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sábado, 13 de agosto de 2011

A lei de Moore está de volta

Percebo cada vez mais pessoas (várias mesmo) assustadas com a evolução das coisas, desesperadas com ver seus aparelhos celulares ficarem ultrapassados em tão pouco tempo. Engraçado que isso pra mim não é novidade. Já vi esse filme antes. Bem vindo ao mundo real da tecnologia. Ela na verdade sempre foi assim, mas você se acostumou mal. Se acostumou mal porque é da geração Internet (independente de idade, pois muita gente não tão nova só passou a usar computador com a vinda da Internet). Conheceu a tecnologia numa fase de downsizing, aonde o poder dos PCs antes necessário para poder rodar a última versão do Windows e do Office foi ofuscado pela lerdeza da Internet, que entre Google Docs, joguinhos em Flash e mapas se abrindo devagar na tela mesmo assim se tornou mais importante que o desktop. Foi por isso que o Windows Vista não deu certo. Foi por isso que o netbook fez sucesso. Foi por isso que o tablet se tornou viável. Foi por isso que abriu-se espaço no mercado para uma nova gigante chamada Google. E então as pessoas não tão acostumadas com o avanço tecnológico saborearam momentos de alívio. Durante alguns anos foi fácil se manter neutro. Essa nova geração podia se dar ao luxo de não se importar muito com upgrades em seus PCs, e até em vários casos trocar por computadores menos potentes que o anterior. Mas pra quem viveu a época em que se trocava de PC a cada novo Windows ou Office, não era difícil prever que, depois que esse downsizing atingisse seu limite mínimo, com a própria Internet ficando cada vez mais veloz, os dispositivos "magros" também iriam acabar voltando a acompanhar a evolução. O que aconteceu no mundo da tecnologia foi algo como um avião que estola após perder sustentação, e depois recupera seu voo ao ganhar mais velocidade. Agora as coisas voltam a subir. Com um outro formato, "a fresh new look", mas tal como a tecnologia na verdade sempre foi: evolução constante, goste ou não. O melhor é aprender a gostar...

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