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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A "Web" está morrendo?

Embora eu já esteja um tanto viciado em aplicações instaláveis para smartphones, eu discordo da visão da Wired -que só li hoje- de que a tendência seja ao "fechamento" das coisas em contraposição à arquitetura aberta.

Ora, a vitória da clonagem de PCs sobre o IBM PS/2 e sua tentativa fracassada de retomar o controle sobre o mercado de PC, que permaneceu uma arquitetura aberta por todos esses 30 anos, não é uma prova de que o aberto vence? E a vitória da Internet, com conteúdo aberto a todos, sobre as "ilhas isoladas" das BBSs e dos portais do tipo AOL também não são? Pra mim é bastante claro que o que impediu o Linux de vencer o Windows foi tão somente o fato de o Linux ter vindo bem depois do Windows já fazer muito sucesso. Veio tarde demais. Mas agora, no novo mundo dos smartphones, tudo indica que é o padrão aberto, o Android, que vingará sobre os concorrentes fechados.

Desde que a Apple, que sempre foi a megaempresa mais "fechada" do mundo da tecnologia, começou com essa coisa de app para iPhone, eu sempre vi isso como uma situação temporária que é necessária no momento atual devido à "lentidão a mais" dos dispositivos móveis em relação a plataformas como o PC, o que os torna incapazes de rodar, por exemplo, sites em HTML5 em sua plenitude. A Google no caso não tinha outra escolha senão participar deste mercado, mas na medida em que os smartphones ganharem mais poderes as vantagens das aplicações rodarem na nuvem irão ressurgir. Hoje eu ainda não consigo rodar, sem ter que reinstalar, uma mesma coisa que rodo em um dado smartphone ou tablet, em outro smartphone ou tablet, não consigo nem mesmo compartilhar as configurações das aplicações entre diferentes smartphones. Me parece bastante óbvio que isso é algo que falta no mundo das apps móveis, e que quando aparecer ninguém conseguirá viver sem isso, e então teremos de volta as aplicações todas rodando na própria nuvem, não há porque não ser assim. Na verdade a computação em nuvem mal teve tempo de decolar de verdade, e portanto as aplicações rodarem offline nos dispositivos móveis é apenas resquício dos métodos antigos de software em pacote instalável, que na verdade ainda não tiveram tempo suficiente para "ficarem para trás".

E que venha o Chrome para Android!

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