças com o Paypal, mas com uma espécie de moeda própria, muito menos atrito para realizar e também receber pagamentos, e, o mais importante, integrará o sistema com o Google Chrome. Como no Second Life, o total em dinheiro que você tem no Google Money aparecerá na barra de ferramentas do browser, e para pagar por algo na Internet que utilize a API da Google, bastará um clique, outro pra confirmar, e pronto, o dinheiro já está na conta Google Money do destinatário. É tudo sobre transações financeiras sem atrito, e a Google desbancaria até os bancos já estabelecidos, talvez levando alguma comissão sobre as transações.

Com o tempo surgirão sites para oferta e procura de serviços utilizando o sistema, e, dada a facilidade, começarão a surgir até propostas inusitadas como pedir uma carona, oferecendo dinheiro em troca, e indivíduos se oferecerão para entregar pizza, tudo baseado num sistema de avaliações para tornar as ofertas mais confiáveis, ameaçando mais e mais indústrias estabelecidas. Muita gente que produz conteúdo na Internet vai viver de doações que se tornarão tão fáceis de se realizar que serão enfim viáveis, e alguns sites também oferecerão quantias da moeda virtual para quem simplesmente os visitar. Um liberalismo capitalista desenfreado, que só a Internet será capaz de proporcionar.

O que me levou a prever este futuro? Aqueles que gostam do Second Life vão entender melhor essa idéia. O "mundo virtual", que hoje sofre muito preconceito, tem essa característica bem sucedida que poucos notaram: ele é ao mesmo tempo o canal que dispõe os produtos e serviços virtuais, e o próprio banco, utilizando a própria moeda virtual Linden Dollar. Com isso, as transações fluem como em nenhum outro serviço de Internet que eu conheço. As pessoas tanto recebem como pagam pelos produtos e serviços virtuais com facilidade sem igual. Tanto que sou capaz de apostar que o único lugar aonde muita gente já gastou dinheiro pela Internet foi no Second Life. Lembrando que o Linden Dollar vale dinheiro de verdade. Tudo o que falta é transportar essa mesma idéia para o mundo real. Não é a toa que o fundador do Second Life, Philip Rosedale, lançou um serviço, ainda em fase alpha, que foi a base para esta minha previsão. O potencial revolucionário do http://www.coffeeandpower.com me parece enorme. Mas imagine a Google fazendo isso com a Internet inteira.

De qualquer jeito, o que me parece certo é que no futuro o dinheiro irá para a nuvem. A Internet terá uma moeda própria. A questão é quem irá criar e consequentemente controlar esta moeda.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Extensões e apps para Chrome que eu mais gostei

Desde que a Google lançou a Chrome Web Store eu viciei em testar apps e extensões. Segue a lista das que eu mais gostei até o momento, e recomendo altamente:

Extensões
  • IE Tab - Pra quem desenvolve sites como eu, ou gosta de alguns que só rodam no Internet Explorer, esta extensão coloca o IE dentro do Chrome toda vez que for necessário.
  • Felicious - Durante muito tempo procurei por uma boa extensão Chrome para o Delicious. Acho esta melhor até que a oficial. Permite ver, procurar e criar bookmarks eficientemente.
  • Window Resizer - Outra importante para desenvolvedores Web. Muda o tamanho da janela do browser para se equiparar a várias resoluções de tela conhecidas, e permitir testar a aparência do site nessas diferentes resoluções com grande facilidade.
  • Instapaper - A Internet é cada vez mais uma bombardeo incessante de informação, e cada vez mais é comum interrompermos o que estávamos fazendo para ler algo interessante que apareceu no Twitter. Para evitar essa bagunça em nossas vidas é bastante útil o serviço Instapaper, cuja missão é guardar temporariamente uma URL para que você leia mais tarde quando estiver mais disponível, e esta extensão torna a coisa ainda mais fácil. Basta navegar para o texto interessante e clicar no ícone. A página é automaticamente adicionada no Instapaper e fechada logo em seguida. Pronto. Você fica livre para continuar seu trabalho, sem peso na consciência.
  • Send from Gmail - Em primeiro lugar, se você não usa GMail, não sabe o que está perdendo. Se já usa, deve ficar p da vida ao clicar em um endereço de e-mail na Web e o browser abrir o Outlook. Eu pelo menos nem quero ver essa assombração na frente. Esta extensão simplesmente faz com que links para e-mails abram o GMail, além de permitir enviar um e-mail pelo Gmail com mais facilidade, clicando-se no ícone.
  • Better Google Tasks - Quem usa Google Calendar (Agenda, bleh) e Tasks vai achar importante esta extensão para visualizar e adicionar tasks rapidamente. Se não usa, vale a pena conhecer o Google Calendar e dizer adeus à agenda em papel em grande estilo, na nuvemacessível em qualquer lugar.
  • Screen Capture - Oficial da Google. Muita gente encontra utilidade para tirar uma screenshot de página Web em um momento ou outro, principalmente desenvolvedores Web. Pode gravar a página inteira ou só a parte visível, ou mesmo uma região delimitada.
  • Clip to Evernote - A extensão oficial do Evernote. Testei várias extensões para anotações rápidas na nuvem e conclui que este serviço com esta extensão continuam sendo os melhores. Mas enfatizo que meu objetivo é encontrar um substituto online para o notepad do Windows. Outras pessoas tem outros desejos.
  • Join Tabs - Não sei você, mas eu abro 500 abas no Chrome. Ok. O sentido é figurado, mas eu sempre uso 2 monitores e abro abas aqui e lá o tempo todo, além de ficar debugando sites no ASP.NET, e o escambau. Vira uma loucura e volta e meia novas janelas são abertas, além das abas, e é difícil manter o controle disso tudo. O objetivo do Join Tabs é simplesmente fazer com que as abas nunca abram em novas janelas, a não ser quando se arrasta a aba para fora de propósito, como quando quero ver no segundo monitor. Pra mim é importante, mas depende do uso de cada um.
  • Chromey Calculator - Esta é uma das melhores extensões que já vi na vida. A calculadora do Windows é bonitinha e tal, tem botõezinhos. Mas pare para pensar: se eu tenho teclado com números e tal, pra que preciso de botões na tela na hora de calcular? O Chromey Calculator pode não ser muito bonitinho, mas é excepcionalmente util. Volta e meia precisamos de uma calculadora. Basta clicar o ícone e você tem muito mais que qualquer calculadora que você já viu na vida, afinal esta extensão junta as máquinas de cálculo do Google e do Wolfram Alpha numa só aplicação. Você pode digitar fórmulas complexas e até coisas como "World population - population of Brazil", e tudo vai ficando gravado na listinha de últimos cálculos realizados que aparece. Pode-se facilmente criar variáveis inclusive. Enfim, substitui a calculadora do Windows de forma até covarde.
  • Instalyrics - Eu gosto de cantar. Não que eu cante bem. Mas enfim, de qualquer forma acho interessante poder de forma fácil ler as letras das músicas que eu toco no PC. O Instalyrics funciona com músicas do Youtube e do Grooveshark. Basta clicar o ícone enquanto a música toca, e ele exibe as letras na conveniente janelinha. Selecione um pedaço da letra e mande ele enviar pelo Twitter para você (ainda não testei isso).
  • Docs PDF/PowerPoint Viewer - Na minha opinião, o melhor leitor de PDF, principalmente de grandes PDFs. Pena que aparentemente está limitado a PDFs de no máximo 20MB. Ele usa a máquina na Web da Google para exibir com a maior rapidez que conheço os documentos nestes formatos, e sem esperas para abrir pesadas aplicações.
  • Ultimate Chrome Flag - Exibe uma conveniente bandeirinha indicando em que país está o site aberto. Clicando-se na bandeira são exibidos mais detalhes sobre o website. Qualquer usuário um pouquinho mais avançado vai gostar.
Apps
  • DropMocks - A forma mais fácil que eu conheço para compartilhar fotos. Com interface ultra-minimalista feita pela Google, basta arrastar as fotos do Windows Explorer em cima da página do DropMocks e esperar o envio. Depois envia a URL para as pessoas que você quiser.
  • CloudCanvas Core - O melhor editor gráfico do tipo vector que roda na Web que eu conheço. Pra quem não quer instalar o Corel Draw.
  • NewsSquares - Para quem usa Google Reader, uma nova forma de ler as novidades. Por incrível que pareça é mais agradável.
  • You've Got News - Quem diria que eu iria usar algo da AOL. Também para ler notícias, este site cria um formato de jornal/revista para diversas fontes pré-definidas para tornar mais agradável a leitura.
  • TweetDeck - Espetacular. Joguei fora todas as extensões Twitter que eu usava. Pra mim o TweetDeck está para o Twitter assim como o GMail está para o E-mail.